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10 Mitos e verdades sobre a depressão pós-parto

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Para a maioria das mulheres, o nascimento de um filho é um momento único e inesquecível. No entanto, para muitas, os primeiros meses após a chegada do bebê são um período contraditório. Afinal, por mais que o parceiro, os pais e os amigos estejam super felizes, para elas, esse período não é exatamente de alegria.

Se esse for o seu caso, calma: você não está sozinha. De 10% a 15% das mulheres sofrem de depressão pós-parto e, apesar dos avanços para entender um pouco mais sobre o problema, ainda há muitos estigmas que deveriam ser deixados para trás.

Incrível.club pesquisou os 10 mitos mais comuns sobre a depressão pós-parto (DPP) para aumentar a conscientização sobre esse problema que afeta uma a cada 6 mulheres.

1. A depressão pós-parto ocorre imediatamente após dar à luz

Entre 40% e 80% das mães experimentam o chamado “baby blues” ou tristeza pós-parto. É uma alteração do estado de espírito que faz com que a mulher viva uma mistura de emoções intensas, que vão desde o choro, a ansiedade, a angústia e a nostalgia até o extremo cansaço. Normalmente, essa tristeza pós-parto começa alguns dias após a mulher dar à luz e desaparece em 2 semanas. No entanto, se a situação persistir e se tornar mais grave (a ponto de impedir a retomada da rotina), a mulher pode estar sofrendo de depressão pós-parto.

2. A mãe é responsável pelo sofrimento

A depressão pós-parto é um problema mental e não é algo que as mulheres decidam ter. Muitas se culpam pela DPP, quando, na verdade, existem diversos fatores (hormonais, sociais e psicológicos) responsáveis por causar a depressão e nenhum deles pode ser controlado.

3. Você consegue se recuperar apenas dormindo ou descansando

É verdade que, depois que os filhos nascem, a mulher perde muitas horas de sono que podem levar à fadiga extrema. E, embora o cansaço possa contribuir para piorar a depressão pós-parto, apenas descansar ou dormir algumas horas a mais não será capaz de combater o problema.

4. Se você estiver amamentando, não poderá tomar medicamentos para a DPP

Os antidepressivos prescritos para a DPP são, em geral, considerados seguros e apenas uma pequena dose é transmitida ao bebê pelo leite materno. A decisão de continuar amamentando seu bebê ou passar a tomar um medicamento deve ser tomada junto com o seu médico.

5. Você vai machucar seu filho se estiver sofrendo

Realmente há casos de mulheres que machucaram fisicamente seus filhos. No entanto, as mães com DPP geralmente não atacam seus bebês. Já aquelas que sofrem de psicose pós-parto, uma doença pós-parto extremamente rara e grave, provavelmente acabem causando danos a si mesmas ou a seus filhos. Os sintomas da psicose pós-parto geralmente aparecem de 48 a 72 horas após o nascimento do bebê.

6. Somente as mulheres com baixos recursos econômicos sofrem com o problema

A depressão pós-parto pode afetar qualquer pessoa, independentemente de sua nacionalidade, classe social ou situação financeira. Nos últimos anos, celebridades como Brooke Shields e Gwyneth Paltrow falaram abertamente sobre a depressão pós-parto. E elas não têm problemas financeiros.

7. Apenas pessoas fracas sofrem desse mal

Não existe um medidor para saber quais mães são mais fortes. A verdade é que, independentemente de sua personalidade, você pode sofrer de depressão pós-parto. E pedir ajuda a um profissional não a torna uma pessoa fraca.

8. Ela desaparece sozinha, sem ajuda

A DPP não é algo que simplesmente desaparece, como um resfriado ou uma forte dor de cabeça. Ignorar os sintomas não a fará desaparecer, e sim o oposto: só irá piorar a situação. Reconhecer que existe um problema e pedir ajuda profissional é a única maneira de melhorar.

9. Mulheres que sofrem de depressão pós-parto não amam seus bebês

Isso está muito distante da realidade. A depressão torna mais difícil para a mulher estabelecer um vínculo com seu bebê ou expressar seus sentimentos, mas isso não significa que não ame seu filho.

10. Se sofrer de DPP uma vez, na gravidez seguinte terá o problema de novo

Você pode ter depressão pós-parto em mais de uma gravidez ou não ter o problema sequer uma vez, mesmo que tenha mais de um filho. Cada gravidez é diferente e cada criança é única. Não há como saber de antemão se você terá ou não o problema.

Por acaso você é uma mulher que superou a depressão pós-parto ou conhece alguém que passou por uma situação semelhante? Como foi? Conte sua experiência nos comentários: sua história pode inspirar outras mães na luta contra o problema!

Imagem de capa Depositphotos
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