Tem alguma coisa piscando na Lua, mas ninguém sabe o que é

há 6 meses

O telefone da central de atendimento da NASA não para de tocar! O operador está suando, de tanto estresse. Ele mal tem tempo de atender o telefone, e todas as mensagens recebidas dizem a mesma coisa.

Tem alguma coisa piscando na Lua. De fato, centenas de milhares de astrônomos amadores estavam observando a Lua naquela noite. E de repente, surgiu uma luz brilhante nela.

É como se alguém tivesse acendido um poderoso holofote sobre sua superfície. Os cientistas começaram imediatamente a procurar uma explicação para o fenômeno. Primeiro, pensaram que se tratava apenas do brilho de um avião voando entre os observadores e a Lua. Mas nesse caso, não teria sido visto simultaneamente por tantas pessoas de diferentes partes do mundo.

Outra suspeita era os satélites Starlink. Teoricamente, um deles poderia ter pregado uma peça nos astrônomos amadores. Eles poderiam ter pensado que a pequena luz do satélite era um flash de luz na Lua. Porém, mais uma vez, se o satélite fosse o culpado, a luz não estaria estática — ela estaria se mexendo.

Enquanto alguns cientistas continuaram à procura de uma resposta para esse mistério, outros decidiram investigar o fenômeno mais a fundo. Para isso, construíram um novo telescópio no norte de Sevilha, na Espanha. As condições de lá são bastante adequadas para se observar a Lua.

O telescópio tem duas câmeras controladas remotamente a partir de um campus na Alemanha. Se ambas as câmeras captarem qualquer fenômeno diferente sobre a superfície lunar, o telescópio será aproximado rapidamente dela para descobrir o que está acontecendo.

Será necessária uma inteligência artificial avançada para fazer com que as câmeras consigam distinguir entre o fenômeno inexplicado na Lua e a luz de um avião, de um satélite, ou de um pequeno meteorito que possa entrar na atmosfera terrestre.

Enquanto o telescópio está fazendo sua investigação, nós já temos uma teoria que pode explicar o surgimento desses flashes brilhantes e redondos sobre a superfície lunar.

Vamos lá: a Lua influencia as marés dos mares e oceanos da Terra com sua força gravitacional. Mas a Terra pode afetar a Lua da mesma forma.

Só que essa força será trinta e duas vezes e meia mais forte. Enquanto a Lua orbita a Terra, em determinado ponto, ela pode ficar muito próxima do nosso planeta.

Então, a força dessa interação ficará maior. A essa altura, as forças das marés podem fazer com que algumas fissuras na superfície da Lua se abram, liberando gás de seu interior.

Um poderoso jato de gás levantará a poeira lunar consigo. E o que vemos como um flash brilhante com nossos telescópios é realmente apenas uma névoa de poeira, que é redonda, e também reflete a luz do sol.

Se for observada de uma certa distância, parece mesmo um flash. Quando a poeira sobe, achamos que está acontecendo uma pequena explosão. E esse flash vai sumindo aos poucos, à medida que a poeira assenta.

Essas coisas acontecem o tempo todo sobre a superfície lunar. Elas são chamadas de fenômenos lunares transitórios. E além de flashes lunares, muitas outras coisas místicas e bizarras já aconteceram lá.

Lá atrás, no ano de 1178, cinco monges afirmaram ter visto a Lua, com formato de um chifre, começar a se dividir em duas. Naquele momento, fogo e faíscas começaram a sair da rachadura. Era como se um dragão estivesse cuspindo chamas.

Em seguida, a lua começou a pulsar e, depois, voltou ao seu estado natural. Esse fenômeno se repetiu mais de dez vezes. E as chamas tinham formatos diferentes a cada vez.

Quando o pesadelo acabou, a Lua ficou preta.

Só no século vinte é que os cientistas tentaram explicar o fenômeno. Havia a teoria de que um grande asteroide colidira com a Lua na época. E que foi esse asteroide que criou a cratera de Giordano Bruno, que tem vinte e dois quilômetros de largura.

Mas nesse caso, milhões de toneladas de fragmentos do asteroide teriam atingido a Terra também. E aí, as pessoas teriam visto uma incrível chuva de meteoros. Ela teria sido muito brilhante, e as memórias desse fenômeno certamente estariam registradas em algum lugar. Mas isso não aconteceu.

Agora, o fenômeno que os monges observaram parece questionável. Talvez eles tenham mesmo visto um asteroide cair. Só que ele estava caindo sobre a Terra, e eles acharam que a luz do meteorito em chamas fosse alguma coisa sinistra acontecendo na Lua. Ou talvez os monges simplesmente imaginaram coisas. Não há testemunhas desse evento além deles.

Outro fenômeno inusitado são as luzes azuis e vermelhas na Lua. Elas podem ser vistas quando esse satélite está na fase minguante. E isso ocorre com mais frequência na cratera Aristarchus.

Os flashes vêm e vão de forma super-rápida. Parecem relâmpagos. Na verdade, isso é eletricidade. As forças da maré são responsáveis por isso também. Elas fazem um estresse mecânico se acumular nas rochas. Isso pode produzir um campo elétrico, que cria os flashes azuis que deixaram muitos astrônomos amadores de queixo caído.

Pode haver também explosões estelares na Lua. Elas são causadas por meteoritos que caem sobre a superfície.

A Lua não tem atmosfera, então os asteroides que se aproximam dela não se incendeiam. Por terem muito peso e velocidade, eles causam uma explosão no impacto.

E aqui da Terra, vemos isso como uma explosão estelar. Por exemplo: em 13 de maio de 1972, houve um impacto de meteorito de mil toneladas de TNT perto do local onde a Apollo 14 pousou.

Se tivéssemos vivido muito antes, poderíamos ter presenciado constantes flashes brilhantes sobre a superfície da Lua.

Todas as crateras de lá foram formadas por ataques de meteoros desse tipo. Então, imagine o monte de fogos de artifício que havia anos atrás! E muitos desses meteoritos foram úteis. Eles trouxeram água. Sim, existe água na Lua!

A NASA confirmou esse fato após estudos com o telescópio SOFIA. Ele foi montado sobre um avião, e as observações foram feitas na atmosfera superior da Terra. Nessa altitude, o ar seco permitiu que o telescópio visse até os menores detalhes.

A água provavelmente estava dentro das crateras nos polos lunares. Esses lugares jamais viram luz, e a água pode ter ficado presa em forma de gelo.

Mas o telescópio SOFIA encontrou água sobre a superfície iluminada da Lua. Claro, são apenas moléculas de H2O que estão presentes nas camadas de poeira, mas já é alguma coisa.

Se conseguíssemos juntar toda essa água, daria muito pouco. Em comparação, a quantidade de água que existe no Deserto do Saara é cerca de 100 vezes maior do que a que encontramos na Lua.

Mas um fenômeno ainda mais inusitado está acontecendo lá agora. A Lua está enferrujando! Sim, igual um pedaço de metal velho.

Para a ferrugem surgir, precisamos de ferro, água, e oxigênio. O solo lunar tem ferro suficiente. E, como já sabemos, existe água lá também. A última peça desse quebra-cabeça é o oxigênio. Todos sabem que não tem atmosfera na Lua e que, por isso, não conseguimos respirar lá. Mas mesmo assim, o oxigênio está presente.

O vento solar é que levou ele para lá. O vento da nossa estrela quente se move a uma velocidade extremamente alta. Ele raspa o oxigênio das partes superiores da nossa atmosfera e o carrega para longe. E em algum momento, o vento com moléculas de oxigênio chega à Lua. Tchã-rã! Todos os ingredientes para a corrosão estão lá, e o minério de ferro da superfície lunar começa a ter um tom avermelhado.

Se esse processo durar muito, em um futuro distante, a Lua ficará parecida com Marte. Ela terá uma cor laranja-avermelhada. Sim, a cor característica de Marte surgiu exatamente a partir da corrosão que começou lá milhares e milhares de anos atrás, quando esse planeta ainda tinha rios e mares com água e uma atmosfera com oxigênio.

Outros objetos estranhos que podem ser vistos na Lua foram deixados lá por humanos. Entre os anos de 1969 e 1972, doze pessoas visitaram o satélite como parte do programa Apollo. Ao todo, há seis locais de pouso onde os astronautas deixaram um monte de coisas para trás.

Além de algumas dúzias de satélites e espaçonaves que caíram ou pousaram suavemente sobre a Lua, há um rover lunar, algumas bandeiras dos Estados Unidos, uma foto de família de um dos astronautas e até três bolas de golfe.

E as primeiras duas pessoas que estiveram na Lua deixaram uma pilha de coisas para trás. Quando estavam prestes a voltar para casa, elas pegaram um monte de amostras de solo e rochas para levar. E para carregar tudo isso, tiveram que se livrar de tudo o que não era essencial para embarcar no módulo lunar. A câmera de TV, a coleção de ferramentas, o equipamento científico e até braços de poltronas.

Os astronautas ficaram fora do módulo lunar durante oito minutos e jogaram fora um monte de objetos desnecessários. Se juntássemos todos eles, mais os destroços que foram deixados pelos doze astronautas e os colocássemos sobre uma balança, seu peso somaria cento e noventa e nove toneladas. Isso equivale a três tanques blindados, ou três aviões comerciais grandes. É estranho, mas é verdade.

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