Os 5 ataques mais destrutivos de asteroides

Curiosidades
há 9 meses

Os asteroides não são tão raros em nosso planeta como podemos pensar. Cerca de 17 mil deles nos visitam todos os anos. Provavelmente você já viu pelo menos um em sua vida — por exemplo, uma estrela cadente. Elas deixam essas caudas brilhantes para trás enquanto atravessam a atmosfera da Terra. É claro, elas só ficam lindas no céu. Se chegassem ao chão, as consequências seriam catastróficas...

Felizmente para nós, a maioria delas explode entre 48 e 80,5 km acima da superfície. Sua massa é muito pequena para suportar tal viagem até o fim. Portanto, a maioria permanece inofensiva para nós. Mas não devemos subestimar os asteroides. Vamos começar com os menores: os de até 1 m de altura, com aproximadamente o tamanho de uma pessoa. São muito pequenos para causar qualquer dano real. Na maioria das vezes, explodem na atmosfera, sem mesmo atingir suas camadas inferiores. Mas, ao mesmo tempo, espalham TONELADAS de energia sobre a superfície a cada vez.

Asteroides de 4 a 4,6 m. Essa é a altura de girafas e mamutes. Esses meteoritos maiores chegam até nós com menos frequência — uma vez a cada ano e meio. Como os anteriores, eles felizmente não representam uma ameaça séria... Mas espalham muito mais energia.

9,1 m: a altura de um prédio de 3-4 andares. Eles nos visitam uma vez a cada 10 anos. E olha só... Um asteroide desse tamanho cria uma onda que pode demolir uma cidade inteira. Acho que você entende quão catastróficas seriam as consequências se ele tocasse a Terra.

19,8 m. O tamanho de um edifício com vários andares. Esses asteroides gostam de visitar a Terra uma vez a cada 60-70 anos. Boas notícias: eles explodem a 19,3 km acima do solo. Sua energia liberada poderia destruir uma região inteira se tocasse o solo.

Más notícias: um asteroide já nos visitou recentemente, e as consequências foram bastante duras. Tudo aconteceu em uma cidade chamada Chelyabinsk. Em 15 de fevereiro de 2013, por volta das 9h20, horário local, esse gigante diminuiu a velocidade na atmosfera da Terra e depois se partiu em pequenos pedaços a 23,3 km acima da Terra. Esses pedaços voaram em diferentes direções, quebrando janelas por toda a cidade e danificando muitos edifícios, inclusive casas, escolas e outros. Levou algum tempo para consertar tudo, e a escala dessa destruição foi bastante séria. Como resultado, houve 1.615 feridos, mas felizmente não houve vítimas. Pelo menos por enquanto estamos seguros. O próximo asteroide desse tipo pode chegar até nós apenas nos anos 2070 ou 2080 e ninguém sabe exatamente onde ele pousaria. Vamos para o próximo.

91,4 m. Essa é a altura da Estátua da Liberdade com seu pedestal. Um gigante assim pode ser visto a cada 4500 anos. E esse é o primeiro asteroide em nossa lista que pode de fato colidir com a Terra. As consequências são desastrosas: ele não só pode demolir uma cidade inteira, mas também incendiar áreas vizinhas. Foi o caso de um asteroide que passou por aqui, no nosso planeta. O notório meteorito Tunguska é o maior desastre de asteróides que as pessoas já viram. Tudo aconteceu em 30 de junho de 1908 na Sibéria Oriental.

O meteorito era brilhante, “como um segundo Sol”, e as pessoas sentiram uma onda de calor quando ele se aproximava da Terra. Ele explodiu perto do rio. Felizmente, toda a área estava cercada por taiga, e não havia grandes cidades nas proximidades. Mas mesmo assim esse asteroide destruiu imediatamente um monte de árvores. Houve sérios incêndios florestais. O som da explosão foi ouvido pelas pessoas a centenas de quilômetros ao redor. A dezenas de quilômetros ao redor, todas as janelas de casas se quebraram. A tempestade magnética que resultou dessa colisão durou 5 horas. As conseqüências foram verdadeiramente desastrosas. Mas talvez... Essa não seja a pior coisa que espera a humanidade.

99942 Apophis. 370,3 m. Ligeiramente maior que a Torre Eiffel. Esse meteorito, descoberto em 2013, será nosso próximo convidado. Colisões de tal força ocorrem uma vez em cerca de cem mil anos — e a próxima está se aproximando gradualmente. A força de tal explosão é igual à força da erupção catastrófica do vulcão Krakatoa em 1883, considerada uma das mais destrutivas da história. Ela causou um terrível tsunami. 165 cidades e povoados foram completamente destruídos, e outros 132 foram seriamente danificados.

As pessoas em todo o mundo puderam sentir as consequências, pelo menos até certo ponto. Um asteroide assim deixaria uma cratera de 5,6 km. E é algo assim que enfrentaremos em um futuro distante. Mas acalme-se — ainda não há necessidade de entrar em pânico. Em 2070, o meteorito estará a quase 280 milhões de km de distância de nós. Ele ainda tem uma longa jornada pela frente. Portanto, estamos seguros por pelo menos cem anos, ou até mais. Além disso, nosso planeta sobreviveu a algo ainda pior.

1 km. Esse é mais alto do que a torre mais alta do mundo — a Torre Burj Khalifa de Dubai. Colisões assim ocorrem uma vez a cada 500.000 anos. Não temos certeza de quando tal colisão ocorreu da última vez. 70% do nosso planeta está coberto de água. Se meteoritos desses caíssem no oceano, seria extremamente difícil encontrar seus vestígios. Mas podemos assumir as possíveis consequências. A onda teria varrido todo o hemisfério. A cratera teria cerca de 14,5 km de diâmetro. E seria um desastre completo.

O último evento que se compara a essa força aconteceu há 26-28 milhões de anos. Foi uma erupção do supervulcão La Garita, localizado no sudoeste do Colorado, EUA. Foi um dos mais poderosos fenômenos supervulcânicos conhecidos na história. Durante essa monstruosa erupção, uma parte significativa do estado atual do Colorado foi destruída. Os cientistas ainda não têm certeza de até onde as cinzas se espalharam. Mas... Houve um meteorito ainda maior na história da humanidade. As consequências desse impacto foram irreversíveis para uma espécie inteira de animais. Acho que você sabe do que estou falando.

Meteorito de Chicxulub. Foi ele que levou os dinossauros da face da Terra, há cerca de 66 milhões de anos. Colisões dessas em geral acontecem cerca de uma vez a cada 500 milhões de anos. A altura do meteorito Chicxulub era de 20 km. Tão alto, que, quando tocava o solo, podia alcançar a estratosfera. Olhando para a cratera de 200 km de diâmetro deixada por esse meteorito você consegue entender como ele era enorme. Quando colidiu com a Terra, MILHÕES de toneladas de energia foram liberadas. Um desastre inimaginável.

Ele caiu num ângulo muito íngreme, criando uma nuvem gigantesca de poeira e produtos químicos que se espalharam pelo mundo. Essa poeira tinha uma camada muito fina, mas também uma massa de 50 trilhões de toneladas. A onda de choque se espalhou por todo o planeta. Ela causou vários terremotos. Os vulcões começaram a entrar em erupção ativamente. Os incêndios florestais irromperam por toda parte, em todo o mundo. A quantidade de fuligem e monóxido de carbono liberada na atmosfera foi inestimável. A Terra ficou isolada do Sol por vários dias. A escuridão reinava em todo o planeta. As plantas não conseguiam produzir oxigênio suficiente, então não havia nada para respirar. A temperatura nos continentes e nos oceanos caiu em média de 10 a 32ºС. Parece horrível, não é mesmo?

E, claro, tudo isso causou uma das maiores extinções na história da biosfera da Terra. Surpreendentemente, a Terra foi capaz de se recuperar após uma catástrofe dessas. Esse evento tornou-se a fronteira entre as eras Mesozoica e Cenozoica. Acho que, agora, quem se perguntava como um pequeno meteorito poderia destruir todos os dinossauros provavelmente entendeu a resposta. Talvez a maior colisão da história do nosso planeta não tenha sido com um meteorito... mas com um planeta inteiro. Isso aconteceu há muitos, muitos bilhões de anos.

Teia, o nome desse hipotético planeta-anão, caiu na nossa Terra, liberando uma quantidade incomensurável de energia... Apenas quadriliões de combustível. A Terra se transformou instantaneamente em um fogo gigantesco. E foi essa colisão que levou à criação da Lua. Tudo isso soa aterrorizante, eu sei. Portanto, vamos esperar que você e eu nunca vejamos nada assim. Eu hein.

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