Podemos fazer alguém se apaixonar por nós? A ciência diz que sim!

A maioria de nós já se perguntou: será que eu consigo fazer uma pessoa se apaixonar por mim? Estudos realizados durante muitos anos demonstraram que, sim, podemos despertar o amor em certos casos. Na verdade, cientificamente falando, a paixão não é mais que uma emoção psicológica básica, como o medo, a alegria, a compaixão, etc., que, a princípio, é controlável, se for bem trabalhada. Então, como aprender a despertar no outro um sentimento de amor e afeto com alguns truques psicológicos?

Incrível.club mostrará que o amor pode não ser exatamente coisa do ’destino’, mas um trabalho em conjunto de mecanismos biológicos, químicos e psicológicos que podem ser estudados, aprendidos e utilizados com êxito para fins próprios.

O importante é ter em conta que a outra pessoa deve sentir por você ao menos uma mínima simpatia, é claro. Então, será possível transformar isso em sentimentos reais e mais profundos.

1. Não compre um sorvetinho no primeiro encontro

O psicólogo social John Bargh, que trabalha na universidade de Yale, uma das mais importantes dos EUA, dedica-se principalmente ao estudo do papel do automatismo no comportamento social. Vários de seus estudos revelaram uma curiosa relação natural entre a temperatura do corpo humano e seu estado psicológico. O resultado é que, quando sentimos calor físico, tendemos a nos comportar com outras pessoas de maneira mais afetuosa e amistosa.

E você pode usar isso a seu favor, por exemplo, em um primeiro encontro, quando é especialmente importante causar uma boa impressão a outra pessoa, dando preferência a pratos e bebidas quentes, para que seja mais fácil cativar seu talvez-futuro-namorado. Aliás, o truque funciona em vários casos, como em uma reunião de negócios em que você precisa agradar.

2. As vantagens de um contato visual prolongado

Um psicólogo da famosa universidade de Harvard, nos EUA, Zick Rubin, em um de seus estudos, propôs-se averiguar se é possível medir o amor. Ele encontrou a resposta nos olhares, ou melhor dizendo, em sua frequência e duração. O psicólogo descobriu que, durante uma conversa, um casal profundamente apaixonado se olha 75% do tempo e que, quando alguém se atreve a invadir sua privacidade a dois, ambos desviam o olhar um do outro com bastante lentidão e com relutância. Em contrapartida, em uma conversa comum, as pessoas se olham entre 30 e 60% do tempo.

Mas olhar nos olhos tanto pode ser uma consequência da paixão como sua causa. Ao olhar alguém com a mesma frequência e duração, você “enganará” o cérebro humano, porque lembrará a ele que esse é um olhar apaixonado. Portanto, fará com que a pessoa avalie inconscientemente que a coisa está em um campo romântico. Devido a isso, o sistema nervoso começará a produzir o hormônio de feniletilamina, que, por sua vez, gera os sentimentos que experimentamos durante as primeiras etapas da paixão, as famosas “borboletas no estômago”, as palmas das mãos suadas, o coração acelerado... Como resistir a isso?

3. Conte algo embaraçoso sobre você

É óbvio que uma pessoa aberta e sociável tem mais oportunidades de ganhar a simpatia dos demais do que um tímido mal humorado. Portanto, não há nada surpreendente no fato de que, ao compartilhar empolgadamente detalhes sobre sua vida, você predispõe o interlocutor ao seu favor.

Em uma pesquisa realizada pelos cientistas da Harvard Business School, nos EUA, 79% dos participantes preferiram um encontro com uma pessoa sincera, que não tem medo de esconder algo. A sinceridade age da mesma maneira que os segredos: quando contamos, surge uma conexão especial entre nós e o interlocutor, baseada na confiança e compreensão.

4. Não faça nada; deixe que façam algo por você

Quando fazemos uma boa ação ou um favor, nos sentimos melhor. Ficamos satisfeitos com nós mesmos e sentimos emoções muito positivas pela pessoa que acaba de receber nossa ajuda. Para justificar nossas ações ou gastos, costumamos idealizar o objeto de nossa generosidade (nesse caso, a pessoa que a recebeu) e nos convencemos de que esse alguém é mais digno de receber nossa gentileza. Como resultado, cria-se uma âncora emocional e a pessoa passa a nos admirar ainda mais.

Por isso, vale a pena ter esse efeito psicológico em conta e reprimir um pouco o desejo de presentear a pessoa amada.

5. Um detalhe pode criar uma linguagem única com seu pretendido, mudando o nível da relação

Estamos falando de todo o tipo de brincadeiras, palavras e gestos específicos que nascem da intimidade entre as pessoas quando encontram um interesse em comum ou se tornam mais próximas. Talvez gostem dos mesmos filmes e séries, livros, músicas ou de um simples meme. Ou, ainda, a piada apareceu de forma natural durante um passeio ou uma aula chata. São coisas que não devem ser ignoradas.

Havendo encontrado, fixado e usado esses elementos em sua comunicação diária, os dois farão com que a relação passe a um nível mais “sério” e haja mais intimidade. Essa foi a conclusão a que cientistas da Universidade do Texas, nos EUA, chegaram em suas pesquisas. Todos queremos ser especiais e únicos, e essa linguagem própria justamente permite que não sejamos apenas “mais um”, mas, sim, o único com quem exista esse nível de compreensão mútua.

6. O tamanho da pupila importa

Em uma pesquisa realizada nas décadas de 1960 e 1970, os cientistas estudaram o efeito do tamanho da pupila sobre a atração de uma pessoa. Foram mostradas, a um homem, 2 fotos da mesma mulher. As fotos eram idênticas, exceto por um pequeno detalhe: em uma, as pupilas dela estavam dilatadas. A maioria dos homens avaliou que nessa foto a mulher parecia mais simpática. Datelhe: isso ocorreu sem que nenhum deles tenha notado a diferença nos olhos.

Esse efeito pode ser aproveitado a nosso favor. É claro que você não pode influenciar no tamanho nas próprias pupilas com a mera força de vontade, mas é possível criar as condições adequadas. Por exemplo, simplesmente, diminua a luz solar. Pense, de antemão, em um restaurante ou bar com um ambiente ’meia luz’ - que, aliás, já é romântico, independentemente do efeito sobre as pupilas...

7. Passem muito tempo juntos... e, logo, você fará falta

É claro que é necessário passar tempo juntos, especialmente no início. Isso é importante para que as pessoas possam se conhecer melhor e estabelecer um contato; para terem tempo de realizar as ações mencionadas nos parágrafos já mencionados nesta matéria e, em geral, para entenderem se o jogo vale a pena. Mas, depois de uma série de encontros, os psicólogos recomendam distanciar-se um pouco (mesmo que isso seja a última coisa que você queira fazer). Esse movimento é positivo por diversos motivos:

  • evita que a pessoa se sobrecarregue. Ssabemos que, com o tempo, os sentimentos esfriam um pouco. Por isso, para que não acabem de vez, é preciso se afastar e ser menos disponível durante um tempo;
  • dá a oportunidade para a pessoa perceber o quanto a sua companhia é agradável e o tanto que você pode ser importante para ela (de fato, de acordo com o “princípio da falta”, os objetos raros, únicos ou limitados têm uma maior importância para pessoas);
  • dá a oportunidade de controlar suas próprias emoções e pensar friamente se vale a pena ou não seguir com o relacionamento.

8. Faça com que a pessoa escolhida associe você a algo bom

Uma repetição metódica e persistente dos mesmos pensamentos e atitudes pode programar um cérebro de outra pessoa segundo nossos desejos. É por isso que é tão importante escolher as palavras e expressões corretas na comunicação com as pessoas que são importantes para nós.

Se alguém diz seu nome em um grupo de amigos, no que você acredita que as pessoas pensarão primeiro? Associarão você a uma pessoa decidida, alegre, segura de si mesma ou, talvez, triste e isolada? Quanto melhor for a impressão que você causa, mais pensamentos positivos provocará à pessoa que escolheu, inclusive quando você não está por perto. E não importa se você é realmente tão positivo assim (todos tempos defeitos). O principal é como o percebem e, ainda mais importante, como quer ser percebido.

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