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10 Hábitos de filhos considerados ruins que os pais mais sábios costumam apoiar

Quase todo pai sabe que a Internet abriga uma incontável quantidade de grupos de discussão sobre crianças e educação infantil. E nesse mar de comentários as opiniões são as mais diversas. Muitos são favoráveis a controlar de maneira rígida o que os pequenos fazem. Outros tantos defendem uma criação mais livre e sem barreiras. Outros ainda entendem que o segredo está no meio termo entre essas duas visões.

O fato é que muitos dos hábitos infantis tratados como verdadeiros “crimes” por certos pais podem não ser tão prejudiciais quanto parecem — desde que adotados com certos limites. O Incrível.club mostra, neste post, alguns costumes que não só não são prejudiciais como deveriam ser apoiados em algumas situações. Vamos a eles.

Rasgar e manchar roupas

Crianças — especialmente as mais novas — não têm a mesma noção de valor dos adultos e é claro que na maioria dos casos, não sabem diferenciar uma “roupa de sair” de uma de "ficar em casa. E é justamente na primeira infância que elas interagem com o mundo da maneira mais direta — pegando, colocando na boca e rolando no chão, por exemplo. O resultado mais do que esperado dessa combinação (falta de noção de preços mais interação com o mundo) são roupas sujas e destruídas.

Se você está mesmo preocupado com o preço da roupa que comprou para o seu filho pequeno, é melhor rever seus conceitos ou seu orçamento.

Comer fast food ou salgadinhos

Já ouviu aquele ditado de que tudo que é proibido é mais gostoso? Bem, quando os pais exageram na proibição de doces, salgadinhos e fast food, podem estar criando um desejo incontrolável nos pequenos. E, quando a proibição for relaxada, a tendência é de que exagerem.

Especialistas aconselham os pais a não exagerar e, vez por outra, dar às crianças a possibilidade de aproveitar esses pequenos prazeres que, como sabemos, não são saudáveis. O importante, aqui, é a moderação e a transparência em relação aos momentos em que as guloseimas são permitidas.

Gastar a mesada com coisas inúteis

A mesada deveria ser, segundo especialistas em finanças pessoais, uma forma de educar os pequenos em relação ao uso do dinheiro. Muitos estudos sugerem que as crianças de hoje tendem a gastar esse dinheiro com doces, brinquedos, videogames e compras relevantes do ponto de vista delas. Os pais, por sua vez, tendem a enxergar esses gastos como desnecessários. Mas há, aqui, duas questões:

  • A partir do momento em que a criança recebe a mesada, o dinheiro pertence a ela. E cabe a ela decidir o que fazer. Esse é justamente o espírito da mesada, aprender desde cedo a gerenciar os próprios recursos.
  • É importante, sim, que a criança gaste dinheiro com bugigangas e, se for o caso, se arrependa. É assim que ela aprende o valor das coisas, passa a gerenciar as despesas com mais inteligência e a distinguir os pequenos caprichos das verdadeiras necessidades.

Agir de forma despreocupada

Muitos especialistas dizem que as gerações mais novas tendem a ser mais ansiosas, afitas e depressivas na comparação com as anteriores. Submetidos cada vez mais cedo a uma enorme carga de cursos, deveres e obrigações, esses jovens tendem a sofrer com a pressão por resultados e com os deveres, em si. Some-se a isso o “mundo ideal” mostrado nas redes sociais e o resultado, como acabamos de mencionar, são depressões e altos níveis de ansiedade. A solução para isso? Deixar a criança ser criança, dar a ela um descanso e diminuir a carga de compromissos. Vale tanto para os mais novos quanto para os mais crescidinhos.

Matar aulas

A dica vai na mesma linha da anterior. É evidente que fugir da escola não é, em si, um ato louvável e que deixar de estudar pode ter consequências sérias no longo prazo. Mas não há nada de especialmente grave em deixar seu filho tirar um tempo para refrescar a cabeça, especialmente quando ele fica mais deprimido e estressado do que o normal. Resultados acadêmicos não são necessariamente determinantes do sucesso ou do fracasso de uma pessoa, mas a saúde psicológica pode ser. É evidente que há casos e casos. Mas sempre é bom saber o que se passa na vida e na cabeça de seu filho. O que ele quer? O que gosta de fazer? Quais são os seus sonhos? Nem sempre uma agenda cheia deixa um tempo para refletir sobre os assuntos simples, porém importantes.

Discordar dos adultos

Estamos nos referindo aqui a crianças maiores, aquelas que têm um mínimo de base para discutir. No caso das mais novas, não é possível abrir exceções, já que não possuem, ainda, conhecimento para tomar decisões. Entretanto, no caso dos adolescentes, existe algum espaço para conversas e discussões. E cabe aos pais dar o exemplo, mostrando aos filhos nessa faixa de idade que é possível argumentar de maneira educada e fundamentada, defendendo as próprias opiniões, mas sem apelar para qualquer tipo de grosseria.

Na próxima vez que seu filho discordar de você, lembre-se de que uma discussão não é um campo de batalha e que qualquer conversa pode e deve ter um mínimo de educação.

Expressar sua própria opinião na hora de comprar roupas

Muitos pais hoje em dia temem levar os pequenos a lojas de roupas. Esse receio tem a ver com a enorme variedade de produtos e preços e, sobretudo, com a perspectiva de os pequenos, “cheios de opinião”, escolherem peças que não lhes caiam bem. Mais uma vez, voltamos à questão de dar, desde cedo, as “ferramentas” para que a criança comece a tomar as próprias decisões e entenda as consequências dessas escolhas, como dizem os psicólogos. No final das contas, quem vai usar os jeans rasgados ou uma camiseta amarela super marcante é o filho. Explicando melhor:

  • Desse jeito, a criança consegue encontrar seu próprio estilo e se expressar através do visual.
  • Além disso, é provável que, de fato, use as roupas compradas em vez de deixá-las no fundo do guarda-roupa resmungando toda manhã. Ou seja, deixar o filho escolher é, antes de tudo, uma decisão pragmática.

Incomodar os pais

Muita gente acredita que criança boa é criança que obedece cegamente e não atrapalha conversas, não chama os pais por qualquer motivo e por aí vai. Mas será que essa é mesmo a criança ideal? Bem, muitos especialistas dizem que pessoas assim, depois de adultas, não sabem se defender ou “navegar” na complexidade do mundo. Sim, criar filhos proativos dá mais trabalho. Mas acredite: eles tendem a se tornar adultos confiantes e capazes de tomar decisões sem medo e de assumir os próprios erros.

Ter passatempos “infantis” quando adolescente

Segundo psicólogos, existe uma espécie de “adultização” das crianças atuais, que se tornam adolescentes mais rapidamente que no caso das gerações anteriores. Por outro lado, muitos adolescentes e jovens adultos tendem a preservar certos costumes tidos como “infantis”, gerando questionamentos do tipo “Quando você vai amadurecer?”

Aqui, é preciso ter claro que o crescimento e o amadurecimento são processos dinâmicos e que levam tempo. Seu filho não vai se tornar um adulto num piscar de olhos. Se ele possui passatempos ou sonhos que podem parecer infantis demais é aconselhável apoiá-lo em vez de tentar frear esse tipo de comportamento.

Jogar videogames

O Baldi’s Basics in Education and Learning é um jogo de sobrevivência gratuito, no qual as crianças precisam resolver quebra-cabeças de Matemática para continuar jogando

“Algumas crianças adoram jogar basquete e eu cresci querendo jogar videogames. Meus pais se posicionavam contra isso e faziam de tudo para me afastar do computador. A atitude deles me deixava com ainda mais vontade de jogar quando eles saiam de casa”, compartilhou Chris Bergman, o CEO de uma grande empresa de desenvolvimento de aplicativos. Ele explicou que nunca proibiu seus filhos de jogarem e que acredita que essa abordagem os ajuda a manter uma atitude saudável a respeito desse tipo de entretenimento.

Na linha do depoimento de Chris, psicólogos afirmam que videogames são muito mais úteis para o desenvolvimento mental do que desenhos animados, por exemplo. Eles ensinam a processar informações e reagir de forma mais rápida. Essa habilidade certamente é útil no ambiente altamente tecnológico e virtualizado em que as novas gerações estão crescendo.

Quais dos seus hábitos infantis foram vistos pelos pais como impossíveis de suportar? Sendo adulto, quais deles você não considera tão prejudiciais assim? O que você nunca proibiria para o seu filho?