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9 Descobertas feitas por mulheres que revolucionaram a ciência nos últimos anos

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Ao longo da história as mulheres fizeram descobertas muito importantes e que marcaram pontos de inflexão no campo da ciência. Poucas pessoas sabem, mas Marie Curie foi responsável por realizar pesquisas pioneiras no ramo da radioatividade, Hedy Lamarr contribuiu para a invenção da tecnologia que serviu de base para a telefonia celular e Inge Lehmann foi quem descobriu a consistência do núcleo do Planeta Terra. Esses são apenas três de muitos exemplos que poderíamos apresentar de mulheres que revolucionaram o mundo da ciência.

Pensando em descobertas como essas, o Incrível.club decidiu render uma pequena homenagem a nove grandes mulheres que fizeram importantes descobrimentos científicos nos último anos. Confira!

1. María Blasco e os telômeros

“Cromátide — Telômero — Constrição primária — Constrição secundária — Centrômero — Satélite”

María Blasco é uma pesquisadora espanhola que desde 2011 dirige o Centro Nacional de Pesquisas Oncológicas, em Madrid. O foco principal de suas pesquisas são os telômeros, estruturas que formam as extremidades dos cromossomos, e a telomerase, uma enzima que permite a extensão dos telômeros. O que acontece na prática é o seguinte: os telômeros são fundamentais no controle da divisão celular e vão sendo encurtados ao longo da vida, até perderem sua funcionalidade. O resultado disso é o envelhecimento, pois células com telômeros curtos morrem ou ficam vulneráveis a instabilidades genéticas.

María Blasco fundou a empresa Life Length e desenvolveu um sistema que mede a longitude dos telômeros e a atividade da telomerase, o que permite fazer uma previsão da divisão celular, podendo ajudar a medir a expectativa de vida de uma pessoa.

2. Tu Youyou e o tratamento contra a malária

Tu Youyou é química e farmacologista. Em 2015 ela se transformou na primeira mulher chinesa a vencer o Prêmio Nobel. Para isso, ela mergulhou em antigos textos médicos das dinastias Zhou, Qing e Han, material que contribuiu para que ela desse seguimento à sua pesquisa sobre a cura da malária. Tu Youyou descobriu a artemisinina, usada para tratar a doença e responsável por salvar a vida de milhões de pessoas em diferentes continentes.

Quando fez a descoberta, ela se ofereceu como voluntária para os testes clínicos. Hoje em dia, o tratamento proposto por ela é usado praticamente no mundo todo.

3. Fabiola Gianotti e o Bóson de Higgs

A física italiana Fabiola Gianotti é a primeira mulher a assumir o cargo de diretora geral da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN). Até 2013 ela era porta-voz do ATLAS, um experimento que ajudou a confirmar a existência do bóson de Higgs, que representa a chave para explicar a origem da massa de partículas elementares. Gianotti entrou na lista d’As 100 mulheres mais inspiradoras do mundo do jornal The Guardian e a revista Forbes a incluiu na lista d’As 100 mulheres mais influentes do mundo.

4. Kiara Nirghin e o polímero superabsorvente biodegradável

Kiara Nirghin é a mulher mais jovem da nossa lista. Com apenas 16 anos, em 2016, ela ganhou o prêmio na Feira de Ciências do Google com uma bela solução para a seca mundial. Kiara desenvolveu um polímero superabsorvente capaz de reter centenas de vezes o seu peso em água ao ser enterrado. Além de biodegradável, o polímero é feito de resíduos e é uma ótima alternativa para o crescimento de plantas durante a época das secas.

5. Katie Bouman e o algoritmo CHIRP

Katie Bouman é engenheria eletrônica, professora de ciência da computação e responsável por desenhar a maior parte do algoritmo que reproduziu a primeira imagem de um buraco negro. O algoritmo, chamado Continuous High-resolution Image Reconstruction using Patch priors (CHIRP), permitiu a reconstrução dos dados compilados pelos telescópios do projeto Event Horizon Telescope, unindo todos eles em apenas uma imagem, que se transformou na primeira fotografia clara de um buraco negro.

6. Márcia Barbosa e as moléculas de água

Márcia Barbosa é uma física brasileira especialista no estudo da água. Graças a ela foi possível explicar e compreender, por exemplo, o movimento das moléculas de água, que a diferencia de outros líquidos, além de sua reação às alterações de pressão e de temperatura. São esses estudos que ajudam os cientistas a pensarem em possíveis soluções para os problemas da falta de água doce e da formação dos terremotos. Desde 2008 ela dirige o Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Em 2010, ganhou uma Medalha Nicholson da American Physical Society (Sociedade Americana de Física); e, em 2013, venceu o Prêmio L’Oréal-UNESCO para Mulheres em Ciência.

7. Kiran Mazumdar-Shaw e a biotecnologia

Vamos agora falar da mulher que ocupa a posição de número 65 na lista de mulheres mais poderosas do mundo, segundo a revista Forbes. Sua empresa, a Biocon, é pioneira em biotecnologia, e seus projetos incluem principalmente o desenvolvimento de técnicas e medicamentos de baixo custo, sobretudo para países mais pobres. A empresa já desenvolveu produtos como uma caneta descartável para aplicar insulina e se transformou na maior produtora de insulina da Ásia. As áreas de pesquisa em que trabalha incluem o câncer, a diabetes e outras doenças autoimunes, como reumatismo, artrite e psoríase.

Em 2010, ela foi escolhida pela revista TIME como uma das cem mulheres mais influentes do mundo. Kiran Mazumdar-Shaw é, sem sombra de dúvidas, uma mulher que construiu um império global e que facilitou o acesso de muitos países pobres a importantes medicamentos para o tratamento de diferentes doenças.

8. Jennifer Doudna, Emmanuelle Charpentier e a genética molecular

Jennifer Doudna é uma bioquímica e bióloga molecular americana que leciona na Universidade da Califórnia, em Berkeley. Já Emmanuelle Charpentier é uma microbióloga e bioquímica francesa que dirige o instituto Max Planck de Biologia de Infecções, em Berlim. A parceria entre os dois laboratórios levou ao descobrimento da proteína Cas9, que reduziu consideravelmente o tempo necessário para editar o DNA. As duas desenvolveram o sistema CRISPR/Cas9, que funciona como uma espécie de bisturi para cortar o DNA.

Hoje em dia, o método é utilizado em laboratórios do mundo todo para modificar de maneira muito eficaz plantas, animais e cultivos celulares.

9. Carolyn Bertozzi e as reações químicas nas células

Carolyn Bertozzi é uma das químicas americanas que mais se destacaram nos últimos anos. Além de trabalhar na Universidade de Stanford, desde o ano 2000 ela trabalha como pesquisadora no HHMI (Instituto Médico Howard Hughes). Sua principal conquista foi desenvolver a química bioorthogonal. Seu grupo de pesquisa na Stanford estuda as mudanças nos açúcares da superfície celular associadas ao câncer, à inflamação e às infecções bacterianas para poder pensar em novos diagnósticos e tratamentos na área da imuno-oncologia.

Aos 33 anos, Carolyn recebeu o prêmio MacArthur “Genius”, transformando-se em uma das mais jovens cientistas do mundo a receber tamanha honra.

Todas essas mulheres trabalharam muito para conquistar o seu espaço e para fazer as importantes descobertas mencionadas nesse post. Você conhece outras cientistas que fizeram descobertas que marcaram um antes e um depois na história da ciência? Compartilhe nos comentários.

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