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30+ Coisas do Brasil que parecem estranhas, irritantes ou muito bacanas para os estrangeiros

Quando viajamos para outro país, tudo é novidade e motivo de curiosidade: a maneira como as pessoas se comportam, como se vestem, que música ouvem, quais são as regras de etiqueta, o que gostam de comer. Podemos achar alguns hábitos diferentes, esquisitos ou mesmo tão encantadores que acabamos os assimilando.

Quando um estrangeiro visita o Brasil (ou recebe brasileiros em seu país), é claro que também vai reparar no nosso jeito de ser. Coisas que fazemos diariamente, e para nós parecem muito naturais, às vezes são vistas com olhos de surpresa ou espanto por quem vem de fora. Em certos casos, de maneira positiva. Em outros, perdemos alguns pontos.

Com base nos relatos de vários viajantes, o Incrível.club fez uma lista do que os nossos amigos pensam de nós. O que será que eles consideram mais engraçado, esquisito, maravilhoso ou mesmo muito irritante nos nossos hábitos? As respostas vêm a seguir...

Coisas irritantes (ou divertidas, dependendo do ponto de vista)

1. Abraçar e tocar — Somos muito calorosos, gostamos de abraços. É uma característica positiva, sem dúvida. Mas alguns povos mais sóbrios não estão acostumados com esse tipo de intimidade. Por isso, abraços e toques podem ser considerados invasivos para eles.

2. Beijinhos como forma de cumprimento — Vale a mesma regra acima. Algumas culturas consideram o beijinho no rosto algo muito íntimo. “No Reino Unido, só pessoas pretensiosas e chatas ou velhas tias que você não vê há muito tempo fazem isso”, disse um internauta em um fórum a respeito de hábitos irritantes dos brasileiros.

3. Mandar beijos e abraços no final de um e-mail — Sim, somos tão beijoqueiros e gostamos tanto de abraçar que até nos textos expressamos essa afeição por e-mail ou WhatsApp. Alguns estrangeiros acham curioso, mas não é um defeito, não.

4. Marcar e não encontrar — temos aquele jeito de dizer “vamos marcar” ou “vamos falando”. Ou de convidar — “passa lá em casa!” — e nunca nenhum encontro acontece. Para estrangeiros, sobretudo europeus, muito práticos, um convite é um convite e deve ser respeitado. Eles não entendem muito bem a nossa falta de compromisso.

5. Nossa mania de chegar atrasado — Devemos dar o braço a torcer. Eles têm toda razão!

6. Pouca gente fala inglês no Brasil — É uma reclamação recorrente em vários textos de estrangeiros que nos visitaram. Na hora de se comunicar, a coisa complica. Apesar de adorarmos receber gente de fora e fazer tudo para ajudar, eles têm razão: apenas 5% dos brasileiros falam inglês.

7. Atendentes de loja que dão palpites e querem empurrar mercadorias — Sabe aquele hábito que nossos atendentes têm de oferecer uma blusinha, um cinto, um acessório? Isso irrita muitos turistas estrangeiros, acostumados a fazer suas escolhas sem intromissão alheia.

8. Nosso jeito às vezes muito direto — “Por favor”, “com licença”, “obrigado” etc., às vezes não são palavras muito comuns no nosso vocabulário e nas relações com quem presta serviços. Isso é notado pelos estrangeiros nos brasileiros que viajam para o exterior. Uma dica para melhorarmos!

Hora da higiene

9. Tomar banho todos os dias — E às vezes mais de um por dia. Estrangeiros de países frios acham curioso o nosso principal hábito de higiene.

10. Levar escova, pasta de dente e fio dental para o trabalho — Sim, tem quem ache isso estranho. Mas nossa saúde bucal agradece!

11. Jogar papel higiênico no cesto — Tudo bem que fomos culturalmente incutidos a evitar entupimentos e por isso temos o hábito de usar o cestinho nas casas e nos ambientes públicos. Mas vamos combinar que não é mesmo uma das coisas mais saudáveis juntar papel higiênico usado.

12. Ter mais de um banheiro na casa — Ou um para cada quarto, fora o lavabo, nas casas de classe alta. Nos apartamentos de classe média da Europa, por exemplo, é um banheiro para a turma toda e olhe lá.

13. Ter bidê no banheiro — Tudo bem que a arquitetura moderna já está dispensando esse acessório. O hábito de instalar bidês no banheiro foi importado pelos brasileiros da França, mas não é algo muito comum no resto do mundo.

14. Compartilhar bebida e comida — “Quer dar uma mordida no meu sanduíche?” Para americanos e europeus, por exemplo, essa não é uma proposta muito agradável. Rola um certo nojinho...

Hábitos alimentares

15. Nossa mania de churrasco — Como em certos países a carne bovina é um item caro (por aqui, já foi mais barato), alguns estrangeiros se surpreendem com a fartura das nossas churrascadas ou dos nossos rodízios. Ponto para nós no quesito comilança!

16. Comer abacate como doce — Em quase todos os outros países do mundo, o abacate é uma fruta preparada como salgado. No Chile, coloca-se abacate até no cachorro-quente. No México, há o famoso guacamole. Tem quem pire quando, no Brasil, nos vê comendo abacate com açúcar.

17. A variedade das nossas frutas — Os estrangeiros aprendem que a receita tradicional da caipirinha leva cachaça, limão e açúcar — o que é corretíssimo. Mas ficam maravilhados ao chegar aqui e descobrir que há caipirinha de abacaxi, caju, tangerina, lima-da-pérsia, morango, kiwi, pitanga, carambola... E de várias frutas misturadas!

18. Pizzas doces — A blogueira Denise, de origem alemã, considera um insulto aos italianos pizzas com cobertura de abacaxi ou Nutella. Mesmo tendo vivido por 2 anos e meio no Brasil, ela não se acostumou com a ideia.

19. Usar guardanapo para comer qualquer coisa com as mãos — Não é esquisito eles acharem isso esquisito? Mas nós preferimos não ficar com a mão engordurada de quibe e de coxinha!

Comportamentos diversos

20. Casais sentados um ao lado do outro no restaurante — Não é romântico? Facilita tanto na hora de dar um beijinho... Mas há estrangeiros que não estão acostumados com essa configuração, sabe-se lá a razão. Aliás, beijos em lugares públicos não são muito bem vistos em certos países.

21. Chamar pelo primeiro nome — Quem acha esse comportamento peculiar são as pessoas do mundo corporativo, que no exterior têm um tratamento mais formal, tipo “Mr. Smith” para cá e “Mr. Souza” para lá. Perguntar “o que você achou do nosso projeto, Ronald?” pode soar estranho a um executivo americano.

22. Nossas longas despedidas — Sabe quando a turma sai da balada, do bar ou do restaurante e dá tchau, mas ainda rola mais um papo... e mais beijinhos, mais tchaus? E a coisa nunca acaba? Para alguns estrangeiros, esse ritual de adeus que parece não ter fim, típico dos brasileiros, pode parecer meio engraçado.

23. Usar sunga nas praias — Americanos, por exemplo, acham estranhas as sungas mais cavadas que os rapazes brasileiros usam para ir à praia. Tem até discussão na internet sobre o tema. Lá eles preferem calções mais longos e largos, e acham nosso look praiano de gosto meio duvidoso.

24. Nosso alto índice de cirurgias plásticas — Em alguns lugares do mundo, é indiscreto perguntar a uma pessoa se ela fez algum tipo de cirurgia estética. Aqui, ao contrário, o novo formato do nariz ou a eliminação da papada vira o assunto da roda. O Brasil é o vice-campeão em plásticas e perde apenas para os Estados Unidos. Mas, como já dissemos, lá não é de bom tom comentar o assunto.

Como tudo funciona

25. Cobrador de ônibus e frentista de posto — Essas profissões inexistem na maioria dos países, onde os cidadãos têm o transporte público pré-pago por um determinado período (ou compram tíquetes em máquinas eletrônicas) e colocam gasolina por um sistema self-service.

26. Acenar para o ônibus parar — Em grandes cidades da Europa ou da América do Norte, os ônibus param em todos os pontos. Aqui, se não acenamos, corremos o risco de perder a condução que esperamos por um tempão.

27. Nosso alto número de feriados — Ao todo, temos 12 feriados nacionais, sem contar os decretados por estados e municípios e aqueles dedicados a certas categorias profissionais, como o Dia do Professor. Para alguns estrangeiros, é um descalabro. Outros países, como a Colômbia e a Índia, porém, são mais “folgados” e chegam a ter 18 feriados por ano.

28. O uso abusivo de sacolas plásticas — Muitos países do primeiro mundo já aboliram os saquinhos de plástico em supermercados e lojas. Por isso, alguns estrangeiros se espantam ao ver alguém sair do mercado no Brasil com mais de 10 sacolinhas nas mãos. Embora alguns municípios brasileiros tenham adotado medidas restritivas sobre o uso de plástico no comércio, ainda não temos uma norma nacional para o tema.

As coisas mais lindas

29. Nossa arte de rua — Monica, autora do blog Not a Nomad, ficou abismada com a cor e a variedade dos grafites nas ruas de São Paulo. Ela é americana e vive em Berlim, onde a arte de rua também é bastante incentivada, mas acredita que os grafiteiros brasileiros estejam em um nível superior de expressão artística. Cita o muralista Kobra como um dos que mais a impressionou.

30. Nossa diversidade — A mistura de tantos povos se expressa na riqueza da nossa cultura, da nossa culinária e do nosso jeito de ser. A diversidade do Brasil encanta quem vem de fora.

31. Nossa hospitalidade — Somos bons anfitriões — é o que a maioria dos observadores estrangeiros dizem. “Os brasileiros até mudam de direção para ajudar você a chegar em algum lugar”, aponta o blog Wanderful World.

32. Nossa música — Somos muito citados em blogs, fóruns e matérias de turismo pelos nossos ritmos cativantes — seja o samba, o funk, o axé, o sertanejo ou os clássicos da MPB. Os estrangeiros dizem que dançamos como ninguém e adoramos cantar nas ruas e até no transporte público.

33. Nossas festas — Não é raro um estrangeiro elogiar as festas brasileiras, seja o carnaval de rua ou um simples convite de aniversário. Segundo eles, nossas celebrações têm mais comida, mais bebida, mais música, mais dança e mais animação.

34. Nosso senso de humor — Estrangeiros acham curiosa (e positiva) nossa capacidade de rir de nós mesmos — das trapalhadas da política, dos nossos fracassos no esporte (quem nunca fez piada com o 7×1?) e do nosso próprio jeito de ser.

O que você considera mais positivo ou negativo no comportamento do brasileiro? Acha que nossos amigos estrangeiros têm razão ou exageraram um pouquinho? Conte tudo nos comentários!