10 Exemplos de como as coisas podem mudar bastante, mas ainda assim continuar presentes em nossas vidas

Tem gente que adora deixar claro como algumas coisas não dão saudades, mas será apenas desfeita ou um “alerta” para o que se tornou obsoleto? É natural que com o tempo, nossos hábitos e costumes se modifiquem, especialmente aqueles diretamente ligados à tecnologia ou limitações de uma época.

Mas, e quando algo “antigo” volta a ficar “na moda”?

Nós, do Incrível.club, convidamos você para uma breve viagem no tempo, um tour de ida e volta na estrada temporal de hábitos e costumes que mudaram sim, mas mantiveram sua essência. Ou, surpreendentemente, voltaram a fazer parte de nossas vidas!

Carta

Nossa viagem no tempo começa incerta. A linguagem escrita existe há mais ou menos 5.500 anos, mas a correspondência entre pessoas comuns demorou a acontecer, principalmente porque ler e escrever foi um privilégio por milênios. O correio “eficiente”, que começou na Pérsia 500 anos antes de Cristo, demorou a evoluir e só no século passado se estabeleceu de forma eficiente e acessível.

Os e-mails poderiam ter se tornado substitutos das antigas cartas, mas desde que surgiram nos anos 1970 sua evolução parece mais técnica que funcional. Uma certa banalização e os indesejados SPAMs podem ter atrapalhado sua eficiência. Afinal, muitos acabam usando o e-mail mais para fazer login em outros sites que para se comunicar, não é mesmo? Aliás, tem gente que ainda acha uma carta escrita à mão bem mais elegante e íntima que um e-mail. Você concorda?

Carro

O primeiro carro surgiu em 1886, mas só no século passado que Henry Ford conseguiu torná-lo popular. Aprimorando a linha de montagem, criada por Ransom Olds, Ford reduziu tanto o custo dos carros que eles se tornaram acessíveis até para os seus funcionários. Com a popularização, contudo, ao longo do tempo, um problema também se tornou comum: os engarrafamentos!

Ficar horas preso no trânsito é péssimo, então, talvez por isso, muitas pessoas já não vejam mais o carro próprio como um grande anseio. Aplicativos de carona paga, locadoras e até o carro por assinatura podem estar tornando o sonho de consumo do automóvel em coisa do passado. E a evolução dos carros autônomos, será que um dia tornará o próprio motorista em algo de uma época passada?!

Fotografia

Câmara Escura, base da máquina fotográfica, já era usada por Da Vinci para esboçar pinturas há cerca de 500 anos. A máquina fotográfica propriamente dita, porém, só chegou às mãos das pessoas centenas de anos depois, e o filme colorido então, levou ainda mais tempo para ser criado. No entanto, foi em 1895 que a Kodak criou a primeira câmera de bolso, uma tecnologia que só seria mais aprimorada com o tempo.

Com a “revolução” dos smartphones, todo celular passou a ter uma câmera integrada. Hoje, a praticidade desses aparelhos tornou as máquinas fotográficas quase uma exclusividade de profissionais. Por outro lado, fotografar ilimitadamente parece estar acabando com alguns hábitos, como montar álbuns. Talvez, as fotos tenham se tornado banais, mas ainda assim o porta-retrato continua presente em nossas casas. Algumas coisas o tempo não muda!

Cinema, Rádio e TV

rádio surgiu há mais de 100 anos e há certa discordância entre os especialistas sobre os créditos da invenção. O cinema não é diferente, mas tem marcos interessantes. Antes do rádio surgir, Eadweard Muybridge foi convocado para provar que um cavalo tira as quatro patas do chão ao galopar. O fotógrafo registrou 24 fotos seguidas em um segundo e confirmou a tese. Vinte anos depois, inspirados pelo experimento de Muybridge, os irmãos Lumière inauguraram o cinema. A TV viria como uma evolução natural da união entre rádio e cinema, adaptando e aprimorando técnicas que já existiam.

Por um bom tempo fomos habituados a seguir a programação das emissoras, mas com a chegada da internet em nossas casas, tudo começou a mudar. Em 1996, Bill Gates escreveu “Content is King”, artigo que antevia uma mudança de foco no investimento em produção de conteúdo. O espectador passou a escolher o que ver, como e quando ver. Aliás, quem não usa serviços de streaming hoje em dia?!

Telefone

Antonio Meucci e sua esposa Esterre tinham um problema: ela ficava no segundo andar da casa, enquanto ele na oficina, no térreo. Para poderem se comunicar sem gritaria, Meucci decidiu adaptar um Telégrafo para transmitir voz ao invés de pulsos elétricos. Assim era inventado o telefone, há mais de 160 anos! Graham Bell só faria a sua “versão” quase 10 anos mais tarde.

Durante sua evolução, o telefone ampliou alcance e praticidade, mas houve um tempo em que as ligações dependiam de telefonistas e podiam levar horas para serem concluídas. Hoje o telefone está literalmente à mão. Permitindo conexão direta com qualquer pessoa do mundo, instantaneamente. Mas falar não é mais a principal forma de nos comunicar. Mensagens de texto são bem mais corriqueiras do que as ligações. Curioso é que, em sua origem, o telefone substituiu as mensagens em código do telégrafo por voz. Teríamos dado um passo atrás?!

LP

O LP surgiu como evolução do disco de Gramofone, criado por Emil Berliner. O aparelho era uma alternativa ao fonógrafo, que usava cilindros para gravação do som. O acerto em trocar o cilindro por um disco ficou claro principalmente pela praticidade. E com o avanço na qualidade das gravações e do material usado neles, os LPs dominaram a indústria fonográfica até o surgimento dos CDs. O início do “fim” para os discos de vinil começou em 1989, quando a Sony decidiu encerrar sua produção.

Mesmo com um mundo já dominado por arquivos digitais e serviços on-line, os LPs parecem ter ressurgido das cinzas. Com bandas renomadas voltando a lançar álbuns nesse formato, entre 2013 e 2014 as vendas dos discos de vinil cresceram muito, o que acabou se mostrando uma constante. E a Sony, pioneira em “dar um fim” nos LPs, será que se viu obrigada a reiniciar sua produção em 2017? Pois, cada vez mais artistas parecem incluir os discos em sua listagem de venda.

Fita K7

A fita cassete (ou K7) foi lançada pela Philips em 1963. Baseada na tecnologia de fita magnética, criada por volta de 30 anos antes, o grande salto tecnológico estava em tornar acessível algo que, até então, era quase exclusividade de profissionais. No início, as K7 serviam apenas para voz devido às limitações de qualidade. Com a evolução da tecnologia, acabaram tornando-se um dos principais meios de distribuição da indústria fonográfica, logo ali com os LPs.

Sua versatilidade permitiu o surgimento das Mixtapes, gravações que “misturavam” diversos artistas numa única fita. Versões caseiras chegaram a virar hábito para presentear pessoas queridas e namorados, mas logo a música passou a ser distribuída digitalmente, o que selou o destino das fitas K7. Hoje os serviços de streaming dominam o mercado, mas continua sendo possível compartilhar nosso gosto musical. Mixtapes podem ser tecnicamente coisa do passado, mas nossas atuais Playlists possivelmente são parte de sua evolução.

Videogame

videogame surgiu como uma brincadeira entre dois engenheiros fazendo testes com um tubo de TV e um Osciloscópio, há mais de 70 anos. Como brincadeira também é coisa de marmanjo, ao longo de quase três décadas, outros engenheiros e programadores criaram programas de computador focados puramente em diversão. A coisa ficou séria quando um Arcade foi construído para rodar um desses jogos. Então, em 1972, foi lançado o primeiro videogame caseiro, batizado de Odyssey. Pela primeira vez na História era possível jogar videogame na TV de casa!

Depois de quatro décadas, os consoles evoluíram no passo dos computadores, tornando-se verdadeiras estações multimídia, com acesso à internet, permitindo partidas on-line no conforto de nossos sofás. Apesar de avanços como a captura de movimento e a realidade virtual já estarem disponíveis há algum tempo, o controle na mão continua firme e forte! Talvez, o maior avanço mesmo seja o título extraoficial de 10ª Arte. E olha que não são poucos os jogos que merecem esse título.

Festa de Aniversário

O hábito de comemorar o aniversário surgiu no Egito Antigo e tinha como um de seus objetivos espantar espíritos do mal. Consideradas por muito tempo uma tradição pagã, as festas de aniversário só se tornaram comum no Ocidente há pouco mais de 200 anos. Eram eventos mais íntimos e “caseiros”, mas com o tempo surgiram opções mais públicas para sua realização. Os bufês, por exemplo, começaram a se tornar mania e logo passou a ser hábito fazer comemorações que chegam a ter uma multidão de convidados.

Nos últimos anos, porém, com cada vez mais gente investindo nesses serviços, talvez oferecê-lo tenha se tornando praticamente um leilão. Mas a moda de festas grandes pode estar mudando. Os bufês começaram a oferecer as chamadas “Pocket Party” ou “Petit Comité”, modalidades centradas na interação entre os convidados, como jantares ou até jogos de tabuleiro. Nesse formato de festa, a lista de convidados é drasticamente reduzida e o foco fica na intimidade. Até casamentos podem ser feitos assim. Seria o início de um adeus aos penetras?

Delivery

Se você acha que Delivery é coisa moderna, talvez fique surpreso em saber que o primeiro registro mais aceito de um serviço desses tem mais de 130 anos. O que foi entregue? Pizza, é claro! Raffaele Esposito, um padeiro de Nápoles, fez a entrega para o rei Umberto I e a rainha Margherita di Savoia. Ele criara um sabor de pizza para agradar o paladar dos monarcas e o batizou com o nome da rainha. Mesmo tendo começado tão cedo, o Delivery demorou a evoluir, tomando o formato atual apenas na era de ouro da TV.

Com o aprimoramento das embalagens, a variedade de produtos entregues cresceu, mas uma coisa nunca mudou: a pizza sempre foi rainha nesse serviço. Mesmo hoje, com aplicativos de todo tipo, é ela uma das protagonistas nos sistemas de entrega. Dá até vontade de pedir uma para o jantar, não?!

“Eu acho que vocês ainda não estão preparados para isso, mas seus filhos vão adorar.” A frase de Marty McFly, em De Volta para o Futuro, diz muito sobre as diferenças entre gerações: é difícil lidar com novos hábitos sem ter tempo para amadurecer. Agora, conte para a gente, você tem algum hábito antigo que não abre mão de jeito nenhum?

Compartilhar este artigo