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Estudo sugere que certo tipo de leite combate o envelhecimento celular (e vamos te contar tudo)

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O consumo de leite e seus derivados costuma provocar debates acalorados entre aqueles que defendem e os que condenam a ingestão desses produtos. É tanto que nós já publicamos um post com 9 mitos e verdades envolvendo o leite de vaca. E agora, um novo estudo científico promete jogar mais lenha na fogueira. Segundo as conclusões obtidas pelos pesquisadores, o tipo de leite que ingerimos — mais precisamente o teor de gordura presente neles — tem ligação direta com o processo de envelhecimento celular.

Nós, do Incrível.club, sabemos da importância desse assunto, já que o Brasil é o quarto maior produtor de leite do mundo, segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Justamente por isso, nos aprofundamos nos resultados do estudo, com o intuito de indicar a você, leitor, o tipo de leite mais adequado para combater o envelhecimento das nossas células.

Não é de hoje que o leite provoca polêmica na comunidade científica. Para alguns especialistas, o alto teor de proteínas, cálcio e outras substâncias benéficas fazem do leite um alimento muito saudável. Por outro lado, estudos apontaram para a relação entre o consumo da bebida e o aumento do risco de desenvolver doenças crônicas.

Porém, uma pesquisa recente, realizada por estudiosos que atuam na Universidade Brigham Young, em Utah, Estados Unidos, e envolvendo quase 6 mil voluntários do sexo masculino e feminino, traçou um paralelo interessante entre o teor da gordura láctea com o envelhecimento biológico.

Envelhecimento biológico (ou celular) tem a ver com os processos desencadeados no corpo, em nível celular, com o passar do tempo. Ele é determinado pelo comprimento dos telômeros, que são estruturas formadas por cadeias de proteínas e DNA, correspondendo às extremidades dos nossos cromossomos. Conforme envelhecemos, os telômeros ficam mais curtos, fenômeno associado ao desenvolvimento de depressão, câncer, obesidade e problemas cardíacos.

Entre os voluntários, havia tanto aqueles com o hábito de tomar leite regularmente quanto os que nunca consumiam o produto. E segundo as conclusões obtidas pelos pesquisadores da Universidade Brigham Young, as pessoas que bebiam leite integral ou semidesnatado possuem telômeros consideravelmente mais curtos em comparação com as que ingerem leite desnatado.

Ainda de acordo com a pesquisa, existe diferença também no tamanho dos telômeros de quem toma leite de vaca com pouca gordura e de quem nunca ingere o produto: no caso do primeiro, as estruturas celulares são menores em relação ao último. Em outras palavras, é possível dizer que é a gordura do leite, não o leite em si, que tem potencial para reduzir o comprimento dos telômeros e, consequentemente, provocar determinados problemas de saúde.

Obviamente, existem outros fatores capazes de afetar o tamanho dos telômeros, como tabagismo, obesidade, estresse, sedentarismo e dieta pobre em nutrientes. E enquanto especialistas tentam encontrar maneiras de interromper ou reverter o processo de encolhimento das estruturas celulares citadas, pesquisadores consideram que alimentos como sementes, nozes, frutas, vegetais e aqueles ricos em fibra têm relação com telômeros maiores.

Você costuma consumir leite diariamente? Prefere o integral, o semidesnatado ou o desnatado? Quais fatores são determinantes na hora de escolher o leite que entra em sua casa? Comente!

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