Como ficou o universo apenas 1 minuto após o Big Bang

há 6 meses

Bang! Foi assim que tudo começou, há cerca de 13,8 bilhões de anos, e vem sendo desvendado ao longo dos últimos 100. Tudo o que vemos no espaço hoje — planetas, asteroides, cometas, estrelas... — não estava lá no início. Na década de 1920, os astrônomos tiveram a ideia de que, há muito, muuito tempo, o universo era apenas um único ponto. E extremamente quente (tipo, trilhões de graus de calor), compacto e denso, que se esticava e se expandia de maneira inimaginavelmente rápida. Uma matéria que, em um determinado momento, começou a voar em todas as direções na velocidade da luz.

Big Bang foi um caos completo, com minúsculas partículas que foram misturadas com energia e luz. Sim, uma bagunça total, mas ainda assim, no primeiro minuto após a explosão, a base para tudo que viria a surgir depois estava quase finalizada. Era quente apenas durante o grande estouro. Assim que a expansão começou, o universo começou a esfriar, parecido com o gás que esfria quando você borrifa uma lata de aerossol. Durante esse processo, parte da energia meio que congelou, assim como a água que vira gelo. Aqui, a energia pura foi “congelada” e solidificada em matéria.

Um minuto após a explosão, o resfriamento ainda estava acontecendo, extremamente rápido e literalmente em todos os lugares ao mesmo tempo, uma vez que o universo realmente não tem bordas. Ele não era mais apenas um ponto compacto. A base para uma maior expansão e tudo o que está por vir estava sendo formada. Lembra daquelas minúsculas partículas daquele primeiro estágio de ‘buumm’ do universo? Elas começaram a se agrupar, formando átomos de hélio e hidrogênio.

Levou cerca de três minutos para que a maior parte do hélio e todo o hidrogênio do espaço fossem produzidos. Esses dois são os elementos mais comuns e os materiais básicos que mais tarde formaram as primeiras galáxias e estrelas. Só porque a base foi concluída não significa que a criação do Universo parou após aqueles primeiros minutos. É verdade que, depois disso, nenhum elemento novo foi criado por milhões de anos, razão pela qual a versão inicial do universo foi inteiramente de hélio, hidrogênio e energia.

Mas, eventualmente, os átomos começaram a se agrupar lentamente, o que, depois de muuuuito tempo, causou a criação de galáxias e estrelas. Nuvens de hélio e hidrogênio se agruparam e se transformaram em estrelas com forças gravitacionais. Nosso Sol também é feito de três quartos de hidrogênio, enquanto o resto é hélio. Hum, um quarto? Sim. Em estágios posteriores, alguns outros elementos mais pesados ​​começaram a aparecer também, como carbono, ferro, oxigênio e assim por diante.

Não se tratava apenas de processos químicos em que novos elementos, estrelas ou planetas continuavam chegando. Todo o universo está se expandindo desde o Big Bang. Os pesquisadores perceberam que outras galáxias estão se afastando da nossa. Hmm, rapazes, vocês precisam parar de fazer isso, como iremos descobrir vida alienígena lá fora se continuarem fugindo o tempo todo? E não apenas isso: as galáxias mais distantes estão na verdade se movendo mais rápido do que as próximas da nossa, a Via Láctea.

O universo é fabuloso, desconhecido, misterioso, assustador e... Completamente silencioso. Imagine-se flutuando com seu traje espacial em algum lugar acima da Terra. Tudo o que realmente consegue ouvir é o som da sua própria respiração. Nada de fora. Como não há atmosfera, o som não tem como viajar ou ser ouvido. Falando em traje espacial, essa coisa custa cerca de US$ 12 milhões. Acho que isso significa que teremos que esperar um pouco mais para tentar aquela coisa toda de “relaxar no espaço”.

Mercúrio é o planeta mais próximo do Sol, então você pode pensar que é o mais quente também. No entanto, na verdade é Vênus quem leva esse título em nosso sistema solar, com a superfície torrada pela temperatura de 450 graus. Bastante! Mercúrio não tem atmosfera, que se encarrega de regular a temperatura, por isso ele perde a disputa pelo título de ‘esquentadinho do sistema solar’.

Vênus também tem dias bem longos: apenas um deles dura cerca de 243 dias terrestres. Isso é útil para aquelas pessoas com listas de tarefas muito longas que gostam de ir com calma e devagar. No entanto, o planeta orbita o Sol em 225 dias terrestres, o que significa que um ano lá dura 18 dias terrestres a menos que um dia do planeta. Hm... Você pode fazer dois aniversários em um dia então? Bem, esse pode ser um dos lados bons, mas a desvantagem é que em Vênus chove ácido sulfúrico e neva metal. Não é mais tão divertido, né?

A própria Terra é fria. Com 4 bilhões e meio de anos, é o único planeta conhecido que tem vida, e também com mais árvores do que estrelas na Via Láctea. Três trilhões, enquanto existem “apenas” de 100 a 400 bilhões de estrelas. Podemos já ter contado as árvores, mas ainda assim sabemos muito pouco sobre nosso oceano. Apenas 5% dele é explorado, então conhecemos menos sobre ele do que a respeito de Marte ou a Lua, cujas superfícies foram totalmente mapeadas.

É engraçado como o espaço sideral está a apenas 100 km de distância de nós, contando a partir do nível do mar no nosso planeta. Parece tão perto... Às vezes eu percorro essa distância só pra tomar meu café da manhã. E, no entanto, apenas 5% do universo é visível da Terra. 68% é energia escura, enquanto 27% é matéria escura, que não conseguimos ver com um telescópio. Tão perto, mas tão longe.

Sempre veremos o mesmo lado da Lua, não importa onde estejamos na Terra. A lua gira em seu eixo na mesma velocidade em que orbita a Terra. Isso é chamado de rotação síncrona.
O pôr do sol em Marte é azul! Isso acontece porque a poeira fina no planeta vermelho tem o tamanho perfeito para que a luz azul penetre com eficiência em sua atmosfera. Assim, ela se espalha, conforme fica mais perto da direção em que o Sol vai, ao contrário da luz de outras cores.

O Universo é cheio de maravilhas, e uma delas é um planeta feito de diamantes. Simmm! Ele é duas vezes maior que a Terra, e os cientistas acreditam que seja principalmente coberto por diamante e grafite. Agora, para chegar lá, você provavelmente precisará daquele traje espacial de US$ 12 milhões, junto com uma nave muito cara, e — essa é a questão-chave aqui — se você conseguir ir e voltar, pode até mesmo pagar facilmente. Os cientistas também têm algumas previsões sobre o fim de tudo. Ah cara.... Pronto para isso?

Em seus primeiros estágios, o universo era denso e compacto, então era realmente espesso. Mas depois de cerca de 400.000 anos, continuou se expandindo, o que o tornou mais transparente. Tudo isso encorajou a liberação de luz que hoje conhecemos como radiação cósmica de fundo em micro-ondas, com a sigla em inglês CMB. É como se você ligasse a TV em um canal vazio e desconectasse o cabo. Aí veria pontos pretos e brancos estáticos se movendo na sua tela. Eles são algo parecido com a CMB e também um reflexo de toda aquela energia que foi liberada durante o Big Bang.

A CMB ainda está aqui, os astrônomos podem vê-la através do telescópio de micro-ondas. A expansão nunca parou na verdade. O universo ainda está se espalhando a cada segundo a uma velocidade inacreditável, fazendo com que todos os objetos no espaço se afastem uns dos outros o tempo todo. Como repelente? Nós sabemos disso porque o sol de outras galáxias parece mais vermelho do que deveria ser. Isso é chamado de desvio para o vermelho e acontece quando a fonte de luz se afasta de quem a está observando.

E ainda tem a gravidade. Ela atrai todos os objetos do universo uns para os outros, que é a razão pela qual os planetas continuam orbitando o Sol, ou porque nosso sistema solar orbita o centro da Via Láctea. É por isso que ficamos no solo, enquanto no espaço flutuaríamos, já que não há gravidade lá em cima. Com tudo isso em mente, os cientistas tiveram a ideia de que, um dia, o universo simplesmente tomará a direção oposta e começará a encolher, o que ficará conhecido como “Grande Colapso”.

Se isso realmente vai acontecer, dependerá de como estará o nosso universo. Se ele estiver aberto, continuará se expandindo e nada jamais o deterá. Mas, com o tempo, à medida que vai se alongando, a densidade ficará tão baixa que as galáxias não conseguirão formar novas estrelas e as existentes desaparecerão. Quando o espaço perder toda a luz e calor, a vida não será possível. O universo permanecerá tão frio que continuará se espalhando fracamente pela escuridão sem fim. Hmm. E então, com Grande Colapso ou não... Bang, e tudo desaparece. Ei, que bom que temos bilhões de anos pela frente, hein? Talvez você e eu não estejamos por perto. Heh heh, eu vou me aposentar.

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