6 Países hispânicos e seus importantes descobrimentos recentes

Curiosidades
há 4 anos

Quando olhamos para os descobrimentos recentes não podemos deixar de fora os países do mundo hispânico. Países como Espanha, Colômbia, Chile, Argentina, PeruMéxico protagonizaram grandes descobertas que se caracterizam por baixos orçamentos e grandes avanços científicos que podem beneficiar toda a sociedade.

O Incrível.club gostaria de compartilhar algumas das criações e pesquisas mais importante recentes desses países que estão tão conectados ao nosso.

Espanha

1. Criação de pequenos rins, semelhantes aos de um embrião de 6 meses, à base de células-tronco

Cientistas do Instituto de Bioengenharia da Catalunha (IBEC) criaram mini-rins que imitam os de um feto de 6 meses à base de células humanas. O processo durou 20 dias: foi cultivado um hidrogel em um biomaterial que simulava o ambiente embrionário e a placenta; com a membrana de um embrião de frango, conseguiram a sua vascularização, sua irrigação sanguínea e até mesmo o seu crescimento. Essa criação permitiu um estudo direto da evolução que ele pode ter se for submetido às condições de um diabético, além da observação de como ele é afetado pelos fármacos.

2. Criação de um papel que transforma o calor em eletricidade

Este papel poderia ser usado em sensores para a Internet, em tecnologias wearable e em isolamentos térmicos inteligentes, entre outras aplicações. Ele é composto de celulose produzida em laboratório por bactérias, possui pequenas quantidades de nanotubos de carbono e foi desenvolvido por pesquisadores do CSIC. Não foram utilizados elementos tóxicos e a celulose pode ser reciclada e transformada em glicose.

3. Cientistas descobriram como prolongar a vida de pacientes com envelhecimento acelerado

progéria, ou síndrome de Huntchinson-Gilford, é uma doença que acelera o envelhecimento. Cientistas espanhóis realizaram um teste com ratos e atacaram a célula tóxica que a gera. Com isso, esperavam que houvesse um aumento na expectativa de vida dos pacientes de 26,4%, em geral de 14 anos. O experimento com os roedores se mostrou correto, mas os pesquisadores ainda precisam fazer testes em humanos para ver se o resultado é igualmente efetivo.

4. Pesquisadores espanhóis encontram a segunda pegada de neandertal no mundo

neandertal é uma espécie extinta do gênero Homo. O desprendimento de sedimentos de uma antiga caverna em Gibraltar fez com que a pegada do neandertal ficasse visível, a segunda descoberta no mundo. A pegada tem 29 mil anos e o jovem que a deixou convivia na caverna com feras selvagens como leopardos, linces e até mesmo elefantes. A forma do pé, com um grande espaço entre o dedão e o segundo dedo, comprovou que a espécie era essa. Ele media por volta de 1,30 metros e era um adolescente.

Colômbia

5. Médico encontra tratamento para pacientes com paralisia cerebral

O neurologista colombiano Gabriel Castillo conseguiu criar um tratamento à base de estímulo cerebral eletromagnético, permitindo que os movimentos que dão estabilidade corporal fossem recuperados em uma paciente de 40 anos que sofreu um derrame cerebral. Os pesquisadores esperam que exista a possibilidade de recuperação em patologias como paralisia cerebral, trombose, esclerose múltipla, doença de Parkinson, entre outras.

Chile

6. Pesquisadores comprovaram que o triclosano, presente em produtos de higiene, danifica o cérebro

triclosano é um agente bacteriostático que pode ser encontrado em diferentes produtos, entre eles pasta de dentes, sabonetes, desodorantes e outros. Por meio de provas realizadas em roedores, os pesquisadores observaram que esse composto afeta seriamente a memória espacial. O estudo foi liderado pelo doutor Genaro Barrientos, do Instituto Milênio de Neurociência Biomédica (BNI), da Universidade do Chile. Com isso, ele mostrou a todo o mundo como é importante parar de usar produtos com este composto, principalmente os idosos e as crianças.

7. Cientistas alcançaram um importante avanço na luta contra a ELA e contra a demência

A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença do sistema nervoso que ataca os neurônios que estão no cérebro e na medula espinhal. Cientistas chilenos obtiveram resultados positivos para frear o avanço de doenças como essa por meio do uso de substâncias capazes de retardar a progressão e por meio da manipulação na ação de proteínas no cérebro. Atualmente, essas pesquisas estão sendo desenvolvidas em ratos, para que futuramente possam ser testadas e aplicadas em humanos.

Argentina

8. Cientistas criaram uma nova técnica para tratar a doença de Parkinson, a epilepsia e a depressão

Com o uso de um ultrassom, cientistas argentinos criaram uma técnica não invasiva para estimular a atividade neuronal, com o objetivo de ajudar no tratamento de diferentes transtornos. Esse método é dirigido a uma região específica do cérebro que permite controlar a atividade em casos de epilepsia, doença de Parkinson e alterações tanto da consciência como do comportamento, como a depressão. Após os primeiros testes em animais, a técnica inovadora está sendo testada em tecidos humanos fora do organismo.

9. Encontraram na Antártida restos de fósseis de uma ave que viveu há 65 milhões de anos

Pesquisadores argentinos encontraram restos fósseis de um novo gênero e espécie de ave que viveu há 65 milhões de anos, chamada Conflicto antarcticus. Os restos fósseis correspondem a um esqueleto com quase todos os seus ossos, e são o registro mais completo de uma ave na Antártida. Era uma ave voadora, com patas longas e que habitava um ecossistema de florestas temperadas; o achado permite supor que a forma típica do bico dos patos que conhecemos hoje é uma evolução deste grupo de aves.

10. Pesquisadores argentinos desenvolveram uma plataforma para produzir vacinas orais

Eles usaram partículas semelhantes a vírus e que são inativas e têm a capacidade para se ’autojuntarem’ em laboratório. A ideia inovadora foi adaptar as proteínas do parasita giárdia a essas partículas semelhantes ao vírus. Por meio de um experimento em ratos, eles testaram a plataforma, que poderia servir para substituir as vacinas injetáveis, mais doloridas e que demandam um conhecimento maior de quem as aplica.

11. Encontraram um dinossauro com espinhas

Pablo A. Gallina, Sebastián Apesteguía, Juan I. Canal, Alejandro Haluza / Wikipedia

Na Patagônia argentina, foi encontrada uma nova espécie de dinossauro herbívoro que viveu há 140 milhões de anos. Ele possuía espinhas defensivas no pescoço e nas costas. Algumas hipóteses indicam que elas serviam de suporte para uma espécie de vela que regulava a temperatura corporal, ou que era apenas uma maneira de se mostrarem mais atrativos. O dinossauro foi batizado de Bajadasaurus pronuspinax.

Peru

12. Regenerar a pele com raízes e tubérculos

Este projeto procura regenerar a pele danificada por feridas ou queimaduras por meio do desenvolvimento de produtos farmacêuticos feitos com raízes e tubérculos. A ideia é obter produtos eficazes e seguros para diminuir o tempo de cicatrização e deixar as feridas esteticamente mais bonitas. Por isso, a pesquisa considera as propriedades anti-inflamatórias de alimentos como a batata. O estudo ainda vai durar um ano e irá custar 30 mil dólares.

13. Embalagens feitas com figo da Índia (palma) e abacaxi como alternativa ao plástico

Cientistas peruanos começaram a criar caixas e outras embalagens biodegradáveis com casca de abacaxi e figo da Índia (palma) como alternativa ao plástico. Eles estudaram as propriedades das cascas e descobriram que elas têm bastante celulose. Ao misturá-las com as fibras duras da coroa do abacaxi, as embalagens ficam ainda mais sólidas. O produto, quando descartado, irá servir como adubo natural.

México

14. Cientista mexicana descobre a cura para eliminar 100% do vírus papiloma humano

A cientista mexicana Eva Ramón Gallegos, da Escola Nacional de Ciências Biológicas (ENCB) do Instituto Politécnico Nacional (IPN), encontrou uma terapia capaz de eliminar 100% do vírus. Para conseguir esse resultado, foram necessários 20 anos de pesquisa. Esse tratamento consiste em aplicar no colo do útero um fármaco chamado ácido delta-aminolevulínico, que depois de 4 horas se transforma em uma substância química fluorescente que se acumula nas células danificadas, o que permite que apenas as estruturas impregnadas sejam eliminadas com um laser especial.

15. Uma casa feita com sargassum

O sargassum é um gênero de algas castanhas com distribuição tropical e subtropical em todos os oceanos que costuma invadir as praias mexicanas. Ele passou a ser utilizado para construir uma casa. A construção foi testada pela Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM) e a ideia era verificar se a construção poderia resistir a ventos fortes e a terremotos. A ausência de cimento representou uma economia de 40% em comparação a uma casa normal. O arquiteto foi Omar Vázquez Sánchez, que fez isso pensando em pessoas que não conseguem comprar uma casa.

16. Regeneração de ossos da coluna com casca de caranguejo

Cientistas e estudantes da Universidade de Guadalajara (UdeG) experimentaram com sucesso a combinação de quitosana (um biopolímero presente na casca de crustáceos e insetos) com outros minerais para regenerar ossos em pacientes com a coluna danificada. Com a combinação, o osso se regenera mais rapidamente. O procedimento custa apenas 5% de outros implantes. Os cientistas estão tentando implementar essa nova regeneração em hospitais.

17. Talheres comestíveis

Cientistas do Instituto Politécnico Nacional desenvolveram talheres comestíveis feitos à base de farelo de arroz, água e outros ingredientes naturais. Isso ajuda a melhorar a nutrição e a preservar o meio ambiente. O farelo costuma germinar rapidamente, mas os cientistas controlaram a oxidação do produto. Até agora foram criadas apenas colheres, e elas cumprem a sua função perfeitamente. Para os outros talheres, talvez eles tenham de acrescentar uma cola comestível, para que os objetos fiquem mais duros.

Qual desses descobrimentos você considera o mais importante? Agregaria algum outro à lista? Compartilhe nos comentários.

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