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10 Pares de atores que reinterpretaram personagens em remakes de novelas latinas

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De uns tempos para cá, o público teve a chance de conferir novas adaptações de novelas latinas, seja no mesmo formato ou na versão de séries com capítulos curtos. Obviamente, tais produções provocam comparações, sobretudo quando o novo trabalho traz o mesmo nome da versão original, caso de Ambição, A Usurpadora e Rubi. Muitos telespectadores imaginaram que as novas tramas seriam cópias fidedignas das originais, mas os produtores resolveram fazer adaptações às histórias, deixando-as mais atualizadas. Para tanto, certos personagens foram retratados de maneira similar, enquanto outros voltaram às telas sem nenhuma modificação. Por exemplo, a interpretação de João do Diabo de 2009 foi parecida com que Eduardo Palomo, que nos deixou em 2003, fez em 1993 na novela “Coração Selvagem”. É possível lembrar ainda das intepretações de Paola e Paulina Bracho em “A Usurpadora” de 1998 e de 2019.

Por tudo isso, o Incrível.club preparou uma lista com 10 pares de atores que viveram o mesmo papel em versões diferentes de uma mesma novela.

1. Eduardo Palomo e Eduardo Yáñez (Coração Selvagem, 1993 e 2009-2010)

Coração Selvagem é uma produção que já conta com quatro versões: de 1966, 1977, 1993 e 2009. Contudo, os telespectadores se lembram mais da de 1993, estrelada por Edith González e Eduardo Palomo. Na produção, Palomo interpretou João do Diabo, papel que Eduardo Yáñez repetiu na adaptação de 2009-2010. Esta última não fez tanto sucesso quanto sua antecessora, pois, na visão de alguns críticos, os personagens não foram bem encaixados na história.

2. Bárbara Mori e Camila Sodi (Rubi, 2004 e 2020)

Pelo visto, Bárbara Mori estabeleceu novos patamares ao interpretar Rubi Peres naquela que foi a quarta versão da novela Rubi. O fato é que a atriz nascida no Uruguai e naturalizada mexicana continua sendo lembrada pela interpretação que rendeu a ela o prêmio TVyNovelas de melhor atriz principal em 2005.

Em 2020, Camila Sodi repetiu o papel da gananciosa Rubi, mas revelou, em uma entrevista, que preferiu estabelecer diferenças consideráveis para evitar comparações com sua antecessora.

3. Gabriela Spanic e Sandra Echeverría (A Usurpadora, 1998 e 2019)

A Usurpadora é mais um caso de novela que, apesar de já ter seis versões, continua sendo lembrada por uma delas: nesse caso, é a de 1998. Isso se deve ao elenco e ao trabalho magistral desenvolvido por Gabriela Spanic em sua interpretação das irmãs gêmeas Paola e Paulina Bracho.

Em 2019, estreava uma série de 25 capítulos protagonizada por Sandra Echeverría, atriz que, assim como Spanic, encarou o trabalho em dose dupla. A diferença principal da produção mais recente estava no contexto: enquanto a nova novela manteve o foco na política, a anterior se baseou na vida de uma mulher ambiciosa e nos bens de seu marido empresário.

4. Verónica Castro e Thalía (Os Ricos Também Choram, 1979 — Maria do Bairro, 1995)

Os Ricos Também Choram (1979-1980) e Maria do Bairro (1995-1996) são duas produções com nomes diferentes, mas tramas parecidas. Para começar, Os Ricos Também Choram é uma história de Inés Rodena, que foi dividida em duas partes: a primeira se baseou em uma radionovela de mesmo nome, enquanto a segunda parte tem como referência a produção Cuando se regala un hijo — outra radionovela de Rodena—, que, por sua vez, usou parte da trama da produção venezuelana Raquel (1973-1974).

Em poucas palavras, Maria do Bairro foi uma adaptação de Os Ricos Também Choram, trazendo o mesmo roteiro: uma mulher pobre e sem estudos precisa encarar obstáculos para vencer na vida. A primeira novela foi estrelada por Verónica Castro e a segunda, por Thalía. Ambas fizeram grande sucesso.

5. Salma Hayek e Angelique Boyer (Teresa, 1989 e 2010)

Teresa fez muito sucesso em suas três versões (1959, 1989 e 2010). O roteiro conta a história de Teresa Martínez/Teresa Chávez, mulher desesperada para sair da pobreza e que faz coisas terríveis para chegar ao seu objetivo. As adaptações de 1989 e 2010 são mais parecidas entre si, já que ambos os personagens perdem a irmã, fato que funciona como principal gatilho para a ambição da personagem.

A versão de 1989 foi, aliás, a primeira e única vez em que o público teve a chance de ver Salma Hayek em novelas. Já a produzida em 2010 serviu para catapultar a carreira de Angelique Boyer.

6. Lucero e Angelique Boyer (Laços de amor, 1995 — Tres veces Ana, 2016)

Laços de amor (1995-1996) Tres veces Ana (2016) não possuem apenas a particularidade de terem a mesma trama, mas também a mesma atriz principal interpretando três papéis. A primeira versão esteve nas mãos de Lucero, enquanto a segunda ficou a cargo de Angelique Boyer.

A novela conta a história de três irmãs gêmeas que foram separadas no nascimento após um acidente. Enquanto crescem, cada uma delas desenvolve uma personalidade completamente diferente das demais. Muito marcantes, ambas as produções são lembradas até hoje pelo público.

7. Kate del Castillo, Silvia Navarro e Ana Brenda Contreras (A Mentira, 1998 — Quando me Apaixono, 2010 — Lo imperdonable, 2015)

A Mentira, de 1998, protagonizada por Kate del Castillo e Guy Ecker, é uma versão de um filme e de uma novela de mesmo nome, lançados em 1953 e 1965, respectivamente. De lá para cá, surgiram diversas adaptações, como Quando me Apaixono (2010-2011) e Lo imperdonable (2015). Essas duas últimas foram estreladas por Silvia Navarro e Ana Brenda Contreras.

A trama traz o protagonista masculino em busca de vingança pela morte do irmão, que não conseguiu superar uma desilusão amorosa. Contudo, ele tem dificuldades em encontrar a verdadeira causadora da tragédia, já que, inicialmente, a única pista que o personagem tem é seu primeiro nome. Por acaso, o nome é o mesmo da protagonista, que, na verdade, não tem nada a ver com aqueles fatos.

8. María Rubio e Paz Vega (Ambição — no original, Cuna de lobos,1986-1987 e 2019)

A personagem Catalina Creel foi interpretada por María Rubio (que faleceu em 2018) em Ambição (1986-1987), papel que garantiu à atriz uma fama internacional incalculável. Mesmo depois de mais de 30 aos, ela continua sendo considerada por muitos como “a melhor vilã de todos os tempos”. Seu papel como matriarca antagonista foi mesmo inesquecível, já que a mulher era mentirosa, impiedosa e tirava do caminho qualquer um que atrapalhasse seus planos. Obviamente, ela agia também para ficar com a grande fortuna da família.

A versão de 2019 foi uma produção da Fábrica de Sueños da Televisa, setor encarregado de reescrever e adaptar tramas icônicas. Claro que essa não foi a exceção. E, apesar de Paz Vega ter revivido a emblemática vilã Catalina em Ambição (2019), as personagens tinham grandes diferenças aos olhos do público e da crítica, já que Paz deu a Catalina um ar mais moderno, sem deixar de ser uma mulher muito malvada.

Resumindo, as duas produções foram muito diferentes uma da outra. A mais recente foi feita em um formato com 25 capítulos, além de contar com cenários e tramas secundárias que nada tinham a ver com a versão original.

9. Adela Noriega e Mauricio Islas — Pablo Lyle e Michelle Renaud (Manacial, 2001-2002 — La sombra del pasado, 2014)

Manancial (2001-2002), protagonizada por Adela Noriega e Mauricio Islas, teve apenas um remake, batizado de La sombra del pasado (2014). A produção contou com a participação de Pablo Lyle e Michelle Renaud. Ambas as novelas são completamente idênticas quanto aos personagens e ao roteiro. Porém, a comparação sempre existiu, já que a primeira tinha um elenco mais experiente, capaz de lidar perfeitamente com a carga dramática exigida nas interpretações.

A versão mais atual tinha protagonistas jovens, que só tinham vivido papéis secundários em outras tramas. Aliás, a própria Renaud disse em uma entrevista que não tinha a pretensão de desenvolver um trabalho igual ao de Adela Noriega. “Para mim, fica claro que Adela Noriega é Adela Noriega”, comentou.

10. Ana María Orozco e Angélica Vale (Betty, a Feia, 1999-2001 — A Feia Mais Bela, 2006)

Betty, a Feia (1999-2001) é uma das novelas mais famosas do mundo, rendendo uma série de adaptações em diferentes países. Apesar de ter sido criada na Colômbia, o México não ficou atrás e produziu sua própria versão, exibida no Brasil com o título de A Feia Mais Bela (2006). Angélica Vale fez o papel de Betty, interpretado anteriormente pela colombiana Ana María Orozco. Porém, um roteiro é totalmente diferente do outro. Enquanto o primeiro é mais cruel em alguns fatos, a versão mexicana é mais voltada à comédia. Outro ponto curioso é que as personalidades das duas Betty são opostas: a colombiana é mais risonha e gentil, enquanto a mexicana é muito mais burlesca.

Em geral, você gosta mais das novelas originais ou das versões? Lembra de outros atores que interpretaram o mesmo papel em versões diferentes de uma mesma novela? Comente!

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