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Segundo estudo, estar infeliz em um emprego é pior do que estar desempregado

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Existem duas situações estressantes ligadas ao mundo do trabalho que provavelmente a maioria de nós já viveu: a primeira (é claro) é estar desempregado. A segunda é ter um emprego que não nos satisfaz. Embora em um primeiro momento possa parecer que ter um trabalho é melhor do que ficar em casa sem fazer nada, pesquisas demonstram que um mau emprego gera mais problemas para a saúde do que emprego nenhum.

Intrigado com essa afirmação, o Incrível.club decidiu pesquisar mais a fundo esses estudos e quer apresentar para você os detalhes mais importantes.

Melhor sozinho do que mal acompanhado

Às vezes, a vida de um adulto parece um sem-fim de complicações, tarefas pendentes, trâmites por realizar e contas a pagar. Todo isso fica ainda pior se a pessoa está desempregada e, portanto, sem nenhuma fonte de renda.

E não é apenas a sociedade em geral que costuma relacionar o desemprego com problemas de saúde e bem-estar. Há muito tempo, a comunidade científica vem estudando aspectos psicológicos e até físicos dessa condição. Mas os pesquisadores têm ido um pouco além. Eles também têm avaliado em que medida os empregos de má qualidade podem afetar a vida das pessoas para além do espaço de trabalho.

Dois dos estudiosos que se debruçaram sobre esse assunto foram os sociólogos Tarani ChandolaNan Zhang, da Universidade de Manchester, no Reino Unido. Eles realizaram uma pesquisa utilizando biomarcadores relacionados com o estresse crônico (pressão arterial, triglicérides, colesterol, etc), para obter resultados mensuráveis e confiáveis.

Quão bom é o seu emprego

estudo foi realizado no Reino Unido de 2009 a 2012 na forma de “ondas”, partindo de uma base original de 51 mil participantes de 30 a 75 anos que responderam a uma pesquisa sobre condições de trabalho e chegando a um grupo mais seleto de 1081 pessoas que, segundo os pesquisadores, se enquadravam nas condições ideais para avaliação. Essas pessoas foram separadas em três grupos diferentes e tiveram a qualidade da relação com o trabalho avaliada por meio de três técnicas diferentes: (1) biomarcadores sanguíneos (2) pressão do sangue e relação entre altura e circunferência da cintura e (3) respostas a questões sobre a saúde e o trabalho.

A qualidade do trabalho, em si, foi avaliada com base nos seguintes parâmetros:

  • Satisfação profissional

  • Ansiedade no trabalho

  • Autonomia e influência no ambiente de trabalho

  • Insegurança em relação à permanência no trabalho

  • Salário

Os resultados mostraram que as pessoas que haviam encontrado bons trabalhos apresentavam também uma considerável melhora na saúde mental em relação às que seguiam desempregadas. Por outro lado, as que estavam em trabalhos ruins, estressantes ou mal remunerados tinham uma saúde pior do que quando não tinham trabalho algum.

Possíveis consequências que o estresse crônico causado por um trabalho insatisfatório podem causar são doenças metabólicas e cardiovasculares. Por isso, segundo o estudo “a qualidade do trabalho não pode ser ignorada e pode influenciar muito a saúde do funcionário”.

A inseparável relação entre o emprego e o bem-estar

Outro estudo, publicado na revista Occupational and Environmental Medicine, também questionou esse assunto e, em alguns aspectos, derrubou a ideia das supostas vantagens de se ter um trabalho qualquer em relação a estar desempregado.

A pesquisa foi realizada na Univesidade de Melbourne, na Austrália, e usou como base os dados do HILDA (Household, Income and Labour Dynamics in Australia), um levantamento que é realizado anualmente e que considera dados econômicos e de trabalho de 7 mil pessoas.

A saúde mental e a qualidade do trabalho dos participantes foram avaliadas considerando os seguintes fatores: autonomia, percepção de um salário justo, complexidade das tarefas, segurança no trabalho e nível de exigência.

Os resultados obtidos coincidem com o estudo realizado em Manchester. Foi revelado que os piores trabalhos estão associados justamente com as pessoas que sofrem maiores sintomas de ansiedade e depressão. Já os participantes com maior bem-estar mental foram aqueles que tinham os melhores empregos — assim considerados com base nos parâmetros acima.

Você gosta do seu trabalho? Com que frequência pensa em mudar de emprego? Compartilhe a sua opinião nos comentários.

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