Como dar autonomia para o seu pequeno sem perder o controle da situação

autonomia pode ser classificada como a capacidade de fazer as próprias escolhas, baseadas no conhecimento pessoal adquirido. Na área da educação, esse termo se refere à construção de um saber que propicie o alcance de seus objetivos, organizando as informações para construir uma independência. Assim, a pessoa pode ter discernimento para usufruir de sua liberdade com plenitude. Por isso, é muito importante estimular a autonomia desde cedo nas crianças, para que o desenvolvimento seja contínuo e elas possam ser adultos independentes e livres.

Incrível.club quer ajudar pais e responsáveis que desejam estimular a autonomia nos seus pequenos e reuniu algumas dicas para que isso seja possível. Dê só uma olhada!

Dar alternativas estimula a criança a ter poder de decisão

Um dos instintos dos seres humanos é lutar para fazer suas próprias escolhas. Por isso, se você escolhe tudo por seu filho — o que ele vai comer, vestir ou brincar —, é provável que ele se rebele em algum momento. Isso pode se refletir, por exemplo, em birras e demonstrações públicas de teimosia. Essas são pequenas reivindicações por autonomia e para ter o que deseja, experimentando as reações a seus atos. Assim, quando deixa que a criança faça escolhas, além de dar autonomia, você ensina ela a tomar decisões por conta própria.

Então, sempre que puder, prefira dar escolhas para seu filho decidir o que é melhor para ele, mesmo que seja com quem falar, o que comer ou o que será lido. Ainda assim, há certas situações nas quais ele não deve decidir, como se vai ou não para a escola. Entretanto, você pode dar escolhas limitadas por opções. Por exemplo, na hora de se vestir, separe duas ou três peças e deixe que ele decida o que prefere.

Lidar com as frustrações fomenta a tolerância e prepara para enfrentar as dificuldades

A negação de um querer ou não obter o que deseja pode desencadear sentimentos negativos na criança, como raiva, tristeza ou medo. Nessa hora, o estado emocional dela pode se dividir em dois: reatividade — a reação à frustração — e autorregulação — que é como ela entende o evento e volta ao normal. Assim, esses dois estados podem ser equilibrados com o entendimento dos próprios sentimentos e com o discernimento de que ela não poderá ter o que quer; ou que aquilo é para sua segurança.

Com isso, é essencial ter empatia e deixar que a criança fale dos seus sentimentos, identificando suas emoções e entendendo que a frustração faz parte da vida. Caso o adulto poupe a criança da frustração, ela pode perder a chance de criar mecanismos para superar decepções futuras, tendo dificuldade para enfrentar diferentes graus de frustração, até as mais simples da vida.

Estimular a coragem incentiva a exploração de novas situações

coragem também precisa ser desenvolvida nas crianças para elas poderem enfrentar dificuldades e desafios ao longo da vida sem medo, algo que pode atrasar e até incapacitar uma pessoa. Então, estimular a coragem ensina a criança a ter forças mesmo em momentos difíceis e a não ter receio de encarar os problemas. Assim, elas ficarão mais abertas a novas experiências e terão confiança para topar novos desafios.

Para isso, é importante que, além de falar, os pais sejam exemplos de coragem, mesmo em pequenos gestos, evitando falar sobre seus medos constantemente. É interessante demonstrar segurança em si mesmo, autoestima e enfrentar as adversidades com positividade. Isso também pode ser ensinado por meio de brincadeiras e desafios, como soprar um balão até estourar ou pular na piscina. Ou até mesmo, com filmes e livros, conversando sobre o papel do herói e qual seria a reação dela na mesma situação.

Instigar a persistência mostra que vale a pena se empenhar para atingir um objetivo

Estudos demonstram que ensinar o valor da persistência a crianças está relacionado com mais autocontrole e melhores resultados acadêmicos. Essa qualidade deve ser estimulada com atividades que a criança goste tanto que queira se esforçar nelas. Outra coisa, o modo de pedir auxílio a elas influencia na perseverança: em vez de solicitar que sejam ajudantes em uma tarefa, o ideal é instigar o instinto de ajuda, o que é menos forçado e incita a resiliência. Ainda, é interessante conversar sobre as ações que podem ser feitas após um contratempo, para esclarecer as formas de persistir.

Também é legal falar sobre persistência com as crianças constantemente, para que elas a vejam como uma qualidade interessante de se ter. A ideia é manter uma postura positiva em relação a esse tipo de atitude, para que seja percebida como algo bom. Ainda, evite socorrer a criança e deixe que ela tenha independência, oferecendo chances de ter sucesso. Com isso, ela pode sentir o gosto de superar os obstáculos e conquistar o que deseja. Assim, pode perceber que o esforço vale a pena e que será recompensado.

Ensinar o valor do trabalho vai estimular o planejamento dos objetivos e a economia dos ganhos

Dar tarefas para as crianças vai proporcionar um sentimento de satisfação e independência, além de fazê-las gastar energia. Ficar parado pode gerar um sentimento de inutilidade e frustração, por não ter o que fazer. Além de você perder a chance de ensinar o valor da remuneração. Portanto, é possível dar algumas tarefas aos pequenos, de acordo com a idade, como carregar as compras, dar comida ao cachorro, dobrar roupas, entre outras coisas.

Assim, é possível associar um “pagamento” pelo serviço, o que também ensina sobre o valor do trabalho e um pouco de educação financeira. Com isso, ela passará a dar mais importância ao que recebeu, planejando como gastar e economizando para conquistar o que quer. Logo, terá um sentimento de liberdade por fazer as próprias escolhas, de compreensão por aceitar as frustrações, de orgulho por ter coragem de enfrentar o trabalho e de satisfação pela persistência para seguir no caminho ao objetivo, contemplando a autonomia em sua totalidade.

Bônus: formas de dar autonomia de acordo com a faixa etária

A autonomia pode ser estimulada com pequenas tarefas, a partir dos 2 anos. Entretanto, desde antes, elas podem aprender com os exemplos, ao verem as ações dos adultos e ao serem instigadas a explorar o mundo ao redor.

Veja alguns exemplos de afazeres que podem ser dados aos pequenos, de acordo com a idade:

  • Entre 2 e 4 anos: eles podem guardar brinquedos e livros em caixas; retirar poeira de rodapés e mesas baixas; dobrar roupas lavadas e arrancar ervas-daninhas.
  • De 5 a 7 anos: podem arrumar a mesa; separar roupas para lavar; regar plantas; fazer a cama; preparar lanches simples e alimentar o pet.
  • Dos 7 aos 11 anos: é possível passar aspirador ou varrer o chão; lavar as louças; descascar vegetais; trocar a roupa de cama; lavar o carro ou costurar um botão.
  • A partir dos 12: eles já podem lavar a própria roupa; limpar o banheiro; ajudar nas compras e guardar os itens; tirar o lixo; limpar a geladeira e preparar o próprio café ou almoço.

Você sente que seu filho está desenvolvendo bem a autonomia ou tem dificuldades em algum desses quesitos? Comente suas experiências e participe da conversa.

Compartilhar este artigo