8 Erros cometidos até mesmo pelos pais mais modernos ao criar meninos

A sociedade tem suas próprias expectativas quanto à educação de meninos e meninas. A maioria das regras, de como crianças de sexos opostos devem se comportar, passar o tempo livre e até de como devem se sentir, surgiu há muitos séculos. A questão é que no mundo moderno, algumas dessas tradições não deveriam existir.

Por exemplo, alguns meninos são ensinados a ser cavalheiros incondicionalmente, deixando suas próprias necessidades de lado, enquanto outros são instruídos a estar sempre prontos para mostrar sua força, alegando que a vida é uma luta constante. Na equipe do Incrível.club, temos pais. E eles admitem que algumas das lições comumente aplicadas para criar meninos incomodam muito. Além disso, os psicólogos concordam com a gente. Confira esses erros a seguir!

Ensiná-los a resolver qualquer situação apenas com palavras

O psicólogo Kevin Bennett, professor na Universidade da Pennsylvania (EUA), afirma que o homem moderno ainda não está pronto para se livrar completamente do uso da força física, pois esse é um mecanismo de defesa natural, que em algumas situações pode servir como a única solução. Por exemplo, se um menino trata o colega de forma agressiva e uma briga está prestes a começar. Na opinião do professor Bennett, ao tentar resolver o conflito somente com palavras, o menino parecerá humilhado; portanto, quando isso acontecer, pode ser importante poder se defender. Por isso, segundo ele, pode ser necessário ensinar seu filho a se defender de forma digna em caso de briga, e não ter medo do oponente, deixando claro, no entanto, que o melhor é evitar a violência e nunca bater primeiro.

Incentivá-los a agir de forma rude

O ponto anterior não significa que a criança precise ser ensinada a resolver qualquer situação controversa através da força. Porém, alguns pais pensam de maneira diferente, incentivando seus filhos a bater em qualquer um que se comporte de maneira irracional: quando são provocados com piadinhas ou quando outras crianças tomam seus brinquedos, por exemplo. “Defender-se” não significa “atacar sem pensar duas vezes”.

Chamar de “namoradinha” qualquer menina com que o filho entre em contato

Mães e avós acham fofo falar ’namoradinha’ se referindo a qualquer menina que se aproxime de seu filho ou neto. É claro que fazem isso sem intenções maliciosas. Mas as crianças podem não gostar desse senso de humor e, se essa ênfase na comunicação com as meninas se tornar constante, o futuro homem pode passar a ficar mais desconfiado ao conversar com as mulheres, como se não pudesse fazer amizade ou apenas passar um tempo junto com elas.

Dizer que os meninos não choram, comparando-os com as meninas

Esse comportamento dos pais é prejudicial por várias razões:

  • Em primeiro lugar, o menino passa a ser mais tímido, uma vez que começa a pensar que as suas verdadeiras emoções devem ser escondidas.
  • Em segundo lugar, ele começa a ter uma visão errada sobre si mesmo. “Se os meninos não choram, mas eu choro, tem algo de errado comigo”.
  • Em terceiro lugar, quando recebe críticas do tipo: “você se comporta como uma menina”, esse garoto tende a acreditar que ser menina é vergonhoso e que o sexo feminino é inferior ao masculino. Atualmente, quando o mundo inteiro está lutando contra o sexismo, essas crenças podem prejudicar seu filho.

Forçá-los a aceitar todas as vontades das meninas

O outro extremo é obrigar o menino a ser um perfeito cavalheiro, colocando em segundo plano as próprias necessidades, desejos e até mesmo o senso de justiça. É difícil para um garoto entender por que uma pessoa de outro gênero tem uma vantagem sobre ele. Especialmente se levarmos em consideração que, antes da adolescência, meninos e meninas costumam ter características físicas relativamente semelhantes.

Persuadi-los a beijar a avó e a abraçar o avô

É claro que os parentes mais velhos ficam felizes em abraçar o filho ou o neto ou receber um beijo. Mas lembre-se de sua infância: poucas pessoas gostavam de tanta expressão de amor dos idosos. Uma coisa é quando uma criança se estica para dar um abraço. Outra coisa é forçá-la a fazer isso, alegando que, caso contrário, ela deixará seus avós extremamente tristes. Quem é que gostaria de estragar o humor dos seus amados avós?

Mas a antipatia aos mais velhos não é a única possível consequência dessa situação. Segundo psicólogos, esse comportamento da geração mais velha pode fazer com que a criança não saiba definir seu espaço pessoal, o que pode acarretar problemas no futuro.

Fazer com que os meninos sempre saiam super arrumados

O objetivo dos passeios é deixar que a criança gaste energia, se movimente, satisfaça sua curiosidade e respire ar fresco. E muitas vezes, isso envolve fazer sujeira. Por isso, pense primeiro em seu filho, em sua alegria e no seu desenvolvimento e, depois, no que as outras pessoas irão dizer. É melhor vestir roupas simples e que possam, se for o caso, ser descartadas e deixar o menino se divertir na areia, pegando insetos, chutando a bola e caindo na grama do que vesti-lo como um pequeno executivo e privá-lo de toda a diversão. Como diz uma famosa propaganda de sabão em pó, “se sujar faz bem”.

Dizer que os filhos devem ser desmamados o mais cedo possível

Muitas vezes, quem se preocupa com a saúde mental dos meninos recomenda que suas mães comecem a deixar de amamentá-los assim que começam a andar. final, a partir desse momento, eles começam a entender as coisas e, se você continuar a amamentá-los, podem se tornar homens obcecados pelo corpo feminino.

A verdade é que não há qualquer comprovação científica dessa teoria. Mas existem muitos estudos confirmando que a amamentação é extremamente benéfica para os bebês, e não há nada de vergonhoso em estendê-la mesmo depois de a criança completar 2 anos — não importa se é uma menina ou um menino.

Quais mitos a respeito da educação de crianças você costuma ouvir com mais frequência? Quais dos métodos de educação aplicados pelos seus pais que você evitaria criando os seus próprios filhos?

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