10 Críticas que pais e mães de hoje costumam receber quanto à forma de criar os filhos, e como lidar com elas

Criar os filhos não é tarefa fácil. À medida que os anos passam, métodos e informações passam por mudanças, e isso faz com que gerações anteriores questionem as novas formas de educação familiar. Desde o tempo certo para deixar de amamentar, até o papel que deve ser desempenhado pelo homem, passando pelo uso de andadores, diversos conceitos sofrem transformações com o passar dos anos.

Neste artigo, o Incrível.club aborda as novas formas de criar os pequenos (ainda que cada família seja responsável por escolher o que é melhor para suas crianças). Só não esqueça que, antes de implementar qualquer mudança na vida do seu filho, é preciso consultar o pediatra.

1. Não existe idade para o leite materno

A orientação médica é que o bebê receba o leite materno durante os primeiros 6 meses de vida, pelo menos. Porém, isso não quer dizer que, após essa idade, o alimento perca sua importância. Muito pelo contrário: a partir do primeiro ano de amamentação, a quantidade de gordura no leite aumenta, reforçando o caráter completo e nutritivo do líquido. Está comprovado que prolongar a amamentação traz benefícios imunológicos, psicossociais e emocionais. A decisão de quando interromper a oferta do leite materno é apenas da mãe e da criança.

2. A questão dos pés descalços

Além de não provocarem doenças, os pés descalços ajudam no amadurecimento e no desenvolvimento intelectual da criança. Andar sem calçados permite que os bebês estimulem mais os pés do que aconteceria na situação contrária. Nos primeiros meses de vida, as crianças usam os pés para receber informações sobre o mundo à sua volta, podendo inclusive tocá-los e até levá-los à boca, parte do corpo onde elas têm maior sensibilidade.

3. Por que não é bom deixar o bebê chorando

Métodos antigos apontavam que era preciso deixar o bebê chorando no berço até que ele, eventualmente, acabasse adormecendo. Porém, está demonstrado que tal processo é muito angustiante para o pequeno (e também para os pais). Antes de tudo, se faz necessário entender que o choro infantil é normal, e que ele é a única maneira que o bebê tem para se expressar. À medida que seu filho for crescendo, você pode tentar estabelecer uma rotina ou procurar pela forma mais eficaz com o propósito de facilitar a tarefa de pegar no sono (cantar, fazer com que ele caminhe, etc.).

4. Brinquedos não têm gênero

Por que meninas devem brincar de boneca, e os meninos, de carrinho? Qual o problema de um menino querer brincar “de casinha” ou de uma garota sentir vontade de jogar futebol? Os tempos mudam, e não permitir que uma criança brinque com o que bem entender cria estereótipos desnecessários. Qualquer brinquedo serve para que o pequeno se divirta e estimule a imaginação. Educar com igualdade de gênero é dever dos pais.

5. Quando abandonar as fraldas

A hora de abandonar as fraldas é quando a criança adquire a capacidade de controlar os esfíncteres. Apesar de isso costumar acontecer entre os 2 e os 4 anos, cada indivíduo tem seu próprio ritmo de amadurecimento e seu tempo para chegar lá. É necessário ter paciência e acompanhar, entendendo tratar-se de um processo de desenvolvimento pelo qual cada criança passa em seu devido tempo.

6. Brincos não são sinônimos de ser mulher

Apesar de furar as orelhas de um bebê não costumar gerar muitos inconvenientes, vários pais decidem não o fazer por considerar o processo invasivo e abusivo. E se a criança não quiser saber de brincos quando crescer? Além disso, há quem considere que furar as orelhas de uma bebê acaba reforçando estereótipos. Um grupo de pediatras da Academia Americana de Pediatria sugere que o melhor é furar as orelhas quando a própria pessoa tiver condições de cuidar da cicatrização.

7. Berço vs. cama dos pais

Para muitos pais, o ideal certamente é que o bebê durma em seu berço, sem demora. Mas a realidade tende a ser bem diferente disso, e é comum ver os adultos torcendo para que a criança simplesmente durma, onde quer que seja. Caso ela adormeça no berço, claro que isso será perfeito para o conforto dos pais. Mas muitos consideram que dormir todos juntos melhora a qualidade do sono do filho. Sem falar na comprovação de que essa última prática reduz a incidência de morte súbita e estreita os vínculos com o bebê.

8. Pai e mãe têm a mesma responsabilidade

Décadas atrás, o papel do pai costumava ser o de prover à família, enquanto a mãe ficava encarregada de cuidar dos filhos e do lar. Entretanto, hoje existem novos conceitos envolvendo o trabalho da maternidade e o cansaço que ele provoca à mulher em níveis físicos e psicológicos. Muitos casais percebem que o equilíbrio é necessário para superar o estresse que a criação dos filhos pode provocar. Por isso, nos últimos anos, os homens têm se responsabilizado muito mais pela lida com os pequenos.

9. Uso do andador não é recomendado

Bebês não precisam de “ajuda” para que aprendam a andar. Trata-se de um processo pelo qual a criança é capaz de passar por conta própria, e a seu tempo. Está comprovado que o andador não apenas não ajuda no processo, como também pode provocar acidentes, além de fazer com que a exploração do entorno não seja a adequada. Em países como o Canadá, o uso de andadores está proibido desde 2004.

10. Açúcar? Não, obrigado

O ideal é que menores de 3 anos não consumam nada de açúcar. Altos níveis de glicose nas crianças prejudicam os dentes de leite, além de criar uma preferência por esse tipo de alimento, o que, por sua vez, pode resultar em doenças decorrentes da obesidade na vida adulta. Existem diversas formas de introduzir alimentos saudáveis, e é preferível evitar o excesso de açúcar na dieta infantil.

Você já passou por alguma situação parecida às mostradas nesse artigo? Em que aspecto sua forma de criar os filhos foi criticada? Contribua com a discussão sobre o tema deixando seu comentário!

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