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Uma professora propôs às crianças compartilhar anonimamente o que as preocupava, e sua história inspirou meio milhão de pessoas

“O que significa bagagem emocional?” Com essa pergunta começou um dos primeiros dias de aula em um colégio nos Estados Unidos. Karen Loewe, professora de 22 anos que trabalha no sétimo e oitavo anos, decidiu ajudar as crianças a lidar com o estresse diário. Quando falou sobre isso no Facebook, mais de 500.000 pessoas compartilharam seu post, e professores de outros países, incluindo Austrália, China e Paquistão, decidiram repetir o experimento

Incrível.club decidiu falar sobre os passos simples que permitiram a Karen abordar seus alunos e lhes ensinar uma lição de empatia.

Imagine passar de 6 a 7 horas por dia em um escritório, sem sequer poder ir ao banheiro sem pedir permissão, e seus colegas de trabalho rirem constantemente dos comentários “espirituosos” do chefe dirigidos a você. Quase todos os dias você se preocupa em não conseguir preparar um relatório a tempo e é forçado a executar tarefas chatas e repetitivas. Pois é exatamente assim que muitos estudantes vão à escola. Estudos mostraram que 2 em cada 3 alunos do ensino médio ficam entediados na sala de aula todos os dias, e muitas crianças acima de 8 anos até sentem-se infelizes.

Se a isso somarmos os problemas familiares, a carga emocional se torna muito grande para a criança, e ela nem sempre se atreve a compartilhar suas preocupações com os outros.

Karen Loewe encontrou uma maneira de resolver esse problema. No dia 22 de agosto, ela ensinou uma lição que ajudou as crianças a expressar o que as preocupava e tornou a atmosfera na sala de aula mais amigável.

“Pedi que escrevessem em um pedaço de papel o que as incomodava, o que era um fardo pesado para o coração ou o que as ofendia”, disse Karen. “Não precisavam assinar a folha. Elas amassaram suas anotações e as jogaram em um canto da classe”.

Depois disso, os alunos se revezaram pegando os pedaços de papel e lendo o que estava escrito. Cada criança tomava a decisão de dizer à classe ou não que o escrito era seu.

Os textos impactaram Karen. Algumas crianças escreveram sobre a morte de entes queridos, sobre o câncer, o divórcio de seus pais e outras sobre suicídio ou uso de substâncias proibidas em sua família. Lendo as anotações de outras pessoas, muitas crianças choraram, porque os textos eram muito emotivos. Apenas uma história os divertiu um pouco: uma criança disse que seu gerbil (um tipo de roedor também conhecido como esquilo da Mongólia) morreu por estar muito gordo.

Depois de ler todas as anotações, Karen disse aos alunos que eles não estavam sozinhos e que eram amados. E, então, ela pendurou uma sacola com os papéis perto da porta, como um lembrete de que todos temos uma bagagem emocional.

Karen observou que, depois de convidar as crianças a compartilhar sua “bagagem”, elas começaram a se tratar com mais respeito. Não interrompiam quando alguém falava, não eram rudes e estavam mais dispostas a compartilhar o que havia em seu coração. Em entrevista ao Today, a professora disse que as crianças podem ser honestas com os adultos, mas precisam de mais tempo para se abrir.

Na sua opinião, um professor deve ter apenas o conhecimento e poder explicar o conteúdo para as crianças? Ou também deve atuar como amigo e mentor? Você acha que o sistema escolar está desatualizado e que não apenas a matemática e as línguas são necessárias, mas também deveriam ensinar os alunos a se comunicar, respeitar e tolerar os outros? Compartilhe seus pensamentos conosco na seção de comentários.