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Conheça a história de Davi, campeão mundial de surf adaptado

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O esporte tem poder de salvar vidas. Hoje, contaremos a história do carioca David Teixeira, de 13 anos. Ele tem síndrome da banda amniótica, uma má formação nos braços e nas pernas. Davizinho, como é chamado, sempre sonhou com se tornar um vencedor e hoje é um campeão mundial de surf, sendo reconhecido pela maioria dos ídolos do esporte, como o bi-campeão mundial Gabriel Medina.

Incrível.club mostra mais este caso de gente que não desanima diante das limitações impostas pela vida. Confira só!

O início

Davi conta que tudo começou quando sua tia lhe deu de presente um skate de plástico para que pudesse se locomover melhor dentro de casa. Sua mãe, Denise, que logo percebeu seu interesse, lhe deu um skate comum.

A síndrome da banda amniótica

Em entrevista ao Esporte Espetacular, Denise, contou que soube, já no exame morfológico, no quinto mês de gestação, da má formação do pequeno. Foi um choque.

Mas a irmã mais velha de Davi, Ana Carolina, a ajudou a superar o baque. Ela costumava dizer à mãe que queria um irmãozinho.

De início, os médicos chegaram a acreditar que poderia haver maiores complicações ou até mesmo um aborto por conta da síndrome. Mas felizmente, David nasceu saudável, embora o problema tenha afetado suas pernas.

Trajetória no surf

Davizinho sempre gostou de esportes radicais. Tudo começou com o skate. Depois, veio uma prancha de bodyboard que sua mãe comprou para incentivá-lo, pois sabia que o pequeno levava jeito para aventuras. Um dia, quando o surfista e comerciante Alex Souto o viu na praia com a prancha, achou interessante e brincou: “Vamos dar uma volta nesta prancha aqui?”

Uma prancha de surf de verdade era simplesmente seu maior sonho. Ele ficou apeixonado e, já primeira onda, Souto ficou maravilhado de perceber o equilíbrio, a força de vontade e a determinação do pequeno Davi. Souto ficou tão emocionado que deu a ele sua prancha de presente.

De lá para cá, a carreira de Davizinho foi avançando de onda em onda. Ele conquistou a medalha de ouro, em 2016, e a de prata em 2017, ambas no campeonato da ISA (International Surf Association). E realizou seu maior sonho: conhecer o grande ídolo Gabriel Medina. Mas a carreira de Davizinho não se limita ao surf. Com o apoio dos pais, ele participa de competições como nadador, skatista e surfista adaptado e, desde os cinco anos, sonha em participar das Paraolimpíadas, seja no surf ou na natação. Em 2020, nos jogos de Tóquio, ele já terá a idade mínima para competir. E nós, claro, torcemos para que ele esteja lá e conquiste muitas medalhas.

Vitória no Havaí

O surf adaptado já levou o pequeno a lugares incríveis. No ano passado, por exemplo, ele esteve no Havaí para participar do Dukes Ocean Fest. E ficou em primeiro em sua categoria. Ele é uma espécie de Daniel Dias do surf adaptado.

Davizinho sempre se aceitou e lidou com as suas limitações muito bem. E sempre se superou diante das dificuldades.

O que você achou da história do Davi? Conhece outros casos parecidos? Conte pra nós. Estamos em busca de novas histórias incríveis :)

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