14 Dicas para persuadir os filhos a fazer o que eles não querem

Todo pai sabe que os filhos podem ser um pouco rebeldes. E usar da autoridade e força para fazer os pequenos se comportarem bem dificilmente ajuda na construção de uma relação de confiança com a criança. Portanto, para os pais que querem construir conexões verdadeiramente positivas com seus filhos, só há uma saída — a paciência e o diálogo. Além de um pouco de astúcia e perspicácia.

Nós, do Incrível.club, sempre ficamos encantados com as histórias de pais que escolhem o diálogo em vez da punição, evitando assim muitos sentimentos negativos e até traumas psicológicos. Portanto, achamos que algumas dicas podem ser úteis para você. Confira!

A maioria dos pais assusta as crianças em relação aos médicos: “Se você se comportar mal, vai levar uma injeção!” Então, a criança cresce com medo de injeção e jalecos. Minha esposa e minha mãe começaram a fazer a mesma coisa com minha filha. Já eu tentava incentivar o interesse dela através de brincadeiras na consulta. As pessoas me olhavam estranho, mas no fim minha filha nunca fez nenhum drama quando ia ao médico, e ainda olhava surpresa para as crianças que ficavam histéricas enquanto aguardavam a consulta. © malishpsih / Pikabu

Convenci minha filha de 8 anos de que eu odeio o som do aspirador de pó. Agora ela aspira a casa toda vez que fica com raiva de mim. © AnnieMcCarren / Twitter

Quando era criança, me recusava a levantar de manhã. Então, minha mãe me dizia que íamos fazer uma brincadeira para que meu pai pensasse que eu ainda estava dormindo. Ela me fazia colocar roupas, me esconder debaixo das cobertas e fingir que estava dormindo. Aí meu pai entrava para me acordar e eu o “enganava” porque já estava vestida e pronta. Isso funcionou comigo por anos e eu nunca questionei. Hoje em dia é bastante óbvio que meus pais só queriam que eu me vestisse sem fazer confusão. © mfiggfi / Reddit

Meu filho só comia palitos de queijo de uma marca porque estava convencido de que eram mais saborosos. Já estava cansada de pagar caro e decidi comprar de outra marca. Mas meu filho se recusava terminantemente a comer. Decidi, então, colar os adesivos da fabricante que ele gostava. Meu filho comeu dois palitos seguidos e disse: “Viu, mãe? Eu disse que esses são mais saborosos”. © wittyotter / Instagram

Uma colega estava fazendo uma chamada de vídeo com o filho que estava na casa da avó, e claramente o menino não se preocupava com a higiene pessoal:
— Vamos, mostre as mãos! Elas estão sujas! Por que você está mentindo? Estão sujas, eu vejo daqui! Bem, já que estão limpas, lamba as mãos. Prove! Sério? Você está pronto para lamber as mãos, mas não para lavá-las!? Abra as mãos formando um espaço de meio metro entre elas. Não, meio metro é mais. Mais... sim, você vai ficar com vermes desse tamanho! © Sarin / Pikabu

Gostaria de nomear meu marido para o título de Pai do Ano por propor a mudança do nome de sopa de tomate para sopa de ketchup, o que fez com que as crianças a comessem sem reclamar. © gfishandnuggets / Twitter

No feriado de final de ano, os shopping centers ficam lotados de gente. Meu marido e eu decidimos acompanhar a multidão. Estávamos procurando um lugar na praça de alimentação e passou um pai segurando firmemente o filho pelo braço: “Fique perto de mim! Um passo para a esquerda ou direita e você ficará órfão”. Que forma de educar encantadora. © amorovat / Pikabu

Quando fui com meu filho fazer exame de sangue pela primeira vez, inventei uma história muito criativa: lhe disse que seria como uma picada de mosquito, só que “do bem”. Ele ficou interessado e pediu detalhes. Inventei uma história sobre um mosquito do bem que ficava dentro de um tubo de ensaio, picava e identificava as bactérias boas e más no corpo, para que os médicos pudessem curá-lo. Quando chegamos no laboratório, o equipamento estava quebrado e ele não poderia colher sangue. Ele ficou frustrado e queria de toda forma fazer o exame com o mosquito do bem. Tive de procurar um laboratório próximo e a enfermeira disse: “Se ele for chorar, não vamos tirar”. Eu respondi: “O problema é que ele realmente quer tirar sangue”. Então tudo correu bem: ele colheu sangue, ficou feliz e a enfermeira ficou chocada. © MelissaFlorova / Pikabu

Não aprendi a ler antes da maioria das crianças, mas adoro fazer isso mais do que qualquer outra pessoa. E tudo porque meu pai é um leitor insaciável e muitas vezes se sentava com livros na minha frente. Eu, é claro, comecei a repetir isso. Como resultado, minha obsessão pela leitura aumentou a ponto de minha mãe estabelecer um limite para a compra de livros. Ela também não me deixava ir à livraria nos dias letivos, mas eu podia escolher qualquer livro durante as férias. © Erica Fransisca / Quora

Uma das minhas filhas gêmeas de 5 anos esquecia de ir ao banheiro quando estava muito entretida. Para evitar isso, estabelecemos um prêmio sempre que ela fosse ao banheiro e não fizesse xixi nas calças. Isso fez com que minha outra filha começasse a fazer xixi nas calças também para que recebesse prêmios por não o fazer, embora ela claramente não tivesse esse problema antes. Tivemos de repensar nossos métodos. © KyleRichXV / Reddit

Quando tinha 5 anos, fiz uma ultrassonografia pela primeira vez. Quando vi meu intestino na tela, pensei que fosse um verme e fiquei assustado. Perguntei à minha mãe — que gosta de fazer pegadinhas —, ela confirmou, e ainda disse que era por causa dos doces, batatas fritas e televisão. Fiquei chocado com essa notícia e por mais de duas semanas comi exclusivamente mingau e não assisti à televisão. © Câmara № 6 / VK

Pagávamos 1 dólar ao meu filho mais velho cada vez que ele lia um livro. E estou falando de livros grandes. Perdi 120 dólares este ano e ele acha que está me arruinando. O melhor investimento de todos os tempos. © DavidSven / Twitter

Estava sentado no banco do parque e vi esta cena: Uma mulher em um patinete elétrico passou voando na minha frente e uma garotinha correndo tentava alcançá-la gritando o tempo todo: “Pare! Não consigo acompanhá-la!” Aí a mãe parou, esperou pela criança e disse: “Agora você sabe como me sinto quando você anda de patinete e tenho de correr. Espero que não faça mais isso”. © Câmara № 6 / VK

Levei meu filho de 3 anos a uma daquelas consultas médicas nas quais é necessário tomar uma injeção. Ele ficou preocupado com isso durante todo o percurso até o consultório, quase a ponto de chorar. Quando chegamos, uma enfermeira sutilmente me avisou que meu filho não iria tomar apenas uma vacina, mas cinco de uma vez. Eu me virei para ele com um sorriso e disse: “Boas notícias! Eles descobriram como trocar aquela grande picada que você ia levar e, em vez disso, dividi-la em cinco pequenas doses para não doer!” Você podia ver o alívio em seu rosto. Ele parou de se contorcer e ficou completamente relaxado. Na primeira injeção até sorriu e disse: “É verdade, pequenas doses não doem!” © blackbird77 / Reddit

Você também usa truques na hora de se comunicar com seu filho? Qual você considera mais eficaz e gostaria de compartilhar com outros pais? Conte para a gente na seção de comentários.

Imagem de capa blackbird77 / Reddit
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