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11 Métodos de educação parental que abrem um grande abismo entre pais e filhos

Nem sempre os pais pensam antes de dizer algo aos filhos. Alguns ficam bravos e dão broncas com frequência, sem antes ouvir o que a criança tem a dizer. Na maioria dos casos, tudo isso é feito com propósitos educacionais e com as melhores intenções possíveis. Mas, como sabemos, apenas boas intenções nem sempre bastam. Muitas vezes, o zelo ou a falta de atenção em excesso dos pais podem arruinar muito a vida de uma criança.

Nós, do Incrível.club, acreditamos que pais e mães têm a tarefa constante de ensinar, mas também têm sempre o que aprender. É por isso que queremos mostrar a importância de ouvir seus filhos.

Insistem na organização mesmo quando tudo já está bem arrumado

Ensinar a criança a organizar seu espaço é, obviamente, necessário. Contudo, não transforme isso em punição. Todas as pessoas, inclusive os adultos, evitam instintivamente o castigo. Assim, a criança simplesmente não limpará nadinha, até porque associará isso a algo negativo.

  • Sempre que achava que minha cômoda e meu guarda-roupa não estavam organizados o bastante, minha mãe jogava tudo empilhado no chão para eu arrumar de novo. Uma vez ela estava me esperando voltar para casa para me obrigar a guardar as roupas. Como estava cansadíssima depois da escola, fui me deitar em vez de arrumar a bagunça que ela mesma fez. © SelestaVonGebel / Pikabu
  • Minha irmã ainda odeia o Ano Novo, porque cerca de 2 meses antes do dia, a nossa família começou a arrumar o apartamento por completo, e ela foi obrigada a limpar todas as prateleiras da despensa uma por uma. © Chmyz / Pikabu
  • Minha mãe ficou extremamente brava por eu não ter levado o saco de lixo para fora. Então, ela jogou o lixo no chão do meu quarto e, para completar, colocou todas as minhas coisas do armário por cima do monte de lixo. Até hoje eu sou traumatizada com isso e não posso ver um grãozinho de sujeira que já surto. © chebozka / Pikabu

Controlam cada vírgula nas lições escolares

Estudar é realmente importante, mas já foi provado cientificamente que os alunos, mesmo os mais velhos, não devem ficar sentados estudando por mais de duas horas seguidas. As notas com isso não vão melhorar e o conhecimento não vai aumentar, mas com certeza vai deixar a criança mais cansada, ansiosa e sem vontade de aprender.

  • Tinha pavor de começar a tarefa escolar quando meu pai chegava em casa. Toda vez ele rasgava as folhas e me forçava a reescrever por qualquer mísero erro. Acabei desenvolvendo um complexo por causa da minha caligrafia feia, eu tinha medo de escrever em qualquer lugar, exceto nos meus cadernos. Aos 14 anos quase não consegui assinar meu RG. © URIb80AJPGIsZIv / Twitter

Dividem as tarefas diferentemente entre meninos e meninas

“Minha mãe sempre defendia meu irmão (que eu não suportava), mesmo quando estava nítido que ele era o errado. Eu tentei ao máximo melhorar essa situação, mas chegou a hora de pensar primeiro em mim. Meu pai finalmente conseguiu minha guarda e agora estou em um lugar onde recebo amor e compreensão”.

Até pouco tempo atrás, o rosa era considerado uma cor apenas para meninas, e o azul apenas para meninos, então nem vale a pena confiar em declarações controversas quando o assunto é educação infantil, até porque os cientistas afirmam cada vez mais que a divisão de coisas, como brinquedos, com base no gênero é inútil e absurda.

  • A avó do meu marido, viciada em jardinagem, começou a usar muletas depois de sofrer um acidente. O jardim então ficou por minha conta. O problema é que ela não deixa meu marido ou seus amigos me ajudarem, nem mesmo para carregar os vasos de planta pesados. Segundo a avó dele, eles ainda são “meninos”, enquanto eu sou uma mulher que deveria já estar acostumada com isso. Tenho 25 anos, e os “rapazes” têm mais de 27. © Xomyakozavr / Pikabu
  • Eu: “Quero aprender a dirigir na autoescola”.
    Mãe: “Mas tem meninas lá?”
    Eu: “Claro”.
    Mãe: “Lá só tem homens”.
    Eu: “Claro que não! Você sabe que mulheres também dirigem...”
    Mãe: “Sim, mas você é uma moça, por que precisa disso?”
    Sim, claro, para que mais eu precisaria ser independente e dirigir sozinha... © kissy_louis28 / Twitter

Concedem mais regalias às crianças mais novas

Pais também são feitos de carne e osso e têm suas próprias emoções e sentimentos. É normal sentirem um pouco mais de orgulho de um dos filhos, mas o problema surge quando menosprezam um deles ou ressaltam o favorito descaradamente.

  • Eu amava meu kit de desenhos, com caderno, giz de cera, tintas, e minha principal ferramenta: uma lapiseira. Aquilo era o meu mundinho, que eu gostava de verdade. Até que um dia, ao chegar em casa, vi minha irmã mais nova alegremente colorindo meus desenhos com canetas! Fiquei extremamente brava e meus pais vieram correndo ver o que tinha acontecido. Minha mãe então pegou o caderno e... deu para minha irmã! Aquilo foi como uma traição! Ela ainda disse que me compraria outro, mas eu obviamente não queria um novo, só queria o que já era meu, com tudo o que eu tinha desenhado dentro dele. © KagamiAmaya / Pikabu
  • Isso aconteceu quando eu tinha uns 15 anos. Como tinha todo o material, resolvi fazer com minhas próprias mãos um cartão para o aniversário de uma amiga. Fui toda contente pegar a cartolina dupla face que tinha e... estava completamente repicada e pintada. O pior de tudo é que, quem fez isso, usou sem avisar e escondeu no mesmo lugar. Quase todo o glitter e pedrinhas tinham sido usados. Fiquei supermagoada e chorei muito naquele dia. © Liroluka / Pikabu

Exigem sempre da criança o resultado perfeito

“Estava me recuperando de um distúrbio alimentar e minha mãe disse ao namorado dela e à minha avó que eu tinha engordado. Estou fazendo um esforço tremendo para não ter uma recaída por causa disso”.

A criança sempre busca agradar aos pais fazendo tudo o que lhe é exigido. Caso não consiga, ela acaba se sentindo culpada, perde a autoconfiança e começa a pensar que não é digna de amor, tanto de seus pais como de outras pessoas.

  • Trabalhei como conselheira em um acampamento infantil. Fizemos uma pequena maratona, e a criançada do meu grupo ganhava todas as etapas, mas no final ficaram na segunda posição. Foi então que uma garotinha começou a chorar desesperadamente. Depois de acalmá-la, ela me disse que a mãe dela a repreendia e castigava muito por resultados imperfeitos, do tipo: tirar 9 em vez de 10 ou ficar em segundo lugar em absolutamente qualquer tipo de competição, tanto em jogos como brincadeiras. © NeverBetter / Pikabu
  • Meu primeiro ataque de pânico aconteceu quando eu tinha entre 6 a 8 anos por causa de um “resumo de texto”. Eu gostava de ler livros, mas odiava ter de dar minha opinião seguindo regras de interpretação e redação. Até que um dia, após ler o romance Robinson Crusoe, simplesmente escrevi: “Não gostei”. Minha mãe ficou furiosa com aquilo e me obrigou a reescrever “a opinião correta”, enquanto rasgava a folha do meu caderno. Comecei a sentir tontura, meu nariz sangrou e eu desmaiei. Depois, ela ainda me culpou por eu ter perdido a consciência. © KayJavis / Pikabu

Esquecem que as crianças reagem de maneira diferente a problemas adultos

Adultos são pessoas que já se formaram tanto física quanto mentalmente e são bem mais resistentes a choques emocionais. Já a mente da criança ainda está em formação e, às vezes, até uma pequena preocupação, como uma briga entre os pais, é o bastante para começar uma tempestade nas suas cabecinhas. Como as crianças não compreendem direito o que acontece na vida, elas acabam se sentindo culpadas por tudo.

  • Aos 6 anos comecei a ter pesadelos horríveis em que minha mãe se transformava em uma bruxa cheia de verrugas tentando arrancar pedaços de mim. Ao saber dos sonhos, minha mãe disse que eu tinha associado isso de um filme que tínhamos assistido há muito tempo. Contudo, minha intuição sugere que isso seja consequência das brigas entre meus pais, que naquela época eram bem frequentes. © JeanP69 / Pikabu
  • Já é o terceiro ano consecutivo que minha avó fala: “Tenha um filho enquanto você ainda é jovem, independentemente de quem for o pai, depois será muito tarde. Quando nascer, pode deixar que eu cuido enquanto você trabalha”. Ela realmente considera isso normal. © cgifhd / Twitter

Acham que sabem melhor o que a criança precisa

“Minha mãe insiste em dizer que eu estou na minha pior fase... Mas nos últimos 6 meses eu saí de um relacionamento tóxico, voltei a estudar e aprendi a dizer ‘não’”.

Sempre há a tentação de dizer à criança o que é melhor fazer. Afinal, o adulto é mais experiente e realmente acaba acertando em muitas situações. Mas ao fazer isso você acaba privando a criança de ser independente e do direito à própria escolha. Com a idade, isso pode resultar em uma completa falta de autonomia.

  • Desde a infância, eu não gostava muito de feijão e ervilhas, até porque me coçava toda e minha garganta doía. Sempre reclamei, porém meu pai e avô não me ouviam ou diziam que eu estava fingindo. Mas um belo dia minha garganta começou a doer demais, eu não conseguia engolir e, o pior de tudo, estava com dificuldade de respirar. Quase desmaiei. Só depois disso que eles finalmente marcaram uma consulta com um alergista que, “surpreendentemente”, me diagnosticou com alergia a leguminosas e a vários outros alimentos. © ThreeNity / Pikabu
  • Minha mãe não entrou na universidade e, por isso, queria que eu me formasse. Tentava me afastar de todos os amigos que, segundo ela, eram ruins. Meus colegas de sala zombavam de mim e os professores meio que incentivavam isso. Era impossível me comunicar com as pessoas que eu gostava. Vivi desse jeito até os 25 anos, até me mudar. Ainda tenho problemas de comunicação, não consigo organizar minha vida pessoal e, para piorar, minha mãe ainda insiste em querer netos. © Morkovkina19san / Pikabu

Usam histórias assustadoras como método de educação

O mundo já está cheio de preocupações, então não desenvolva mais temores nas crianças. Os pais deveriam sempre ser um porto seguro para os filhos, uma ilha de tranquilidade, as primeiras pessoas em quem podem confiar e receber proteção. Ao assustar as crianças, os pais acabam destruindo esses laços familiares importantes.

  • Levei os filhos dos parentes do meu marido a um centro de entretenimento. Nesse dia aprendi muitos “truques da vida” no quesito educação infantil. A mais novinha estava morrendo de medo de chegar perto do trampolim e comentou: “Meus pais disseram que quem brinca no pula-pula será carregado por uma enorme aranha que mora embaixo dele”. Então sugeri irmos ao cinema, e ela disse: “Não, é lá que mora um palhaço horrível que come quem vai sempre ao cinema”. Depois fiquei sabendo que as crianças acabaram sendo direcionadas pela escola a um centro psiquiátrico infantil para serem examinadas. © xxxlll / Pikabu
  • Quando criança, minha mãe costumava me assustar dizendo que se eu não lavasse as mãos antes de comer, teria vermes na barriga, perderia meu apetite para sempre e não seria mais capaz de comer. Acabei desencadeando transtorno obsessivo compulsivo e hoje lavo minhas mãos mais de 40 vezes por dia. © Wizard_Severus / Twitter

Esquecem que a criança precisa de um espaço pessoal

“Os pais e mais alguém colocaram uma câmera de vigilância no quarto? Olhe só o que acabei de encontrar...”

Psicólogos concordam que crianças, assim como adultos, necessitam de um espaço pessoal. Uma criancinha, privada de seu próprio mundo, acaba se fechando aos outros, podendo desenvolver tendências a depressão, insegurança e desconfiança. Isso leva a sérios problemas de comunicação no futuro.

  • “Não há nada seu aqui” — essa frase dita pelos pais definitivamente fará a criança acreditar que o lar não é seu porto seguro. © bloodyemaria / Twitter
  • Minha mãe secretamente lia meu diário, onde eu tentava anotar minhas vivências, e depois tentava me fazer sentir culpada por algo que eu havia escrito. Eu mantinha os segredos em diários, porque quando na primeira série eu disse secretamente que eu gostava de um menino, ela contou para os meus avós, que riram de mim, mas sem maldade. Depois disso parei de usar diários e comecei a guardar tudo para mim mesma. © AnaChell / Pikabu
  • Quando morava com minha mãe, ela vivia mexendo nas minhas coisas, lendo meu diário, verificando minha bolsa e tentando ouvir o que eu fazia no banheiro (e eu já era adolescente!). Agora tenho 27 anos, já casada e com filho, e moro longe dela desde os 21. Mesmo assim, quando vem visitar o neto, ela ainda vasculha meus armários quando não estou olhando e depois solta frases do tipo: “Dobre suas calcinhas com mais cuidado!” © Lilu72 / Pikabu

Superprotegem as crianças esquecendo que elas devem aprender com seus próprios erros

Muitas vezes os pais, vendo as dificuldades que o filho está enfrentando, não resistem e acabam o ajudando. O correto é encontrar um equilíbrio entre o cuidado e a vontade de controlar tudo na vida da criança.

  • Uma vez fui visitar uma amiga que tem um filho de 4 anos. Ela colocou a carne no forno e o cercou com cadeiras para que o filho não se queimasse. Vendo aquilo, perguntei se ela simplesmente não poderia explicar que o forno estava quente, para que a criança não se aproximasse mais do fogão, até porque o menino era espertinho e entenderia. Acontece que ela acredita mesmo que ele é pequeno demais para compreender as coisas. © mamochka.ut / Pikabu
  • Outro dia ouvi uma mulher falando que estava cansada e com dor nas costas, porque limpou o quintal todinho sozinha. Ela tem dois filhos, de 15 e 16 anos, e um marido, que vive trabalhando. Quando perguntei por que os filhos não a ajudavam, ela respondeu: “De jeito nenhum, eles ainda são crianças”. © etsamoed / Pikabu
  • Nossos vizinhos têm uma filha, mas, em virtude de seus pais serem superprotetores, aos 24 anos ela ainda precisa da ajuda da mãe para comprar roupas, nunca sai para festas com amigos e vive trancada em casa, porém sã e salva. © tylersbestfrenn / Twitter

Compram tamanhos maiores de roupas sem considerar o sentimento e a vontade das crianças

As roupas são importantes porque refletem a cultura, a personalidade e as preferências de uma pessoa, podendo inclusive influenciar seu humor. É por isso que não seria nada legal, se você fosse obrigado a vestir algo que não gosta.

  • Quando concluí o Ensino Médio, fui a uma loja com minha mãe e avó comprar meu vestido de formatura. Escolhi e provei o vestido dos meus sonhos, que me serviu como uma luva. Minha mãe disse que sairia caro comprar um vestido daquele só para uma noite, então sugeriu comprar um tamanho maior para eu usar quando crescesse. Provei o tamanho maior e simplesmente ficou horrível: o decote caído, o sutiã à mostra e sem cintura nenhuma. Para cada defeito ela dava um palpite: “Isso não é problema, podemos costurar”. Graças a Deus minha avó interviu e compramos o vestido do tamanho certo. E, a propósito, minha mãe não apareceu no baile de formatura. © dashibatecat / Pikabu
  • Lembro que me compraram vários moletons imensos para educação física. Eram tão grandes que chegavam até o peito. Virei motivo de chacota na aula. Acho que minha mãe pensou que eu cresceria até os três metros de altura. Já se passaram 20 anos, eu os vesti novamente e adivinha? Ainda hoje continuam imensos! © MalkMalkovich / Pikabu

Como foi sua infância? Acha que seus pais fizeram um bom trabalho na sua educação? Comente!

Imagem de capa yungnuggie
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