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Os problemas nas relações que a geração-Facebook enfrentará

Gerações como os chamados baby boomers (nascidos após a segunda Guerra) e a geração X (nascida nas décadas de 1960 e 1970) foram, provavelmente, as últimas que conheceram o mundo tal como era antes da criação e da popularização da Internet. Os chamados millenials e, mais recentemente, a geração Z, nasceram conectados e totalmente ligados em redes sociais, vídeos por streaming e ans maravilhas das novas tecnologias. Mas como será relação dessas gerações com a tecnologia daqui 20, 30 anos?

A equipe do Incrível.club, baseando-se em opiniões e pesquisas realizadas por diferentes psicólogos, escolheu 10 dos problemas mais comuns os quais a "geração Facebook" enfrenta ou enfrentará.

1. Enganar ficou mais fácil

Em comparação com as gerações anteriores, para os mais modernos é muito mais fácil conhecer alguém: Tinder, Facebook e até uma simples troca de curtidas nas redes sociais podem ser o início de uma conversa e, posteriormente, de uma relação. Se se credenciar em uma empresa de relacionamentos era um tabu, na Era da Internet, tudo ficou mais fácil.

Mas, além de haver mais possibilidades de decepções, surgiu também a noção de "infidelidade virtual". As conversas que duram horas com alguém que nunca foi visto pessoalmente, as brincadeiras íntimas e as trocas de fotos, para muitos, pode ser considerada sim, uma traição, mesmo que isso não vá além da tela do celular ou computador.

  • Cientistas americanos realizaram uma experiência que demonstrou que a traição não acontece somente por uma infidelidade física, consumada. Para muitos homens e mulheres, foram mostradas conversas de seus cônjuges com outras pessoas no Facebook, como evidência de que eles haviam sido infieis, mas sem que algo houvesse acontecido efetivamente. Todos os sujeitos reagiram como se a traição realmente houvesse se concretizado.

2. Tão perto, mas tão longe

A geração Facebook realmente tem dificuldades para se comunicar ao vivo. Acostumados a enviar mensagens, emojis e até palavras abreviadas, muitas vezes acabam tendo dificuldades em demonstrar emoções pessoalmente.

  • Segundo os resultados de um estudo do Bank of America, quase 4 em cada 10 pessoas da geração Y admitiram que passam mais tempo com seus smartphones do que ao vivo com seus amigos e familiares.

Além da dificuldade de comunicar-se pessoalmente, para essas pessoas fica mais difícil aceitar o outro tal como ele é. Acostumados a nutrir relações à distância, esquecem que na vida real há muito mais problemas do que mostra a vida nas redes sociais. Como consequência, acabam se decepcionando mais facilmente com as dificuldades e defeitos dos companheiros.

3. Roupa suja se lava...nas redes sociais

As redes sociais ocupam a metade da vida desses pertencentes à geração Y e, muitas vezes, a linha entre o privado e o social começa a se apagar. O Instagram para mostrar, o Twitter para contar... se, há uma década atrás, os detalhes das relações eram compartilhados apenas em um círculo moderado de amigos, agora são cada vez mais públicos.

  • Um artigo publicado em conjunto por pesquisadores de diversas universidades, como a de Tronto (Canadá) e da Pennsylvania (EUA), mostra o que muita gente já sabe. Aquele casal que parece perfeito nos posts do Facebook e do Instagram (como fotos no estilo "como somos felizes" nem sempre vive no mar de rosas que os posts costumam sugerir. Quando o casal está realmente mergulhado na relação, não costuma ter muito tempo de fazer publicações.

4. O tempo dedicado ao cônjuge diminuiu

É claro que não são todos, mas a maior parte da geração Facebook desenvolve dependência do smartphone. Isso significa que o desejo de navegar pelas páginas da Internet pode ser muito mais forte do que o desejo de dedicar tempo ao companheiro.

  • Passada aquela primeira fase da relação, que se caracteriza por uma paixão incontrolável e pelo desejo de estar com a pessoa amada 24 horas por dia, chega um momento em que as pessoas se voltam para o mundo virtual.

Mas para não contribuir com o término da relação, é necessário saber colocar o celular na mesinha de luz, dar atenção a ele com moderação. Vale a pena lembrar o que é mais importante para você: passar tempo com seu amor ou ver 5 fotos do cachorro da sua colega vestindo uma roupinha nova.

5. O comportamento do casal nas redes sociais gera ciúmes

Sim, já dissemos que enganar ficou mais fácil. Mas também existe o outro lado da moeda: os ciúmes injustificados do companheiro. Com o advento das redes sociais, surgiu a possibilidade de controlar cada passo da pessoa amada, até em coisas quase que insignificantes. Por exemplo, uma curtida em uma foto de um músico famoso pode bastar para gerar uma explosão de insegurança e ciúmes.

  • As redes sociais podem provocar ciúmes, especialmente quando há um terreno fértil: a pessoa começa a sentir que, a cada vez que seu companheiro olha para o celular, está escondendo algo. Muitas vezes, esse tipo de emoção paranoica causa o fim do relacionamento.

6. Comparações constantes

Com o desenvolvimento das redes sociais, as pessoas começaram a se comparar interminavelmente com outros perfis que são não são exatamente reais. Além da grande incidência dos transtornos psicológicos, isso também influencia nas relações: uma grande quantidade de pessoas não só começou a ter problemas com a autoestima (que também afeta negativamente a harmonia do casal), como também passou a comparar constantemente seu companheiro com outras pessoas, perfis "perfeitos".

  • Segundo os pesquisadores, a grande variedade e a ilusão de muitas oportunidades fazem com que muitos sofram. Quando em uma relação há crises ou até o término, em lugar da resolução mais simples, encarando as fraquezas que tais problemas geram, muito buscam nas redes sociais uma pessoa ideal, consolando-se com ilusões.

7. Aumento da procura por filmes adultos

A geração Y é a primeira que tem acesso praticamente irrestrito aos filmes e todo tipo programas adultos. O impacto desse comportamento na vida dessas pessoas não é muito positivo. Os cientistas do Instituto Planck, de Berlim, Alemanha, descobriram que ver filmes para adultos com frequência pode resultar em uma diminuição de regiões do cérebro responsáveis pelas sensações de prazer. Isso significa que as pessoas mais interessadas nesse tipo de conteúdo precisam de materiais ainda mais intensos.

  • Segundo uma pesquisa realizada nos Estados Unidos em 2014, as pessoas que frequentemente assistem filmes adultos, com o tempo desenvolvem uma dependência similar ao vício em drogas, o que pode acabar resultando em disfunções nas relações amorosas.

8. Casar e ter filhos tornou-se algo abominável

Em muitos casos, isso não é nenhum problema. Uma relação perfeita não precisa de grandes festas ou viagens, tampouco de filhos. Mas vamos adiante:

Talvez, a falta de pressa por casar e assumir pública e definitivamente um relacionamento aconteça porque é difícil fazer uma escolha definitiva e "estacionar" por livre e espontânea vontade, quando há a imensidão de possibilidades nas redes sociais. Talvez haja alguém ainda mais bonito e melhor disponível: e é difícil suportar a ideia de que essas oportunidades em potencial se perderão por muito tempo ou para sempre na realidade de um casamento.

  • Além disso, segundo uma pesquisa, muitas vezes os jovens consideram como negativa a ideia de formar uma família por causa das inúmeras inseguranças de se assumir uma casa. Para muitos, a vida ideal é quase que inalcançável ou alcançável somente por volta dos 45 anos. Nessa linha de raciocínio, as dificuldades imprevistas (como os problemas financeiros e a falta de oportunidade no mercado de trabalho, por exemplo) são profundamente desagradáveis, e poucos estão dispostos a viver uma vida familiar de uma maneira diferente da que se apresenta como ideal.

9. O desânimo e o medo de encontros marcados na Internet são recorrentes

Os perfis dos sites de relacionamentos podem estar tão longe do que aparentam que, depois de uma ou outra decepção, as pessoas deixam de confiar e já não gastam mais suas energias emocionais em tentativas de encontrar um par ideal.

Então, o raciocínio é bastante desanimador: conhecer alguém para um encontro de uma só noite é até possível. Porém, conhecer alguém para um relacionamento sério é quase impossível.

Em sua pesquisa sobre encontros modernos, a doutora Helen Fisher, autora de quatro livros sobre relacionamentos, concluiu que 54% das mulheres sente desânimo quando o assunto é conhecer pessoas através das redes sociais.

Isso leva ao aparecimento de novas tendências e perspectivas, principalmente no caso das mulheres. Como exemplo, algumas delas preferem manter relações estáveis somente com homens mais velhos, como modo de prevenção de decepções.

10. Dificuldades cotidianas na vida pessoal

Segundo a psicóloga americana Alicia Clark, quem costuma passar horas no Facebook antes de dormir corre o risco de deixar esfriar a relação com sua outra metade.

Isso não só afeta negativamente a qualidade do sono, ocasionando irritabilidade e sintomas de depressão, como repercute na qualidade de todas as relações, em geral, não só as amorosas. Imagine você, acompanhado por uma pessoa que está totalmente preso à tela do celular e não consegue sequer olhar para o mundo ao redor. É uma cena comum, não é? Acontece que, gradativamente, além das consequências físicas, pessoas viciadas no celular poderão problemas de socialização mais sérias.

E o que fazer com essas informações?

A maior parte dos problemas descritos apareceu devido à ampla distribuição de dispositivos eletrônicos com acesso irrestrito à Internet. As inovações tecnológicas não são, por si, más e oferecem inúmeros benefícios, mas também trazem algumas consequências negativas. A seguir, apresentamos algumas formas de evitar os problemas apontados por alguns psicólogos:

  • Se você sente que realmente tem uma forte dependência do seu smartphone, tente instalar aplicativos específicos que contam e controlam o tempo que você passa nas redes sociais. É impressionante a quantidade de tempo que passamos olhando para uma tela!
  • O psicólogo russo Nikolay Veraksa, da Universidade de Moscou, recomenda excluir o perfil das redes sociais por 2 semanas e manter, durante esse tempo, um diário com todos os filmes vistos, livros lidos e o pratos que você criou, entre tantas outras atividades produtivas.
  • Outra dica: livre-se do hábito de se comparar com as outras pessoas nas redes sociais. E, se achar bacana aquela foto do seu amigo que se tornou um grande palestrante, foi pomovido na empresa ou está em um hotel super badalado, inspire-se nele e lute para conquistar algo parecido. Com esforço, pode ser possível.

As redes sociais, sem dúvidas, vieram para revolucionar nossas relações e a maneira como encaramos o mundo ao redor. Entretanto, devem ser usadas com cautela, para termos apenas benefícios. Você se identificou com nosso post? Acredita que podemos controlar os efeitos negativos das redes sociais? Compartilhe sua opinião conosco!