16 Dicas do que evitar em aeroportos para economizar dinheiro e tempo e manter o bom humor

Hoje em dia, a maioria das viagens começa nos aeroportos, que, por si só, são um verdadeiro universo em miniatura. Existem muitas etapas a serem cumpridas desde a entrega da bagagem até o controle de imigração e posterior embarque — tais como procedimentos de segurança, verificação de documentos e checagem da bagagem de mão, entre outras. E por mais familiarizados que estejamos, sempre há pequenos detalhes que podem melhorar ainda mais nossa experiência antes do voo. Dicas do que evitar fazer em aeroportos para aproveitar melhor o seu tempo são o tema deste post.

Nós, do Incrível.club, preparamos este post com diversas dicas comprovadas de viajantes experientes sobre o que evitar em aeroportos e de como tornar melhor sua experiência nele. Confira!

1. Chegar com uma antecedência maior do que 3 horas antes do embarque

check-in no balcão das companhias e o despacho de bagagens começam com 2 horas de antecedência para voos domésticos e, geralmente, com 2 ou 3 horas para voos internacionais. Os passageiros que chegarem muito antes disso estarão fadados a esperar enquanto os funcionários da companhia aérea não abrem o check-in. Nesse caso, você terá sorte se estiver em um aeroporto grande, como o de Changi, em Singapura, no de Dubai ou até no de São Paulo/Guarulhos, onde há diversas formas de se entreter e passar o tempo. O problema é quando temos de voar de aeroportos pequenos de cidades do interior, onde só nos resta sentar e esperar.

2. Levar o celular, moedas e pequenos objetos soltos nos bolsos

Após o check-in, é solicitado aos passageiros que passem por um detector de metais antes que prossigam para o saguão de embarque. Para isso, é necessário colocar metais e o celular em uma bandeja para que sejam inspecionados por um scanner especial antes da passagem pelo detector. Para não ter que demorar tirando tudo dos bolsos, é melhor colocar os objetos de metal organizados em um saquinho dentro da bagagem de mão.

Durante essa inspeção de segurança, muitos passageiros removem suas joias para colocar na bandeja. Isso, geralmente, não é necessário, porque a maioria dos aparelhos de escaneamento é configurada para procurar metais com propriedades magnéticas. O ouro e a prata são diamagnéticos — ou seja, têm sensibilidade magnética extremamente baixa, fazendo com que o aparelho não reaja a eles na bandeja. E mesmo que você carregue suas joias no corpo ao passar pelo detector de metais, elas provavelmente não farão disparar o sensor, uma vez que o aparelho é construído para não reagir a um nível mínimo tolerável de metal, no qual geralmente se encontram as joias.

3. Comer no aeroporto

Em geral, os preços dos alimentos nos aeroportos são de 1,5 a 2 vezes mais caros do que na cidade. Por exemplo, um hambúrguer “whopper” do Burger King pode chegar a custar o dobro nos aeroportos. E os proprietários de cafés e restaurantes justificam isso como uma consequência do alto valor do aluguel do espaço e das exigências rígidas das autoridades e órgãos regulatórios. Assim, a pergunta “quando os preços dos alimentos vão ficar acessíveis nos aeroportos?” ainda permanece sem resposta. Por isso, viajantes experientes e econômicos optam por se alimentar bem antes de ir para o aeroporto para não pagarem o dobro do valor.

4. Comunicar o excesso de bagagem

Antes do procedimento de despacho, as malas e bagagem de mão são pesadas no balcão do check-in. Se a balança indicar excesso de peso e o funcionário da companhia aérea não falar nada, melhor não alertá-lo sobre isso. Normalmente a empresa ignora 2 ou 3 quilos extras, não cobrando taxas adicionais. No entanto, isso não é valido para as companhias de baixo custo — nesse caso, melhor estar preparado para pagar pelo peso excedente.

5. Deixar objetos de valor na bagagem despachada

Segundo dados da Sociedade Internacional de Telecomunicações Aeronáuticas (SITA), apenas em 2019 quase 4,5 milhões de bolsas e bagagens despachadas em aeroportos foram danificadas ou roubadas. Por isso, objetos de valor e frágeis, como notebooks, câmeras, dinheiro e documentos importantes, devem ser levados na bagagem de mão.

6. Colocar eletrônicos e produtos líquidos no fundo da bolsa

Na inspeção antes do embarque, como já mencionado acima, é comum pedirem para que os passageiros retirem todos os aparelhos eletrônicos e líquidos de até 100 ml da bagagem de mão e os coloquem em uma bandeja. E caso estes itens estejam alojados no fundo da bolsa ou mochila, será mais difícil e demorado removê-los sem fazer uma bagunça total nas suas coisas. No entanto, essa situação pode ser evitada se a bolsa estiver organizada de uma maneira correta:

  • roupas e calçados devem ser alojados de maneira compacta no fundo da bolsa;
  • documentos e dinheiro devem ser guardados nos bolsos internos;
  • por cima, recomenda-se colocar os objetos eletrônicos (câmeras, notebook, HD externo, carregadores portáteis), enquanto os líquidos de até 100 ml devem ser guardados em uma nécessaire ou em sacolinhas;
  • fones de ouvido e carregadores devem ser colocados nos bolsos externos da mochila.

7. Colocar os remédios na bagagem despachada

É possível exceder o limite de 100 ml para líquidos transportados na bagagem de mão caso esteja levando comida de bebê ou medicamentos especiais. Você pode transportá-los em uma quantidade suficiente para toda a duração do voo.

Fora isso, os passageiros também têm direito de levar a bordo:

  • termômetros que não possuam mercúrio, para medir a temperatura corporal;
  • termômetros de mercúrio sob a condição de estarem corretamente embalados e selados com um selo especial;
  • tonômetro de mercúrio para medir a pressão ocular, mas apenas 1 por passageiro e devidamente embalado;
  • água oxigenada, mas não mais que 100 ml e de solução 3% por passageiro;
  • isqueiro descartável — 1 peça por passageiro;
  • medicamentos com receita emitida pelo médico responsável.

8. Enrolar a bagagem de mão com plástico filme

Os funcionários do aeroporto têm direito de abrir sua bagagem de mão para verificar o conteúdo durante os procedimentos de inspeção. Assim, embrulhá-la com plástico filme pode, na verdade, ser uma grande perda de tempo e um desperdício do produto.

9. Preocupar-se com os possíveis danos do scanner detector de metais à sua saúde

  • Existem 2 tipos de scanners detectores de metais para pessoas:
  • o primeiro é baseado na técnica da retrodispersão. O scanner consiste em dois aparelhos detectores de raios-x colocados de frente um para o outro. A radiação emitida por cada um não chega a atravessar o corpo humano, mas é refletida e capturada pelos sensores em cada aparelho. O resultado, então, é uma imagem na qual substâncias de densidades diferentes são representadas por tonalidades diferentes. Portanto, enquanto o corpo humano aparece em tons claros, metais são retratados com tons escuros;
  • e o segundo é formado por scanners emissores de micro-ondas, que consistem em cabines com hastes rotativas. Cada uma delas emite ondas de comprimento milimétrico capazes de criar uma imagem mais precisa e realista do corpo.

Os fabricantes defendem que ambos os tipos de scanners não provocam nenhum dano à saúde. A capacidade radioativa do primeiro tipo é compatível com a radiação à qual um passageiro é exposto em apenas 2 minutos de voo. Já a do segundo tipo é similar à radiação emitida pelo seu telefone celular.

10. Discutir com os agentes de segurança

As regras para o transporte de líquidos estão escritas literalmente em todo lugar: nos sites de aeroportos, de empresas de translado, de vendas de passagens aéreas e até nos próprios bilhetes aéreos. Apesar disso, algumas pessoas ainda insistem em levar seu perfume ou creme favorito com volume superior a 100 ml na bagagem de mão. Infelizmente, os agentes de segurança têm todo o direito de confiscar o produto ou não permitir que um passageiro prossiga caso se recuse a jogá-lo fora.

Outro fator que gera conflitos são os longos processos de segurança e inspeção, que as vezes podem ser percebidos como um exagero pelos passageiros e, frequentemente, como uma conduta abusiva dos funcionários. O que é mais incômodo para as pessoas é ter de tirar o cinto e, às vezes, os calçados. Quanto a isto, devemos “agradecer” a Richard Reid, que em 22 de dezembro de 2001 conseguiu carregar explosivos dentro das solas de suas botas para dentro do avião. Felizmente tudo acabou bem e o infrator foi detido, mas desde então todos os aeroportos ao redor do mundo têm feito inspeções rigorosas nos calçados dos passageiros, chegando até a escaneá-los separadamente.

Passageiros que têm o “pavio” mais curto frequentemente não aguentam todo o estresse dos procedimentos de segurança e começam a discutir com os agentes de segurança. Contudo, essa atitude pode acabar colocando um fim à viagem antes mesmo de ela começar. Se uma pessoa se negar a passar pelos procedimentos de segurança, interferir no processo ou ameaçar causar danos físicos, os funcionários são obrigados a chamar a polícia para retirar o arruaceiro do local.

11. Não verificar as telas de informações

Tanto a hora quanto o portão de embarque estão designados no cartão de embarque. Mas, frequentemente, ocorrem mudanças de última hora. Assim, os passageiros que chegaram com antecedência e estão entretidos nas lojas ou no Free Shop podem acabar esquecendo de verificar o painel de informações do aeroporto. Em tais situações, as chances de se atrasar para o voo são altas. Para evitar isso, melhor conferir a tela a cada 15–20 minutos e checar se houve alguma alteração em relação ao seu voo.

12. Tentar a todo custo sair do avião antes de todo mundo

Independentemente de quão urgente é o motivo — ter um voo de conexão, estar atrasado para um translado ou apenas querer sair do avião desesperadamente —, é impossível conseguir passar todo mundo que está na frente para chegar à saída, especialmente se a pessoa estiver sentada na parte de trás do avião. Agindo dessa forma, o passageiro irá apenas se estressar e causar incômodo, uma vez que tem de esperar todos saírem ordenadamente. Aqui a melhor estratégia é ficar sentado confortavelmente em seu assento e esperar a vez de sair.

13. Aplaudir após o pouso da aeronave

É improvável que passageiros leigos consigam avaliar ou tirar conclusões corretas sobre a qualidade dos procedimentos de pouso, e os pilotos, certamente, concordam com isso. Por exemplo, a falta de “solavancos” durante esse processo não é sinal algum da competência do piloto, e mesmo assim ele recebe aplausos. No entanto, em uma situação na qual é preciso pousar em uma pista curta e ainda lutar contra ventos laterais fortes, o que faz com que a aeronave balance muito, os pilotos geralmente recebem críticas negativas em vez de aplausos — mesmo tendo mostrado boa habilidade de aterrissar em condições adversas.

Fora isso, os pilotos sempre tentam conscientizar os passageiros de que tocar o solo não significa que o processo de pouso foi finalizado — ele termina apenas quando a aeronave está completamente parada. E ainda assim situações inesperadas podem ocorrer, por isso é sempre aconselhável seguir à risca o aviso de manter os cintos afivelados. Assim, para a equipe de bordo, aplausos logo após o avião tocar o solo é algo incompreensível, uma vez que o procedimento de pouso ainda não está completo.

Além disso, os pilotos estão atrás das portas isolantes da cabine e usando fones de ouvido, portanto não escutam os aplausos calorosos.

14. Não se preparar para o controle de imigração

Estas são as 5 perguntas mais frequentes feitas pelos oficiais no controle de fronteira:

  • Qual o objetivo de sua viagem?
  • Quanto tempo ficará no país?
  • Onde planeja ficar hospedado?
  • Qual a sua profissão?
  • Você tem algo a declarar?

Melhor já ter a resposta pronta a essas perguntas com antecedência. Dessa forma, você aparentará confiante e seguro de si, acelerando o processo de passagem pelo controle de imigração.

Fora isso, imprima os bilhetes de volta e o comprovante de reserva do hotel com antecedência e os leve consigo, pois o oficial pode pedir para vê-los como uma forma de comprovar seus planos de viagem. É bom também ter sempre anotado e junto consigo o endereço do hotel caso o oficial se interesse em saber o local exato de sua hospedagem.

15. Entregar o passaporte com capa de proteção ao oficial do controle de fronteira

Normalmente, é possível ler dois avisos escritos na seção de controle de fronteira: um alerta de que não se deve entregar passaportes com capas de proteção aos oficiais e outro informando sobre as consequências de tentativas de suborno.

O fato é que criminosos podem facilmente usar as capinhas de proteção para colocar dinheiro para suborno de uma maneira bastante discreta. Por isso, os oficiais pedem que você retire a capinha antes de entregar o passaporte, como uma forma de se defenderem de possíveis situações suspeitas. E caso você tenha guardado dinheiro na capinha por segurança e tenha esquecido de removê-la, o oficial pode entender isso como uma forma de tentativa de suborno e detê-lo.

Além disso, outro motivo para retirá-la é que ela pode dificultar a leitura das informações do chip eletrônico do passaporte.

16. Conversar demais no controle de imigração

Uma das tarefas dos oficiais de fronteira é impedir tentativas de imigrantes e trabalhadores ilegais de entrarem no país. Os controles de fronteira mais rígidos são os dos EUA, Canadá e Austrália. Perguntas simpáticas sobre sua rota e planos de viagens e sobre amigos ou parentes residentes no país, na verdade, escondem uma análise do seu caso e dos riscos de sua entrada no território. Por isso, a melhor estratégia é não conversar muito com o oficial e responder as perguntas de maneira direta e amigável. Geralmente, a frase: “Sou turista, vim passar X dias no país e planejo ver as atrações Y e Z” é o suficiente.

Você já passou por alguma situação desagradável em aeroportos? Tem algum outro conselho de como melhorar a experiência antes do voo? Conte para a gente na seção de comentários.

Imagem de capa Depositphotos
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