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14 Conselhos de mães que tiveram um percurso desafiador na amamentação

A maternidade é desafiadora em vários sentidos, mas estabelecer a amamentação pode ser uma das fases mais complicadas, principalmente para as mães de primeira viagem. Quase ninguém fala sobre tudo o que pode dar errado nesse processo e, quando se percebe, existe um bebê que precisa ser alimentado e uma mãe que não sabe como fazer isso sem sentir algum tipo de dor ou desconforto. As informações sobre os cuidados com um recém-nascido são importantes, mas a amamentação — uma das condutas mais importantes da pediatria — segue negligenciada, em grande parte.

Nós, do Incrível.club, acreditamos que a amamentação não precisa ser sinônimo de dor e sofrimento materno, por isso, fomos atrás de conselhos das mães que fazem parte do nosso editorial. Saiba quais são as dicas mais valiosas que elas resolveram compartilhar!

  • Sutiãs próprios para amamentação são completamente dispensáveis! Na verdade, os sutiãs modelo triângulo, sem bojo nem aro são os que achei mais práticos para amamentar. Os sutiãs de amamentação com bojo e aro são horríveis, atrapalham na hora de ajustar o bebê ao peito e podem fazer com que o bebê não consiga fazer uma pega adequada, além de machucar a mãe. Não recomendo para ninguém.
  • Não fiz nenhum tipo de dieta depois do parto. Comia de tudo, bebia bastante chá e água, amamentava em livre demanda e não tive nenhum tipo de problema com baixa produção de leite. Não tive pressa em recuperar o “corpo de antes” em nenhum momento e acho que todas essas coisas foram fundamentais para ter uma boa produção.
  • A pega correta não se resume a fazer “boca de peixinho”. Às vezes, o bebê até faz a tal boca de peixinho, mas por algum motivo o peito ainda fica machucado. Uma avaliação mais criteriosa da boca do bebê, para checar se ele tem o freio da língua curto, por exemplo, pode ser muito proveitosa!
  • Descobri que as rosquinhas de pano são a melhor escolha para quem quer evitar o atrito das mamas nas roupas e no sutiã. E o melhor de tudo: além de práticas são baratas, já que você faz com coisas que já tem em casa, como uma fralda de pano ou uma toalha de boca, por exemplo. Leva menos de um minuto para fazer e proporciona um alívio gigantesco.
  • As bombas elétricas têm sua função e podem ser muito úteis, mas não são, necessariamente, um item indispensável. Por exemplo, se você vai voltar a trabalhar e quer fazer um estoque de leite para deixar em casa, elas são fundamentais, já que poupam tempo e agilizam o processo. Se você precisa estimular as mamas para produzir mais leite, elas também podem ser muito úteis. Mas se você não tem nenhuma dessas necessidades, pode passar muito bem sem elas. Ah, e para quem precisa das bombas, uma alternativa super em conta é procurar serviços de aluguel. Tem vários sites em que você pode encontrar.
  • Quando minha bebê nasceu o meu filho mais velho já tinha 10 anos, ou seja, algumas coisas sobre amamentação que eu “achava que sabia” já tinham acontecido há muito tempo. Tive fissuras nos seios e também dificuldades para voltar a amamentar, meus mamilos sangraram bastante; amamentar se tornou um pesadelo e usar as conchas só piorou as coisas. O que me ajudou foi usar algo indicado pela minha ginecologista: uma pomada de lanolina anidra pura. Parece uma espécie de cera grossa quando você passa no seio, mas protege, cuida, refaz tudo. Parece mágica. E não tem problema se o bebê acabar tendo contato com um pouco do produto.
  • Eu tinha muito medo da fase em que os dentinhos iriam começar a nascer, porque sofri muito no primeiro mês de amamentação. Acontece que os dentinhos da minha bebê nasceram bem cedo, aos 4 meses, e tive de aprender a lidar com isso. Os mordedores, por exemplo, ajudaram ela demais na coceira da gengiva, mas comecei a perceber que nem todos os modelos me ajudavam. Os mordedores duros, de madeira, ou em formato circular, eram ótimos. Os moles, de borracha ou que imitavam o mamilo, tipo aqueles de dedos, eram horríveis, pois faziam ela me morder quando vinha para o peito. Sempre fiquei atenta a isso e também nunca dei chupeta, mamadeira ou copos com bicos e acredito que isso tenha evitado que ela mordesse o peito com regularidade.
  • Depois de um tempo, a produção de leite acaba se adaptando à necessidade do bebê e quanto ele mama, mas até lá demorou um pouco. Foi engraçado, eu conseguia perceber quando estava na hora de amamentar porque sentia o leite “descer”. Em alguns momentos, no entanto, ele não queria mamar ou estava dormindo e, para mim, acordar um bebê que está dormindo bem não é uma opção! Então, às vezes, eu recorria à ordenha de alívio: tirava um pouco do leite da mama que estava mais cheia para evitar que ela “empedrasse”, porque é uma sensação bem desagradável.
  • Um dos conselhos mais importantes que posso dar é: saiba como resolver o ingurgitamento mamário, também chamado de “leite empedrado” o mais rápido possível! Muitas pessoas acham que usar compressa quente ou morna ajuda nessa situação, mas isso não é verdade e pode piorar muito as coisas. As compressas mornas são utilizadas para aumentar a produção de leite, então elas são proibidas nessa situação. Uma boa dica é: faça massagem para desempedrar o leite, ordenhe ou amamente e, depois, quando a mama estiver vazia, use uma compressa fria por uns 15 minutos, pelo menos, para diminuir a produção. Não precisa colocar a compressa fria em contato com o mamilo!
  • As conchas de silicone podem ser uma verdadeira furada! Você compra achando que vai solucionar dois problemas de uma vez: diminuir o atrito e evitar que a blusa molhe, mas na verdade, ela faz com que os mamilos fiquem sempre úmidos e não cicatrizem nunca! É dinheiro jogado fora.
  • Passei por um problema bem chato chamado entupimento de ducto. Isso acontece quando uma região da mama não foi bem esvaziada, seja na ordenha ou na amamentação em si ou pelo uso de roupas muito apertadas e, geralmente, a gente percebe que se trata disso porque sente muita dor para amamentar. O peito fica endurecido em uma determinada região e pode surgir um pontinho branco no mamilo. Fazer massagem na área afetada e tentar remover o pontinho branco esfregando (suavemente) uma toalha nele pode ajudar bastante, assim como amamentar em quatro apoios, com o bebê deitado na cama.
  • Passar o próprio leite no mamilo e deixar secar naturalmente foi o que me livrou das fissuras e machucados. Outra dica são as sessões de laserterapia, se você mora em um lugar que tenha profissionais sérias e habilitadas para isso. Procurar o Banco de Leite Humano da sua cidade também é uma possibilidade, pois nesses lugares, o acompanhamento é de referência, atualizado e de graça.
  • Saber que o estômago do bebê tem um tamanho equivalente a uma cereja e que comporta de 5 a 7 ml no primeiro dia de vida foi muito tranquilizador para mim, já que no início da amamentação, quando ocorre a descida do colostro, parece que a produção é bem baixa mesmo. Saber que esse pouco era suficiente e que ajudaria a construir a imunidade dele me acalmou e me fez ter segurança de que conseguiria amamentá-lo. Aos poucos, e na base da livre demanda, a produção foi aumentando conforme as necessidades dele.
  • Na minha opinião, uma das maiores satisfações que uma mamãe pode sentir é conseguir cuidar bem de seu bebê e prover o melhor para toda e qualquer necessidade que ele tiver. Conseguir amamentar bem, ter muito leite e ver o bebê satisfeito parece o melhor, certo? Mas nem sempre é assim e cada mulher tem sua trajetória quando se trata de amamentação. Algo que quase ninguém conta é que amamentar não é aquele mar de rosas das propagandas que passam na TV. É desafiador para todos os envolvidos e, no meu caso, foi um verdadeiro sobe e desce de emoções até conseguir amamentar adequadamente. Com quase um mês de nascida, minha bebê não havia conseguido recuperar o peso que perdeu desde que saiu da maternidade. Eu entrei em desespero, porque ela chorava de fome, a barriguinha roncava alto e eu continuava naquele pensamento de que “o leite da mãe sempre será o melhor alimento”, etc. Com muita relutância e em conjunto com o pediatra dela, tomamos a decisão: continuaria amamentando sempre e quando ela ainda sentisse fome, complementaria a alimentação com fórmula, vitamina A e D. A primeira mamadeira deixou a bebê muito satisfeita. Confesso que o meu sentimento era uma mistura de muitas coisas. Eu estava feliz pela minha filha estar sendo bem tratada e alimentada, mas também sentia uma certa impotência por não estar conseguindo prover o leite materno para ela. Depois, acabei por compreender que cada mãe é uma, que dá o seu máximo para os filhos e que eu estava fazendo o que achava necessário para ajudá-la. Mas essa história não é triste, não. A minha filha precisou desse suplemento por algumas semanas e conseguimos, com orientação profissional, ir tirando a fórmula aos poucos. Seguimos apenas com o leite materno e com a suplementação das vitaminas. Ela ficou gordinha e linda, com o meu leite! Depois de tudo isso, tenho a certeza de que essa nossa jornada foi muito enriquecedora.

Você já passou pela experiência da amamentação? Teve alguma dificuldade nesse processo ou ele foi tranquilo? Deixe um comentário com o seu conselho aqui e ajude outras leitoras a passar por essa fase tão especial com mais facilidade!

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