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13 Marcas que mudaram as embalagens dos seus produtos e quase passaram despercebidas

À primeira vista, as embalagens servem apenas para proteger os produtos, principalmente os alimentícios. Porém, com o tempo, elas evoluíram e ganharam outras funções como dar informações sobre o conteúdo, conservar por mais tempo e até atrair o olhar das pessoas.

E olha que muitos não percebem as mudanças que as embalagens sofreram, mesmo nos produtos que usamos diariamente. Somente quando colocamos lado a lado as atuais e as suas antecessoras é que percebemos o quanto essas alterações podem ser drásticas!

E é isso mesmo que nós, do Incrível.club, fizemos: reunimos imagens para relembrar e comparar as embalagens de produtos que os brasileiros usam há tempos, alguns há mais de cem anos. Confira!

1. Toddy

O achocolatado Toddy existe desde 1916, quando foi criado por Pedro Santiago, de Porto Rico. Apenas em 1933 é que o Pedro conseguiu a licença para comercializar o produto no Brasil. Na época, ele investiu pesado em divulgação, inclusive contratando aviões para escrever “Toddy” com fumaça nos céus do Rio de Janeiro. Desde então, a embalagem parece ter mudado bastante, não é?

2. Band-aid

O Band-aid foi inventado em 1920, nos EUA, e sua produção logo foi iniciada pela Johnson & Johnson. A marca veio da junção das palavras em inglês band, que pode significar tanto “faixa” como “penso”, e aid que quer dizer “ajuda”. Ou seja, é um trocadilho que significa “ajudar com bandagem” ou “pensar em ajuda”. Por isso, em Portugal o Band-aid é chamado de “penso rápido”. Já no Brasil, ele começou a ser comercializado em 1947 com o nome “pronticura”, mas parece que não pegou, não é?

3. Cotonetes

Esse é mais um produto da Johnson & Johnson que foi criado em 1920 e não deixou de ser usado, geração após geração. A ideia de criá-lo veio quando um homem observou sua esposa limpando o ouvido da filha durante o banho. Ela usava um algodão preso na ponta de um palito de madeira, o que deixou o pai preocupado com o perigo que isso poderia oferecer à criança. Os cotonetes demoraram um pouco mais para chegar ao Brasil, apenas em 1965.

Tanto o Band-aid quanto o Cotonete são casos de degenerescência de marca. Essa palavrona significa que as marcas acabaram se tornando nome do próprio produto, mesmo que sejam fabricados por outras empresas.

4. Baconzitos

Você sabia que o Baconzitos é o primeiro “filho” da Elma-Chips? Ele começou a ser fabricado em 1974, mesmo ano do nascimento da empresa. Aliás, este é um belo exemplo de como as embalagens evoluem para melhor conservar o produto. Quando foi lançado, o Baconzitos vinha numa embalagem plástica transparente e era comum já estar murcho quando comprado. Hoje, as embalagens metalizadas conservam o salgadinho crocante por muito mais tempo.

5. Fanta

É comum as pessoas saberem que a Fanta é uma das marcas da Coca-Cola. O que muitos não sabem é que nem sempre foi assim. Ela foi criada em 1940 na Alemanha, época em que produtos dos EUA não podiam entrar no país. O nome vem de um concurso, onde a marca escolhida tem inspiração na palavra alemã phantasie, que significa “imaginação”.

Uma das características mais marcantes da Fanta é a variedade de sabores ao redor do mundo, inclusive no Brasil, aonde chegou em 1964 e com um visual bastante diferente, não é?

6. Bis

Muitos de nós concordamos que o Bis é tão delicioso que, de fato, quem come um pede bis. Mas você sabia que ele é feito da mesma forma desde a sua criação, em 1942? O seu nome foi escolhido já na fase dos testes, já que todos os que experimentavam pediam outro. A primeira embalagem do Bis vinha com apenas três chocolates, o que nos dá tristeza só de pensar. Mas logo ela foi substituída pela caixinha com vinte unidades, embaladas individualmente, como é até hoje.

7. Banco Imobiliário

Provavelmente, você já jogou Banco Imobiliário, e sua mãe também, talvez até a sua avó. Afinal, o jogo que foi lançado em 1935 pela Hasbro, nos EUA, sob o nome Monopoly, é conhecido internacionalmente desde então. No Brasil, desde 1944, a Estrela mudou o nome e adicionou as cartas de “Sorte ou Revés/Azar”. Depois de algumas variações e versões licenciadas com personagens de desenhos infantis, em 2010 foi eleito o brinquedo mais bem-sucedido em vendas na história do Brasil.

8. Hellmann’s

A Hellmann’s é uma marca de maionese criada nos EUA em 1912, pelo alemão Richard Hellmann. Ao chegar em Nova York em 1905, ele abriu uma delicatesse onde vendia potes de saladas com molhos típicos do seu país, dentre eles a maionese, que é um molho francês datado de 1756. A sua receita ficou tão famosa que ele passou a vender em vidros individuais, em que amarrava um laço azul na tampa.

Com tamanho sucesso, Richard viu uma oportunidade de negócio e industrializou o seu produto. Foi aí que ele criou a Blue Ribbon Mayonnaise, ou “Maionese do Laço Azul”. No Brasil, a maionese Hellmann’s só chegou em 1962 e podemos ver na embalagem algumas referências da história da marca. O laço azul está desenhado no rótulo atual, além da tampa de plástico, que tem a mesma cor.

9. Neutrox

Se você nunca ouvir falar do condicionador Neutrox, pergunte para a sua mãe, ela deve ter boas lembranças dele. O Neutrox foi lançado em 1974 com uma fórmula inovadora para a época, tanto que chegou a liderar as vendas por três décadas seguidas. A embalagem atual ainda reflete elementos da tradicional, principalmente nas cores amarelo e vermelho. Além disso, a marca conta agora com uma linha mais completa de produtos para os cabelos.

10. União

O açúcar União é mais um dos produtos que está na mesa (e no café, no bolo...) dos brasileiros há mais de cem anos. A empresa foi fundada em 1910 em São Paulo por dois irmãos imigrantes da Itália, Giuseppe e Nicola Puglisi. Ao longo das gerações, a marca passou por várias inovações, como o pacote de cinco quilos, as receitas atrás da embalagem e os cadernos de receitas lançados a partir de 1960 que algumas mamães ainda guardam com carinho.

11. Fermento Royal

E por falar em bolos, temos aqui um companheiro também centenário para o açúcar União, o fermento Royal ou, como muitos conhecem, “pó Royal”. Ele é fabricado nos EUA desde 1866 e chegou no Brasil pela primeira vez em 1923. Nessa época, ainda era importado, somente na década de 1930 é que passou a ser também fabricado por aqui.

12. Aspirina ®

Outra marca velhinha que já passou dos cem anos, mas continua com muita saúde é a Aspirina, marca de AAS (ácido acetilsalicíco) da Bayer. A empresa começou a comercializar a Aspirina em pó no longínquo ano de 1899. Esse foi o primeiro medicamento do mundo a ser vendido em forma de comprimidos, em 1900. Logo depois, em 1901, chegou ao Brasil, para o alívio das dores de cabeça da época.

13. Farinha de Trigo Sol

Para encerrar essa lista, mais uma marca brasileira centenária, a Farinha de Trigo Sol, que está presente nas nossas prateleiras desde 1907. Os primeiros pacotes eram vendidos em sacos de tecido costurados à mão, sob o nome “farinha de trigo para uso doméstico Sol”, fabricados pela S.A. Moinho Santista Indústrias Gerais, de Santos, no estado de São Paulo. O sucesso foi grande e trouxe também mistura para bolos, em 1977, a primeira desse tipo no Brasil.

Já imaginou como seria curioso se essas marcas voltassem a comercializar os seus produtos em embalagens de lata, vidro e papel, como antigamente? Agora nos diga, você se lembra de alguma dessas embalagens? Se tiver alguma guardada em casa, mande-nos uma foto nos comentários!

Imagem de capa PepsiCo
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