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20+ Segredos de filmes icônicos que estavam muito a frente de seu tempo

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Há filmes que desejamos rever milhões de vezes simplesmente por serem muito bem produzidos. Os personagens são interessantes. O enredo, intrigante. Não chegamos nem a lembrar que muito do que se vê é por conta de efeitos especiais e de um extenso trabalho por trás das câmeras.

Nós, do Incrível.club, descobrimos o que se passava nos bastidores de alguns longas de fantasia icônicos para saber como esses filmes foram criados. No final do post, vamos mostrar também como ganhou vida o universo de Animais Fantásticos e Onde Habitam. Acompanhe!

O Hobbit

  • O filme quebrou paradigmas no mundo do cinema porque foi rodado em 48 quadros por segundo (qps) — conceito chamado de cadência. Até aquele momento, rodava-se a um máximo de 24 qps. A grande diferença para o público é que a imagem pareceria mais “realística” e “nítida”. Contudo, grande parte dos cinemas não pôde reproduzir o filme com essa cadência por questões técnicas. Por isso, foi preciso formatar o longa novamente para 24 qps.

  • Inicialmente, o filme deveria conter apenas duas partes. Os planos, porém, mudaram ao longo do processo: havia um “buraco” na história, como se os pontos não estivessem todos ligados. Por isso, gravaram mais uma parte e colocaram-na no meio. As duas primeiras sequências, então, tornaram-se as 1ª e 3ª partes do filme. Foi assim que O Hobbit virou uma trilogia.

  • Foi filmado em vários locais em toda a Nova Zelândia e também em pavilhões. A cidade Dale foi criada especialmente para o filme: um complexo de prédios com fundamentos móveis para que o set pudesse ser movido de um lugar para outro. Após a segunda parte da trilogia, a equipe teve de destruí-la por completo.

  • Gollum e Smaug foram criados por meio da tecnologia de Motion Capture (“filmagem em movimento”). Os atores usavam sensores, que fixavam a mímica e os movimentos. O programa, então, criava o modelo em 3D. E, assim, Benedict Cumberbatch se debatia, rastejava e pulava para que a “mágica” fosse criada. Ao se preparar para o papel, ele estudou os trejeitos e hábitos das iguanas e lagartos no zoológico de Londres. Veja o vídeo de como tudo foi feito. O ator disse: “Tentei não apenas dublar, mas interpretar o Smaug”. O diretor ainda comentou: “Eu nem vi Sherlock, não sabia que ele era famoso. Fiquei apenas encantado com a voz do ator”.
  • O diretor de áudio David Farmer procurou aquele “rosnado terrível de dragão” por toda parte. Por fim, gravou os gritos dos porcos famintos que tinha em sua fazenda e adicionou ao som os gritos de sua filha. Mudou, claro, o timbre e a velocidade do som para que ficasse mais parecido com um rosnado de dragão. Essa mistura, então, foi a versão que entrou para a trilogia.

  • Aquele alce gigante, montado pelo rei dos elfos da floresta, Thranduil, foi interpretado por um cavalo, que curiosamente se chamava “Alce”. Aliás, o ator Lee Pace (Thranduil) era dois anos mais novo que o seu “filho de cena” Légolas, protagonizado pelo ator Orlando Bloom.

  • Os criadores do longa usaram um mecanismo particular para criar a ilusão de que os atores tinham diferentes estaturas: gravar a mesma cena em dois sets diferentes ao mesmo tempo. Em um dos sets, por exemplo, o “hobbit” seria filmado enquanto — logo ao lado — “Gandalf” seria gravado em um set com fundo verde. Os atores deviam contracenar em tempo real. A diferença é que a câmera estaria mais próxima do mago, aumentando assim sua estatura. Depois as imagens seriam mescladas para parecer que os personagens estavam no mesmo ambiente.

  • Ian McKellen (Gandalf) ficou tão irritado com a situação de contracenar com os “gnomos” a distância, que exclamou: “Não virei ator para me prestar a isso!” O microfone estava ligado e toda a equipe escutou suas queixas. Resolveram, então, levar presentes e cartões com mensagens positivas para animá-lo.

  • A escala de produção foi avassaladora. Somente para o filme O Hobbit: A Desolação de Smaug foram feitas mais de 800 orelhas de elfos; 752 perucas; 263 barbas; e cerca de 800 armas. Isso tudo tanto para os atores como para seus dublês. Richard Armitage (Thorin) deixou crescer uma barba longa e bonita a fim de evitar usar a postiça.

  • Desde o Senhor dos Anéistecnologia de audiovisual avançou muito e, agora, a maquiagem das criaturas mágicas se tornou muito mais fácil. Retoques constantes não são mais necessários: usam-se produtos à prova d’água, resistentes ao calor e ao fogo. A maquiagem mais demorada foi a do anão Bombur (2h30), enquanto a mais rápida foi de Kili (30 min).

  • O diretor gravava quase que diariamente os bastidores das filmagens. Graças a isso, o público pôde acompanhar muitos momentos interessantes e engraçados.

  • Muitos acessórios foram criados a partir de uma impressora 3D: cabos das espadas, capacetes, cintos e até 48 próteses — usadas diariamente na maquiagem dos personagens (narizes, orelhas e pés falsos para os anões).

  • Ao final das gravações, o diretor Peter Jackson admitiu que foi muito cansativo: “Na verdade, não gosto muito de gravar filmes”, comentou, “Gosto mais de escrever roteiros e editar o material pronto”.

Avatar

  • James Cameron escreveu o roteiro antes mesmo das gravações de Titanic em 1994. Foram 80 páginas que deram início a essa tremenda história de sucesso. Para escrevê-la, ele se inspirou em livros de ficção científica que lia desde criança.
  • O plano era: as filmagens começariam em meados de 1997 para que o filme fosse lançado no começo dos anos 2000. O diretor, porém, decidiu que as tecnologias ainda não estavam avançadas o suficiente para reproduzirem todas as fantasias que ele tinha na cabeça. Por isso, resolveu esperar. Por quanto tempo? Pelo tempo que fosse necessário.
  • O lançamento do longa de Cameron foi inspirado por Peter Jackson — após ele lançar O Senhor dos Anéis. Como resultado, o filme consiste em 60% de elementos computadorizados e 40% de ações reais.
  • A criação da cultura alienígena Na’vi — assim como a língua deles — foi realizada com a ajuda do linguista Paul Frommer. O idioma é composto por 1000 palavras: invenções próprias e uma mistura das línguas polinésias, africanas e dialetos do povo Maori da Nova Zelândia.
  • Durante dois anos, a equipe de designers deliberou sobre qual seria a aparência do povo Na’vi, o que não foi fácil: “Criamos criaturas que se pareciam com gatos e humanoides, mas com um rosto humano”. A cor azul foi escolhida por conta de um sonho que a mãe do diretor teve: “Minha mãe sonhou com uma mulher azul de 3,5 metros, e eu achei a ideia interessante”.
  • Zoë Saldaña (Neytiri) relembrou qual foi sua primeira reação ao ver o resultado final: “Não pude acreditar quando vi minha versão em azul. Fiquei sem palavras para expressar o que estava sentindo. Era algo entre o fascinante e o fantástico e, ao mesmo tempo, que se parecia comigo”.
  • Vale notar que foi usada toda a tecnologia possível e disponível naquele momento para a produção do longa. O diretor via as cópias digitais dos atores em duas projeções e podia mudar o ambiente virtual de acordo com suas preferências em tempo real. Usou-se também a tecnologia de captura de movimento e mímicas dos atores — assim como programas especiais para a reprodução de paisagens e das cenas de batalhas.
  • Após o casting, James Cameron levou toda sua equipe para o Havaí para que sentissem qual era o clima em uma floresta tropical. Podiam, assim, ensaiar sob condições similares às de Pandora. Os atores também tiveram de aprender as habilidades específicas de seus personagens: disparar armas de fogo; arco e flecha; andar a cavalo. E, claro, aprenderam a língua Na’vi.
  • Paisagens e cenários foram inspirados em locais reais. Algumas localidades são do Parque Nacional de Zhangjiajie na China. E outras, do Golfo do México, por exemplo.
  • As histórias de amor do filme foram baseadas nas histórias dos próprios filmes do diretor. A relação de Jake e Neytiri foi espelhada no famoso casal Jack e Rose — passageiros do Titanic. Vêm de diferentes culturas e níveis sociais e não podem ficar juntos de forma alguma. Mas, sabemos, que o amor é mais forte do que todos os obstáculos.
  • Na página oficial do longa no Twitter surgiram as sequências do filme original na forma de arte conceitual. “Você não voltará apenas para Pandora, mas poderá explorar novas partes do mundo”, diz um dos tuítes. Os personagens principais (Jake e Neytiri) terão dois filhos e uma filha. Avatar: O Caminho da Água tem previsão de ser lançado em 17 de dezembro de 2021. Mas como a data de lançamento já foi prorrogada três vezes, podemos apenas esperar que seja finalizado o mais rápido possível.

Malévola

  • Angelina Jolie foi a primeira e única candidata para o papel principal. “A Malévola tem um mal um tanto quanto sedutor, e a Angelina foi a escolha perfeita. Ela trouxe algo especial para a personagem, algo que já era clássico”, comentou o diretor Robert Stromber.
  • Foram feitos seis ornamentos distintos para a cabeça, representando as diferentes estações do ano. A maquiagem diária demorava cerca de três horas. “Procuramos por chifres que se fixassem bem, mas que não atrapalhassem na hora de andar. Por fim, decidimos usar os meus cabelos para prendê-los da melhor forma”, disse a atriz.
  • Inicialmente, os maquiadores criaram próteses para a testa e queixo da personagem, mas o resultado ficou “diabólico” demais. Malévola ficou demasiadamente caricata e, por isso, optaram por criar a ilusão somente com maquiagem.
  • pedido da atriz, os maquiadores adicionaram não só orelhas pontiagudas, como também maçãs do rosto pronunciadas — tudo com a ajuda de látex e cola. Também deixaram o nariz da personagem mais espesso e os caninos afiados. “Estou interpretando uma criatura — que deve se parecer como tal — e não ter apenas um rostinho bonito”, afirmou a atriz. Angelina passou 70 dias com essa maquiagem — cerca de 16 horas por dia. O processo de aplicação pode ser visto neste vídeo.
  • Cerca de 2 mil figurinos foram criados do zero. O traje da personagem principal foi elaborado no estilo gótico — feminino e elegante, mas também majestoso e adequado para a atmosfera do filme.

  • 3 filhos do casal Angelina e Brad Pitt participaram do filme. A mais jovem, Vivienne Jolie-Pitt, fez o papel da pequena Aurora. “No primeiro dia de gravação, ela precisava pegar uma borboleta, mas não quis. Foi preciso treinar em casa. Não quero que eles se tornem atores. Quero apenas que tenham prazer naquilo que decidirem fazer da vida no futuro”, compartilhou a atriz.

  • A voz da personagem foi encontrada de forma natural: “Lia histórias para as crianças com vozes diferentes. Uma vez eles disseram: ‘Mamãe que voz estranha essa, por que fala assim?’ Depois pediram para eu repeti-la. E, assim, mantive essa voz misteriosa e muito interessante de ouvir”.

  • Foram construídos cerca de 40 cenários e espaços, dentre os quais: um enorme castelo com chão de mármore. “Queríamos que este fosse o maior castelo que vocês já viram. E, sabe, tudo por dentro também era enorme: salão com teto de 30 metros de altura, mesa de jantar de 19 metros de comprimento e trono de 8 metros de altura”, comentou o produtor do longa. Imagine a escala: jardim interno, floresta de pinheiros, dois rios com cascatas, plantas exóticas e flores de verdade — tudo isso foi criado nos pavilhões.

  • Angelina Jolie admitiu que interpretar a Malévola foi um grande desafio — e um dos mais difíceis da carreira dela. “Houve momentos na minha vida em que fui mal compreendida e rejeitada, como a personagem. Me sentia menosprezada no início da minha carreira”, desabafou a atriz.

Interestelar

  • O diretor inicial deveria ser Steven Spielberg. Ele contratou o roteirista Jonathan Nolan, mas depois largou o projeto. Jonathan não se desesperou e chamou seu irmão, Christopher Nolan, para dirigir o longa. Foi Christopher que estabeleceu o foco da produção: fazer de tal forma que os eventos mais distantes do Universo se tornem mais palpáveis para o público.
  • Matthew McConaughey confessou que nunca quis ser astronauta e acha suficiente o que acontece na Terra. Jessica Chastain, por outro lado, sempre foi apaixonada por Guerra nas Estrelas e pela Princesa Leia, por isso foi um sonho para atriz participar de tal projeto.
  • O papel de Murphy foi originalmente escrito para um menino porque os criadores queriam explorar a relação entre pai e filho. Mas, depois, o diretor teve uma filha e tudo mudou. Como disse Jessica Chastain (Murphy): “Que incrível Chris (Nolan) querer explorar a relação entre pai e filha por conta da experiência de vida dele. E, na verdade, não somos assim tão diferentes — homens e mulheres. Ambos temos dificuldades, sonhos, ambições e medos”.

  • Matthew McConaughey leu o roteiro por mais de cinco horas e então se encontrou com o diretor. “Conversamos sobre nossos filhos, rimos bastante e nos despedimos. Lembro que me dirigia ao meu carro e pensava: ‘Isso realmente aconteceu?!’” Logo depois, o diretor o escolheu para o papel.

  • O filme foi gravado com apenas uma câmera — capricho do diretor. Primeiro, filmavam várias vezes de um lado com uma câmera IMAX. Depois repetiam o processo no outro lado. Para os operadores de câmera, foi uma espécie de tortura.
  • As aventuras cósmicas não foram simplesmente inventadas, mas sim elaboradas e calculadas pelo físico teórico Kip Thorne. Ele esteve presente nos sets de filmagens e explicava aos atores os detalhes técnicos de cada cena. “Tive medo de que ele faria eu me sentir estúpida. Por sorte o cientista teve muito tato conosco”, lembrou Anne Hathaway.

  • Em vez de apenas criar efeitos especiais chamativos, o diretor decidiu incorporar a ciência ao projeto e visualizar conceitos teóricos reais. O físico consultor do filme, Kip Thorne — um dos principais especialistas na área da teoria da relatividade — apresentou à equipe seus estudos científicos: equações teóricas e fórmulas (em geral, o trabalho de sua vida). Programadores desenvolveram softwares capazes de transformar as equações físicas em sequências de vídeo — assim como retratar de forma realística o buraco negro e o buraco de minhoca. Portanto, tudo que vemos no filme não são fantasias, mas conceitos físicos muito avançados.

  • O próprio diretor não é fã de efeitos especiais. Fizeram o possível para que tudo fosse realizado “de verdade”. As nuvens gigantes de poeira foram criadas a partir de poeira sintética, liberada por ventiladores enormes. O milharal foi “montado” especialmente para as gravações. E em vez do fundo verde, os atores gravaram em uma projeção do universo de 18 metros no plano de fundo.
  • O robô TARS — um dos principais personagens de IA — não foi criado a partir de computação gráfica, mas sim de um modelo real, que era controlado por Bill Irwin — quem também o dublou.

  • Hans Zimmer, famoso compositor cinematográfico alemão, conhecido por suas trilhas sonoras em filmes e videogames, nem chegou a ler o roteiro. Recebeu apenas um texto em que as sensações do filme eram descritas. A genialidade do compositor foi suficiente para criar mais uma de suas obras de arte. Ele escreveu faixas com ritmo de uma batida por segundo para refletir o fluxo do tempo.
  • A famosa cena em que Cooper soluçava de tanto chorar — que depois também se tornou modelo para muitos memes — foi gravada na primeira tomada. O diretor observou: “É um daqueles momentos em que nos esquecemos da teatralidade e técnica e acabamos conseguindo algo mais humano, pessoal e íntimo. Lágrimas reais de um homem. Naquela hora achei o Matthew um ator indescritível”.
  • Anne Hathaway quase teve hipotermia. As gravações ocorreram na Islândia. Ela estava submersa até a cintura na água de um rio congelado — com roupa térmica. Mas, em algum momento, a roupa abriu e a água gelada começou a entrar. A atriz não falou nada e continuou a gravar para não atrapalhar o andamento do filme.
  • A roupa de astronauta de Matthew McConaughey pesava mais de 18kg, mas o ator não se incomodou: “Acho que a roupa real deve pesar pelo menos 45kg, então reconheço o excelente trabalho da equipe para deixar a minha o mais leve possível. Não foi fácil estar com uma roupa de astronauta numa geleira na Islândia. O vento era terrível enquanto esperávamos os helicópteros para nos levarem embora de lá”.

Bônus: como foi criado o universo mágico de Animais Fantásticos e Onde Habitam

Quais são os filmes de fantasia que você mais ama e pode assistir milhares de vezes sem se cansar? Comente!

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