Que força teria um buraco negro do tamanho de uma moeda

há 11 meses

Buracos negros. Os objetos mais aterrorizantes, misteriosos e fascinantes do Universo. Com uma fome eterna, eles devoram tudo pelo caminho e estão em constante expansão. Mas o quão pequeno e o quão grande pode ser cada um? Vamos descobrir. Não é muito fácil para um deles surgir. Na maioria das vezes, são apenas o resultado de uma estrela massiva encerrando seu ciclo de vida. Se você pegar uma delas e apertá-la com muita, muita força, em algum momento ela não aguenta mais a pressão. Então colapsa e se transforma em um buraco negro.

Por exemplo, podemos criar um buraco negro encolhendo o Sol para cerca de 3 km. Ou espremer a Terra até o tamanho de uma ervilha. De qualquer forma, no final obtemos um objeto misterioso e escuro com massa e gravidade INCRÍVEIS. Ao contrário das estrelas e planetas, os buracos negros não têm restrições de tamanho. Eles crescem quando comem a matéria ao seu redor. Mas quanto varia o tamanho deles? Por exemplo, eles podem ser... bem pequenos? Teoricamente, sim. Podem ter diâmetro de 1 átomo ou até menos. Eles são chamados de primordiais. E podem ou não existir. E se existirem, provavelmente são os objetos mais antigos do Universo — mais antigos que os próprios átomos!

Eles teriam se formado logo após o Big Bang. Isso há muito tempo, quando o Universo ainda tinha uma densidade incrível, uma ENORME quantidade de energia e, em geral, era como um caldo fervendo... Qualquer partícula um pouco mais densa que suas vizinhas poderia formar um buraco negro. E o menor deles ainda pesaria trilhões de quilos! Aqueles que fossem do tamanho de átomos pesariam tanto quanto uma grande montanha. E aqueles com peso igual à Terra poderiam ser um pouco maiores que uma moeda! E mesmo que existam, são bastante inofensivos. A temperatura neles seria muitas vezes mais alta do que no nosso Sol, então evaporariam rapidamente após o nascimento.

Agora, vamos verificar os buracos negros que conhecemos e vimos. Os primeiros são chamados de estelares. Normalmente, pesam dezenas de massas solares. O que não parece muito... Até você se lembrar que o Sol pesa NONILHÕES de QUILOS. Nem tente imaginar esse número — são 30 zeros! O menor buraco negro que conhecemos é cerca de duas a quatro vezes mais pesado que o Sol. É um solitário que vagueia pelo espaço em busca de presas. O que está mais próximo de nós chama-se Gaia BH1 e pesa cerca de 10 vezes mais que o Sol, podendo atingir muitos quilômetros de tamanho. E o mais distante é chamado M33 X-7. Ele está em algum lugar a 3 milhões de anos-luz de nós agora e devorando um gigante azul várias vezes maior que a nossa estrela!

Agora, vamos para os chamados “buracos negros de massa intermediária”. Veja, apenas comer algumas estrelas não é suficiente. Para aumentar de tamanho, os buracos negros precisam absorver MUITAS delas ou, mais frequentemente, fundir-se com outro buraco negro. Um dos primeiros de massa intermediária que encontramos nasceu assim. Ele pesa 142 vezes mais que o Sol, e é ainda maior do que alguns países! Recentemente descobrimos dois buracos negros em uma galáxia a 17 bilhões de anos-luz de distância de nós. Um dia eles vão se fundir, mas agora estão girando um ao redor do outro em uma dança maluca. E ao fazer isso, liberam uma quantidade absurda de energia! Pode parecer assustador, mas não é nada comparado ao que vem a seguir. Vamos passar para algumas coisas SÉRIAS. Buracos negros supermassivos. Monstros gigantes e inexplicáveis que são milhões, BILHÕES de vezes maiores e mais pesados que o nosso Sol.

Mas... Como ficaram tão grandes? O universo tem cerca de 14 bilhões de anos. Os buracos negros crescem muito lentamente, assim não teriam tempo para comer tanta matéria ou se fundir tão rapidamente! Então talvez... Também nasceram de estrelas? Mas de algumas muito, MUITO grandes. Quase-estrelas. Para imaginar sua escala... Vamos pegar, por exemplo, a supergigante vermelha Stephenson 2-18. Comparado a ela, nosso Sol é apenas um grão de areia, ainda menor. E a Stephenson 2-18 seria um grão de areia ao lado de uma quase-estrela, que não sabemos se realmente existiu. Esse tipo de objeto espacial poderia ter se formado depois do nascimento do universo e ser tão grande que seu núcleo desmoronou sob o próprio peso antes mesmo de se formar! E se foi esse o caso, um pequeno buraco negro teria aparecido no centro dessa quase-estrela.

Agora, a gravidade frenética do buraco negro mantinha a estrela unida e a devorava ao mesmo tempo. As temperaturas eram enormes, então a estrela permaneceu estável... E eles viveriam assim por milhões de anos até que o buraco negro crescesse para tamanhos ENORMES. A maioria dos supermassivos está localizada nos centros das galáxias. Você pode pensar que elas orbitam em torno deles, como fazemos em torno do Sol. E que um dia todos seremos inevitavelmente arrastados para dentro de um... Mas não se preocupe, não é o caso. Embora esses carinhas sejam incrivelmente grandes, não são tanto assim em diâmetro. E não conseguem engolir galáxias inteiras. Por exemplo, no centro da nossa Via Láctea, existe um buraco negro chamado Sagitário A. Ele tem 4 milhões de massas solares, mas ainda é bem pequeno em tamanho — apenas 17 vezes maior que o Sol.

E sim, isso é considerado “pequeno”. Se tivéssemos substituído o Sol por esse buraco negro, ele nem teria atingido a órbita de Mercúrio.

Sagitário A é realmente muito legal e calmo. Sim, ele ainda engole estrelas gigantes... Porém, definitivamente não é uma ameaça para nós. Mas nem todos são assim. Por exemplo, um buraco negro na galáxia BL Lacertae devora uma ENORME quantidade de gás e poeira. Se estivéssemos perto, ele pareceria 115 vezes maior que o Sol, e teríamos queimado apenas nos aproximando dele! Lembra daquele primeiro buraco negro que capturamos em uma fotografia? Ele está localizado na galáxia Messier 87. E pode parecer pequeno e fofo na foto, mas na realidade é capaz de absorver TODO o nosso Sistema Solar até o cinturão de Orion, e muito mais.

Bem, agora que discutimos o tamanho aterrorizante dos supermassivos... É hora de passar para os REAIS titãs do universo. Buracos negros ultramassivos. Gigantes aterrorizantes e inimagináveis. Os maiores objetos que já existiram e provavelmente existirão no nosso universo. Suas massas excedem a do Sol em dezenas de bilhões de vezes. A gravidade se torna tão forte que eles criam quasares ao seu redor — discos que brilham mais do que milhares de galáxias juntas. Lembra que falamos sobre o fato de que os buracos negros supermassivos não são capazes de comer galáxias? Bem... esses devoram não apenas suas galáxias hospedeiras, mas literalmente TUDO em seu caminho.

O buraco negro ultramassivo no centro da galáxia OJ 287 tem 18 bilhões de massas solares. É tão gigantesco que tem OUTRO BURACO NEGRO em sua órbita. Também caberiam facilmente não um, mas três sistemas solares dentro dele!

E agora, finalmente, chegamos ao MAIOR objeto de todo o universo. O TON 618. O todo-poderoso destruidor de mundos. Ele engoliu muito mais do que uma galáxia. Sua massa excede 66 bilhões de massas solares e pode acomodar 11 sistemas solares dentro dele. O quasar em torno do TON 618 brilha mais do que 100 trilhões de estrelas. Sua luz é tão forte que chegou até nós, mesmo estando a uma distância de 18 bilhões de anos-luz. E a parte mais assustadora é... Este nem é o tamanho real. Era assim que parecia há cerca de 10 bilhões de anos. Como ele está tão longe, sua luz nos alcança há muito tempo. Isso significa que o que vemos é como esse buraco negro ficou depois que o universo nasceu. Mas como ele é agora? Não temos ideia. Mas provavelmente está milhões, bilhões de vezes maior.

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