Os cientistas encontraram uma Superterra feita de diamantes

Curiosidades
há 8 meses

Na vasta extensão do universo, existem planetas diferentes de todos os que já vimos antes — planetas com um tesouro de diamantes. Que mistérios esses mundos cintilantes escondem? Qual a sua aparência? E o mais importante, quanto custaria tudo isso?! Vamos descobrir. Primeiramente, vamos falar sobre os diamantes em geral. Nós os vemos como pedras preciosas raras e valiosas. Mas você sabia que eles são formados por algo tão comum como o carbono?

É isso mesmo! Este é o mesmo elemento que é encontrado no seu lápis, ou no carvão. Este também é o ingrediente-chave de um diamante.
Mas como é que um átomo de carbono simples se transforma em um diamante deslumbrante? Bom, tudo começa bem abaixo da superfície da Terra. Em profundidades de cerca de 160 quilômetros, o carbono é exposto a temperaturas de mais de 1.100°C e pressões superiores a 580.000 toneladas por metro quadrado! Isso é como colocar o peso de três elefantes em um selo postal!

Sob estas condições extremas, os átomos de carbono se unem de uma maneira única. Eles formam a estrutura da malha de cristal que dá aos diamantes sua forma distinta. Este processo pode levar milhões ou até bilhões de anos, pois o carbono lentamente se aproxima da superfície terrestre através da atividade vulcânica. E então, finalmente, o diamante é formado. Depois disso, ele pode permanecer escondido na Terra por milhares de anos, até ser trazido à superfície através de erupções vulcânicas. A partir daí, o diamante bruto é cortado e polido, gerando as belas gemas que conhecemos e amamos.

Então, por que os diamantes são tão valiosos? Bom, é em parte por causa da sua raridade. Apenas uma pequena fração dos diamantes que são formados realmente chega à superfície. Mas também por causa de sua beleza e durabilidade. Os diamantes são a substância mais dura conhecida pelo homem, e eles têm uma habilidade única de refratar a luz de uma maneira que os faz brilhar.

Os diamantes também têm uma ampla gama de aplicações práticas. Eles são usados em ferramentas de corte, rebolos e até mesmo nas pontas de instrumentos cirúrgicos. E graças aos avanços da tecnologia, os cientistas estão encontrando novas maneiras de usar os diamantes em campos como eletrônica, armazenamento de energia e medicina. Tudo isso mostra que às vezes as coisas mais extraordinárias podem vir dos elementos mais comuns.
Agora que sabemos disso, vamos voltar ao nosso planeta de diamantes. Planetas como este podem existir? Na verdade, sim, eles podem! Encontramos diamantes no espaço com muito mais frequência do que na Terra!

No espaço, pressão e temperaturas extremas são muito comuns. É por isso que o universo, e até mesmo o nosso sistema solar, é de fato incrivelmente rico! Um asteroide normal pode valer milhões de dólares. O hélio, que podemos encontrar em quase todos os lugares do espaço, tem um enorme potencial energético. Não é surpreendente que a humanidade tenha discutido a possibilidade de mineração espacial por algum tempo.
Agora, como mencionei anteriormente, os diamantes são formados nas profundezas da Terra sob condições de extremo calor e pressão. Os cientistas acreditam que um processo semelhante poderia ocorrer em um planeta rico em carbono.

Há algumas maneiras possíveis de isso acontecer. Por exemplo, quando dois planetas ou asteroides que contêm muito carbono colidem um com o outro. A colisão criaria uma onda de choque que empurraria os átomos de carbono de tal forma que eles formariam um diamante.
A segunda forma de acontecer é se esta região do espaço contiver muito carbono. Se as condições estiverem corretas, então os átomos de carbono poderiam se juntar e formar um diamante do tamanho de um planeta. É como se você tivesse muitos blocos de Lego, e os colocasse juntos para criar uma grande estrutura de Lego.

Em outras palavras, se dois objetos ricos em carbono colidem um com o outro, os átomos de carbono podem ser espremidos de tal forma que formam um diamante. E agora, surpresa — tais planetas existem de fato! O planeta do qual estamos falando é chamado 55 Cancri e. É um dos cinco planetas de um pequeno sistema na constelação de Câncer. Sua estrela é, na verdade, tão brilhante que pode ser vista a olho nu! Está localizada a 40 anos-luz de nós — que podem ser trilhões de quilômetros, mas, em uma escala espacial, está bem pertinho.

O 55 Cancri e foi descoberto pela primeira vez em 2004. No entanto, descobrimos apenas em 2012 que este é um planeta de diamante. Tudo graças à pesquisa de cientistas da Universidade de Yale. Este planeta é uma superterra. Esta é uma classe de planetas que são maiores que nossa Terra, mas muito pequenos para serem considerados gigantes. Ele tem cerca do dobro do tamanho da Terra e é cerca de 8 vezes mais pesado. O planeta gira muito rápido em torno da sua estrela. Ele completa uma volta em apenas 18 horas! Isto significa que um ano lá é menos do que um dia na Terra. Ele também está em acoplamento de maré com a estrela.

Em outras palavras, um lado deste planeta está sempre voltado para a estrela e, portanto, é incrivelmente quente, enquanto o outro está na escuridão eterna. Assim como acontece com a nossa Lua! Além disso, o 55 Cancri e está cerca de 25 vezes mais perto de sua estrela do que Mercúrio está do nosso Sol. Como resultado, as temperaturas lá são extremamente quentes! No lado “dia” elas alcançam um pouco mais de 2.200 °C, e no lado “noite” — que, por sinal, é considerado o “frio” — as temperatura são acima de 1.300 °C! Não parece ser um bom lugar para relaxar, né?

Bom, pode não ser bom para nós... Mas, para os diamantes, é simplesmente perfeito. Depois de estudar o planeta, os cientistas concluíram que ele é um mundo rochoso e cheio de carbono. Mas este carbono não está contido lá na forma de gás; em vez disso, está na forma de grafite (sim, o mesmo encontrado em seus lápis) e, é claro, de diamantes. De acordo com algumas estimativas, os diamantes correspondem a pelo menos um terço do 55 Cancri e! Pode custar cerca de 27 nonilhões de dólares! Tem 30 zeros neste número. Você consegue imaginar?!
Mas a pergunta mais interessante é... Como seria um planeta assim? Em primeiro lugar, a evolução térmica e os processos tectônicos lá são completamente diferentes em comparação com a nossa Terra.

Em outras palavras, o planeta deve estar cheio de vulcões estranhos e ter uma atividade vulcânica bizarra, montanhas estranhas e coisas assim. Além disso, provavelmente está coberto por grandes nuvens de poeira, e a atmosfera sobre ele é muito densa. Ah, e o clima lá é definitivamente maluco. Os pesquisadores estão planejando aprender sobre a composição da atmosfera do 55 Cancri e no futuro. Mas neste momento, já está bem claro que este planeta não pode ser chamado de “habitável”.

Bom... Encontrar vida lá é teoricamente possível, mas é muito improvável. A vida em um planeta de diamantes pode potencialmente existir no subsolo, por exemplo. Na Terra, já observamos bactérias e micróbios capazes de sobreviver sob condições incrivelmente extremas. São muito resistentes. São capazes de transformar produtos químicos em energia e sobreviver... basicamente em qualquer lugar. Portanto, em um planeta de diamantes, a vida poderia potencialmente existir nesta forma. E quem sabe? A vida extraterrestre também pode assumir formas que são completamente desconhecidas para nós. Não seria interessante descobrir algumas criaturas cristalinas, capazes de sobreviver no calor mais extremo? Isso seria inacreditável.

E adivinhe só!? Não é apenas o 55 Cancri e que é cheio de diamantes. Outros lugares potencialmente repletos de diamantes incluem a maior lua de Plutão, Caronte, e um exoplaneta estilo Júpiter rico em carbono encontrado a 1.200 anos-luz da Terra chamado WASP-12b. Os cientistas até acreditam que chove diamantes em Saturno e Júpiter regularmente! Tudo isso foi descoberto pelos pesquisadores da Universidade do Estado do Arizona. Eles afirmam que os planetas de diamantes não são tão raros assim. De acordo com um relatório científico de 2020, eles se formam em torno de certos tipos de estrelas que têm altas taxas de carbono para oxigênio.

Eles foram ainda mais fundo para estudar estas joias espaciais, submeteram silício de carboneto a pressões insanamente extremas acima de 50 GPA e temperaturas tão altas quanto 2500 graus Kelvin para ver o que aconteceria. E descobriram que sob estas condições selvagens, o silício de carboneto se transforma em diamante e sílica! Portanto, se você está procurando um pouco de brilho de diamante, talvez não tenha que ir muito longe. Você poderia fazer uma viagem intergaláctica e explorar alguns destes planetas de diamantes. Estes exoplanetas são diferentes de tudo em nosso sistema solar, e quem sabe que outras descobertas incríveis estão lá fora esperando por nós para encontrá-las.

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