No futuro próximo, viajaremos em trens que se transformam em aviões

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há 6 meses

Você está viajando de trem e ouve as rodas batendo contra os trilhos. Mas, de repente, o trem sobe e ganha altitude. Nenhum dos passageiros grita em pânico, pois isso é algo normal agora. Bem, talvez ainda não, mas pode se tornar nossa realidade em breve! A empresa Akka Technologies está desenvolvendo um projeto assim. O objetivo é reduzir o tempo de viagem e torná-la mais confortável. Para viajar hoje, você precisa chegar ao aeroporto, passar algumas horas lá para o check-in e a inspeção de segurança. E só depois disso pode embarcar. Quando o avião pousa, tem todos os procedimentos-padrão novamente e se desloca para a região central. Só então sua viagem acabou. Isso significa que usa pelo menos três tipos diferentes de transporte.

Mas com o sistema Link & Fly, da Akka Technologies, você pode chegar ao seu destino sem precisar de nenhum transfer. Trata-se de um trem do tamanho de um Airbus A320. Ele tem o comprimento de 4 ônibus escolares e pode acomodar cerca de 160 passageiros. Por ser um trem, é capaz de circular pelos trilhos do metrô direto para o centro da cidade. Portanto, ao iniciar uma viagem, você só precisa chegar à estação de metrô mais próxima. Assim que estiver no trem, ele o levará ao aeroporto mais próximo. E aqui começa a parte divertida. O veículo faz uma parada rápida para prender as asas e os motores a jato. Então, agora seu trem tem uma envergadura tão larga quanto a de um campo de futebol. Os motores dão a partida, ele acelera e decola.

Depois de pousar, as asas são destacadas novamente. E você está a caminho do centro — o seu destino. Sem transfers. Sem ter que esperar por um táxi. E, novamente, pode descer em qualquer estação de metrô. Os aviões transformers que podem circular pela cidade são um futuro distante. Por enquanto, a empresa está desenvolvendo uma solução mais simples para reduzir a sobrecarga dos aeroportos. Em vez de um avião estacionado ao lado do portão, os passageiros embarcarão na fuselagem da aeronave, dentro do prédio do aeroporto. Ela irá então para a pista e as asas com os motores, bem como a cabine do piloto com os pilotos, serão fixadas. Pronto, a aeronave está pronta para decolar. Esse sistema fará com que o embarque e a decolagem sejam 30 minutos mais rápidos do que antes.

A empresa planeja fazer diferentes tipos de fuselagens removíveis. Para voos de curta duração, elas terão capacidade para cerca de 160 pessoas. Haverá cabines de dois andares para viagens de percurso mais longo. As VIPs podem ser personalizadas como um jato particular. E se todos os assentos forem removidos, a cabine pode ser usada cargueira. O Link & Fly possui um sistema de segurança especial caso a cabine se separe das asas durante o voo. Três paraquedas na frente e três na parte de trás dela serão disparados automaticamente. Existem também foguetes de frenagem que podem ajudar a reduzir rapidamente a velocidade. Dessa forma, a fuselagem descerá lentamente e com segurança. Poucos segundos antes de tocar o solo, serão lançados airbags fixados na parte inferior da fuselagem para o pouso ser o mais suave possível.

Outra opção para viajar mais rápido é o Airbus Pop Up. Trata-se de uma espécie de táxi que pode viajar tanto por via terrestre quanto aérea. No futuro, você pode simplesmente pedir um táxi do seu tablet, telefone ou até mesmo óculos inteligentes e esperar a chegada do veículo. O carro em si consiste em um compartimento de passageiros com metade do tamanho de um sedan moderno. Ele tem capacidade para duas pessoas e possui design e interface futuristas. A segunda parte é o módulo de aterramento, ou seja, o chassi e as rodas para dirigir em vias convencionais. Você entra na cápsula e, depois disso, a inteligência artificial faz todo o trabalho em seu lugar. Ela dirige em segurança e o leva ao seu destino. Quando você sai da cabine, a cápsula com o módulo de solo é enviada para uma das estações de carregamento mais próximas — por conveniência elas estarão localizadas por toda a cidade, então não será preciso esperar muito por um táxi.

Mas se o seu destino é distante, um passeio mais interessante o aguarda. Como no primeiro caso, é só entrar em uma cápsula sobre rodas, que o levará ao local de decolagem mais próximo. Lá, ela é conectada ao módulo aéreo. Essa coisa, que parece um drone gigante, engancha na cápsula do passageiro e voa, separando-a do módulo do solo. Agora, ela é um táxi voador. Você pode apreciar a beleza da cidade de cima. Então pousa em uma plataforma especial. A cápsula se reconecta ao módulo de solo e você segue para o seu destino enquanto o módulo de ar carrega para a próxima viagem.

Os foguetes podem ser outra revolução nas viagens de longa distância. Por enquanto, os usamos apenas para voar para o espaço. Mas, no futuro, eles podem substituir completamente os aviões. Digamos que você esteja indo de Nova York a Xangai, que fica do outro lado do planeta. A plataforma de lançamento pode ser na água, em algum lugar em Lower Bay. Você embarca em uma balsa que o levará até o foguete. Ao chegar lá, se senta com os outros passageiros. Contagem regressiva... fogo! O foguete decola e atinge o espaço. Agora ele está indo a cerca de 27.000 km/h. Quando em órbita, o veículo lançador se desencaixa do foguete de passageiros e volta para a estação de pouso. Lá, será reabastecido e preparado para o próximo lançamento.

Nesse momento, o de passageiros usará seu próprio motor para voar ao redor da Terra. Ele reentra na atmosfera e pousa em uma plataforma na água perto de Xangai. Esse voo dura apenas 39 minutos, em comparação com as 15 horas necessárias para um avião convencional. Mas há uma desvantagem nisso. Um foguete faz muito mais barulho, então as plataformas de pouso precisam ficar longe das cidades. Isso aumentará o tempo de viagem. O outro problema é a força G. Em pé no solo, você sente 1 G. Ao decolar em um avião normal, essa força é de um G e meio. Mas quando viaja de foguete, ela será duas vezes maior. E se atingir 5G, você irá desmaiar.

De volta ao solo. Em 2010, o número de carros no mundo ultrapassou 1 bilhão. E em 2030, esse número deve dobrar. Portanto, precisamos lutar com os constantes engarrafamentos. O Ônibus Elevado pode ser uma ótima solução para isso. Essa coisa não se parece realmente com um ônibus. Tem duas faixas de largura e pode equivaler a vários carros. Esse veículo terá capacidade para transportar até 1.200 passageiros. E rodará em vias normais. Será preciso equipá-las ao longo do caminho dele com trilhos em ambos os lados. O veículo elevado se moverá a cerca de 2 metros acima do solo. Isso é comparável a andar no segundo andar de um ônibus de dois andares de Londres.

E ele não vai interferir no tráfego. Carros comuns ainda poderão dirigir nas vias. O ônibus elevado será totalmente elétrico e acionado por piloto automático. O teto terá uma grande área inteiramente coberta por painéis solares. Em dias nublados, o veículo será alimentado diretamente pelos trilhos. O embarque de passageiros ocorrerá em estações especiais localizadas acima do solo. Para emergências, haverá uma rampa inflável bem no meio. Dessa forma, os passageiros poderão desembarcar em segurança. Alguns conceitos do veículo sugerem até que os suportes com as rodas devem ser capazes de subir — por exemplo, para contornar um obstáculo, como um carro quebrado. Nesse caso, ele levantará um suporte de roda, avançará e baixará as rodas de volta aos trilhos. Em seguida, fará o mesmo com o suporte traseiro. Dessa forma, conseguirá circular pela cidade a cerca de 60 km/h. É mais rápido do que dirigir em um engarrafamento.

Outra opção para evitar o tráfego são os túneis. Seria possível viajar por eles em seu próprio carro. Um sistema hipotético em grandes cidades teria vários pontos de entrada. Você dirige seu veículo até uma plataforma especial, que então seria baixada. Seria possível acelerar no túnel a 200 km/h, tornando possível chegar ao outro extremo da cidade em apenas alguns minutos. A plataforma levantaria seu automóvel de volta à superfície e você continuaria dirigindo até seu destino final. Os túneis também podem ser o futuro das viagens entre cidades. Primeiro, seria necessário chegar a algum tipo de estação de trem para embarcar em uma cápsula de passageiros. Cada uma comportaria de 4 a 6 passageiros. Em seguida, ela seguiria o túnel, se encaixaria em um agrupamento de cápsulas e se conectaria com a transportadora.

Bombas especiais sugariam o ar para fora do túnel e a cápsula transportadora se moveria em um vácuo quase completo. Teoricamente, esse trem seria capaz de atingir velocidades superiores às dos aviões comerciais e ainda mais rápidas do que a velocidade do som. Portanto, daria para ir de Nova York a Los Angeles em apenas 3 horas e meia, em comparação às 6 horas em um avião convencional. Depois de chegar ao destino, a cápsula transportadora se abriria e as dos passageiros chegariam à estação. No futuro, esses sistema permitiria rodar até mesmo em vias convencionais. Então, seria necessário apenas pedir uma cápsula de passageiro para sua casa, como um táxi. Dessa forma, daria para cruzar o Brasil de ponta a ponta sem precisar de nenhum transfer.

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