Ele ficou 11 dias acordado. E viveu pra contar o resultado

Curiosidades
há 11 meses

Muitos de nós constantemente nos perguntamos o que aconteceria a uma pessoa se ela nunca dormisse ou, pelo menos, por um tempo relativamente longo. Estudos, trabalho, assuntos domésticos: tudo isso pode tirar o sono ou fazer pensar em como dormir menos para conseguir fazer tudo. Mas um conhecido experimento, realizado em 1963-1964, pode responder a todas suas perguntas. A ’cobaia’, o americano Randy Gardner, se ofereceu voluntariamente para o teste e contou os resultados.

O Incrível.club conta como o experimento foi conduzido e o que Randy sentiu.

Randy, na um estudante de 17 anos, ficou 11 dias e 24 minutos sem dormir (de 28 de dezembro de 1963 a 8 de janeiro de 1964). E isso sem recorrer a estimulantes.

Dia 1

Gardner acordou às 6:00 da manhã e estava completamente pronto para o experimento.

Dia 2

Durante esse curto período de tempo, a falta de sono começou a ser sentida: Randy achou difícil se concentrar. Nesse dia, tocando objetos, tentou reconhecer o que eram apenas com a ajuda do tato.

O mais difícil do experimento foi não dormir de noite. Para evitar que isso acontecesse, Randy foi ajudado por seus amigos da escola e pelo pesquisador William Dement, da Universidade de Stanford, que participou do processo. Para não dormir, deram umas voltas de carro, foram a uma loja de donuts, ouviram música, jogaram basquete e paintball. Quando Randy ia ao banheiro, todos os que ali estavam conversavam com ele pela porta para se certificar de que ele não adormeceria. A única coisa que o grupo não fez para manter a vigília de Randy foi usar drogas, nem mesmo cafeína.

Dia 3

Aproximando-se do terceiro dia de vigília, Randy tornou-se caprichoso e perdeu a habilidade de repetir o trava-línguas mais simples.

Dia 4

No quarto dia, Gardner começou a ter alucinações. Ele se sentiu como sendo outra pessoa: Paul Lowe, um jogador de futebol americano. O jogador tinha 1,83 m de altura, pesava 91 kg e, além disso, era afro-americano, enquanto Randy um homem branco de 17 anos, com 59 kg.

A última semana do experimento

Quanto mais dias Randy passava sem dormir, mais frequentemente tinha tonturas e alucinações. Uma vez viu a parede se dissolver e tornar-se uma trilha de floresta. Ele ainda teve dificuldade para falar. A falta de sono levou Randy a não conseguir se lembrar do que tinha acabado de dizer. Seus pais, preocupados com essa condição, insistiram na realização de um exame médico, num hospital militar. O exame não revelou nenhuma anomalia física.

Randy Gardner depois do experimento

Às 2:00 da manhã de 8 de janeiro de 1964, foi estabelecido o recorde de tempo sem dormir. Após 4 horas de celebração e respondendo aos telefonemas dos jornalistas (sim, ainda houve uma coletiva de imprensa para contar os resultados), Randy foi levado ao hospital naval, onde, após um exame neurológico, adormeceu profundamente. Acordou depois das 14:40, sentindo-se ativo e recuperado.

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