Brasileira é a 1ª defensora dos direitos das mulheres negras da ONU

Mulher
há 11 meses

Hoje com 41 anos, a escritora carioca Kenia Maria passou por uma infância difícil e perigosa. Mas nada disso a abalou, apenas fez com que agisse — há mais de 20 anos — para combater o racismo e o machismo. Ela é a brasileira da prestigiada lista dos 100 negros mais influentes do mundo, além de defensora dos Direitos das Mulheres Negras, em apoio à Década Internacional de Afrodescendentes (2015-2024).

Por isso o Incrível.club decidiu contar mais um pouco sobre essa personalidade feminina que tanto nos impressiona. Confira só!

1. Kenia veio da Vila do Engenho, onde a cantora Elza Soares nasceu, uma das favelas mais perigosas do Rio devido à guerra do narcotráfico

2. Com apenas 15 anos, teve que pular o corpo de um homem para ir à escola, durante um conflito entre traficantes

3. Começou a se empoderar através da estética, muito influenciada pela Bahia, e pelos movimentos dos blocos afros de Salvador, o comportamento e o uso do turbante

4. Sua mãe nunca permitiu que alisasse o cabelo

5. Aos 18 anos, foi trabalhar em Vigário Geral, quando aconteceu uma chacina na qual morreram 21 pessoas

6. E foi para essa comunidade trabalhar com meninas vítimas da violência

7. Em 2013, a pedido de sua filha Gabriela, criou um canal no YouTube para falar sobre o que ela estava vivendo como adolescente negra

8. A representatividade de mulheres negras está maior hoje na mídia. Temas como a valorização do cabelo crespo têm ganhado mais espaço e visibilidade

9. Lançou o livro infantil “Flechinha, o príncipe da floresta”, para dar um novo lugar para os negros nos livros didáticos

Flechinha: o príncipe da floresta

Kenia Maria
Este livro apresenta as aventuras do menino Flechinha diante dos mistérios da floresta e sua construção como defensor das matas. Fala sobre adoção, ecologia, diversidade e amor, mostrando que humanos e natureza são absolutamente a mesma coisa.

Além disso, tem como objetivo chamar a atenção para a lei 10.639/03, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana em todas as escolas.

10. Foi homenageada em Nova York, ao lado de outros artistas e cidadãos, pela luta contra o racismo e defesa dos direitos de afrodescendentes

11. Filha de uma pedagoga, conta que teve a sorte de acessar a literatura negra ainda na infância e percebeu como isso contribuiu para o fortalecimento de sua autoestima

12. Uma de suas funções como defensora é participar de ações que promovam a igualdade de gênero

13. Por esse princípio, 194 países se comprometeram a combater o racismo

14. Em sua primeira declaração como uma das defensoras, disse que apenas deseja que a sociedade as trate como humanas

[...]Tenho fortes razões para acreditar que mudanças estão por vir, e para mim é uma honra ser uma das defensoras desta causa. Na verdade o nosso pedido é muito simples. Queremos apenas que a sociedade nos trate como humanas. Só isso.

15. As mulheres negras no Brasil são 55,6 milhões, chefiam 41,1% das famílias negras e recebem, em média, 58,2% da renda das mulheres brancas, de acordo com o Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça

Somente 12,8% dos negros (pretos e pardos), entre os 18 e 24 anos, são estudantes em instituições de ensino superior brasileiras, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),

A esses números soma-se um crescente grupo de órgãos governamentais e ONGs voltadas para a educação dos afrodescendentes — como é o caso de Kenia.

A Educação é um direito fundamental que ajuda não só no desenvolvimento de um país, mas também de cada indivíduo. Sua importância vai além do aumento da renda individual ou das chances de se obter um emprego, concorda? Deixe sua opinião aqui nos comentários ?

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