A gêmea maligna do sol, que antecedeu nossas vidas

Curiosidades
há 7 meses

Vamos combinar: quando se trata de estrelas, nosso Sol é, na verdade, bem... bem sem graça. Não há nada de incomum nele. Existem milhões de “anãs amarelas” parecidas no universo. E ainda assim nós o amamos. Afinal, é a única estrela que temos e nos dá vida. Porém... nem sempre foi assim. Era uma vez a irmã gêmea do Sol... e possivelmente ela era do mal! O que aconteceu com ela? Bem, vamos descobrir. Isso aqui é uma nuvem molecular gigante, também chamada de “nebulosas escuras”, onde existem muitos aglomerados interestelares cheios de gás, poeira e montes de estrelas.

Essas nuvens não têm limites claros e geralmente assumem formas estranhas e malucas. Você pode até ver alguma delas a olho nu. Olhe para o céu limpo à noite — elas parecem manchas escuras por toda a brilhante Via Láctea.

E é exatamente aqui que nosso Sol nasceu, há cerca de 4,5 bilhões de anos. O astro-rei se originou de uma dessas nuvens moleculares. Há bilhões de anos, ondas de energia passaram por aqui, coletaram todo esse material e comprimiram esses aglomerados em núcleos densos. Foi quando uma “protoestrela” nasceu. Essa jovem era uma bola de hidrogênio morno e hélio. E então, milhões de anos depois... A temperatura e a pressão dentro da bola aumentaram. Como resultado, nasceu uma estrela, o sol. Mas nem tudo nessa nuvem molecular se transformou nele: os materiais restantes começaram a girar em torno da nova estrela.

E, como você deve ter adivinhado, eles gradualmente se transformaram em planetas, incluindo a nossa Terra! Foi assim que nosso Sistema Solar se formou. Porém, é bem possível que essa não seja toda a história... E que, ao mesmo tempo, com a nossa estrela, tenha nascido outra. A gêmea perdida do Sol. Feita dos mesmos materiais, sob as mesmas condições. E por que achamos que ela existe?

Recentemente, os pesquisadores lançaram alguns modelos estatísticos para descobrir mais sobre o nascimento das estrelas. Esses modelos mostraram que muitas estrelas não surgem individualmente, mas em aglomerados, ou com pelo menos uma irmã! Após mais pesquisas, os cientistas confirmaram que, sim, a maioria das estrelas formadas dentro de nuvens moleculares nasce com uma companheira. Às vezes, elas ficam juntas: por exemplo, uma pequena estrela gira em torno de uma grande. Elas podem até formar sistemas estelares duplos, triplos e outros...

E, às vezes, seus caminhos podem divergir para sempre. Isso provavelmente tenha acontecido com o nosso Sol. Ele pode ter tido uma irmã também. Talvez não só uma, mas um grupo de irmãos e irmãs... E uma gêmea maior com uma massa semelhante e outras características. Mas se for esse o caso... onde está você, nossa gêmea perdida?

Bem... Temos uma hipótese. Segundo ela, essa gêmea pode não ser tão boa quanto parece. Na década de 1980 os cientistas começaram a notar certo padrão na história da Terra. Aproximadamente, a cada 27 milhões de anos mais ou menos, ocorreram extinções em larga escala em nosso Planeta. Bem estranho, né? A cada 27 milhões de anos na história da Terra ocorreu algum tipo de catástrofe que mudou sua biosfera para sempre. Como se algo causasse essas catástrofes de modo programado e ciclicamente.

Então, o astrônomo Richard Muller sugeriu que poderia haver algo que causou esses eventos. Um certo... Corpo celeste. Segundo ele, poderia ser uma “estrela-anã” que não conseguimos ver por causa de sua pouca luminosidade. Ela pode estar localizada a cerca de 1,5 ano-luz (Um ano luz e meio) de distância de nós. Essa estrela gira em torno do Sol em uma órbita ENORME e leva aproximadamente 27 milhões de anos para terminar seu trajeto!

E, quando chega mais perto do Sol, começa a causar um caos total. Ao se aproximar de nós, essa encrenqueira muda as trajetórias dos cometas na nuvem de Oort ou no Cinturão de Kuiper. Como resultado, todos começam a correr em nossa direção. Em seguida, colidem com a Terra e causam extinções em massa — assim como a que aconteceu com os dinossauros. A estrela hipotética foi chamada de Nemesis, que é o nome da antiga divindade grega da retribuição. Por que ela está se vingando de nós?

Não temos ideia. Talvez não tenha gostado do fato de que uma vez o Sol levou quase toda a poeira e o gás de uma nuvem molecular. O Sol virou uma estrela razoavelmente grande, e a gêmea permaneceu apagada e pequena. Além disso, no final, foi forçada a voar no meio do nada! Qualquer um ficaria irritado com algo assim.

Os cientistas apresentaram várias hipóteses sobre o que é a misteriosa Nemesis. Talvez seja uma anã marrom ou vermelha? Os restos de uma estrela que esgotou completamente seu combustível? Ou talvez não seja uma estrela, mas um planeta interestelar maior do que Júpiter? Seja o que for, sua existência não é particularmente agradável para nós. No entanto, todas as nossas tentativas de encontrar o culpado falharam, infelizmente. No momento, ainda não encontramos nenhum sinal da Nemesis. Estudos recentes questionaram a teoria das “extinções em massa regulares”. Se você examinar mais os registros fósseis, notará que essas catástrofes ocorreram de forma bem aleatória, e não em um cronograma claro.

Agora os cientistas duvidam de que Nemesis possa realmente existir. Eles também dizem que qualquer estrela que se mova em uma órbita semelhante seria muito instável. E é muito improvável que ela pudesse ter sobrevivido por tanto tempo.

Mas, apesar da falta de evidências claras, Nemesis se tornou bastante famosa on-line. Muitos artigos e notícias ainda a mencionam em diferentes contextos. Eles gostam de escrever qualquer acontecimento dramático que ocorra no mundo (como quedas de asteroides, tsunamis etc.) sobre essa estrela misteriosa. Então, agora tudo pode parecer uma típica lenda urbana... Mas não vamos nos esquecer de algo importante! Mesmo que a própria Nemesis não exista, isso não significa que o Sol não tenha uma gêmea. Em primeiro lugar, tudo o que falamos no início ainda é relevante. A maioria das estrelas não nasce sozinha. A probabilidade de nosso Sol também ter uma irmã ainda é muito alta.

Em segundo lugar, PODE haver evidências da existência dessa gêmea perdida. E ela provavelmente está em algum lugar na enorme nuvem de Oort, nos limites externos do nosso Sistema Solar, consistindo em um monte de cometas e outras rochas. Agora, os cientistas acreditam que essa nuvem armazena vários restos e fragmentos de tudo o que restou após o nascimento do nosso Sistema Solar. É como um enorme museu do nosso passado.

Na nuvem de Oort, os cientistas notaram algo...an... interessante. Basicamente, sua região parece ser... “muito pesada”. A aparência real da nuvem de Oort não corresponde aos nossos modelos atuais da formação do Sistema Solar. Ela é muito pesada porque há alguns resquícios de alguma coisa nela. Então havia algo no Sistema Solar do qual ainda não sabíamos, mas, quando os cientistas incluíram um possível “segundo Sol” em seus cálculos, isso se encaixou perfeitamente!

Como uma peça que falta em um quebra-cabeça, a gêmea perdida combina direitinho com a lacuna no peso da nuvem de Oort. Oh, yeah! O Sol quase com certeza teve uma irmã gêmea. Mas... o que aconteceu com ela? E onde está agora? Infelizmente, é provável que a estrela esteja muito longe. É provável também que, após o nascimento, o Sol e sua irmã... OK, um tipo de Sol 2.0, passaram apenas alguns milhões de anos juntos, e então tiveram que se separar completamente...
Agora a segunda gêmea pode estar a centenas de anos-luz de distância de nós, em qualquer lugar da Via Láctea.

E, sim, teoricamente poderíamos encontrá-la... Mas seria muito difícil. Para fazer isso, precisamos encontrar todas as estrelas semelhantes ao nosso Sol, mais ou menos da mesma idade... EM TODA a Via Láctea. Mesmo que fizermos uma lista de todas... E depois? Não temos como saber qual delas era realmente a gêmea do Sol. Portanto, a irmã provavelmente continuará perdida e nosso Sol permanecerá para sempre solitário. Que história triste!

Mas anime-se! Para nós, acho que é o melhor. Se houvesse dois sóis, talvez o Sistema Solar nunca tivesse se tornado o que é agora. Nosso Planeta poderia nem existir, o que significa que poderia não haver vida. Portanto, provavelmente devemos ser gratos pelo sacrifício do astro rei. Por outro lado, nosso pôr do sol seria parecido com o de Tatooine! Legal!

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