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Vivo na China e vou contar sobre algumas coisas que são normais para os chineses, mas que deixam os turistas sempre confusos

Olá! Me chamo Júlia e moro na China há quase três anos. Um país tão particular e, em parte, tão incompreensível para o Ocidente, mas que me conquistou desde a primeira visita, quando vim a trabalho. Viver deste lado do mundo me mostrou diversas coisas que não aparecem nos guias de viagem, principalmente no que diz respeito à cultura local: as pessoas, as tradições e os costumes.

Quero convidar os leitores do Incrível.club para um passeio por este país de cultura milenar, cheio de mistérios e particularidades, que você provavelmente não conhece.

Construções das minorias nacionais na província de Fuquiém.

Quando me ofereceram passar um ano trabalhando na China, não pensei duas vezes. Naquela época já estava aprendendo chinês e assistindo a vídeos sobre o país no YouTube e, por isso, estava segura de que iria preparada para uma nova aventura.

A primeira surpresa me esperava no desembarque. Em alguns aeroportos internacionais, há bebedouros com água potável para o público. A China, porém, foi um pouco além: em todos os locais públicos há também fontes de água fervente gratuitas. Ou seja, você pode não apenas beber água, mas também preparar um macarrão instantâneo se quiser.

Binghulu — diversas frutas no espeto cobertas com caramelo.

O próximo choque foi na estação de trem: não aceitaram meu bilhete comprado pela internet. Não pude nem entrar na estação. Descobri depois que só deixam passar quem tem documento em mãos e um bilhete no próprio nome. Nada de acompanhar os familiares ou amigos até os trilhos. Por outro lado, isso é bom, pois evita a entrada de pessoas buscando apenas um lugar para dormir.

Cheguei, então, a uma pequena cidade na região central do país e logo me certifiquei que pessoas de aparência eslava, como eu, têm um efeito sobre os chineses como o que os encantadores causam sobre as serpentes. Certa vez, por exemplo, andava na rua vestindo uma saia lápis quando ouvi um barulho: um chinês caiu da bicicleta, pois não olhava para o caminho, mas sim para mim — que estava na frente dele. Sim, bem parecido com um momento do filme Memórias de Uma Gueixa. Eu tinha chegado havia pouco tempo, portanto não estava acostumada com as expectativas da vestimenta local. E também precisei aceitar que as pessoas tirariam fotos de mim constantemente, muitas vezes até sem a minha permissão.

Após o primeiro ano, tive a oportunidade de renovar o meu contrato e percebi que gostaria de continuar explorando esse incrível e multifacetado país. Ainda assim, pensei que, quando o próximo ano terminasse, iria embora.

Mas sempre que falo para Deus que fiz planos, o faço gargalhar. Houve muitas mudanças na minha vida pessoal no segundo ano na China. A principal: conheci um rapaz com quem acabei me casando e, por isso, passei a chamar esse lugar de casa.

Mesmo agora, após três anos, ainda tenho de lidar com muitas coisas inesperadas e surpreendentes. O processo de aprendizado é contínuo.

Alimentação

Este prato é chamado de “Malatan”.

  • Já escutei muitos estereótipos sobre a culinária chinesa: insetos, cérebros de macacos e sabe-se lá mais o quê. Esses clichês são apenas parcialmente verdadeiros, pois o país é muito grande e cada região têm suas peculiaridades gastronômicas. Moro na região central, na província de Honã, onde não são servidas comidas “estranhas”, por isso não poderia falar sobre os pratos que, para muitos, são bizarros. Mas é verdade que, em algumas áreas remotas do país, comem-se macacos, cachorros, tartarugas e por aí vai.

  • No entanto, tartarugas com insetos já comi até mesmo na minha província. A sopa de tartaruga é um prato tradicional em casamentos: simboliza longevidade para os recém-casados, visto que é um animal que vive por muito tempo.

  • Na província de Honã, os insetos mais comuns são as cigarras: são fritas em óleo, o que as deixa crocantes como biscoitos. O mais surpreendente é que têm gosto agradável como petiscos secos para acompanhar bebidas.

Jantar com uma família chinesa. No centro, as cigarras.

  • É importante esclarecer que esses produtos “selvagens” são iguarias, mas, no dia a dia, os chineses comem os mesmos legumes, peixes e carnes com os quais a maioria de nós está acostumada.

  • Há uma prática muito popular nos restaurantes locais. Consiste em disponibilizar uma espécie de boca de fogão elétrico na mesa para grupos grandes. Ou seja, os clientes pedem os ingredientes crus, assim como líquidos e temperos, e os cozinham por conta própria. Seria difícil chamar as preparações de “pratos”, pois não é seguida uma receita específica, apenas são consumidos componentes clássicos da culinária chinesa, como cordeiro fatiado, presunto, legumes, frutos do mar, tofu e macarrão. Mesmo após três anos, ainda não consigo entender por que os chineses gostam tanto de pagar por comidas que eles mesmos precisam preparar.

É assim que os ingredientes são postos na mesa.

  • O que mais me surpreende é a enorme variedade de legumes e, basicamente, o que é chamado de comida: pés de galinha, brotos, flores, vegetais incomuns. Muitos dos nomes de legumes eu nunca tinha ouvido falar — não há nem traduções para alguns deles. Meu legume chinês preferido é a raiz de lótus.
  • E, claro, ainda não encontrei um habitante do país que prefira a cozinha ocidental.

Comportamento no restaurante

  • Todos sabem que os chineses usam os famosos palitinhos. Mas se for preciso usar as mãos para comer pizza ou caranguejo, por exemplo, não se pode esquecer das luvas descartáveis. Turistas que optem por utilizar as mãos sem luvas serão vistos como selvagens.

  • Em restaurantes, o lixo é muitas vezes jogado embaixo da mesa, no chão mesmo, principalmente nas áreas provinciais.

  • Se estiver com amigos, não espere dividir a conta — os chineses até brigam para ver quem pagará tudo.

  • Na maioria dos restaurantes, os utensílios são entregues embrulhados num papel (como garantia de que estão limpos). Abri-los, isto é, usá-los, é considerado um serviço pago, mas custa apenas alguns centavos. Os palitinhos são dados separadamente e gratuitamente e, se desejar, você pode comer no próprio pote ou prato em que a comida tenha vindo. Mas a tradição mesmo é não pedir porções individuais, e sim pratos “para todos”, que são postos no meio da mesa: cada pessoa pega o quanto quiser. Mas, para isso, serão precisos pratos individuais, copos e tigelas para sopas ou arroz. São esses os utensílios vendidos em embalagens, como mencionei. O engraçado é que nem mesmo os chineses confiam nos próprios restaurantes e, por isso, usam a chaleira com água fervente para limpar os pratos e copos antes do uso.

Cabines separadas de karaokê estão espalhadas por todos os lados.

  • Em quase todos os restaurantes há salas VIP, que disponibilizam uma mesa redonda para 8 a 15 pessoas: quando os chineses saem em grupos para relaxar, muitos preferem manter a privacidade. Por esse mesmo motivo, há cabines de karaokê — um dos entretenimentos mais populares no país — à prova de som para grupos pequenos de pessoas.

Casamento

  • A sessão de fotos do casamento começa muito antes da cerimônia. São essas as imagens que serão usadas para os futuros convites de casamento (tradicionalmente em formato digital). Aqui não existe a superstição de que o noivo não pode ver a noiva de vestido antes do altar.

  • As cerimônias geralmente são realizadas em hotéis.

  • O cerimonialista é quem anunciará a união do casal (a assinatura dos documentos é feita com bastante antecedência).

  • Os noivos sempre convidam muitas pessoas, mas não há danças, concursos ou nada parecido.

  • A festa de fato é realizada à tarde e não dura mais do que duas horas. Os convidados aparecem para comer e dar dinheiro (como presente) em envelopes vermelhos. Os próprios chineses nunca sabem exatamente quanto colocar neles: não há uma convenção sobre essa questão. Caso você seja um amigo próximo, acredita-se que o equivalente a cerca de R$ 150-200 é um valor aceitável.

  • Os convidados normalmente vestem roupas normais do dia a dia. A noiva troca de vestido três vezes, e as madrinhas de casamento usam a mesma roupa, como na tradição de alguns países do Ocidente. Vê-se de tudo: tênis, shorts, jeans, jaquetas. Aliás, não é um hábito retirar o casaco de inverno ao entrar no estabelecimento.
  • Os pombinhos não têm a própria mesa, pois exercem um papel diferente: andam entre os convidados, recebem as parabenizações, bebem e tiram fotos com todos os presentes.

Dinheiro

Mao está no dinheiro e na parede de diversos clubes.

  • Em todas as cédulas há a foto de Mao Tsé-Tung. De qualquer forma, o dinheiro em espécie já está quase extinto e até mesmo pagamentos em cartão estão um pouco ultrapassados. Agora basta escanear o código QR com o celular e pronto!

  • Você acha que pagar com o telefone é coisa do futuro? Bom, em alguns lugares esse método de pagamento já evoluiu e você pode pagar com... o rosto. Há geralmente uma câmera ao lado do caixa que faz o reconhecimento fácil. Transação concluída!

  • Ao mesmo tempo, o dinheiro em espécie sobreviverá apenas para os famosos e tradicionais envelopes vermelhos, presenteados em casamentos, no Ano Novo e no nascimento de uma criança, por exemplo. Os chineses adoram entregar dinheiro em envelopes na cor vermelha.

Clientes testam o pagamento de mercadorias por meio do sistema de reconhecimento facial.

  • Quando há promoções, não se veem os avisos usuais como “desconto de 70%”. Primeiro, para mim, o mais comum é ver o desconto representado em porcentagem. Para os chineses, seria um valor inteiro. Em segundo lugar, a porcentagem para nós seria a parte do valor da mercadoria que não iremos pagar (70% de desconto, ou seja, pagamos 30%). Aqui, no entanto, escrevem a parte do preço que os clientes têm de pagar. Assim, se há uma mensagem na loja indicando 7折 (eles não escrevem o símbolo de porcentagem, apenas o ideograma correspondente), então significa que você pagará 70%, isto é, ganhará um desconto de 30%. Descontos de 70% são indicados como 3折.

Preços

  • Em todas as frutas, legumes e verduras, o preço indicado não é por 1 kg, mas por jin (500 g). Se o valor dos produtos, de repente, dobrar no caixa, não se desespere. Ninguém está tentando enganá-lo, eles apenas fazem a conversão para o padrão de 1 kg.

  • Uma xícara de café — R$ 8,50; pão (padrão europeu) — R$ 0,05; pão (chinês) — R$ 1,40.

  • Os preços em cafés e restaurantes varia muito. Um almoço para uma pessoa em um estabelecimento econômico sai em torno de R$ 15. O combo de um “Big Mac”, Coca-Cola e batatas fritas em uma rede de fast food custa cerca de R$ 30. A conta de um jantar em um restaurante europeu para dois, sem bebidas alcoólicas: R$ 200. Esses preços são encontrados em Zhengzhou. Em Pequim ou Xangai, será bem mais caro.

  • Um ingresso de cinema custa em torno de R$ 20. O litro da gasolina comum — R$ 3,65.

  • Sapatos, a partir de R$ 35 (de qualidade não muito boa e por compra online). De qualidade mediana para uso diário — R$ 150-220. Os preços das roupas são muito variáveis: de R$ 35 até o infinito. Peças com valores muito baixos, como no AliExpress, também existem (por exemplo, botas por R$ 35), mas os próprios chineses não compram essas mercadorias com frequência, pois entendem que há uma relação entre qualidade e preço.

  • O aluguel de um apartamento de dois quartos em Zhengzhou sai por cerca de R$ 1.500-2.000 (novamente depende de muitos fatores, como tamanho, localização e data de construção do prédio, entre outros).

Superstições

Adesivos de festa para janelas.

  • É comum se acreditar na magia das palavras no país, e todos os bons presságios (assim como os ruins) são construídos a partir do som das palavras. Por exemplo, “quatro” em chinês soa parecido com “morte”, por isso o número “4” não é visto como um bom sinal. A palavra “peixe” se parece com “prosperidade”, por isso em grandes eventos certamente serão vendidos peixes — e nas decorações de Ano Novo, como adesivos para as janelas, também se veem peixes desenhados.

  • Pela mesma razão, não se deve dar um relógio de presente: a palavra “relógio” (“tchon” em chinês) se parece com “suntchon”, que significa algo como “enterrar, participar do velório”.

  • Os chineses acreditam que é um bom sinal quando alguma louça quebra. Novamente, pelo som das palavras “suey” (“quebrar”) e a frase popular “paz à sua casa” (“suey suey pin an”).

  • Além do som dos números e de algumas palavras, há também o de expressões inteiras. Por exemplo, 520 (“wu ar lin”) se parece com a pronúncia de “eu te amo” em chinês (“wo ai ni”) e, por isso, no país o 20 de maio é comemorado como um dos análogos ao Dia dos Namorados em outros países. Outro exemplo: 1314 (“í san í si”) tem a pronúncia parecida a “para a vida” (“í shen í shi”).

Medicina alternativa

  • Os chineses acreditam que o corpo humano tem diferentes elementos: fogo, terra, metal, água e madeira. Cada um deles é responsável pelo funcionamento de certos órgãos.

  • O elemento mais falado, mesmo fora do contexto médico, é o fogo (calor). O grau de calor no organismo pode ser controlado com a ajuda de uma boa alimentação: a maioria dos chineses sabe quais produtos elevam esse nível e quais o diminuem.

  • Por exemplo, pizza picante e carnes “aumentam o calor”, cujo excesso pode causar inflamação da mucosa, erupções cutâneas e distúrbios digestivos. Melancias, pepinos e água, por outro lado, o “diminuem”. No entanto, níveis baixos demais podem implicar resfriados e fraqueza física.

  • Imagine que você teve uma inflamação na região dos olhos. Não precisa ir correndo para o oftalmologista: isso não passa de “calor interno”, ou seja, basta comer pepinos e beber água!

Relacionamentos

  • No Ocidente, a individualidade é reverenciada e tudo relacionado a ela tem grande valor. Na Ásia (e especialmente na China), o enfoque não é dado ao indivíduo, mas ao coletivo — e as pessoas, na maioria dos casos, se sentem realmente felizes por fazerem parte desse processo. O culto à singularidade ocidental (“você é único e diferente dos outros”) é considerado extremamente egoísta aqui.

  • Os chineses podem ser muito indiscretos ao demonstrar carinho de uma forma bem direta. Dizem, sem problemas: “Você está com uma espinha enorme no rosto, deve estar se alimentando mal” ou “acho que você ganhou uns quilinhos, posso te mandar um vídeo com ótimos exercícios para fazer em casa”. Pode vir até do marido: “Amor, que roupa é essa que você decidiu vestir hoje?! Vamos comprar um vestido novo para você usar”. Quando minha sogra ficou sabendo que eu havia comprado meu vestido de casamento no meu país, ela disse: “Ah, que pena, poderia ter encontrado algo melhor aqui, visto que temos muitas mulheres acima do peso aqui”. Meu tamanho é 46.

  • Quando você é estudante, ainda é considerado uma criança. Estudantes celebram com prazer o Dia das Crianças como feriado. A transição para a fase adulta ocorre após o casamento.

  • Na primeira universidade em que trabalhei, o campus universitário era localizado fora da cidade (1h de ônibus). Não havia nada lá além da universidade e alguns pequenos hotéis. Não conseguia entender o porquê daquilo, pois não era uma área, digamos, turística. Só depois pude entender a verdadeira finalidade daqueles hotéis. Os estudantes moram em alojamentos separados, isto é, meninos e meninas não vivem juntos e são proibidos de se misturar. Agora imagino que você já deva ter entendido a presença dos hotéis.

  • Para os chineses ainda é bastante comum conhecer um parceiro não por conta própria, mas com a ajuda de um “casamenteiro”: podem ser familiares ou amigos próximos.

  • A família é um dos maiores valores. Se um jovem rapaz e uma garota namoram, todos sabem que eles têm o objetivo de criar uma família.

  • Em relacionamentos, os rapazes chineses normalmente são muito protetores e cuidam de suas parceiras com unhas e dentes. Um dos motivos para isso é que há um desequilíbrio demográfico no país: há mais homens do que mulheres.

  • Quando vemos um casal na rua, não é raro ver o homem carregando a bolsa da companheira.

  • O Ano Novo chinês é o feriado mais importante. Geralmente é celebrado em casa com a família. Se um rapaz convida a namorada para passar o Ano Novo com a família dele, isso é um grande sinal de que haverá casório em breve.

  • Normalmente, após o casamento e nascimento de um bebê, os chineses preferem morar com os pais, pelo menos enquanto a criança ainda é pequena. O motivo é evidente: vovós e vovôs podem ajudar com os afazeres do dia a dia.

  • Filhos são o que há de mais importante, pois os chineses acreditam que serão eles que vão cuidar dos pais no futuro, quando estes envelhecerem. Essa é uma tradição muito antiga, e deixar os pais velhinhos em um lar para idosos é visto como uma violação inconcebível do sistema social: vizinhos, amigos, conhecidos e até amigos de amigos, todos irão julgar.

Educação dos filhos

  • Até os três anos, as crianças usam calças com um corte especial na região do bumbum para que quando precisem ir ao banheiro, não seja necessário abaixar as calças.

  • É uma situação bastante recorrente quando crianças são criadas pelos avós: os pais muitas vezes estão ocupados com seus empregos e, às vezes, podem até trabalhar em outras cidades. Por isso, veem seus filhos com pouca frequência. Nesses casos, a responsabilidade cai em cima dos avós — e geralmente por parte do pai, não da mãe. Por lei, a licença-maternidade dura três meses, e a jovem mamãe pode escolher em que momento tirá-la: antes ou depois do nascimento. O único problema é que, geralmente, essa licença não é paga. Há diversas exceções, claro, pois tudo depende do local de trabalho.

Carrinho de bebê tradicional.

  • Após ter alta da maternidade, a mãe e sua criança devem ficar em casa por um mês inteiro. Durante esse tempo, não se deve sair para qualquer lugar que seja. Não há exceções para essa regra. Acredita-se que seja um tempo necessário para o bebê se acostumar com a mãe e para ela descansar devidamente após dar à luz. Os mais conservadores insistem, ainda, que, durante esse período, a mulher não deva nem lavar a cabeça.

  • As crianças podem fazer o que quiserem até os cinco anos de idade. Assim que elas entram na escola, porém, os pais se tornam mais rígidos e passam a exigir apenas notas altas e diversas aulas extras. Muitas pessoas admitem que a pressão sobre os jovens na escola é ainda maior do que aquela sobre os adultos no trabalho.

Após quase três anos de vida na China, entendo que realmente consegui encontrar um novo lar em um novo país — algo que nunca sonhei nem imaginei que seria possível. Mudanças radicais nunca são fáceis, mas quase sempre valem a pena.

Você já esteve em algum país muito diferente do seu? O que chamou mais a sua atenção? Comente!