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16 Fatos curiosos sobre a vida na Coreia do Sul

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Não é segredo que a Coreia do Sul é um país vibrante e com uma cultura muito rica. No entanto, devido à longa distância até o Brasil, poucos de nós, brasileiros, já visitaram esse país ou conhecem à fundo suas peculiaridades. E nem todas as diferenças culturais são tão evidentes, como, por exemplo, a comida — há nuances em diversos aspectos da vida cotidiana desse pequeno país oriental. Curiosidades e peculiaridades sobre o dia a dia na Coreia do Sul são o tema deste post.

Nós, do Incrível.club, pesquisamos a fundo sobre a vida e os costumes na Coreia do Sul e estamos prontos para compartilhar com você os fatos mais interessantes. Confira!

1. As sul-coreanas costumam colocar um lençol sobre o colo ao se sentar

Muitas sul-coreanas cobrem o colo com um cobertor quando se sentam, mesmo se estiver fazendo calor no ambiente em que se encontram. E não só as pessoas mais simples mantêm esse costume, mas também ídolos do K-pop e estrelas da mídia durante suas atividades em lugares públicos. Isso é feito para evitar situações constrangedoras quando se está usando minissaias e também como um sinal de respeito ao próprio espaço pessoal, uma vez que o lençol é considerado um símbolo de extrema privacidade. Assim, quando um homem cobre com um cobertor ou uma jaqueta o colo de sua dama, é considerado um gesto de cavalheirismo no país.

2. As mulheres costumam cobrir a boca quando riem

No passado, as meninas eram ensinadas que rir não era um gesto muito feminino. Assim, quando algo engraçado acontecia, elas se afastavam imediatamente ou cobriam seu riso (tradição que acabou se mantendo até os dias de hoje). Por isso, caso você encontre uma sul-coreana escondendo a boca, ela muito provavelmente está rindo, e não entediada escondendo um bocejo.

3. As sul-coreanas apreciam 2 tipos de silhueta: em forma de V e de S

A silhueta “V” se refere a linha que vai do queixo às mandíbulas. Isso é considerado padrão de beleza tanto para homens como para mulheres, pois torna o visual mais elegante. Já a silhueta em “S” se refere aos contornos harmoniosos da figura feminina. Caso um sul-coreano elogie suas lindas silhuetas “V” e “S”, significa que você tem queixo e corpo bonitos.

4. Todos os motoristas têm de fazer o teste do bafômetro

Durante a noite, com mais frequência nas sextas-feiras e nos sábados, policiais sul-coreanos costumam bloquear uma faixa da rua para verificar o nível alcoólico dos motoristas de carros, caminhões e motocicletas — todos, na verdade, com exceção dos taxistas. Ao ver a blitz, o motorista tem a obrigação de parar, abrir a janela do veículo e soprar no bafômetro, procedimentos similares aos efetuados durante as fiscalizações da Lei Seca no Brasil.

As multas pela infração dependem do teor alcoólico no sangue: de 0,05 a 0,10 ppm os valores variam entre 6 mil e 12 mil reais (em valores convertidos). Apesar disso, há uma lenda entre os sul-coreanos que beber até 400 ml de cerveja ou uma dose de soju (bebida tradicional do país) não irá influenciar no teste, mas melhor não correr o risco, concorda? Há ainda uma curiosidade: nos bairros boêmios geralmente não há fiscalização dos motoristas.

5. Chuvas torrenciais não impedem os sul-coreanos de saírem de casa

A estação chuvosa dura, geralmente, de julho até o fim de agosto, e as inundações são frequentes. Mas isso não é motivo para não sair de casa: os veículos transitam no meio da água e os pedestres não se intimidam em se locomover com água até os joelhos sob seus guarda-chuvas — até porque, diante de tudo isso, o mais desagradável para as sul-coreanas é ficar com os cabelos molhados.

6. As refeições nos hospitais são tão boas quanto as servidas em restaurantes

Os hospitais comuns da Coreia do Sul servem um menu diferente todo dia. Aos pratos principais, que podem ser sopa de moluscos, mingau de cogumelos, entre outros, são adicionados acompanhamentos tradicionais como, por exemplo, kimchi, rabanetes em conserva e panquecas recheadas com vegetais.

7. O ano letivo começa em março e os estudantes universitários brigam para conseguir vagas em algumas matérias

Antes do início das aulas, os estudantes universitários passam por um treinamento especial. Durante 2 dias, os calouros aprendem a história da instituição e conhecem uns aos outros. Mas, segundo os estudantes, isso é apenas uma história de fachada: nesses treinamentos os estudantes veteranos, na verdade, festejam com os calouros, ensinando-os a se divertir sem comprometer os estudos. De certa forma, esse costume lembra as nossas calouradas, concorda?

São os próprios estudantes que montam a sua grade horária, e os horários podem ser conferidos no site da universidade. Contudo, a quantidade de vagas em cada matéria é limitada, podendo variar de 60 até 100 alunos. Nas matérias mais concorridas as vagas se esgotam em questão de minutos, por isso, para garantir a inscrição, é necessário ficar atento e ter uma conexão de Internet rápida. E todo esse processo pode ser feito no próprio campus ou em uma lan house — onde, a propósito, é possível não só estudar e jogar, mas também pedir comida.

8. Além das bonecas Barbie, no país são vendidos bonecos e bonecas de ícones do K-pop

Os cantores de K-pop são tão famosos no país que é possível até encontrar bonecos deles em lojas de brinquedos. Na foto acima, por exemplo, são bonecos da boy band mundialmente famosa BTS.

9. Saunas são uma opção barata até para os turistas mais econômicos

As saunas tradicionais sul-coreanas se chamam Jjimjilbang. Elas ficam, geralmente, abertas 24 horas por dia, e a visita custa apenas 30 reais (em valores convertidos). Por causa do valor em conta, elas acabam sendo um bom atrativo para os turistas que desejam relaxar, e uma boa forma de recuperar as forças depois do trabalho para os moradores locais. Já na entrada são entregues ao visitante um roupão e uma toalha, a qual é chamada de yangmeori (“cabeça de ovelha” em português) e que é amarrada de uma forma típica. No interior, além do comum esperado para uma sauna, há também sofás, jogos para as crianças e até algumas opções de comida.

10. Os sul-coreanos não conversam com o sexo oposto se estiverem em um relacionamento

Na Coreia do Sul, as pessoas acreditam que não existe amizade entre homens e mulheres quando se está em um relacionamento. Por isso, quando um homem ou uma mulher começa a namorar, eles não podem mais se encontrar com amigos do sexo oposto.

11. O Dia dos Namorados é comemorado no dia 11 de novembro

O feriado se chama Pepero Day no país, como uma homenagem ao tradicional biscoito de glacê colorido em formato de palito. Fora isso, a forma deles permite compor a data 11/11. E os apaixonados costumam presentear seus pares com esses biscoitos e a fazer uma brincadeira: cada um tem de morder os 2 lados de seu biscoito, e o vencedor é aquele que ficou com o menor palitinho sobrando. E presentear não se limita só aos apaixonados, amigos e pais podem também dar e receber presentes.

Assim como há teorias de que o Dia dos Namorados no Brasil foi inventado, há rumores no país de que esse feriado foi inventado pela empresa Lotte, fabricante dos biscoitinhos tradicionais. Seja como for, essa data comemorativa se consolidou e já é parte da cultura sul-coreana.

12. Os sul-coreanos tendem a encontrar um parceiro de características físicas similares

Na Coreia do Sul é muito difícil encontrar nas ruas casais que tenham características físicas como altura e peso diferentes entre si. Os sul-coreanos, em geral, seguem regras socioculturais muito rígidas na escolha de um parceiro. E nessa questão, não importa o quão boa é uma pessoa se ela não tiver características físicas que combinem com a do parceiro. Fora isso, idade e tipo sanguíneo também são levados em conta na hora de escolher o companheiro ideal.

13. Os sul-coreanos adoram esquentar as mãos

Caso esteja em um salão de beleza, manicure ou em qualquer outro lugar parecido na Coreia do Sul, certamente irão oferecer a você um saco térmico para aquecer as mãos, mesmo que o local tenha um bom sistema de aquecimento. Geralmente, tais sacos térmicos têm aparência agravável e são de veludo.

14. Existem “patrulhas dos pais” nas escolas

“Polícia escolar dos pais”

Todos dias, 2 pais são designados para inspecionar a escola — eles verificam como está o processo educacional das crianças e buscam manter a ordem. A patrulha também prova os alimentos servidos na instituição para avaliar a qualidade da comida servida a seus filhos. Quando os pais estão patrulhando o colégio, eles vestem um uniforme e seguem um cronograma no qual está descrito tudo o que precisam fazer e quando fazer. No tempo livre, eles podem relaxar em uma sala especial.

15. Na Coreia do Sul, os pais sempre estão de olho em seus filhos

Os pais sempre acompanham seus filhos em todos os lugares, e o impulso para desenvolver uma personalidade independente não é estimulado no país. Frequentemente, apenas o pai trabalha nas famílias sul-coreanas, enquanto a mãe fica responsável pela educação e criação das crianças — e ela fica tão imersa nessa tarefa que acaba não tendo mais uma vida própria separada da rotina dos pequenos. Não importa quais as atividades do filho (educacionais ou extraclasse), a mãe também tem de participar ativamente delas.

Uma blogueira que vive há muito tempo na Coreia do Sul compartilhou o seguinte relato: “Minha filha costumava andar sozinha pela cidade, mas agora tenho de acompanhá-la para todo lugar, pois recentemente perguntaram a ela: ’Você tem certeza que sua mãe é mesmo sua mãe biológica?’ Para os sul-coreanos, uma mãe biológica não pode deixar de estar presente na vida dos filhos e deixá-los andar sozinhos pela cidade”. Após isso, a blogueira passou a acompanhar sua filha para todo lugar, até durante as gravações da série na qual a menina participa.

16. Os sul-coreanos não precisam do escuro completo e de silêncio total para dormir

As crianças sul-coreanas nem sempre são colocadas para dormir em um ambiente com escuridão e silêncio ideais, mas sim em locais iluminados e barulhentos. Isso porque no país acredita-se que essa prática fortalece o sistema nervoso do pequeno. Dessa forma, quando adultos, eles conseguem recuperar as forças tirando um breve cochilo durante uma viagem de trêm, metrô ou ônibus para o trabalho. Em geral, o sono dos sul-coreanos independe de fatores externos — eles conseguem dormir em, literalmente, qualquer lugar.

Você acredita que conseguiria se adaptar à cultura sul-coreana? Quais dessas características você acha que poderia funcionar também no Brasil? Conte para a gente na seção de comentários.

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