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10 Achados arqueológicos surpreendentes e acidentais

Os arqueólogos passam a vida toda desentranhando a história material do nosso mundo. No entanto, algumas descobertas são feitas por pessoas comuns que nem sequer percebem o que acabaram de descobrir. Imagine encontrar uma entrada para umas catacumbas no seu quintal. Que incrível!

No Incrível.club fizemos uma lista dessas descobertas acidentais, algumas das quais tiveram um profundo impacto na história. Prepare-se para cavar!

10. Agricultor descobre um enorme mamute peludo

Os agricultores James Bristle e seu amigo estavam cavando em seu campo de soja, como sempre faziam, quando perceberam que haviam encontrado algo resistente. Eles descobriram nada mais nada menos do que um gigantesco mamute peludo de 15.000 anos de idade. O fato ocorreu em 2015 no sul de Michigan, nos Estados Unidos, onde um crânio, duas presas e as vértebras do animal extinto foram encontrados.

Esta descoberta pode alterar a data dos primeiros sinais de sua existência nas Américas. Examinando os restos mortais, o renomado especialista em mamute Daniel Fisher, da Universidade de Michigan, confirmou que ele deve ter sido morto por humanos, demonstrando que os estes animais existiram antes mesmo da era Clóvis, uma teoria que ainda se encontra numa fase incipiente.

9. Quando um trabalhador desenterrou o tesouro de Childerico

A imagem que você vê acima é um anel de selo que faz parte do tesouro de Childerico. É um anel de ouro pesado, de 27 milímetros de diâmetro, um indício de que Childerico tinha dedos grandes e gordos.

Em 1653, um trabalhador chamado Adrien Quinquin estava cavando no terreno da igreja de Saint-Brice, em Tournai (Bélgica), quando, em vez de terra, encontrou moedas de ouro.

Fora o CHILDERICI REGIS, o anel da imagem, o homem também encontrou mais cem moedas e espadas feitas de ouro e granada, além de ferraduras, uma tocha de ouro, uma cabeça de touro de ouro e 300 abelhas douradas.

8. O homem de Grauballe: uma múmia única

Era um pântano com pedaços de carvão normal, onde os trabalhadores estavam em busca de carvão fóssil, quando de repente um deles percebeu que sua pá não havia encontrado o que procuravam, mas algo mais. Era a múmia do Homem de Grauballe, cujos cabelos e unhas estavam completamente intactos mesmo depois de séculos. Esta múmia foi a primeira a ser completamente preservada como um corpo inteiro.

Ela remonta ao final do século III a. C. e foi investigada várias vezes desde sua descoberta. Em 1955, o corpo foi transferido para o Museu Moesgaard, perto de Aarhus, na Dinamarca, para exibição pública. Além disso, seus dedos ainda estavam no lugar para que os cientistas pudessem tirar suas impressões digitais.

7. Os hobbits realmente existiram?

Uma equipe de arqueólogos da Austrália e da Indonésia buscava evidências de migração humana da Ásia para a Austrália. Mas a descoberta de hobbits foi um evento completamente não planejado.

Poderiam os hobbits ser humanos modernos deformados? Ou eram uma espécie completamente diferente? O mistério ainda não foi completamente resolvido, mas esclareceu muita coisa. Uma equipe de pesquisa desenterrou o esqueleto de uma mulher na caverna Liang Bua, na ilha de Flores, Indonésia, em 2003.

Examinando-o atentamente, chegaram à conclusão de que a mulher devia ser baixa, porém mais misterioso ainda era o fato de que ela tinha um cérebro excepcionalmente pequeno. Alguns dizem que esta espécie fazia parte do nanismo evolutivo. No entanto, muitas questões permanecem sem resposta em relação ao tipo de humano que é seu ancestral imediato.

6. Vila palaciana romana no quintal?

Foi sorte grande para o designer de tapetes britânico, Luke Irwin, quando ele pediu aos eletricistas que trabalhavam em seu quintal para colocar os cabos de energia no subsolo e não expostos. A escavação levou à descoberta de uma antiga vila romana palaciana. Como Irwin, até mesmo os arqueólogos ficaram surpresos com essa descoberta.

Durante a escavação, foi encontrada uma camada dura de mais de 45 centímetros abaixo da superfície, com peças de mosaico claramente visíveis. Segundo os arqueólogos, esta é uma descoberta chave, semelhante à de Chedworth, e poderia abrir um vasto banco de dados da história britânica dominada pelos romanos.

5. Quando turistas encontraram com Ötzi, "o homem de gelo"

Dois turistas alemães estavam caminhando na passagem de montanha de Hauslabjoch e Tisenjoch, na fronteira entre a Áustria e a Itália, quando fizeram a descoberta de suas vidas. Era a múmia humana natural mais antiga da Europa, que eles primeiro pensaram ser o cadáver de um alpinista. A múmia foi encontrada em setembro de de 1991, nos Alpes de Ötztal, que lhe deram o nome de Ötzi.

A descoberta foi significativa porque esclareceu sobre os europeus do Calcolítico (idade do cobre). Outra história que diz respeito a Ötzi é que algumas pessoas envolvidas na sua descoberta morreram em circunstâncias misteriosas, implicando na sua maldição. No entanto, basta sabermos dos cientistas, e não são poucos, que trabalham com a múmia e estão absolutamente bem.

4. A cidade subterrânea de Derinkuyu: uma incrível rede de túneis

Foi em 1963, quando um homem descobriu uma misteriosa estrutura de parede atrás de um dos cômodos de sua casa. Quando os arqueólogos foram chamados para uma investigação mais aprofundada, encontraram uma passagem inteira de túneis que agora é popularmente conhecida como a cidade subterrânea de Derinkuyu.

Acredita-se que a cidade foi construída na era bizantina para proteger os habitantes dos árabes muçulmanos durante as guerras árabe-bizantinas. Esses túneis foram muito usados ​​por cristãos nativos e dizem que serviram de abrigo e depósito de alimentos, o que salvou quase 20.000 pessoas.

A cidade subterrânea está localizada no distrito de Derinkuyu, na província de Nevşehir, na Turquia, e está aberta ao público desde 1969.

3. As fascinantes pinturas rupestres de Lascaux

Marcel Ravidat, um jovem de 18 anos, descobriu a entrada deslumbrante de Lascaux, na França. Totalmente surpreso, ele decidiu voltar ao local com três amigos e viram que as paredes das cavernas estavam cheias de representações de animais. Ravidat foi mais tarde reconhecido por sua descoberta.

A caverna foi aberta ao público em 14 de julho de 1948. No entanto, devido à poluição do ar, poeira e exposição ao dióxido de carbono, as pinturas começaram a perder sua forma original. Então, decidiu-se fechar a atração aos turistas. As pinturas foram restauradas à sua forma original e foi implementado um rigoroso sistema de monitoramento diário. Estas pinturas representam em grande parte a era do Paleolítico Superior.

2. Tábua de Joás

A descoberta da Tábua de Joás foi cercada por várias controvérsias ao ser revelada pela primeira vez num canteiro de obras ou num cemitério muçulmano perto do Monte do Templo em Jerusalém. Uma vez traduzido o escrito, foi revelado que falava dos reparos feitos no templo de Jerusalém por Joás.

A controvérsia é se o registro é autêntico ou uma falsificação moderna. A Autoridade de Antiguidades de Israel levantou dúvidas sobre sua autenticidade.

1. Barco sob o Mar da Galileia

Dois pescadores do Kibbutz Ginnosar, os irmãos Moshe e Yuval Lufan, eram arqueólogos amadores que estavam ansiosos para encontrar artefatos do passado em Israel. Foi quando a água recuou drasticamente no Mar da Galileia devido a uma corrente de ar que expôs o velho barco e chamou a atenção dos irmãos arqueólogos.

Uma equipe de especialistas realizou o trabalho de escavação do navio, que durou 12 longos dias e noites. O barco foi uma descoberta significativa porque não apenas representava o tipo de barco usado pelos judeus na era antiga, como supunha-se que era o tipo de barco que Jesus usara. Este tipo de barco é mencionado várias vezes nos Evangelhos.

Bônus: cavalos e carros na tumba da dinastia Zhou

Cientistas e arqueólogos acreditam que este cemitério pertencia a uma das famílias nobres do estado de Zheng (806-375 a. C.). A grandeza desta descoberta é louvável, como testemunham os escavadores da tumba liderada por Ma Juncai.

A escavação foi realizada no centro da China, na cidade de Xinzheng, onde dezenas de carroças e quase 100 esqueletos de cavalos foram encontrados, de aproximadamente 2400 anos de idade. Um dos destaques desta escavação foi uma espécie de carroça de 2,4 metros de comprimento e 1,7 metro de largura, que também era adornada com bronze e osso.

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