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13 Características de jardins de infância e creches pelo mundo com as quais muitos pais nem imaginam

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Em cada país, as crianças são ensinadas em condições diferentes. E isso não se refere apenas à criação da família. Há também uma grande distinção na estrutura de ensino das instituições infantis e no método como são tratados os pequeninos. Isso é perceptível em alguns momentos do cotidiano, nas regras, na rotina e na sala de aula. Às vezes, as diferenças são bem evidentes e, em alguns casos, pouco perceptíveis. Mas são especialmente notadas por pais que se mudaram com crianças em idade pré-escolar de um país para outro.

Nós, do Incrível.club, adoramos comparar as características da vida em diferentes partes do mundo e, agora, decidimos fazer isso com base na experiência de mães e pais que vivenciaram um verdadeiro choque cultural ao colocar seus filhos em jardins de infância no exterior. Lembrando que se trata apenas da opinião pessoal deles com base em suas vivências, podendo se diferir da experiência de outras pessoas. Acompanhe!

1. Alemanha

Nos jardins de infância na Alemanha, as crianças são misturadas por idade nos grupos. No pátio, todos caminham e brincam juntos e os funcionários são divididos por todo o parquinho, onde cada um cuida de sua própria área. É permitido sair do território da escolinha e caminhar pela área com um educador. Para isso, são utilizados carrinhos com vários assentos, e aqueles que já andam rapidamente podem acompanhar caminhando.

Um usuário da comunidade de infoentretenimento Pikabu descreveu sua experiência: “Os alemães tratam as crianças pequenas com mais tranquilidade, e não como se fossem quebrar a qualquer momento. Sujou a roupinha? Não tem problema. Comeu areia? Vai sair do jeito que entrou. A limpeza é feita pelas faxineiras no final da jornada de trabalho, mas se a criança fez alguma bagunça, ela terá de arrumar o que fez. Os jardins de infância alemães também levam a privacidade a sério. Ao matricular uma criança, os pais terão de assinar um monte de papéis: quem pode ir buscá-la, se pode usar a foto dela, se deve chamar algum médico para ela e assim por diante. Os equipamentos disponíveis também impressionam e não se trata apenas de brinquedos, bicicletas e instrumentos musicais. Que tal uma sauna no jardim de infância? Na Alemanha isso é uma prática comum, mesmo em áreas bastante carentes”.

Geralmente, não há horário exato para deixar as crianças: o jardim de infância abre às 6h, mas é preciso levá-las antes das 9h. Quando os pequenos chegam, um café da manhã os aguarda: cereal, pãezinhos, geleia, linguiça, ovos cozidos e muito mais. Cada um escolhe por conta própria o que comer e beber. O principal é aprender a se servir. Os educadores só observam e auxiliam, se algo não der certo, e sempre lembrando da necessidade de lavar as mãozinhas. As crianças mais velhas são encarregadas de ajudar as mais novas e as recém-chegadas. E elas são ativamente elogiadas pelo apoio prestado. Depois do café da manhã, a criançada está livre para fazer o que quer, como brincar e ler livros.

Leia a seguir o que uma mãe imigrante escreveu sobre um jardim de infância na Alemanha: “Eles passeiam e brincam em qualquer clima. Faça chuva ou vento, não importa, o importante é ficar pelo menos 40 minutos em ambientes abertos. Quando chove, ninguém usa guarda-chuva, apenas botas de borracha e capa do tipo mais simples. Nariz escorrendo não é um resfriado, mas uma reação normal do corpo. Se você for ao médico por causa disso, ele, no máximo, vai prescrever soro nasal e te encarar com olhos de julgamento”.

No verão, quando o tempo está bom, as crianças mais novinhas comem no pátio e passam o dia todo ao ar livre, exceto no horário da soneca. Elas dormem em colchões no mesmo cômodo onde brincam. Antes de irem para a cama, as crianças escutam um conto de fadas e são ensinadas a escovar os dentes por conta própria. Aquelas que não querem dormir ou não conseguem adormecer vão para um lugarzinho especial para ler em silêncio e desenhar.

O ambiente de relaxamento e descontração dos jardins de infância alemães é muito diferente do que muitos estão acostumados em seus países, e a história a seguir ilustra bem esse fato: “Uma vez, uma colega russa viajou para a Alemanha, pois conhecia bem o idioma alemão e conseguiria um emprego como professora. Só que ela estava acostumada com o sistema de ensino aplicado nas creches soviéticas, com horário estrito para tudo. Ainda bem que ela tinha uma ex-compatriota que a aconselhou sobre isso, dizendo que havia perdido o emprego por causa do seu método de ensino diferente do alemão”.

2. Suécia

A criança já pode ser colocada na creche a partir de um ano de idade, e não há requisitos para isso. Ela nem mesmo precisa falar ou usar o penico sozinha, o que é compreensível pela pouca idade. Nos primeiros dias, o bebê se adapta e frequenta o local com a mãe por uma ou duas horas por dia, depois ele continua indo pelo mesmo tempo, mas sem a companhia materna. Após isso, o pequeno vai se acostumando a ficar cada vez mais tempo na escolinha, até gradativamente ficar o dia inteiro.

Uma mãe que se mudou para a Suécia, compartilhou suas experiências: “Os educadores são principalmente mulheres na faixa dos 30 e 50 anos, mas geralmente há estagiários e funcionários substitutos de meio período que, às vezes, são homens. Fico impressionada, pois não estou acostumada com homens que limpam o nariz escorrendo dos filhos dos outros, mas aqui isso é normal. Na entrada do jardim de infância, os sapatos são retirados e colocados nas sapateiras e a criança, assim que chega, marca presença em um programa no tablet. Ao ir embora, sua saída também é registrada”.

A criança deve clicar na imagem do animal, que é atribuída ao seu nome e sobrenome

3. França

Há um horário rigoroso nos jardins de infância franceses: os pequenos devem ser entregues das 8h20 às 8h40. Além disso, apenas os pais das crianças menores podem entrar. Já a criançada maiorzinha é deixada pelos responsáveis na entrada da instituição de ensino e, em seguida, é recebida pelos funcionários. Se os pais se atrasarem e os portões já estiverem fechados, a criança não poderá mais entrar nesse dia. Os professores são especializados por idade e ensinam um novo grupo todos os anos. Assim, um lidera o grupo mais novo, o outro ensina a turma intermediária e o terceiro educa o grupo mais velho.

Os educadores se comunicam entre si, passam os intervalos juntos e todas as crianças os conhecem. Portanto, a transição para uma nova turma não é nada estressante. No final de cada ano, os pais recebem um álbum cheio de fotos impressas de aniversários, feriados, viagens, desenhos e imagens de trabalhos infantis que foram feitos durante todo o ano. Tudo isso é totalmente gratuito.

Isto foi o que a mãe de uma criança, que mora em Paris, comentou: “Homens educadores não são incomuns aqui. Dos seis professores do nosso jardim de infância, dois eram homens. As crianças os amavam e seus pais os respeitavam. No grupo mais jovem, tivemos uma iniciativa interessante. Como eles são muito novinhos e é difícil para uma criança de três anos aguentar muito tempo sem comer entre o café da manhã e o almoço, então todos os dias eram trazidos pelos pais lanches para todos. Isso era feito da seguinte forma: havia lembretes pendurados com as datas avisando previamente quem seria o encarregado do dia. Dessa forma eram incentivadas diversas comidas nacionais e as crianças ainda pequenas eram encorajadas a experimentar diferentes sabores. Em média, isso acontecia uma vez a cada dois meses por família. Alguns cozinhavam por conta própria, enquanto outros apenas compravam”.

4. Países Baixos

A licença-maternidade paga nos Países Baixos dura apenas quatro meses, sendo que um mês deve ser usado antes da data planejada do nascimento. Portanto, a maioria dos bebês vai para a creche algumas vezes por semana já aos três meses de idade. Todos os jardins de infância nos Países Baixos são privados e pagos. O custo depende da instituição específica, mas não existem opções mais baratas do que sete euros por hora, e isso geralmente é um gasto significativo para o orçamento familiar. As crianças o frequentam até os quatro anos de idade. Logo após o quarto ano de vida, elas já podem entrar na escola, que é gratuita, sem a necessidade de esperar pelo início do ano letivo.

Em muitos jardins de infância, não é comum serem oferecidas refeições, apenas lanches. Um usuário do Pikabu compartilhou sua experiência sobre isso: “Durante o dia, as crianças comem apenas sanduíches, frutas, iogurtes e outros lanches. Não se preocupem com os bebês, pois eles recebem fórmula ou leite materno em mamadeiras regularmente. Para os próprios holandeses, isso não é problema: desde a infância eles estão acostumados a lanchar no almoço e a fazer refeições mais completas no jantar. No entanto, os imigrantes não têm esse costume. É por isso que cada vez mais jardins de infância estão agora mudando para almoços completos. Se não todos os dias, pelo menos de duas a três vezes por semana. Disponibilizar refeições na hora do almoço, é claro, afeta diretamente o orçamento, pois, nesse caso, é necessário providenciar uma cozinha completa junto com funcionários”.

5. Finlândia

O pagamento do jardim de infância depende do número de horas exigidas pelos pais. Por exemplo, 170 horas por mês custam aproximadamente 300 euros. Existem vários grupos para crianças de diferentes idades, dos nove meses aos cinco anos. Todos os dias há uma atividade especial. Por exemplo, esportes, clube de teatro e leitura de literatura infantil. Os quartos, como em muitos países europeus, estão interligados à brinquedoteca, mas as crianças menores de um ano dormem em berços baixos especiais que reduz o risco de queda.

Uma mãe russa, que se mudou para a Finlândia, descreveu sua experiência da seguinte maneira: “Há 13 pessoas no grupo da minha filha, junto com dois educadores e uma babá. Além disso, se sentirem necessidade, podem chamar um cuidador adicional para ajudar. Na cozinha, só são preparadas comidas simples, como sanduíches e bebidas, o resto é trazido pronto de outras localidades e aquecido. Para o almoço, por exemplo, há sopa de salmão. Uma delícia! E para os menores, a comida é triturada e oferecida como purê”.

6. Japão

A foto mostra um pai vestido de demônio realizando uma cerimônia no festival anual, chamado Setsubun, que marca a véspera do início da primavera no Japão.

A principal condição para admissão em instituições pré-escolares japonesas é que tanto a mãe quanto o pai trabalhem. Se você não está trabalhando, então crie seus filhos em casa. A licença-maternidade não dura mais do que um ano, e há menos mulheres no Japão dispostas a deixar o trabalho para sempre pelo bem da família. Nos jardins de infância, diferentes pedagogos trabalham com as crianças, com ênfase no desenvolvimento de atividades. Os pais também estão ativamente envolvidos na vida da instituição educacional, geralmente presentes em feriados e competições esportivas em que toda a família deve participar.

Foi isto que surpreendeu esta mãe, que se mudou com a filha para o Japão: “Hoje, havia 12 pessoas na creche, entre elas, seis educadoras e a diretora. As crianças são abraçadas, carregadas nos braços, embaladas e isso tudo é normal. Os pais não se sentem preocupados ou com medo de deixar seus filhos em uma instituição de ensino estatal. Os bebês com menos de dois anos de idade ao dormir têm sua respiração verificada a cada 15 minutos, e aqueles que adormecem de bruços são virados de costas. A creche compra a fórmula que o bebê prefere e, se necessário, adquire a mamadeira e a chupeta que ele está acostumado a usar. As alergias são levadas à sério e os produtos proibidos não são fornecidos”.

Agora, esta família realmente sente falta do tempo em que a criança estava na pré-escolinha: “Está fora do meu alcance conseguir toda aquela sistematização, organização de horários e introdução de bons hábitos. As crianças lá fazem zelosamente seus trabalhinhos manuais e aprendem canções. E tudo isso com tanta paciência, respeito e aprovação que quase invejo, inclusive, me faz duvidar se alguém me respeitou e me incentivou tanto assim na minha infância”.

7. China

Na China, a licença-maternidade da mãe é rápida e dura pouco mais de três meses, e depois o bebê fica por conta principalmente dos avós. A partir dos três anos, a criança é colocada no jardim de infância. Como nesse país asiático existe um culto à educação, é de extrema importância para qual jardim de infância a criança vai, porque isso depende de qual escola e instituto ela vai frequentar no futuro e onde vai trabalhar. Pode-se dizer que o jardim de infância determina imediatamente o destino da criança.

Quanto à organização, geralmente cada grupo tem uma sala de jogos e um quarto separado. Muitas crianças dormem vestidas, porque há correntes de ar contínuas por toda parte. Os chineses, por costume, preferem vestir um monte de roupas do que cortar o acesso ao ar puro (por exemplo, eles deixam as janelas abertas). Às segundas-feiras, muitos grupos começam o dia hasteando a bandeira nacional e cantando o hino em sincronia. Os moradores das casas vizinhas à escolinha devem ser muito pacientes, porque eles compartilham indiretamente essa demonstração patriótica logo pela manhã. Várias atividades esportivas ao ar livre e em ambientes fechados são realizadas ao longo do dia.

O prestígio da instituição pré-escolar é demonstrado pela presença de um professor estrangeiro que vai ensinar inglês às crianças. E não importa se ele é um nativo do idioma inglês ou apenas consegue pronunciar algumas frases.

Uma moça estrangeira que trabalha em uma pré-escola em Pequim, escreveu sobre sua experiência: “Os jardins de infância mais simples oferecem condições bastante modestas, por exemplo, eles não têm purificadores de ar. E isso é muito ruim, já que o ar puro é um verdadeiro luxo em Pequim. O nível de poluição do ar é geralmente estimado a olho nu: se você puder ver os arranha-céus nas proximidades, então é permitido passear ao ar livre; caso não veja-os, então é melhor ficar dentro da sala de aula. É assim o dia inteiro”.

8. Grã-Bretanha

O jardim de infância britânico foi criado não para o ensino, mas para o passatempo e a vida social. Cada dia aqui é dedicado a um determinado tópico. Os educadores cantam canções com as crianças sobre o tema do dia, leem, ensinam poemas e fazem atividades criativas. Na sala de aula, os pequenos têm acesso livre às massinhas de modelar (essencial para o desenvolvimento das habilidades motoras) e todos os materiais para desenhar. Durante o dia, a criançada pode livremente escolher entre essas atividades. Há também fantasias e trajes para jogos, cozinha infantil e cantinho para brincar de médico. Além disso, pessoas de diferentes profissões vêm às aulas para contar às crianças os detalhes de seu trabalho.

Uma mãe, que se mudou para a Inglaterra, compartilhou sua experiência: “Se uma criança fica doente, ela ainda será levada à escolinha, mesmo com tosse e muco. Se alguém estiver com a imunidade baixa, será complicado ir ao jardim de infância local. Às vezes, os pequenos andam ao ar livre com poucas roupas, mesmo se estiver frio. Acontece que as crianças são ensinadas a se vestirem sozinhas. Se elas não se vestirem com roupas quentes o suficiente, isso é problema delas ou de seus pais, já que são os responsáveis que devem ensinar os filhos a se vestirem apropriadamente para saírem à rua. O fato de haver uma cozinha no jardim de infância britânico, não significa nada. Lá, eles cortam, lavam e colocam os pratos, mas não cozinham. Ou seja, as crianças comem comida já pronta. Minha filha não quis mais comer os sanduíches oferecidos e decidimos que ela levaria comida de casa”.

9. Brasil

Em comparação a outros países, um estrangeiro ao observar como as crianças são criadas aqui, fica com a impressão de que elas são mais livres para fazerem o que quer: tirar sonecas, fazer refeições, usar os penicos e assim por diante. Tudo é mais à vontade, tanto para a criança como para os pais. O Brasil é um país com muitas pessoas extrovertidas e uma ênfase grande aqui é dada à cordialidade. As principais regras nas escolinhas são: brincar todo mundo junto, todos são amiguinhos, não brigar, compartilhar, aprender a ajudar uns aos outros e ser educado. A criançada se abraça e beija ao chegar ao jardim de infância e ao ir embora. Os funcionários são simpáticos e costumam receber os alunos acaloradamente.

Uma estrangeira que se mudou para o Brasil, contou sobre sua experiência: “Vi algumas crianças de quatro anos, e até seis anos de idade, usando fraldas. Também presenciei alguns pequenos jogando bola na rua com chupeta: eles paravam de jogar, colocavam a chupeta na boca, e depois voltavam a brincar. Ninguém parece dar bronca quando vê a criança chupando o dedo. Acredito que esses maus hábitos sejam devido aos pais, que não intervêm. Vejo crianças de cinco a seis anos com chupeta em todos os lugares. Uma vez, eu vi uma menina de 12 anos com uma chupeta: ela pensou que eu não a tinha visto e, ao me notar, tirou a chupeta e fingiu que nada havia acontecido. Bom, pelo menos aos 12 anos eles já entendem que é hora de parar”.

As creches e os jardins de infância brasileiros são extremamente atentos à questão da segurança, e para um estranho entrar no território é uma missão impossível. Há uma lista de pessoas autorizadas a trazer e recolher a criança. Em muitos jardins de infância, pais e mães são proibidos de entrar, exceto nos dias de reunião de pais. Eles costumam deixar seus filhos na porta da escolinha.

Outra imigrante no Brasil, comentou o seguinte: “As crianças ficam constantemente sentadas no chão, no inverno e no verão. Os pisos de quase todos os jardins de infância são de cerâmica, como nas casas e nos apartamentos. No inverno, o chão de cerâmica é frio e sentar sobre ele é duro e desconfortável. Mas os brasileiros têm uma opinião diferente sobre o assunto. As crianças escutam contos de fadas, sentadas no chão, veem desenhos animados ou então vão brincar. A princípio, tive medo de que isso afetasse a saúde dos pequenos e cheguei a escrever para o chat do grupo da escolinha. As pessoas ficaram surpresas por eu ter feito essa pergunta. Uma das mães chegou a comentar que sua bisavó uma vez disse que ninguém deveria sentar no chão frio, mas ela pensou que era algum tipo de superstição antiga”.

10. Canadá

No Canadá não existe um sistema de jardins de infância municipais, há apenas os privados. Eles podem ser propriedade de uma empresa ou de um indivíduo. As pré-escolas empresariais, por via de regra, estão localizadas em edifícios separados, enquanto as particulares ficam próximas às casas e apartamentos e estão disponíveis para quem mora na área. As turmas para bebês de um a dois anos são as mais caras. A licença-maternidade não dura mais de um ano e, portanto, a maioria das crianças entra para a creche nessa idade.

Muitas pessoas reclamam que o jardim de infância é caro, por outro lado, no Canadá, o trabalho dos educadores é bem pago: “Se você for apto, pode trabalhar em um jardim de infância e ganhar um bom dinheiro. Na minha opinião, os benefícios para a sociedade como um todo compensam as desvantagens para as famílias individuais. Escolinhas caras são uma grande motivação para seguir uma carreira e ganhar dinheiro”, disse uma mulher que se mudou para o Canadá.

Uma mãe russa descreveu o sistema de jardim de infância canadense assim: “Como vi por minha própria experiência, as creches particulares sem licença, às vezes, são apenas mães que ficam em casa com seus próprios filhos e acabam cuidando de outras crianças para gerar uma renda extra. Então, cheguei à conclusão que se o preço declarado da creche for inferior a 50 dólares por dia (por sete a nove horas), então tem algo de errado com o lugar”.

Os jardins de infância não têm quartos separados com camas; os colchões são estendidos para as crianças nos horários da soneca, e depois são enrolados e recolhidos. Todo mundo dorme com roupinhas comuns, ninguém veste pijama. Algumas mães estrangeiras, às vezes, reclamam que os jardins de infância canadenses não fazem muito pelo desenvolvimento infantil. A maioria dessas instituições de ensino não tem programas e aulas especiais, e a criançada apenas brinca com diferentes jogos e se comunica. Os canadenses acreditam que aos três ou quatro anos de idade nenhuma outra atividade seja necessária, já que as crianças terão tempo de aprender tudo na escola, que dura 13 anos.

Além disso, os imigrantes muitas vezes ficam insatisfeitos com a comida local: “Em alguns jardins de infância são oferecidos lanches e o almoço também é servido, já em outros os pais levam a lancheira da criança com tudo pronto: os professores apenas esquentam a comida”.

11. Coreia do Norte

Até os cinco anos, as crianças vão ao jardim de infância se os pais quiserem. Após essa idade, elas devem seguir o programa educacional do país. Todos os pequenos devem frequentar a pré-escola antes de entrar na primeira série. Há creches privadas em quase todos os prédios altos, e existem também jardins de infância diurnos e em internatos. Devido à grande carga de trabalho dos pais, os filhos ficam lá a semana inteira e são levados embora apenas aos domingos. Nesse país, muita atenção é dada ao estudo das tradições, educação física e música. Na escola primária, a criança deve ser capaz de tocar pelo menos um instrumento nacional.

Uma imigrante visitou um jardim de infância em um internato na Coreia do Norte e o descreveu da seguinte maneira: “A área externa é pequena, mas o interior é enorme. Parece até um conto de fadas. A cantina acomoda umas 500 crianças, há quadros nas paredes, salão de jogos com escorregadores, balanços, brinquedos para escalar e carrosséis gigantescos. E o mais legal de tudo é o trenzinho elétrico que passa nos trilhos, enquanto a criançada se diverte nos vagões. Alguns pequenos dançam ouvindo acordeão, enquanto outros participam de brincadeiras em equipes ou se entretêm com os brinquedos do parquinho e se divertem muito. As crianças costumam cantar canções sobre temas como grandes líderes militares, infância feliz e as próximas ações honestas e boas para seu país natal. Já a primeira música que minha filha aprendeu a cantar em uma aulinha de música na nossa cidade foi a canção sobre um mamute de um desenho animado”.

12. Israel

Em Israel existem jardins de infância municipais a partir dos três anos, e privados para qualquer idade. Devido às peculiaridades da licença-maternidade (26 semanas), os bebês começam a ser encaminhados para as creches privadas já aos seis meses. A criança deve ser levada até às 9h, podendo ficar o dia todo, até às 19h ou 20h. Já o jardim de infância estadual fica aberto apenas até a hora do almoço. Depois desse horário, será preciso pagar um prolongamento, que permite à criança ficar no estabelecimento educacional até às 17h. No total, há pelo menos duas pessoas trabalhando em turnos antes e depois do almoço.

Uma mãe estrangeira que se mudou para Israel, contou sobre sua situação: “A criança deve ser levada ao jardim de infância com uma lancheira com comida. Lá, não tem cantina ou lugar para se alimentar, os pequenos almoçam o que trouxeram e fazem esse intervalo das 11h ao meio-dia. Uma exceção é dada àqueles que permaneceram por um período prolongado, estes recebem alimentação completa com um menu variado apenas de comida kosher (alimentos que foram preparados de acordo com as leis judaicas de alimentação)”.

Geralmente, a criançada não tem costume de dormir durante o dia. Se um pequeno quiser tirar uma soneca, ele será colocado em um colchão em um quarto separado, em um local tranquilo, mas a maioria não tira um cochilo desde os três anos de idade. Além de jogos, há também exercícios e atividades esportivas. Todos os dias, os alunos fazem artesanatos ou desenhos. Às vezes, são organizadas excursões guiadas. Como há muitos feriados em Israel, uma pequena festa é organizada para cada ocasião, para se aprender sobre a história do feriado e as tradições.

13. Espanha

Frequentemente, na Espanha, as creches para crianças menores de três anos estão localizadas em apartamentos comuns, residências ou espaços destinados a escritórios, lojas e outras empresas. Nem sempre há áreas verdes disponíveis. Os pequenos costumam andar nos pátios dos prédios ou em áreas comuns para brincar no terraço ou debaixo dos edifícios. Na maioria das vezes, eles são simplesmente deixados na brinquedoteca.

Os espanhóis costumam ser muito atenciosos e prestativos com as crianças. Além disso, os educadores valorizam muito o seu trabalho, comentou um internauta no Pikabu: “Faz pouco tempo que minha filha frequenta o jardim de infância na Espanha. Houve uma reunião de pais e professores, na qual ouvimos sobre as aulas, a refeição que será servida, etc. Após a reunião, uma professora veio até nós e disse: ’Já que vocês são uma família estrangeira, poderiam anotar as palavras que sua filha fala em seu idioma, assim conseguiremos compreendê-la melhor. Isso é completamente normal e vamos tentar aprender. Esse é nosso trabalho e já estamos acostumados! Dois anos atrás, tínhamos metade das crianças chinesas em nosso grupo, então estudamos chinês com toda a equipe. Dessa vez, aprenderemos seu idioma. Então, não se preocupe!’”.

Do jardim de infância à escola, e depois durante toda a vida, muitas pessoas na Espanha sentam-se no chão, na terra, rua e em pedras em qualquer temperatura. Caminhando pelo parque, visitando um museu, esperando na fila, as crianças imediatamente e de forma organizada sentam-se em qualquer superfície.

Os pequenos na Espanha devem cheirar bem, e sobre isso comentou uma mãe imigrante: “Eu espirrava todas as vezes que abraçava meu filho na saída da escolinha. Todos os dias, os educadores penteiam o grupo inteiro antes de liberá-los, colocando generosamente colônia em suas cabeças. A colônia geralmente está na lista de coisas que devem ser levadas na mochila. Depois de pedir muito, a professora acabou concordando em pentear o cabelo do meu filho só com água, mas sempre me encarava com olhar de reprovação”.

O sistema educacional de qual país é mais aceitável para você? Comente!

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