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10 Atitudes dos pais que podem fazer com que seus filhos se tornem adultos infantis

Embora não seja fácil conciliar trabalho, casa e maternidade (ou paternidade), são os pais e mães trabalhadores que costumam contribuir mais para o sucesso dos filhos. No entanto, há erros na criação, várias vezes cometidos sem querer, que podem dificultar a vida da família inteira.

A equipe do Incrível.club descobriu quais atitudes dos pais impedem que seus filhos amadureçam, segundo os psicólogos, e levou em conta esses conselhos.

Dar liberdade demais

Convencer uma criança a comer alimentos saudáveis em troca de doces não só parece mais um pedido de favor, como pouco ajuda a ganhar o respeito do pequeno. A dica é estabelecer regras. Por exemplo, para fazer o filho reconhecer a autoridade dos pais, basta combinar que ele ganhará doces apenas nos fins de semana. O direito de escolher, seja a cor de sua nova jaqueta ou o lugar para comemorar seu aniversário, incentiva a criança a ser independente. Mas lembre-se de que os pais continuam responsáveis pelas decisões em relação ao bem-estar e à saúde dos filhos. Não tenha medo de parecer exigente quando se trata de alimentação, rotina de estudos, de descanso e outras coisas importantes. As crianças muitas vezes têm dificuldade em tomar decisões. Por isso, a falta de limites na infância pode fazer com que sofram mais de ansiedade e diferentes vícios quando adultos, além de serem menos propensas a conseguir um bom emprego.

Liberar das tarefas domésticas

Cuidar de casa é aprender a cuidar de si mesmo, ter disciplina e definir prioridades. Essas habilidades vêm a calhar ao longo da vida e ajudam a atrair felicidade e sucesso. É recomendado ensinar às crianças fazer as tarefas de casa aos 3–4 anos, para se tornar um hábito e não uma obrigação. Segundo pesquisas, essa abordagem com os filhos aumenta suas chances de ter um relacionamento feliz com sua família, amigos e parceiros na vida adulta. Portanto, não hesite em ensinar seu pequeno a arrumar a cama ou guardar os brinquedos desde cedo, apesar de ser uma tarefa que pode dar um grande trabalho no início.

Não deixar resolver problemas por conta própria

Os pais que não ensinam o filho a resolver seus problemas sozinho tendem a atrapalhar o amadurecimento da criança. É saudável encarar desafios e frustrações e aprender a superá-los sem ajuda. Converse mais com seu filho: conte sobre sua experiência em lidar com fracassos, preste mais atenção em como ele vê os problemas e quais soluções oferece para resolvê-los.

Viver a vida do filho

Se os adultos vivem a vida do filho e ignoram suas próprias vontades, correm o risco de criar uma pessoa dependente, que busca atender às expectativas dos pais para se sentir valorizada. Quando cresce, tem altas possibilidades de sentir a necessidade de aprovação da família, imitando seus hábitos e comportamento para agradá-la e evitar julgamentos.

Não ensinar a administrar o dinheiro

Dizem que a idade ideal para dar uma mesada e ensinar a usá-la com inteligência é por volta de 4–5 anos. O valor deve ser definido a partir do orçamento familiar e necessidades do filho, independentemente do quanto ganham os coleguinhas. Arrume um cofrinho ou um cartão para ele poder receber o mesmo valor com a frequência combinada: uma vez por semana, a cada quinze dias ou uma vez por mês. Se a criança gastar todo o dinheiro antes do prazo estabelecido, deve esperar até a data marcada. Mais um hábito importante a ensinar é montar uma lista de compras para evitar adquirir por impulso. Se a vontade de gastar o dinheiro acumulado com um brinquedo novo é grande, sugira que adie a compra por pelo menos um dia para ver se realmente é o que precisa no momento.

Valorizar mais a capacidade intelectual do que o esforço

Para criar um adulto determinado e persistente, é essencial enfatizar mais o esforço da criança para alcançar os objetivos do que suas habilidades intelectuais. Qualquer potencial que ela tenha nos primeiros anos de vida pouco adiantará para ter êxito se não for colocado em prática regularmente.

Depender financeiramente de seu parceiro

Muitas mães e pais trabalhadores dão um bom exemplo aos filhos e influenciam positivamente em vários aspectos da vida deles. Essas crianças, quando crescem, são mais propensas a ocupar cargos de liderança e bem remunerados. Elas também tendem a ter mais maturidade no relacionamento, como pais responsáveis que sabem dividir as incumbências da casa.

Incentivar a falta de organização

O costume de deixar tudo para a última hora na esperança de que os pais deem uma ajudinha pode causar problemas no futuro. Seja compreensivo e empático, mas procure deixar seu filho resolver seus problemas sozinho, ou enfrentar as consequências do comportamento negligente. No dia seguinte, sugira discutirem juntos o que ele pode fazer para situações semelhantes não se repetirem. Também seria de grande ajuda da sua parte comprar uma agenda para a criança anotar todas as suas atividades.

Envergonhar por travessuras

Em vez de cultivar o sentimento de culpa, opte por aproveitar esses momentos para ensinar algo novo à criança. Explique por que você não está feliz com o comportamento dela e como dá para consertar a situação: por exemplo, pedir desculpas e dividir o brinquedo.

Ignorar as birras

Ignorar o mau comportamento do filho até pode ser uma boa estratégia em alguns casos, mas não é recomendado evitar a própria criança. Além de mostrar que seu amor depende do estado emocional dela, é uma atitude que não ensina a controlar as emoções e pode resultar em um comportamento desequilibrado. Dependendo da situação, essa pode ser a única forma de chamar a atenção dos pais. Pode ser extremamente difícil escutar alguém quando as emoções tomam conta. Portanto, é melhor ajudar seu filho a se acalmar primeiro: ofereça seu colo ou um livro de colorir, sugira que descarregue sua raiva em um travesseiro, desenhe ou jogue bolas no cesto. Para as crianças mais velhas, existe uma técnica para acalmar a mente chamada “3+10”: ela inspira profundamente, prende a respiração e expira devagar. Repete três vezes. Em seguida, conta calmamente até dez e tenta somar todos os números de um a dez. Retome a conversa com o filho trazendo uma solução para o problema só depois que ele esfriar a cabeça, mas lembre-se de não julgar seu comportamento. Por exemplo: “Você não gostou de eu ter te pedido para guardar os brinquedos, então jogou tudo no chão. Vamos colocá-los no lugar para que ninguém tropece neles”.

Na sua opinião, quando é melhor deixar a criança tomar as próprias decisões e quando é importante oferecer ajuda? Não hesite em comentar!

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