“Eu amo as minhas filhas, mas não gosto do ofício e isso não me faz menos mãe”, conta Samara Felippo sobre a experiência da maternidade

Quem é mãe sabe que esse não é um ofício fácil. A atriz brasileira Samara Felippo, que ficou conhecida por interpretar papéis importantes na TV e no cinema, usa as suas redes sociais para falar abertamente sobre as dores e prazeres de ser mãe solo e as dificuldades de educar as filhas. Ela fala que, mesmo com todos os percalços, ama incondicionalmente as duas e não se arrepende da maternidade, mas na realidade há dificuldades que muitas vezes não são discutidas.

Nós, do Incrível.club, sabemos que ser mãe é uma decisão pessoal. Por isso, resolvemos trazer a perspectiva da atriz sobre esse trabalho que é diário e não tem folgas. Confira a seguir!

Embora tivesse “medo” de engravidar, essa sempre foi uma grande vontade

Samara Felippo começou a sua carreira nas telinhas aos 17 anos, quando fez uma pequena participação no episódio piloto do seriado infantil Caça Talentos, de 1996, da TV Globo. No ano seguinte ela estreou na novela Anjo Mau, após participar de um concurso. Depois disso, atuou em várias novelas, minisséries, filmes e até como dubladora.

A atriz, tão conhecida em âmbito nacional, parece não impressionar o público somente pelos talentos que já demonstrou na TV, mas também pela sinceridade que tem para tratar de assuntos tão interessantes, como a maternidade real. Nas redes sociais, publicou um relato sincero relembrando sobre como, quando era mais jovem, tinha “medo” de engravidar, mas sempre que era perguntada se queria ter filhos em entrevistas, respondia que sim.

A chegada da gravidez e a realidade que a circundava

Samara manteve um relacionamento e morou com o jogador de basquete Leandro Barbosa, conhecido como Leandrinho, de 2005 a 2013. Ela foi mãe de Alícia, aos 30 anos, e de Lara, aos 35. Hoje, ela fala que não sabe se a vontade de ser mãe foi dela mesma ou oriunda da criação que teve, que ditava que formar uma família era importante. “Se durante a minha infância a sociedade tivesse sido sincera comigo, eu poderia ter inúmeras respostas para isso”, disse.

A atriz também já usou as suas redes sociais para reiterar que ama as filhas profundamente, mas que a sua segunda gravidez não foi planejada, já que na época ela estava passando por uma crise em seu relacionamento e usava DIU.

A separação do ex-companheiro veio quando Lara tinha apenas 20 dias de vida. Vendo-se como mãe solo e com duas meninas sob sua responsabilidade, Samara relata que um dos seus maiores medos foi sobre como seria a sua vida após a mudança. Sobre a maternidade, não esconde os desafios proeminentes de cuidar de duas crianças sozinhas, mesmo possuindo toda uma rede de apoio.

Como a pessoa pública que é, a atriz utiliza de sua voz para tentar desmistificar a ideia que muitos têm sobre a maternidade e, hoje, fala abertamente sobre o que pensa acerca do assunto, especialmente por ser mãe solo. “Eu odeio ser mãe [...] Porque eu consegui me livrar de todos os mecanismos sociais que me impedem de ser sincera e eu sei que sendo sincera comigo eu vou estar sendo sincera com as minhas filhas. Eu amo as minhas filhas, incondicionalmente. Mas isso não impede de eu não gostar tanto do ofício e isso não me faz menos mãe”, conta.

A vivência com as filhas e a experiência do ato de educar — e do amor que sente

As filhas da agora grisalha atriz, em 2021, completaram 12 e 8 anos respectivamente. Nas redes sociais, a atriz não esconde a felicidade de estar em família e com certa frequência compartilha cliques com as duas primogênitas e o namorado, o humorista Elídio Sanna, com quem mantém um relacionamento desde 2015. Mas, junto a isso não esconde o também já citado trabalho e a exigência de “ser mãe”, e discute sobre como lida com tudo.

No que diz respeito à educação, conta que para ela o importante é sair do automático e se esforçar para fugir de padrões antigos de comportamento, embora às vezes acabe reproduzindo-os. Um deles, por exemplo, é de gritar e falar de uma maneira grosseira. Além do mais, comenta sobre como as filhas acabam tendo brigas banais, causadas pela diferença de idade. Em contrapartida, “coruja” do jeito que é, já disse em outra oportunidade que não consegue puni-las, mesmos nos casos de desobediência.

Em um dos seus constantes textos sobre o tema, Samara diz que não se arrepende, porém, continua não romantizando a ideia de ser mãe: “Entendi que cada maternidade é uma e por aqui estamos caminhando desse jeito e eu sei que sou a melhor que posso ser para elas. Não duvidem do amor, por favor... mas não romantizem a maternidade jamais”, escreveu. “Elas não são um peso para mim, [...] eu tenho que dar uma mão para cada uma e caminhar junto com elas. É uma caminhada juntas e uma em cada mão não é um peso, é uma parceria, uma cumplicidade”, reitera em outra ocasião.

Sobre as opiniões adversas que o seu depoimento sincero acerca da maternidade causou na época em que foi impulsionado, conta que ficou pensando na reação da filha mais velha ao lê-lo, mas que ela já está em uma idade em que entende a sua posição como mãe e que saber isso tirou um peso de suas costas.

Sobre as demais adversidades, já salientou as dificuldades que enfrenta na criação de duas filhas negras, sendo branca, e que precisou “sair da bolha” para entender mais sobre o assunto e está sempre buscando se reeducar.

Quanto à vontade de ter mais filhos, comentou em entrevistas que é algo que vem e passa, mas que não descarta a possibilidade no futuro. Segundo ela, o processo “dá uma agonia”, pois as filhas já possuem certa independência para fazer algumas coisas por conta própria. Bom, o importante é que a maternidade é uma experiência única e que cada um vai encontrar seu caminho para tocá-la com harmonia, segurança e muita coragem — tanto para si própria, quanto para os bebês, certo?

Você já passou pela experiência? Como foi e qual a sua opinião, de um modo geral, sobre a maternidade? Compartilhe conosco na aba de comentários! Estamos curiosos para saber!

Compartilhar este artigo