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“Somos mais do que nossas deficiências”, a história de uma garota extraordinária que se tornou bailarina contra todas as probabilidades

Às vezes, desanimamos facilmente e nos sentimos impotentes ao nos deparar com dificuldades. Mas é justamente nesse momento que devemos nos voltar para o nosso interior atrás de coragem e determinação. E felizmente existem algumas pessoas extraordinárias para nos lembrar que somos capazes de fazer muito mais do que pensamos. Esses incríveis heróis e heroínas da vida real ultrapassam os limites, provando que tudo é possível.

Incrível.club admira esses heróis e heroínas da vida real, por isso vai contar a história de Vitória Bueno, uma jovem bailarina que não desistiu de seu sonho, apesar dos desafios aparentemente intransponíveis. Inspire-se!

Vitória nasceu com uma condição genética rara

Vitória, hoje com 18 anos, nasceu na pequena cidade de Santa Rita do Sapucaí, em Minas Gerais. Sua rara condição genética a deixou sem braços, mas isso não impediu essa garota de espírito forte de perseguir seu sonho de se tornar uma bailarina profissional e graciosa.

Ela se interessou pela dança desde criança

Sua condição tornou seu crescimento em uma pequena cidade às vezes desafiador: “As pessoas faziam fila do lado de fora de casa para vê-la”, disse a mãe dela, Wanda, relembrando os tempos difíceis. Dadas as circunstâncias, o sonho de Vitória de se tornar bailarina parecia irrealista no início, mas, felizmente, a menina não desistiu facilmente.

A mãe de Vitória se preocupou com a adaptação da filha

Ela começou a ter aulas de dança aos 5 anos de idade, por sugestão de seu fisioterapeuta. Mas, quando sua mãe a levou para fazer aula de balé, sua verdadeira preocupação era com a aceitação da filha pelos colegas. E as pessoas em sua cidade natal ficaram ainda mais curiosas quando ela se matriculou na escola de dança.

Mas o talento dela encantou a todos

Em vez de desencorajá-la, esse detalhe a tornou famosa. Vê-la graciosamente fazer movimentos de dança complexos deixou todos impressionados. Vitória então começou a postar fotos e vídeos em seu Instagram e, desde então, inspira o mundo.

’’Para mim, os braços são apenas um detalhe"

Ao ver Vitória no palco, totalmente imersa na dança e perfeitamente sincronizada com suas colegas, é fácil esquecer de sua deficiência: “Para mim, os braços são apenas um detalhe. Sigo com os olhos, como se estivessem ali”, explica.

Ela também fez aulas de jazz e sapateado

Além do balé clássico, Vitória também fez aulas de jazz e sapateado na academia de sua cidade natal. Ela até ganhou competições pela academia e ficou em 2.º lugar em um concurso de talentos.

Sua história atraiu alguns grandes nomes do mundo do balé

Vitória ainda tem um famoso professor de dança, o carioca Thiago Soares, o principal intérprete brasileiro de grandes companhias de balé. Ele entrou em contato com ela pelo Instagram e lhe ofereceu aulas particulares. Soares ensina coreografias criadas especialmente para Vitória. Ela admite que conhecer e trabalhar com ele foi a “realização de seus sonhos.”

’’Somos mais do que nossas deficiências, por isso temos de perseguir nossos sonhos’’

O exemplo de Vitória dá esperança a pessoas em circunstâncias semelhantes e suas palavras são igualmente encorajadoras: “Somos mais do que nossas deficiências, por isso temos de perseguir nossos sonhos”, disse. No entanto, apesar de ser capaz de dançar tão bem quanto qualquer outra bailarina, as companhias profissionais de balé com as quais Vitória adoraria trabalhar ainda não contratam bailarinas com deficiência. Vitória defende que o mundo do balé deveria ser mais inclusivo.

Dançar faz com que ela se sinta fortemente conectada com seu corpo

Quando questionada sobre o significado da dança para ela, a jovem bailarina diz: ’’Sinto uma conexão muito forte com o meu corpo quando estou dançando. Seja balé, jazz ou sapateado, estou completamente no momento, como se nada mais importasse’’.

Ela é capaz de realizar suas tarefas diárias facilmente, usando apenas os pés

Além de lhe permitir se expressar artisticamente, a dança também foi uma ótima maneira de Vitória se tornar autossuficiente, desenvolver flexibilidade e ganhar força. Ela é capaz de fazer as tarefas diárias, desde escovar os dentes, amarrar os cadarços, fazer maquiagem e compras sem esforço, usando apenas os pés.

"Desde pequena, sempre fiz tudo usando os pés. Apenas quando cresci percebi que não tinha braços’’, explica Vitória.

Ela se sente abençoada por estar cercada de apoio

Além de seu entusiasmo pela vida e seu espírito forte, Vitória tem a sorte de estar cercada por uma família, amigos e professores amorosos. Segundo ela, o afeto dessas pessoas é o motivo de não desistir: “O que me fez não desistir foram as pessoas que estão sempre ao meu lado e me apoiaram quando decidi que queria dançar”, disse ela. Ela espera entrar na faculdade, continuar dançando e inspirar pessoas do mundo todo.

Você concorda que a determinação e a força de vontade podem mover montanhas? Quem é a pessoa que você mais admira em sua vida?

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