Incrível
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A história de Maria Padilha, que se afastou da TV no auge da carreira para se dedicar à família

A complexidade da vida pode ir muito além do trabalho. Situações sobre as quais não se tem controle, às vezes requerem um tempo e dedicação que o profissional talvez não tenha naquele momento. Por isso, pode ser cada vez mais comum, homens e mulheres que dão uma pausa na vida profissional e fazem os chamados anos sabáticos. São pessoas dedicadas que, justamente por atuarem com comprometimento e maestria, preferem um tempo de qualidade para resolverem suas questões e, posteriormente, em um momento de calmaria, retomam a carreira.

Nós, do Incrível.club, somos apaixonados por histórias que envolvem o coração, por isso, queremos compartilhar uma trajetória inspiradora sobre a querida atriz brasileira Maria Padilha, que está afastada da televisão, mas desejamos que possa voltar em breve.

Personalidade reconhecida pelos apreciadores de novelas

Reconhecida pelo público por inúmeros personagens na TV, em especial em novelas, Maria Padilha fez parte de produções famosas, entre elas O Cravo e a Rosa, com a personagem Dinorá, que era casada com o Cornélio, vivido por Ney Latorraca. Outro sucesso da atriz foi a interpretação de Hilda Moraes, papel na novela Mulheres Apaixonadas. Ela também deu voz à personagem Diva Celeste na novela Lado a Lado, e fez outros vários papéis de destaque.

Estudante de desenho industrial da UERJ, Maria foi aluna do escritor e jornalista Zuenir Ventura. Ele a aconselhou estudar teatro, pois percebeu que aquela área não era a sua verdadeira vocação. Maria seguiu as palavras do professor e se dedicou aos estudos teatrais no Teatro dos Quatro. Antes disso, ela já havia feito aulas de teatro no curso O Tablado e foi companheira de classe de Louise Cardoso. Na televisão, o primeiro trabalho dela foi nos anos 80 na novela Água Viva. Maria Padilha atuou em mais de 24 produções somente na Rede Globo, entre novelas, séries e programas.

Atriz talentosa, fez seu nome também no teatro e cinema ao lado de ícones (como ela)

A artista começou no teatro em 1975, anos antes da estreia televisiva. Foi no teatro, em 1980, que conquistou a premiação de Melhor Atriz Revelação, com o primeiro dos três Prêmios Mambembe que recebeu ao longo da carreira. Ela também é vencedora de um Prêmio Shell, além de várias outras indicações.

No cinema, a artista também se destaca em várias obras, entre elas as produções Praça Saens Peña, Histórias de AliceZoando na TV. Com o filme Praça Saens Peña foi premiada Melhor Atriz com o Troféu Calunga do Cine PE — Festival Audiovisual e indicada ao Prêmio ACIE de Cinema, também como Melhor Atriz.

A família precisava dela e Maria não se arrepende da escolha que fez

Maria estava no auge do sucesso, mas a vida pessoal precisava de atenção. ’’Logo que acabei Mulheres Apaixonadas [2003], minha irmã ficou muito doente. Isso me abalou, e depois comecei o processo de ter um filho, que eu ia adotar."

Ela tinha receio de — se a adoção desse certo e o processo de conseguir a guarda fosse rápido — estar envolvida em uma novela e a rotina não permitir a atenção que ela queria dedicar à família.

Maria passou por um longo processo de adoção até a chegada de Manoel em sua vida

Maria considera o encontro com Manoel um milagre diário. O processo de adoção definitiva do filho ocorreu quando ele tinha um pouco mais do que 2 anos. Ela esperou por anos por Manoel e não tinha ideia que um processo de adoção pudesse ser tão longo.

Em entrevista, a artista declarou que a demora nos processos de adoção chega a ser absurda de tão demorada. A atriz caracterizou a espera pelo filho como uma época angustiante. “Muitas vezes, me questionei se aquele havia sido o melhor caminho, ou se não teria sido melhor ter feito inseminação artificial, pois achava que nunca teria a minha criança.”

A vida é cheia de reviravoltas e pode parecer muitas vezes com a trama de uma novela

O tempo foi passando e Maria acreditava que o sonho de ser mãe estava cada vez mais distante. Depois da pausa de cinco anos, decidiu aceitar o convite para viver a personagem Diva, na novela Lado a Lado. E parece até roteiro de novela, mas é vida real.

Quando a atriz estava indo para a exibição do primeiro capítulo da trama numa churrascaria, o telefone dela tocou. Por muitos anos, ela aguardou essa ligação, por isso, no mesmo momento deixou as gravações da novela e foi ao abrigo buscar seu filho. Maria esperou tantos anos por esse momento e quando deixara de buscá-lo o filho surgiu em sua vida definitivamente.

Os sentimentos que o papel de mãe lhe proporciona

Ela assiste com o filho os trabalhos que já realizou. Ser mãe para ela é um misto de sentimentos, que envolve preocupações e, ao mesmo tempo, esperança no amanhã. É pelo filho que ela deseja se cuidar mais e ser livre para assumir sua própria personalidade.

A atriz acredita que a escolha pela maternidade tardia ocorreu por ela ter sido órfã de mãe e pai e sempre sozinha no mundo, mas a vinda de uma criança ajeita tudo, segundo a talentosa atriz. Com a vinda do filho para sua vida, ela sentiu seu coração maior do que o mundo. Desde que viu Manoel pela primeira vez o encontro entre eles foi mágico. Segundo a atriz ele estava quieto, deitado e tinha um brilho no olho. Era um olhar de gratidão que encantou Maria.

Você se lembra da atriz Maria Padilha e sente saudade da atuação dela? Assim como a artista, você já pensou em dar uma pausa na profissão para se dedicar à família ou passou por experiência semelhante? Deixe seu comentário!

Observação: Este artigo foi atualizado em Agosto de 2022 para corrigir o material de origem e/ou imprecisões factuais.
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