Incrível
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21 Casos em que as pessoas se deram conta de que não daria mais para viver “como aos 18 anos”

A chamada “meia-idade” é aquela fase da vida em que ainda podemos estar pagando meia-entrada para entrar em determinados eventos, mas, ao mesmo tempo, começamos a sentir aquela “dorzinha” na lombar. Você pode, por exemplo ser chamada de “moça” em um estabelecimento e, logo em seguida, em outro, ser tratada como “senhora”. Ao mesmo tempo, algumas proibições mais, digamos, “infantis”, de seus pais simplesmente deixam de existir.

Nós, do Incrível.club, encontramos histórias nas quais as pessoas contam como perceberam essas mudanças. Você talvez vá se reconhecer em algumas delas.

  • Tenho 34 anos. Mas sou jovem de coração e de aparência, acho. Recentemente, estava passeando com meu cachorro, eram umas 23h. A rua estava vazia e havia dois caras de 20-23 anos em frente a um mercadinho. Um deles pegou um pote de vidro e, decido a “jogar basquete”, arremessou-o no lixo. O pote voou sobre a lixeira, bateu no asfalto e se quebrou. Só deu tempo de pegar o cachorro pela coleira. O cara, teatralmente, fez uma reverência, dizendo: “Desculpe, vou limpar tudo, prometo!” Eu só disse “Duvido” e continuei indo. Ouvi pelas costas o segundo cara dizer: “Você está louco? Assustou essa senhora.” Chorei. © simplesam / Pikabu

  • Ontem um colega foi fazer exames. Lá, queixou-se de dores nas costas. O médico: “E o que esperava, você já tá ficando velho!” O colega tem 43 anos. © madalik / Pikabu

  • Hoje, percebi que essa história de “tenho 30 anos, fiquei com torcicolo porque dormi mal” não tem graça nenhuma. Acordei com uma dor terrível na mão e um dedo inchado. O que é que eu quero dizer? Se você está na casa dos 30 anos, fique alerta sempre, mesmo na própria cama. Você pode apenas dormir, sem brigar com ninguém, mas, mesmo assim, acordar e ir para o pronto-socorro. Descobriram que eu tinha um hematoma, uma torção no ligamento e mais alguma coisa.

  • Fiz um espacate e algo estalou no meu joelho. A velhice não é uma alegria. © ddreambloww / Twitter

  • Uma coisa terrível aconteceu há três dias. Mas vou começar pelo começo. Minha amiga (mais jovem do que eu), sagazmente, concluiu que as meninas, depois da faculdade, começam a ficar paradas em escritórios o tempo todo e, como resultado, acabam criando uma barriguinha. E esse é o “começo do fim”. Ela tem medo disso e se inscreveu em uma academia. Pois bem: eu faço exercícios desde os 11 anos de idade: fitness, dança, etc. Porém há um ano não vou à academia. Recentemente, “maratonei” Word of Honor comendo chocolates antes de ir dormir. Resultado: há três dias, descobri que estou com a mesma barriguinha. Pesadelo! Agora, antes de ir para a cama, faço exercícios.
  • Aconteceu ontem no mercadinho de bairro local e, de alguma forma, me afetou a alma. Estava na fila para o caixa. Nasci em 1990, mas não pareço ter a idade que tenho; então, sempre me pedem para apresentar um documento. Chegou a minha vez. Automaticamente, tirei do bolso meu passaporte e mostrei ao caixa. O caixa olhou para o passaporte, depois para mim, e ocorreu um diálogo engraçado:
    — Então você é de 1990. Por que eu deveria olhar seu passaporte?
    — Bem, sempre me perguntam. Pareço mais jovem, já estou acostumado.
    — Já está na hora de se livrar desse hábito.
    Confesso que fiquei um pouco chateado. © Elves6666 / Pikabu

  • Muitas pessoas percebem que, com a idade, o tempo parece passar mais rápido. Ainda sou jovem, mas já me parece que, do Ano Novo a julho, se passa apenas um mês, não mais que isso. O clima fica cada vez mais frio, depois mais quente de novo e, aí, você já troca o casaco quente por uma camiseta levinha. Mais um pouco de tempo passa e, mais uma vez, todo mundo se cumprimenta no Réveillon. Eu deveria ter mais tempo para ficar nesta Terra. © Подслушано / VK

  • Quando minhas ex-colegas de turma da escola deram à luz, pensei: “Senhor, elas ainda são crianças!” Quando as meninas da faculdade ganharam carros de seus pais, fiquei preocupada: “Mas como elas podem dirigir? Ainda são pequenas! O que os pais estão pensando?” Quando fui apresentar meu atual namorado aos meus pais: “Meu deus, eles vão entender que já nos beijamos.” E então, como um raio caindo do nada, uma catástrofe ocorreu: minha irmã mais nova engravidou... só que já tem 22 anos. E eu, aos 25, ainda presa aos 15, idade em que não há lugar para casamento, filhos e apartamento financiado. © Подслушано / Vk
  • Faço parte de uma espécie de “clube das crianças eternas de 30 anos”. Dirigir um carro é muita responsabilidade. Ter filhos está fora de cogitação porque ainda é muito cedo. E os irmãos mais novos ainda são muito pequenos — mas disso, não tenho certeza; meu irmão mais novo já tem 20 anos. © Анастасия Стовпец / Vk
  • Tenho 33 anos. Basta eu cortar o cabelo e já me começam pedir para apresentar os documentos em qualquer lugar. O cabelo cresce de novo e cabelos grisalhos aparecem. Some-se a isso a aliança que uso e o problema desaparece. É triste. © s8ar0g / Pikabu
  • Há anos, escrevo em diários. Ainda acho que, um dia, irei abrir suas páginas e encontrar boas lembranças. O fato é que, por enquanto, toda vez que começo a ler, o máximo que sinto é vergonha. Chego a jogar o diário para longe, enrubescida pelas besteiras que escrevi. Pelo jeito, o carinho por minhas próprias palavras virá só com mais idade. Ou simplesmente não virá. © Подслушано / VK

  • Foi no quarto ano da faculdade de Economia. Estava fazendo estágio em uma empresa de comércio e, durante quatro entediantes horas por dia, ficava diante de um computador digitando números em planilhas de Excel. Desabafei a uma amiga que estava em choque existencial. “É isso que as pessoas passam a vida inteira fazendo, oito horas por dia?!”, perguntei. A amiga, que na época trabalhava há um ano como contadora, disse: “sim, isso é uma vida adulta, você tem de aguentar”. Então, percebi que ainda tinha mais um ano para ficar livre. É assim que é crescer. E a indignação foi aumentando em minha alma! Felizmente, mudei para outra profissão. Minha amiga, por sinal, também. Agora costura vestidos maravilhosos.

  • Percebi que já era adulto quando minhas juntas começaram a doer (isso, talvez, vá durar para o resto da vida), quando comecei a ajudar financeiramente meus pais, quando, no “Méqui”, em vez do copo maior de Coca, comecei a comprar o menor (porque contém menos açúcar) e quando jovens de 15 anos começaram a me chamar de “senhor”. © Сергей А. / Яндекс.Кью

  • Percebi por mim mesma: quanto mais velha fico, mais gosto de prazeres simples, como um sono completo de oito horas, um café da manhã farto, um banho quente, uma caminhada ao ar livre e a ausência de dores no corpo. © iamchildeajax / Twitter
  • Como percebi que já sou adulto? Quando minha mãe parou de limitar meu tempo no computador sob a ameaça de puxar o fio. Isso ficou claro, também, porque ela parou de me proibir de comer quantos doces eu quisesse e deixou de ser necessário ir escondido à cozinha para pegar outra bolacha. Outros sinais: comecei a ganhar meu próprio dinheiro (foi no primeiro ano da faculdade), tirei minha carteira e comecei a dirigir. Mesmo diante de todas essas evidências de que sou adulto (tenho 24 anos), para ser honesto, às vezes ainda me sinto inseguro sobre o que estou fazendo e esse sentimento de maturidade se dissolve. © Антон Шушерин / Яндекс.Кью
  • Minha amiga e eu estávamos saindo do cinema. Ríamos. Uma garota veio até nós e começou a divulgar o sorteio de prêmios de uma agência de viagens. Era só pegar um panfleto e raspar um círculo prateado em uma folha, como em uma loteria. Bem, nós ganhamos. A garota, então, me disse: “Você, seu marido e seu filho precisam ir ao escritório.” Silêncio. Espere! Que marido, que filho?! Descobri que a menina decidiu que éramos mãe e filha! E ela estava promovendo passeios para famílias. Tenho 26 anos e sempre me disseram que pareço mais jovem. A amiga tem 20 e, com seus olhos grandes, pode ser confundida com uma colegial. Fiquei chocada: “estou parecendo tão ruim mesmo?” A amiga: “Não se preocupe, fui buscar resultados de exames ontem e me perguntaram: ’Menina, cadê seus pais?’ Eles pensaram que eu tinha 14 anos.”
  • Me lembro até hoje de quando me dei conta de que tinha passado a levar a vida “a sério”. Foi no terceiro ano. Tinha acabado de começar a odiada aula de inglês. Claro que não gostava, mas percebi que era necessário estudar outra língua. E que aquilo era necessário para mim, não para o professor ou para meus pais. Depois, em outra matéria, quando a professora não apareceu na aula, todos ficaram felizes, mas eu fiquei chateada, porque ela “roubou” parte do meu conhecimento. Houve outros momentos, mas esses foram, na minha opinião, os pontos da virada. © Аленка / Яндекс.Кью

  • Minha filha de 5 meses voltou a acordar à noite e a chorar. O choro é estridente como uma serralheria. No sexto dia sem dormir, percebi que não havia como voltar atrás. Não posso simplesmente desistir, largar tudo e deixar minha esposa sozinha com nosso pequeno “alarme”. É preciso, isso sim, se levantar e ajudar com a pequena, trabalhar, ganhar dinheiro e ler muitas coisas sobre crianças. Portanto, o tempo para jogos de computador e sono teve de ser reduzido significativamente. © Федор Васильев / Яндекс.Кью

Você já teve um desses insights em que percebeu que havia se tornado adulto? Em que situação? Conte para nós!

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