20+ Fatos intrigantes sobre a civilização maia que não ensinam nas escolas

Os maias são um dos povos mais incríveis, incompreensíveis e ao mesmo tempo fascinantes que já viveram em nosso Planeta. As características únicas dessa civilização atraem tanto a nós quanto a comunidade científica, por ter deixado para trás muitas perguntas que aguardam há séculos por respostas. Até hoje, as pessoas mais inteligentes do mundo ainda tentam decifrar os enigmas dessa cultura pré-colombiana.

Incrível.club decidiu mergulhar no misterioso mundo maia para descobrir os fatos mais interessantes sobre sua civilização que desapareceu tão repentinamente quanto se originou.

Vieram da Sibéria e fundaram mais de mil cidades na selva americana

Os povos maia e da Sibéria são semelhantes por um motivo. Os historiadores acreditam que as raízes dessa civilização devem ser buscadas na história dos migrantes provenientes da Ásia. Na verdade, os maias chegaram ao continente americano vindos da Sibéria durante a última era glacial. Foram necessários anos até que os seus antepassados se enraizassem nas selvas quentes da América Central.

A propósito, a população indígena de Chukotka (extremo leste da Rússia), os Chukchi, usa o sistema de numeração vigesimal em vez do decimal. E os maias também o usavam.

O desenvolvimento da civilização ocorreu no território dos seguintes países modernos: México, Guatemala, Belize, El Salvador e a parte ocidental de Honduras. Os pesquisadores descobriram cerca de mil cidades da cultura maia, mas ainda hoje nem todas foram escavadas e estudadas pelos arqueólogos.

Os maias ergueram complexos especiais de templos, como a Pirâmide de Kukulcán, cujas mais antigas construções datam do século IV a.C. E tais estruturas tinham características próprias:

  • As construções eram feitas com calcário local e, depois, cobertas com tinta. Por essa razão, durante os tempos maias, os templos tinham um aspecto diferente e eram de cor vermelha.

  • Se ficar bem em frente à escadaria principal da pirâmide e bater palmas, poderá ouvir um eco em resposta, muito semelhante ao som dos quetzais, pássaros reverenciados pelos índios da Mesoamérica.

  • Cada uma das quatro escadarias do templo tem 91 degraus, que totalizam 364. Somando com a plataforma no topo da pirâmide, que une todas as quatro escadarias, são 365 degraus no total, que é o número de dias em um ano.

  • O arranjo e a forma das pirâmides foram projetados de modo que, uma vez por ano, a escadaria projeta uma sombra complexa em forma de cobra, marcando o início do equinócio da primavera.

Estranhezas comuns aos maias que surpreenderam o homem moderno

Não é novidade para ninguém que os maias praticavam sacrifício, mas poucos sabem que, para aquele tempo e lugar, eles não eram considerados um povo tão sanguinário. Eles sacrificavam pessoas com muito menos frequência do que, por exemplo, os astecas. A maioria dos rituais resultava de eventos tais como safra malsucedida, guerra ou associados à consagração de novos líderes ou templos.

Todavia, os maias, muitas vezes, sacrificavam os prisioneiros das tribos vizinhas com quem lutavam e ofereciam aos deuses. Eles também praticavam o derramamento de sangue como ritual, em que líderes religiosos e políticos perfuravam as partes moles de corpos e depois passavam o sangue em seus ídolos, reverenciando-os.

Ao contrário dos avanços em muitas áreas da vida social, os maias não possuíam metalurgia, estando tecnicamente na Idade da Pedra e sem conhecimento de ferramentas mais avançadas. Contudo, tinham suas próprias maneiras de lidar com os inimigos, por exemplo, os guerreiros maias usavam vespas e seus ninhos (colocados em cabaças) como armas de arremesso. Se lançadas com sucesso, essas “bombas” de insetos espantavam os inimigos.

Os maias tinham conceitos de beleza muito específicos, e muito diferentes dos europeus. Esse povo considerava o estrabismo como um dos sinais de atratividade. Para desenvolvê-lo intencionalmente, uma bola de borracha era amarrada à criança na altura dos olhos. Além disso, os maias deformavam propositadamente o osso frontal do crânio, dando-lhe uma forma achatada. Para isso, uma prancha de madeira era firmemente presa à testa do bebê cinco dias após o seu nascimento.

De acordo com os maias, o formato alongado da cabeça dava à pessoa uma aparência nobre, prendendo melhor os adornos na testa. Os nobres também mudavam artificialmente o formato do nariz, criando um perfil de bico de águia (muitas vezes com a ajuda de camadas de argila ou cera).

Padrão de beleza maia e a semelhança com o milho

ideal de beleza da civilização maia era basicamente o seguinte: um rosto fino com maçãs do rosto proeminentes, uma cabeça alongada com testa bem achatada, olhos puxados e de preferência oblíquos, um nariz grande curvado para baixo, uma boca pequena, um queixo arredondado e protuberante. Uma das hipóteses era que o rosto deles se assemelhava mais a uma espiga de milho, o alimento básico dos maias.

Quanto ao físico, as pessoas nobres, tanto homens quanto mulheres, costumavam ser retratadas como bem rechonchudas e até mesmo com uma barriga proeminente. Provavelmente, ter uns quilinhos extras era considerado um sinal de bem-estar material e prosperidade.

Os maias tinham o costume de cobrir o rosto e o corpo com uma tatuagem geométrica, na qual a pele antes de ser pintada era ligeiramente cortada. Quanto maior a quantidade de tatuagens no corpo, mais corajoso era considerado o homem, pois a técnica com a qual eles aplicavam a tinta na pele era extremamente dolorosa, fazendo com que a pessoa adoecesse por dias. Já os que não queriam ser tatuados eram ridicularizados.

Fatos interessantes sobre os maias que não são contados nas aulas de história

  • Há uma crença de que nos tempos antigos as pessoas viviam pouco. No entanto, isso não é inteiramente verdade. Um dos governantes maias, o legendário rei Pakal, morreu aos 80 anos, e durante 68 anos governou o reino.
  • Os maias realizavam pesquisas astronômicas no topo das pirâmides sem nenhum instrumento. A única ferramenta que usavam eram varas cruzadas para fixar o ponto de observação.

  • Na verdade, os maias não desapareceram. Hoje, no mundo, existem cerca de 7 milhões de descendentes das mesmas pessoas que criaram essa antiga civilização. Alguns ainda se dedicam à produção têxteis, utilizando técnicas milenares.

  • Os maias foram a única civilização nativa americana que dominou a navegação. Eles usavam canoas de diversos tamanhos e podiam navegar milhares de quilômetros nelas. Há evidências de que eles conseguiram chegar às águas do Oceano Pacífico.
  • O calendário maia não previu o fim do mundo em 2012. Astrônomos e especialistas de várias áreas declararam esse ponto de vista como pseudocientífico, porque, na opinião deles, os defensores dessa teoria queriam apenas enriquecer. De fato, o calendário maia testemunhou o fim de uma era e o início de outra.

  • Graças a notáveis ​​realizações na astronomia, os sacerdotes maias podiam determinar as datas dos eclipses solares e lunares e assim mostrar ao povo que tinham controle sobre a natureza. Era dessa forma que os representantes do clero alcançavam autoridade na sociedade.

Por que a civilização maia deixou de existir

A pesquisa moderna prova que mesmo antes dos conquistadores terem chegado às terras pré-hispânicas, o reino maia já havia perdido seu antigo poder. Isso ocorreu em grande parte devido à ausência de um único Estado centralizado e às intensas guerras destruidoras associadas à luta pelo trono.

Além disso, a seca também contribuiu para a queda dos maias, provocando fome e levando à redução da população. Os governantes, desejando remediar a situação, aumentaram o número de sacrifícios, o que não ajudou muito, fazendo inclusive com que o povo começasse a duvidar do poder dos reis. E assim girou o pêndulo do declínio dessa grande civilização.

Conforme a teoria histórica, quando os impérios mundiais se desmembram, a civilização frequentemente se torna parte de outro governo ou acaba caindo sob poder de um vizinho mais forte. No caso dos maias, seu desenvolvimento posterior foi ativamente influenciado pela cultura dos conquistadores europeus.

A história dos maias ainda atrai a atenção de cientistas, arqueólogos e professores, enquanto o sonho dos viajantes aventureiros é sempre fazer uma viagem à pátria desse povo. Os maias realizaram diversas conquistas com as quais muitas civilizações antigas sequer sonharam. Lembrando que nem todas as suas cidades foram ainda descobertas e exploradas. Muitas delas permanecem perdidas até hoje na selva densa aguardando o seu momento.

Gostaria de largar tudo agora para conhecer a incrível Pirâmide de Kukulcán? Comente!

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