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11 Marcas tão famosas que viraram nome de produto e como elas surgiram

Existe, pelo mundo afora e também no Brasil, uma série de produtos que nos acostumamos a identificar pela marca mais conhecida e o nome acabou ficando na boca do povo. Afinal, quem nunca fez a lista do mercado e escreveu: Leite Moça, Gillette, Leite Ninho e Havaianas? Essa associação é comum, porque geralmente são as primeiras marcas que surgiram ou que tiveram uma propaganda bem “chiclete”.

Incrível.club ama trazer curiosidades para você, por isso listamos 11 marcas famosas que se tornaram, por um motivo ou outro, sinônimos de alguns produtos do nosso dia a dia.

1. Gillette (Lâmina de Barbear Descartável)

O inventor americano King Camp Gillette foi o idealizador da primeira e revolucionária lâmina de barbear fina, descartável de aço estampado e, principalmente, de baixo custo. Ele viu, na rotina de barbear do homem da época, uma oportunidade de criar algo que não precisasse ser afiado diariamente. Após cinco anos do surgimento da ideia, ele finalmente conseguiu fabricar seu produto.

Uma boa técnica de marketing foi quando a empresa decidiu fornecer milhões de barbeadores e de lâminas aos soldados americanos que foram para a 1ª Guerra Mundial. Tal invenção ficou tão conhecida que, no 25º aniversário da empresa, Gillette escreveu: “Não há outro artigo para uso individual tão universalmente conhecido ou amplamente distribuído. Em minhas viagens, eu o encontrei na cidade mais ao norte da Noruega e no coração do Deserto do Saara”.

2. Maizena (Amido de Milho)

A marca de amido de milho Maizena foi criada na década de 1840 nos Estados Unidos e, apesar de ser americana, o nome é derivado da palavra maíz, que em espanhol significa milho. Em 2000, a empresa passou a fazer parte da multinacional Anglo-Holandesa Unilever, mas a marca já integrava a vida dos brasileiros há mais de 100 anos.

Apesar de hoje ser sinônimo de alimentos como mingau, molhos e biscoitos, a farinha era usada também na lavanderia para engomar roupas. Hoje tem milhares de utilidades, como tirar manchas de roupas, evitar assaduras de bebês e usar como shampoo seco. Além disso, o amido também é usado na indústria farmacêutica e têxtil e está na composição de vários produtos do nosso dia a dia.

3. Band-Aid (Curativo)

Earle Dickson, que era funcionário da Johnson & Johnson, sempre encontrava a esposa com cortes e queimaduras por conta da inexperiência dela nos trabalhos domésticos. Como era ele quem fazia os curativos, acabou tendo a ideia de colocar gaze e algodão em fitas adesivas e deixá-las preparadas para a mulher usar. A ideia chegou aos ouvidos dos irmãos Johnson, que logo começaram a produzir o primeiro curativo industrializado, e Dickson foi promovido a vice-presidente da empresa.

curativo não foi muito popular no começo, mas, na 2ª Guerra Mundial, milhões de amostras de band-aids foram enviadas pela empresa para a Europa. Só a partir da década de 1950, que os adesivos começaram a ter desenhos e passaram a fazer mais sucesso. Hoje, o produto é fabricado para vários tons de pele e, pela internet, pode-se inclusive comprar o curativo personalizado.

4. Pó Royal (fermento em pó)

história do produto começou com os irmãos Hoagland que viraram sócios para produzirem juntos o fermento em pó. O marketing forte, com o patrocínio de livros de receitas e de histórias, fez com que o produto se tornasse um sucesso. Um exemplo é o livro “The Little Gingerbread Man” que contava a história sobre a proibição de um rei, e de como Johnny Gingerbread salvou a cidade de Cookery Land com receitas feitas com fermento em pó.

O produto ficou muito conhecido por conta da praticidade na hora da preparação de alguns tipos de alimentos. Antes, para se fazer tais iguarias, o fermento era feito em casa a partir da fermentação de ingredientes como frutas, vegetais ou grãos, e nem sempre dava certo. Os padeiros do século XVIII usavam, entre outros ingredientes, o carbonato de potássio que era feito de soda cáustica e cinzas de madeira ou amônia.

5. Havaianas (Sandália de Borracha)

De acordo com o próprio site da marca, eles se inspiraram em um tipo de sandália japonesa feita de palha de arroz e tecido, chamada Zōri; inclusive a textura da parte de cima do chinelo se assemelha aos grãos desse cereal. Na década de 1990, surgiu a moda de inverter o solado para ter o produto com cor única e assim a fabricante teve a ideia de produzir os modelos monocolores.

No final dos anos 2000, a sandália mais famosa do Brasil foi exportada para vários países, tendo espaço inclusive nas vitrines, revistas e jornais do mundo todo. Hoje ela é conhecida nacionalmente e vendida em mais de 80 países. A marca foi bastante copiada e inclusive fez campanha publicitária para que os consumidores adquirissem somente as “legítimas”.

6. Leite Moça (Leite Condensado)

leite condensado foi desenvolvido pelo americano Gail Borden que experimentou evaporar um pouco da água do leite e adicionar açúcar para aumentar a durabilidade. O produto se popularizou no mundo e entre os soldados durante a Guerra Civil Americana e na 2ª Guerra Mundial, por ser um alimento que não estragava facilmente e por ser bastante calórico.

produto chegou no Brasil em 1890 com o nome de Milkmaid e, com o tempo, os próprios consumidores o nomearam como “leite da moça”, por conta da camponesa na embalagem, e a empresa decidiu adotar esse nome. Pesquisas feitas pela marca confirmam que atualmente são vendidas oito latas desse leite condensado por segundo no país, apesar de ser o mais caro de todos os disponíveis no mercado.

7. Leite Ninho (Leite em Pó)

O químico suíço Henri Nestlé desenvolveu uma forma de produzir leite em pó no final da década de 1860 e também passou a produzir o chocolate ao leite. Quase um século depois é que o Leite Ninho foi criado (1944), e a versão instantânea (que dissolve mais fácil) surgiu duas décadas depois.

Os brasileiros já consumiam alguns produtos da marca antes da chegada do Leite Ninho. Com a escassez de bens de consumo — inclusive do leite líquido — no fim da 2ª Guerra Mundial, formavam-se filas para adquirir esse produto, por isso, a Nestlé decidiu fazer uma campanha que dizia: “Não entre na fila! Para quem usa NINHO não existe o problema do leite. Nem filas, nem receio quanto à qualidade, nem imprevistos”.

8. Sucrilhos (Cereal Matinal)

Em uma experimentação para fazer um tipo de cereal matinal à base de aveia, os irmãos Kellogg chegaram à receita dos flocos de milho que fazem sucesso até hoje nas mesas de quase todo o mundo. No início do século XX, Will Keith Kellogg abriu sua primeira fábrica, a Battle Creek Toasted Corn Flake Company. Hoje o produto é vendido em mais de 180 países e é uma das marcas mais conhecidas do Planeta.

personagem Tony surgiu como uma estratégia de marketing para mostrar como a marca é moderna e preocupada com a saúde dos consumidores. A personificação do tigre atleta era proposital e, com o passar do tempo, ele ficou mais forte para representar a energia e a força que o cereal poderia fornecer. Ele também tentava mostrar um modelo de família perfeita, que o consumidor poderia obter se alimentando com o produto.

9. O.B. (Absorvente Interno)

produto foi desenvolvido por Carl Hahn e Heinz Mittag, que queriam um tampão que pudesse ser usado sem um aplicador, pois o modelo Tampax com aplicador já era vendido em alguns países. A dupla de idealizadores procurou a ginecologista Judith Esser-Mittag que criou o design final. A criação foi batizada como O.B., que em alemão é “ohne binde”, que significa “sem toalha”, já que os absorventes em alemão são chamados de “Damenbinde”. O produto começou a ser fabricado em 1950.

absorvente interno veio para dar mais liberdade às mulheres, já que pode ser usado na piscina e na praia, e algumas mulheres o consideram mais eficiente do que o absorvente comum. O nome do produto foi escolhido por ser discreto, já que ele foi criado em uma época que era, de certa forma, constrangedor comprar itens para a higiene feminina. Ele é tão conhecido mundialmente que virou sinônimo de tampão em boa parte do mundo.

10. Ray-Ban (Óculos de Sol)

marca é referência em óculos — o nome quer dizer “banir o sol” — e era muito usada pelos pilotos da aviação americana. Na verdade, a história conta que o coronel do Exército Americano, John A. Macready, se aliou à Bausch & Lomb para criarem juntos óculos de armação leve, com lentes resistentes a impacto, que filtrassem a interferência do azul e do branco do céu, aprimorassem os detalhes e não embaçassem durante o voo, surgindo aí o Ray-Ban Aviator.

modelo aviador passou a ser recomendado para os pilotos, justamente porque bloqueava o reflexo do sol que causava dores de cabeça e enjoos nesses profissionais. A marca se tornou bastante popular quando artistas de Hollywood passaram a usá-la, como os atores James Dean, Peter Fonda e Marilyn Monroe — e também quando foi usada em filmes como Top Gun: Ases Indomáveis Negócio Arriscado.

11. Jeep (Carro)

Com o início da 2ª Guerra Mundial, o Exército dos EUA quis fazer um veículo leve de reconhecimento com certas especificações. No final, as empresas Willys, Bantam e Ford desenvolveram juntas o que conhecemos hoje como “jipe”. Esse carro foi produzido em massa durante e após a guerra e muitas versões do veículo tiveram uso militar e civil. Hoje a marca Jeep fabrica ainda modelos de utilitários esportivos.

palavra “jipe” se tornou um termo genérico para veículos inspirados na marca Jeep que são feitos para andar em lugares de difícil acesso. Na Islândia, por exemplo, qualquer carro modelo SUV (veículo utilitário esportivo) é chamado de ’Jeppi’ desde a 2ª Guerra Mundial. No Brasil, a marca se tornou verbete de dicionário com a versão aportuguesada da marca (jipe), com a mesma ideia de carro que consegue trafegar em locais acidentados.

Gostou de saber um pouco mais dessas marcas que viraram referência para nós? Tem mais alguma que você acha que deveria estar na lista ou até para compormos uma segunda versão? Conte para nós nos comentários.

Imagem de capa nestle_br/Instagram
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