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10 histórias que mostram como o acaso pode mudar uma vida

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Segundo o escritor francês Honoré de Balzac, o acaso é o maior romancista do mundo.

E, decidido a testar se a máxima é real, o Incrível.club reuniu algumas histórias de pessoas que tiveram suas vidas bruscamente mudadas por uma coincidência.

  • Tenho 30 anos, sou gerente de um pub. Vou ao trabalho de metrô. Sou bastante alto e musculoso. Um dia, saindo de um vagão, vi uma mulher que não conseguia sair sozinha do trem lotado por estar com uma mochila enorme. Decidi ajudá-la: suspendi a mochila com um dos braços e a puxei pelo capuz do agasalho com o outro. Na manhã seguinte, vi que ela me procurava com os olhos no vagão. E assim, passamos dois meses viajamos juntos no mesmo metrô, comigo ajudando-a a descer.

    Ela dividia comigo seu fone de ouvido e se comportava de uma forma muito meiga e simpática. Eu até comecei a lamentar o fato de ela ter uns 16 anos. Só que uns dias depois ela me contou que não estava indo à aula, como eu pensava, e sim ao trabalho. Tinha 22 anos. Pois é, fazia dois meses que eu estava puxando uma funcionária pública pelo capuz. Esta teria sido minha maior gafe se ela não tivesse aceitado tomar um café comigo.
  • Você não sabe o que descobri hoje! Na quarta série do primário, antes das férias de fim de ano, todas as crianças deram flores aos professores, e eu levei um arranjo enorme. Era para uma das pessoas que trabalhavam na escola, mas, à época eu achava que os professores eram cruéis com todas aquelas provas e deveres. Então resolvi presentear quem eu pensava que mais merecia: a senhora encarregada da limpeza. Só que no ano seguinte, não voltei a vê-la. Nove anos depois, um amigo me contou que ela era sua vizinha, e que sempre teve interesse em fazer arranjos. A senhora ficou tão feliz ao receber meu arranjo que resolveu pedir demissão e abrir seu próprio negócio. Ela conta a história a todos, dizendo que eu a enchi de esperança e fiz diferença em sua vida.
  • "E se o destino colocar o homem da minha vida em meu caminho e eu não estiver maquiada?", eu sempre me perguntava. Até o dia em que quebrei a perna em dois lugares depois de cair no banheiro. Fui a um pronto-socorro com uma perna depilada só pela metade, com o esmalte das unhas descascando, usando um suéter velho e sem uma pitada de maquiagem. E foi aí que conheci meu destino: um rapaz com um braço quebrado e barba feita pela metade. Estamos juntos há cinco anos.
  • Uma noite, quando estava sozinha em casa, ouvi um barulho no corredor. Era um livro que havia caído. Tinha caído da estante aberto na página com o título: "Como perder peso". Interpretei como um sinal. Desde aquela vez, passeia a levar a sério o regime.
  • Há um ano, fui a uma boate com uma amiga. Estava sentada no bar quando um cara se aproximou e disse: "Vamos à minha casa, quero te mostrar meu guaxinim". Claro que ele estava me cantando, mas ninguém havia me dito nada parecido em toda minha vida. Confesso que fiquei curiosa e aceitei. Chegando em sua casa, quando ele abriu a porta, fui recebida por um guaxinim DE VERDADE! Há alguns meses, estamos morando juntos: eu, meu namorado e nosso guaxinim.
  • Num dia de prova, fui à escola de ônibus. Mas de repente, minha voz interior me disse: "Desça neste ponto, entre na lanchonete e dê uma cambalhota". Pensei que aquilo era uma bobagem, afinal, eu tinha uma prova para fazer! O ônibus parou, algo aconteceu dentro de mim e eu desci. Entrei na lanchonete, dei uma cambalhota e, de repente, ouvi um homem gritando comigo. Saí correndo e o homem me perseguiu! Ele me alcançou e perguntou o que eu tinha feito. Respondi que não sabia direito. O homem estava quase chorando. Fazia um mês que sua esposa tinha morrido num acidente, e ele não estava conseguindo lidar com a perda. Tinha decidido se suicidar. Ele estava comendo e pensando: "Se valer a pena seguir vivendo, preciso receber um sinal". E foi quando eu apareci.
  • Eu sonhava em viajar para Berlim, na Alemanha. Não tinha dinheiro, e estava economizando para a viagem. Uns dias atrás, enquanto eu passeava pelo bairro, vi um cabelereiro e resolvi entrar e cortar o cabelo. O cabeleireiro me propôs fazer algo diferente, no seu estilo. Aceitei. Em uma hora, meu antigo corte sem graça tinha virado um penteado tão moderno que eu jamais pensaria em fazer por não me sentir um cara "cool" o suficiente.

    Saí, andei alguns metros e me deparei com uma loja de roupas. Decidi comprar um novo look, com uma camiseta "da hora". Comprei a peça e depois de passar uma semana usando-a resolvi me matricular numa academia, marcando uma verdadeira mudança em minha vida. Após 6 meses, já tinha melhorado bastante a silhueta, e pela primeira vez uma moça se aproximou de mim. Namorando com ela, senti que precisava aprender a organizar melhor meu tempo para dar conta de tudo. Assim minha eficiência no trabalho acabou aumentando.

    Quatro meses depois, fui promovido a gerente, ganhei um aumento, comprei um carro e passei a guardar dinheiro não para a viagem, mas para o casamento. E ontem recebi um comunicado da empresa informando que haviam aceitado meu pedido de transferência para o escritório de Berlim.
  • Há cinco anos, joguei da varanda uma bexiga cheia de água em cima de uma mulher desconhecida. Algum tempo depois, descobri que aquela que seria minha futura esposa (eu a conheci há 4 anos) caminhava em direção ao restaurante onde iria se encontrar com um namorado que iria a pedir em casamento, mas um idiota qualquer jogou em cima dela uma bexiga com água. Como ela não podia chegar ao encontro toda molhada, foi embora. O namorado achou que ela tinha tomado uma atitude infantil, e isso detonou uma vriga que culminou com a separação. Há 5 anos, destruí o casamento da minha esposa! Tenho orgulho de mim!
  • Quando eu estava na universidade, era apaixonada por um rapaz. Gostava tanto que vivia imaginando como seria se saíssemos juntos e tivéssemos uma vida longa e feliz lado a lado. Pensei tanto nisso que, no retorno de umas férias, pensando em minhas fantasias, me aproximei dele e o beijei, dizendo: "Senti tantas saudades!". Por sua expressão de surpresa, percebi o quanto tinha sido idiota. Pedi desculpas e saí correndo. Mas ele me alcançou, disse que não havia entendido o que tinha acabado de acontecer, mas que gostaria de continuar.
  • Tenho 35 anos. No trabalho, tenho cargo de chefia, mas sou um ermitão na vida pessoal. Vou sempre ao mesmo pub sozinho, sento numa mesa ao fundo e simplesmente tomo minha Guinness.

    Outro dia, alguém tampou meus olhos no pub e desafiou: "Adivinha quem é!". A mulher percebeu que tinha me confundido com outra pessoa, pediu desculpas e foi para o outro lado do bar. Ela era linda, com olhos que pareciam duas pérolas negras. Era diferente, tinha algo de especial. De repente, aquela cerveja da marca Guinness acabou ficando amarga.

    Durante todo este tempo, esperei conhecer a pessoa certa, mas parece que a espera seria em vão. Como um maluco, passei a imaginar maneiras de começar uma conversa com aquela mulher, mas não conseguia pensar em nada. O bar estava para fechar, e ela começou a se preparar para sair. Também me apressei para fazer o mesmo e, usando o pretexto da chuva, me ofereci para dar a ela uma carona.

    No carro, ela não parava de falar. Tinha tanta energia! Me esqueci de pedir seu número de telefone, só me dei conta disso em casa. Uma semana depois, fui ao mesmo bar e a vi. Ela estava sentada no "meu" lugar. Tampei seus olhos com as mãos e disse: "Adivinha quem é!". Ela caiu na gargalhada, dizendo: "Pensei que você nunca voltaria, seu bobo!".
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