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9 Povos antigos que mesmo no mundo moderno continuam a viver seguindo suas próprias regras

Alemães, sérvios, franceses, árabes — existem muitos povos e muitas nacionalidades que conhecemos pessoalmente ou que apenas lemos sobre eles. Mas também existem aqueles sobre os quais, provavelmente, nunca ouvimos falar ou que pensamos que já tivessem desaparecido. São povos que seguem preservando a sua língua nacional, suas tradições e seus costumes antigos, e que também nos presenteiam com pessoas talentosas, como Renée Zellweger.

Nós, do Incrível.club, acreditamos que é possível explorar o mundo não apenas viajando, mas também conhecendo a história de povos pouco conhecidos do nosso planeta. Este post vai te contar mais detalhes sobre alguns deles.

Sámi

Os sámi são os povos indígenas de uma região cultural que abrange partes da Noruega, Suécia, Finlândia e Península de Kola. Muitos representantes desse povo, bem como os descendentes de antigos colonos, vivem na América do Norte. Por exemplo, a atriz americana Renée Zellweger é descendente dos sámi.

A população local chama sua terra natal de Sápmi, e os próprios moradores antigamente eram conhecidos como lapões. Até hoje, uma das principais atividades dos sámi é a criação de renas. Na Noruega e na Suécia, de acordo com a lei, o pastoreio de renas pode ser conduzido apenas por pessoas de origem sámi, procedentes de famílias tradicionalmente associadas a essa atividade.

Sardos

Esse povo deu o nome à ilha em que habita, e à região da Itália, porém, a sua língua, o sardo, não é considerada um dialeto do italiano, mas sim um idioma independente.

Até hoje, são preservados os sobrenomes tradicionais da língua sarda — Sanna (colmilho), Piras (peras), Pinna (pluma) e Melis (mel). Durante o ano, a Sardenha acolhe um grande número de feriados nacionais e festivais, e, às vezes, nas ruas, você pode ver pessoas da geração mais velha usando roupas tradicionais.

Pashtuns

Os pashtuns fazem parte do grupo dos povos iranianos. O povo preservou uma das estruturas sociais mais antigas: a população é dividida em tribos, cada uma delas chefiada por um cã, e as tribos são divididas em clãs. Os pashtuns seguem o antigo código de honra “Pashtunwalai”, de acordo com o qual são resolvidos conflitos sociais e avaliados os atos e o comportamento das pessoas.

Segundo esse código, o pashtun deve ser hospitaleiro e receber em sua casa pessoas de qualquer nível social, fé ou nacionalidade. Inclusive, é obrigado a dar abrigo ao seu maior inimigo, se ele precisar.

Amis

É um dos povos indígenas de Taiwan. No seu cotidiano, ainda é possível notar os ecos das antigas tradições do matriarcado. No passado, até mesmo a propriedade era herdada pela linha materna. Hoje, as questões familiares, incluindo as financeiras, são decididas pelas mulheres. Amis são famosos por seu canto polifônico complexo, e suas melodias são tão originais e bonitas que os criadores do famoso projeto musical “Enigma” as usaram como base da composição “Return to Innocence”.

Nuristanês

Os nuristaneses, anteriormente conhecidos como kafiristanos, são a população indígena do nordeste do Afeganistão. Eles se dedicam à agricultura, pecuária e produção de laticínios. No século IV a.C., Alexandre, o Grande os descreveu como um povo cultural e religiosamente distinto de outros povos da região. O comandante persa Babur não quis se envolver com eles, e Genghis Khan preferiu não os confrontar.

Ramapough

Os ramapough (ou ramapo) — são índios das montanhas, que vivem nos estados de Nova Jersey e Nova York, nos EUA. Eles são descendentes do povo indígena lenape e estão tentando recuperar a língua nacional, embora a maioria deles fale inglês. Para se tornar um membro reconhecido da tribo, é necessário fornecer documentos que comprovem a presença na sua linhagem de pelo menos três gerações dos ramapough.

Erzyas

Povo parente de finlandeses e estonianos, os erzyas vivem na República da Mordóvia, Rússia. Esse é um dos dois povos mordovianos com língua e costumes semelhantes. Nessa cultura, as mulheres são idolatradas, e, frequentemente, são mais fortes do que os homens, por isso podem ser chefes de família.

Há uma forte crença nas forças da natureza, e as pessoas celebram diferentes feriados tradicionais com raízes pagãs, como o festival Rasken Ozks. A preservação da língua nacional também é apoiada — em escolas, as crianças, além do russo, estudam o erzya.

Quemeres

Os quemeres (khmers) vivem no Camboja e representam mais de 90% da população de todo o estado. Eles praticam um dos ramos do budismo e se dedicam principalmente à pesca e à agricultura. Existe uma lenda sobre a origem do país, que é ensinada em algumas escolas cambojanas: um padre indiano nadou atrás de uma flecha que viu em um sonho. Ele encontrou a ilha, derrotou o exército da Princesa Soma, e se apaixonou por ela. Como dote, o pai da princesa deu ao padre a ilha, e bebeu toda a água ao seu redor. A ilha tornou-se o topo de uma montanha, e a terra sob essa montanha acabou sendo o Reino do Camboja.

Bamileke

É o povo mais numeroso dos Camarões, concentrado na região oeste do país. A sociedade é dividida em grupos, cada um controlado por um chefe de tribo ou o Fon (rei). Ao longo da história, Camarões foi repetidamente colonizado por países europeus, incluindo Inglaterra e França, mas foi durante o domínio alemão que surgiu o termo “bamileke” e pessoas de diferentes grupos se identificaram como um único povo. Máscaras são parte integrante da cultura e das tradições dos bamileke, e entre as mais importantes estão as máscaras de elefante, búfalo e leopardo, usadas durante cerimônias especiais.

Talvez você conheça outros povos pouco conhecidos com uma história interessante? Compartilhe nos comentários!

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