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10 Invenções de crianças talentosas que podem salvar a humanidade

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Louis Braille tinha apenas 15 anos quando inventou o sistema de comunicação escrita para cegos. Benjamin Franklin tinha 12 quando criou os pés de pato. Para se tornar um inventor brilhante, você precisa apenas de inspiração, força de vontade e confiança. E os jovens gênios da nossa lista tinham (ou têm) isso de sobra.

Nós, do Incrível.club, admiramos tanto essas pessoas que não poderíamos deixar de compartilhar as descobertas delas com você. Confira!

1. Jack Andraka, EUA, 16 anos: teste para o diagnóstico de câncer

Após a morte de um parente querido, Jack ficou interessado em como diagnosticar precocemente quadros oncológicos. Ele estudou publicações científicas e estabeleceu a meta de criar um método para diagnosticar o câncer de pâncreas. Esse tipo de câncer não possui sintomas e só pode ser detectado em estágios avançados.

Durante 7 meses o jovem trabalhou no laboratório do colégio após as aulas. O resultado de longas experiências foi um pequeno dispositivo que detecta a mesotelina no sangue. O excesso dessa proteína indica a presença de tumores malignos.

2. Valentin Frechka, Ucrânia, 18 anos: papel feito de folhas caídas

O estudante do terceiro ano Valentin Frechka inventou uma tecnologia capaz de fazer papel a partir das folhas caídas das árvores. Essa invenção ajudará a frear o desmatamento e a tornar a produção de papel sustentável no futuro. Com uma tonelada e meia de matéria-prima, é possível obter 20 mil folhas de papel A4. Para a produção do papel, qualquer tipo de folha pode ser utilizada, porém as de carvalho são as melhores. E a partir dos resíduos do papel é possível obter lignina, um excelente tipo de combustível. Pelo uso tão incomum (e útil) de folhas caídas, Valentin recebeu a medalha de ouro na olimpíada internacional Genius Olympiad 2018, realizada nos Estados Unidos.

3. Sergey Khalyavin, Rússia, 17 anos: um mouse para pessoas deficientes

Sergey Khalyavin estava no terceiro ano quando criou um mouse de computador para pessoas deficientes que não possuem as mãos. Ele decidiu ajudar seu amigo que não podia usar o computador da maneira usual. A invenção se assemelha a um chinelo com uma placa de controle de um mouse convencional. Você pode manejar o equipamento com os dedos dos pés.

Sergey disse que se acostumou com dispositivo em apenas uma semana de uso e até conseguiu jogar games de computador utilizando a invenção. Um professor de tecnologia o ajudou no desenvolvimento. O mouse foi avaliado no Salão Internacional de Invenções e Tecnologias Inovadoras de Moscou “Archimedes”, em 2016.

4. Kylie Simonds, EUA, 13 anos: uma mochila com uma unidade de quimioterapia

Kylie Simonds luta contra um câncer há muito tempo. Apesar da doença, a menina queria caminhar, conversar com os amigos e frequentar a escola, mas o soro, que ela tinha de usar constantemente limitava muito sua vida. Portanto, Kylie encontrou uma maneira de levá-lo e voltar a ter uma vida ativa, apesar do tratamento oncológico. Ela anexou uma unidade médica em uma mochila escolar comum para não ter de ficar em casa presa a uma bomba de infusão. A menina recebeu uma patente pela inovação e planeja lançar o projeto para o público futuramente.

5. Laalitya Acharya, EUA, 13 anos: eletricidade através do tráfego de carros

Acharya estava interessada em fontes de energia renováveis e de baixo custo. O dispositivo que ela projetou, o TraffEnerate, transforma as ondas provenientes do tráfego de carros em energia. Esse dispositivo pode ser instalado em estradas e rodovias movimentadas e gerar energia. Com seu projeto, a menina ganhou o concurso Discovery Education 3V em 2017 para jovens cientistas. A ideia surgiu após uma viagem pra índia com a família e ela viu a realidade de muitas crianças que vivem sem eletricidade e usam fogo para aquecer e iluminar suas casas, o que provoca diversos incêndios.

6. Anna Du, EUA, 12 anos: um robô que procura lixo no fundo do oceano

Anna adora passear no porto de Boston (EUA). Em uma dessas caminhadas, ela percebeu que havia muito lixo na praia. A menina tentou coletar por conta própria, mas logo desistiu. Então, decidiu projetar um dispositivo que pudesse procurar microplásticos no fundo do oceano. O plástico absorve radiação infravermelha, e com ajuda de sensores especiais é fácil de encontrá-lo no fundo do mar. Em breve Anna espera que o robô possa ser capaz de não apenas procurar plásticos, mas também de sugá-los. Anna foi convidada para o Young Scientist Lab, onde trabalha para melhorar a invenção.

7. Gitanjali Rao, EUA, 12 anos: um dispositivo para determinar a presença de metais pesados na água

Em 2016, os moradores de Flint, no Estado de Michigan (Estados Unidos) foram envenenados devido ao alto teor de chumbo na água. Os pais de Gitanjali compraram testes especiais para verificar a qualidade da água, mas os resultados foram incorretos. Então surgiu a ideia de criar um dispositivo que determinasse a presença de metais pesados na água. No centro do aparelho há um filtro de nanoestruturas de carbono e, usando uma conexão Bluetooth, você pode monitorar a qualidade da água através de seu smartphone. Em 2017, Gitanjali conquistou o prêmio de melhor cientista dos Estados Unidos.

8. Curry Bishop, EUA, 10 anos: um dispositivo que previne a morte de crianças em carros fechados

jovem pensou na invenção depois que a filha da vizinha de apenas seis meses de idade morreu em um carro fechado. No verão, a temperatura pode chegar a 60°C dentro de um automóvel, mesmo com as janelas abertas. Para evitar a morte de crianças, Curry desenvolveu um dispositivo equipado com um termômetro e sensores acoplados ao sistema de refrigeração. Esse sistema sinaliza quando a temperatura se torna crítica no ambiente interno do veículo. O projeto já interessou a gigante do meio automobilístico Toyota.

9. Brittany Wenger, EUA, 17 anos: método de diagnóstico precoce do câncer de mama

Uma estudante da Flórida desenvolveu uma rede neural artificial para ajudar a diagnosticar o câncer de mama. O programa de computador analisa dados como um cérebro humano e pode ser usado para estudar os tecidos recolhidos para análise. Hoje, a invenção de Brittany diagnostica a doença com 99% de precisão. A garota está constantemente atualizando o software e melhorando a rede neural. Agora, além do câncer de mama, o programa consegue diagnosticar formas agressivas de leucemia. Wenger ganhou o prêmio na Google Science 2012 por sua descoberta.

10. Ann Makosinski, Canadá, 16 anos: lanterna termoelétrica

Ann Makosinski inventou uma lanterna incomum: ela não precisa de pilhas ou baterias, apenas do calor do corpo humano. A menina disse que a ideia surgiu quando ela estava conversando com uma amiga que morava nas Filipinas. A garota não podia fazer a lição de casa porque não havia eletricidade em casa durante a noite. E o melhor da sua invenção: por não precisar de pilhas ou baterias, as lanternas não poluem o meio ambiente. O projeto foi um sucesso em várias exposições científicas, incluindo o Google Science Fair 2013.

Você já tentou inventar algo na sua infância? Conte para a gente na seção de comentários.

Imagem de capa CTV News / youtube
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