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10 Fatos incômodos para aqueles que pensam que é fácil ter filhos

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Muitos casais sem crianças reclamam da constante pressão que sofrem de amigos e parentes para que tenham filhos. Por outro lado, a sociedade ainda tende a “romantizar” a paternidade e a maternidade, dando a entender que essa é a única maneira de uma pessoa ter uma vida plena e realizada.

Nós, do Incrível.club, temos certeza de que ser pai ou mãe é algo realmente mágico. Mas somente quando se está preparado para embarcar nessa jornada. Para ajudar ainda mais na decisão sobre ter filhos ou não, vamos compartilhar algumas das coisas com as quais você terá de lidar no futuro se decidir ir em frente. Confira!

O parto é doloroso

Por conta das contrações, o parto normal é um processo realmente doloroso. Hoje, há novos métodos médicos capazes de reduzir as dores, mas não há como eliminá-las completamente. A anestesia peridural, por exemplo, amenizará as contrações, mas as mulheres ainda sentirão bastante.

A única maneira segura de escapar das dores do parto é por meio da cesárea. Porém, é importante lembrar que a recuperação após essa cirurgia tende a ser mais longa do que nos partos normais. Além disso, dependendo da avaliação médica das condições da mãe e da criança, nem todas as pacientes estão aptas a passar por esse procedimento.

Nem todas as mães sentem aquele sentimento avassalador de amor incondicional quando olham pela primeira vez para seus bebês

Durante o parto, o organismo materno libera ocitocina, também conhecida como o hormônio “do afeto e do amor”. Ela tem como função promover as contrações musculares e, posteriormente, a produção de leite. Essa substância faz com que a mãe sinta um amor muito forte pela criança e é graças a ela que muitas mulheres estão dispostas a ter mais filhos. Afinal, o primeiro momento de conexão com o bebê é algo indescritível. Às vezes, contudo, é possível que algumas mães não sintam nada disso nesse primeiro contato — mesmo que tenham sonhado com esse momento durante toda a gravidez.

Segundo dados obtidos por pesquisadores, durante uma gravidez normal, os níveis de ocitocina em diferentes mulheres podem variar de 50 a 2 mil pg/ml. E os níveis desse hormônio variam de mulher para mulher. Em algumas, eles aumentam durante toda a gravidez; em outras, diminuem; em outras, ainda, oscilam ao longo do processo. Qualquer mulher pode, portanto, apresentar níveis baixos em determinado momento. Por isso, é normal não sentir a mesma sensação de “amor incondicional” por seus bebês.

  • A primeira coisa que me veio à mente após o parto não foi o bebê, mas sim o quanto eu estava com fome.
  • Eu me aproximei do meu bebê apenas no terceiro dia e não quis segurá-lo nos braços logo de cara. Meu marido o trazia para que eu o alimentasse e só. Antes de receber alta do hospital, no entanto, observei meu bebê chorar e gritar enquanto tiravam sangue dele e, só então, comecei a chorar. Antes disso, minha sensação era a de que eu não havia dado à luz aquela criança. © Юлиана / baby.ru
  • Me apaixonei pelo meu filho logo que ele nasceu, mas de uma forma mais instintiva. Basicamente, eu faria tudo por ele naquele momento. Não foi divertido e eu não estava feliz. Levei tempo para criar um laço com ele e amá-lo por escolha, e não por obrigação. © twentythree2 / Reddit

O temperamento não depende só da educação que a criança recebe

Geralmente, pais de crianças “escandalosas” são olhados com desdém, não apenas por pessoas que não têm filhos, mas também por aquelas que tiveram a sorte de ter uma criança calma. Essas últimas têm, às vezes, a certeza de que as boas maneiras dos filhos são méritos exclusivos da educação que receberam em casa. No entanto, o temperamento é considerado uma característica genética, e não adquirida.

O fato é que mesmo crianças cujos pais investiram todas as economias em sua educação podem abandonar a faculdade. Já outras que não tiveram pais tão comprometidos com o assunto podem ser estudiosas e entrar nas melhores faculdades. É claro que nem tudo é culpa do acaso e é importante, sim, investir na educação dos filhos. Mas esse não é o único fator que conta.

Outro ponto relevante: as crises de idade. Mesmo bebês que têm uma rotina bem definida aos dois ou três anos podem se tornar crianças “rebeldes”. Psicólogos atribuem isso ao fato de que, nessa idade, os pequenos começam a se tornar mais conscientes de si próprios e tentam demonstrar suas vontades e seus ímpetos. Porém, como ainda não sabem se expressar corretamente e controlar os próprios sentimentos, suas tentativas de afirmar seus desejos e limites podem ser manifestadas na forma de birra.

  • Minha filha foi uma criança “dos deuses” desde pequena: comia e dormia muito bem, e, quando chorava (o que era raro), geralmente era por algum motivo evidente, como cólicas. Eu realmente olhava com certo desdém para outros pais cujas crianças viviam gritando frequentemente. Quando minha pequena completou dois anos, porém, começou a fazer escândalo por qualquer motivo, como, por exemplo, quando eu a proibia de jogar açúcar na ração do cachorro.
  • A filha da minha prima é uma criança muito calma. Lembro-me de um momento em que, enquanto a família dela permanecia sentada por uma hora e meia na fila do hospital, praticamente sem se levantar (com ela quietinha), eu corria de um lado para o outro com minha filha, que não parava de espernear. Sempre foi assim. Aquela menina era capaz de ficar brincando por horas no mesmo lugar, sem fazer barulho, enquanto a minha não aguenta ficar cinco minutos sentada. Minha prima não compreendia por que eu não conseguia acalmar minha filha; por que, afinal, ela sempre estava com fome, não me obedecia e vivia correndo? Tudo mudou quando ela teve o segundo filho, que, assim como a minha pequena, não parava quieto. Hoje, minha prima entende que o temperamento não depende só da educação. © Елена / BabyBlog

A frase “quando ela ficar mais velha, melhora” pode não ser verdadeira

Algumas mães “iniciantes”, talvez confusas pela falta de sono, gostam de pensar que, depois de um ano (ou dois ou três...), a tendência é de as coisas melhorarem. A verdade é que isso é muito relativo. É possível que a criança realmente comece a dormir durante toda a noite, o que beneficiaria o sono dos pais. No entanto, novas dificuldades podem surgir.

  • Ficou realmente mais fácil, e até agradável, a partir dos quatro anos. O pior período, para mim, foi até os dois anos: aquele momento em que a criança quer subir em qualquer lugar e não entende o que é perigoso. Se, antes disso, você a carrega no colo, depois dos dois anos, você precisará afastá-la dos brinquedos das outras crianças, das latas de lixo e das poças de lama — o que virá acompanhado de gritos e choradeiras, sem dúvida.
  • Tenho gêmeos. As crianças começaram a dormir a noite inteira a partir dos quatro anos e tiravam boas sonecas à tarde. Que tempo bom! Logo depois, porém, começaram a engatinhar e, então, a andar. Meu nível de exaustão, naquele período, superava até mesmo o do dia seguinte ao parto. Hoje, eles têm dois anos e eu me sinto como um limão espremido.

Não é possível ficar com a criança 24 horas por dia

Após o nascimento do bebê, muitos pais se queixam de que passaram a se sentir mais ansiosos. Isso pode estar relacionado à fadiga e às alterações hormonais, é claro, mas também ao fato de que, agora, eles são responsáveis pela vida de outra pessoa. O medo pela criança é alimentado pelas notícias diárias, que mostram a violência no mundo e, ainda, pelo fato de que ela crescerá e sairá de casa.

Nesse caso, a melhor solução é manter a calma e praticar a confiança e o desapego. Os pais podem prestar apoio e ensinar aos filhos o que fazer em situações difíceis. Mas não devem se esquecer de que isso não está inteiramente no controle deles.

Crianças podem fazer coisas ruins

Acredita-se que as crianças são criaturas puras, inocentes e amáveis. Mas, muitas vezes, suas palavras e ações mostram o contrário. Elas podem gritar que “odeiam” as mães, jogar pedras em animais e fazer bullying com outras crianças. Aqui, não nos referimos aos adolescentes, mas às crianças pequenas, mesmo. Em tais momentos, pode parecer que os adultos estão criando “monstros”, porém, na verdade, isso é apenas um reflexo da inaptidão dos pequenos para lidar com as próprias emoções. Eles ainda não entendem o que é certo e errado e, para descobrirem, precisam expandir seus limites.

  • Aos seis anos, minha filha compôs uma música sobre a amiga dela. Ela me contou isso somente quando a menina e a mãe vieram nos visitar. Eu disse: “Cante para nós”. Minha filha começou e foi um vexame! A música era algo assim: “Minha amiga é burra, feia e o nome dela é horrível”. A garota, é claro, começou a chorar e a mãe a levou embora na mesma hora. Perguntei depois à minha filha por que ela havia escrito aquelas coisas sobre a amiga. Ela apenas disse que achou engraçado. Felizmente, depois, elas fizeram as pazes. © Unknown author / Woman.ru
  • Quando pequena, eu roubava tudo o que aparecia pela frente. Os “crimes mais sérios” foram o furto do cachorro do vizinho e dos brinquedos do jardim de infância, que, depois, encontraram embaixo da minha cama. Vale notar que nossa família tinha uma boa condição financeira. Não sei por que fazia aquilo. Uma vez, sugeri fazer uma brincadeira com minha irmã mais nova: correr entre os balanços em movimento. Por sorte, ela não quis participar. © Filin225 / Pikabu

Pais de mais de um filho podem ter seus “queridinhos”

O pesquisador Jeffrey Kluger afirma que, em famílias com várias crianças, os adultos geralmente têm seus preferidos, embora não admitam isso abertamente. O amor dos pais é influenciado por inúmeros fatores. Eles estão relacionados à idade e à própria condição financeira da família em um determinado momento. Digamos, por exemplo, que o primeiro filho nasceu quando os pais ainda eram jovens, tinham uma renda mais baixa e estavam despreparados para o que viria pela frente; já o segundo filho nasceu em condições financeiras e psicológicas mais favoráveis. Portanto, há chances de que os pais deem preferência para o segundo, por conta de tais fatores externos.

Além disso, o gênero do bebê pode ter certa influência: alguns pais acham mais fácil criar laços com meninos; outros, com meninas. Para alguns adultos, ainda, pode ser relevante o fato de a criança ser fisicamente ou emocionalmente parecida com eles.

Psicólogos recomendam ter claro que cada criança tem suas características e deve ser amada por isso. É importante, segundo eles, construir relações únicas com cada filho, buscando evitar comparações extremas com os demais.

Ninguém é obrigado a amar o seu filho

Muitas vezes, pessoas em volta podem acabar ofendendo as crianças ou as mães injustamente. No entanto, na tentativa de defender o filho, não é preciso ultrapassar os limites da cordialidade. Seria estranho, por exemplo, se uma mulher fosse ao parquinho com uma criança dormindo no carrinho de bebê e exigisse que as pessoas fizessem silêncio. Também não é necessário gritar com aqueles que não oferecerem seus lugares no transporte público; basta pedir com educação.

Muitas pessoas podem querer dar palpites na sua forma de educar

Houve uma época em que pais e mães com cabelos coloridos, tatuagens e piercings eram criticados. Felizmente, esses tempos passaram. Mas o fato é que sempre haverá alguém que irá criticá-lo pelo fato de você não agasalhar suficientemente seu filho em um dia frio; ou, o contrário, haverá quem diga que ele está muito agasalhado. Ou aqueles que o criticarão pelo fato de você deixar que comam doces. A verdade é que sempre haverá algum pretexto para que alguém discorde do método de educação alheio.

Criticar mães é uma prática que, infelizmente, ainda existe — adotada tanto por mulheres com filhos, como por “amigas” ou até por pessoas mais velhas que não têm nenhuma relação com a criança. Essas críticas às vezes são feitas na forma de perguntas incômodas ou inapropriadas ou de “ofertas de ajuda” desnecessária ou indesejada.

Essa situação é comum no mundo todo. Por exemplo, seis de cada dez americanas com filhos admitiram que são criticadas por seus métodos de educação. E o tópico de discussão mais recorrente dentro do tema educação, segundo 70% delas, é “disciplina”. Outras esferas controversas: alimentação correta (52%), sono (46%), amamentação (39%) e segurança (20%).

  • Voltava para casa de ônibus com meus dois filhos. A de 4 anos estava ao meu lado; o de 6 meses, nos meus braços. Saí do ônibus com as crianças e diversas sacolas de mamadeiras e fraldas. Esperava meu marido chegar com o carrinho de bebê, mas ele estava atrasado. Nesse momento, uma senhora passou ao lado da minha filha, abaixou-se, segurou o braço dela e disse: “Vamos, minha linda. A mamãe virá atrás de nós, mas ela precisa de ajuda e está com os braços ocupados”. E saiu andando. Dizer que fiquei em choque seria um eufemismo. Meu bebê dormia, todas as sacolas estavam jogadas no chão e uma mulher levava minha filha para longe... Por quê?! Gritei para minha filha: “para onde está indo? Volte aqui agora! Não pode ir com essa moça, não!”, mas ela não ouviu. Corri atrás dela e me dirigi à mulher: “para onde a senhora está levando minha filha, posso saber?” Ela apenas soltou o braço da minha pequena e continuou andando sem nem mesmo olhar para trás ou me responder. Minha filha finalmente entendeu o que estava acontecendo, ficou assustada e começou a chorar. Meu filho acordou, por conta das lágrimas que caíam dos meus olhos e dos meus gritos de desespero, e também começou a chorar. ©#щастьематеринства / Vkontakte
  • Esperava meu marido na saída da loja com um carrinho duplo em que nossas gêmeas dormiam tranquilamente. Uma senhora mais velha se aproximou e começou a puxar papo. Sorri e iniciamos um diálogo, pois já estava acostumada a receber maior atenção por conta dos bebês. No entanto, a partir de um determinado momento, as perguntas ficaram muito estranhas. Por exemplo: “você teve as duas meninas de uma vez ou consecutivamente?” Ou seja, ela estava interessada em saber se minhas filhas saíram de mim ao mesmo tempo ou se foi uma antes da outra? Muito confusa, fiquei calada. A mulher simplesmente pôs a mão no carrinho e disse: “você deve estar cansada, deixe que eu as levo para passear”. E tentou levar minhas filhas.

As crianças não deveriam ser o “sentido da vida” dos pais

Existe uma ideia de que as crianças são a “razão de vida” dos pais. Muito por conta dela, mães e pais carinhosos podem acabar se tornando “tóxicos”, sobrecarregando seus filhos com a responsabilidade de ser a “razão de viver” de alguém. Crianças nessa situação podem passar a vida carregando sentimentos de culpa por não corresponderem às expectativas de seus pais e, depois, de seus professores, cônjuges, melhores amigos e até chefes.

Quais verdades você descobriu após se tornar pai ou mãe? E, se não tem filhos, já considerou essa hipótese? Quais os maiores medos? Comente!

Imagem de capa Depositphotos
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