Pesquisadores revelam 8 dicas para abandonar alimentos prejudiciais à sua saúde

Dicas
há 11 meses

O pesquisador Steven Whitherly estudou o fenômeno da comida e chegou a uma conclusão surpreendente: nosso próprio cérebro nos faz consumir alimentos prejudiciais. Por outro lado, o escritor e ativista de alimentos saudáveis, Michael Pollan, disse em seu livro “O dilema do onívoro que a razão de nosso amor pelo fast-food é baseada na grande contradição entre a lógica da natureza e a produção industrial de alimentos. Em suas publicações e relatórios, os pesquisadores não apenas compartilham suas observações, mas também fornecem excelentes conselhos sobre como superar os desejos que sentimos por esses produtos proibidos. Como parece ser inconclusivo, o que nos resta é ler sobre diversas opinões e tentarmos seguir o melhor caminho para nós mesmos.

Nós do Incrível.club queremos auxiliar nossos leitores, por isso reunimos os melhores conselhos de pesquisadores e nutricionistas, que irão ajudá-lo a estar um passo mais perto da vida saudável que muitos tanto desejam. Ao final, diremos por que as pessoas gostam de comer junk food e quais são os truques criativos que os fabricantes usam para tirar proveito disso.

1. Preste atenção à etiqueta

Michael Pollan nos aconselha a evitar produtos que contenham ingredientes cujos nomes não podem ser pronunciados por alunos da terceira série. A maneira mais segura de começar a comprar alimentos menos prejudiciais é obter mais informações sobre o que você realmente está ingerindo. Se decidir ir mais a fundo e descobrir a composição de seus alimentos favoritos, essa informação pode surpreendê-lo, e não estamos falando em um sentido bom.

As batatas fritas nem sempre são feitas com batatas, e metade da pasta de chocolate e nozes que amamos é praticamente açúcar puro. Muitas vezes, o aditivo alimentar E320 BHA das salsichas e chouriços, que serve como um antioxidante, é um potencial cancerígeno. E a vitamina D3, que pode ser encontrada no rótulo dos iogurtes, é obtida a partir da gordura de ovelha.

2. Faça um prato composto por três cores

Você já reparou que os produtos saudáveis geralmente têm cores mais brilhantes, enquanto os alimentos prejudiciais não são distinguidos por um grande número de tonalidades (a menos que contenham corantes)? Nós enxergamos os pães, as batatas fritas, os biscoitos e o macarrão instantâneo, por exemplo, quase como um único produto. E claro que nosso organismo, inconscientemente, acredita que precisa de algo suplementar.

A professora do Departamento de Ciências Alimentares e Nutrição, Susan Bowerman, afirma que muitas pessoas seguem uma dieta “bege”, composta por biscoitos, massas e pães. Mas a realidade é que precisamos ver produtos de pelo menos três tons diferentes em nossos pratos. Então, em vez de ir para outro pacote de biscoito, adicione cores brilhantes ao seu prato: uma suculenta maçã vermelha ou uma banana bem amarela.

3. Dê atenção à regra dos 5 ingredientes

Se mais de cinco ingredientes estiverem incluídos no rótulo de um produto, é um sinal de que é um alimento processado. A regra “menos é mais”, neste caso, funciona sem restrições.

Evite produtos que contenham ingredientes sobre os quais você nunca ouviu ou que não usaria em casa. Emulsionante nutricional, lecitina, estabilizador... o que é tudo isso? Muitos dos aditivos são usados para estender a vida útil do produto, e mesmo nesse caso você sempre pode encontrar alimentos parecidos que são seguros e naturais: sal, vinagre, ácido cítrico e mel.

Também evite produtos em cujo rótulo o açúcar esteja entre os três primeiros ingredientes.

4. Conte até 10 antes de colocar um produto prejudicial em seu carrinho de compras

Michael Pollan aconselha que todos façam a si mesmos uma pergunta antes de comprar qualquer alimento: “Sua bisavó consideraria isto uma refeição?” Por exemplo, será que ela comeria uma gelatina vistosa em um recipiente de plástico? Além disso, o nutricionista recomenda não comprar um produto cuja publicidade você tenha visto na televisão. O fato é que a maior parte da publicidade de alimentos na mídia promove o consumo de junk food e bebidas alcoólicas.

Além disso, durante a compra, tente observar atentamente a composição desse produto. Como ele foi cozinhado, se foram adicionados (e em quais quantidades) açúcar, realçadores de sabor e conservantes, quanta gordura foi utilizada... E agora não pense duas vezes e devolva aquele pacote de salsichas para a prateleira.

5. Escolha comprar aperitivos e lanches saudáveis

Conforme caminha pelo mercado ou supermercado, reabasteça os produtos úteis. Frutas, legumes, frutas vermelhas, nozes, iogurte natural, ervas frescas: a escolha dos alimentos que farão bem para o corpo é bastante ampla.

Se você está acostumado a mastigar alguma coisa o tempo todo, os talos de aipo são grandes aliados: você nunca engordará com eles. E para não se sentir “um coelho” e ter mais prazer ao ingerir esse alimento, você pode preparar um molho leve para acompanhá-los.

Mantenha os alimentos saudáveis em um lugar mais acessível: na parte central da frente da geladeira, em uma cesta na cozinha, nas prateleiras e gavetas da sua mesa de escritório. Tenha sempre legumes e frutas à mão.

6. Crie sobremesas saborosas e nutritivas em apenas
meia hora

O maior problema que todos enfrentam é, provavelmente, a ansiedade e vontade de comer doces. Não é tão fácil desistir de um pedaço de bolo ou de um delicioso biscoito recheado. Mas os produtos ricos em carboidratos podem ser substituídos por similares dietéticos, e o Instagram está repleto de páginas sobre nutrição saudável com receitas detalhadas para esses pratos. Há muitas sobremesas deliciosas que ajudam a manter a forma e a boa saúde.

Prepare um sorvete caseiro. Coloque algumas frutas no congelador e coma-as depois de um jantar, como sobremesa doce. Também é possível fazer barras de granola em casa: processar duas xícaras de aveia, uma maçã grande, uma pêra ou uma banana, um punhado de frutas secas e nozes. Coloque essa massa em uma assadeira e cozinhe a 180° C, ou até surgir uma crosta crocante ao redor da massa. São ótimas maneira de comer algo doce sem prejudicar seu organismo.

7. Mastigue 32 vezes

Há mais de 100 anos, Horace Fletcher apresentou o conceito de que uma pessoa pode perder peso mastigando os alimentos mais de 32 vezes. Os pesquisadores japoneses estudaram este hábito de forma detalhada e chegaram à conclusão de que ele é essencial para a saúde e a longevidade.

A falta de mastigação de alimentos leva ao aparecimento de síndrome metabólica, aumento da pressão arterial, diabetes e obesidade. Quanto mais atenção é dada à mastigação da comida, mais fácil é para o corpo digeri-la.

Se puder mastigar mais e com mais diligência, você comerá menos. Tente fazer isso devagar e de forma consciente. Mastigue no mínimo 32 vezes, engula e apenas após esse processo dê outra garfada na comida.

8. Fotografe sua comida

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Wisconsin, em Madison, liderado por Lidia Zepeda, concluiu há uma década que fotografar os alimentos ajuda a abandonar hábitos nocivos e a perder peso.

Os resultados do experimento com 43 voluntários confirmaram que a visualização ajuda a controlar a dieta. Pesquisadores acreditam que, com um telefone com câmera e um diário alimentar no qual você anota seus sentimentos depois de comer, é possível realmente se livrar de alguns quilos extras.

Portanto, depois de ver outra foto de comida no Instagram, não julgue a pessoa que a publicou: talvez ela tenha encontrado essa maneira para lutar contra sua má nutrição.

Bônus: então, por que gostamos tanto de alimentos que nos prejudicam?

Steven Whitherly, em seu livro “Por que os seres humanos gostam de junk food?, afirma que há dois fatores que levam as pessoas a obter um prazer especial ao consumir alimentos pouco saudáveis:

  • Sensação de gosto, cheiro e de que um alimento derrete na sua boca:

As empresas de alimentos gastam milhões de dólares para entender qual deve ser a consistência ideal de um determinado produto. Além disso, um contraste dinâmico (por exemplo, uma combinação de uma casca crocante com recheio suave) colabora para essa “imagem”. Por isso, aqueles produtos que se dissolvem rapidamente na boca, com calorias ocultas (o cérebro não percebe o quanto a pessoa realmente está comendo) e alimentos que causam salivação ativa (maionese, vários molhos, chocolate quente) são os mais escolhidos.

  • Composição dos alimentos:

Os fabricantes de alimentos usam a combinação perfeita de sal, açúcar e gorduras, que “excitam”
seu cérebro mais do que outros alimentos, e fazem com que você consuma esse tipo de comida repetidas vezes.

Mas há boas notícias: diversos estudos apontam que, quanto menos as pessoas ingerirem alimentos prejudiciais, menos elas os desejarão. Alguns chamam esse processo de “reprogramação genética”.

E quanto à sua dieta, você acha que ela é adequada e ajuda a resistir à tentação de comer algo prejudicial à sua saúde? Conte pra gente nos comentários abaixo.

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