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10 Marcas tão famosas no Brasil que se tornaram sinônimos para nomes de produtos (nova seleção)

Algumas marcas se tornaram tão populares que são facilmente confundidas com produtos. Afinal, o verdadeiro nome do tecido Lycra é elastano e Rimmel é, na verdade, máscara de cílios. Todavia, em nosso dia a dia quase nos esquecemos desse fato e acabamos chamando os objetos pelo nome que é mais disseminado — e, muitas vezes, não é o original. O mais curioso é que não necessariamente fazemos o uso da marca pela qual clamamos, e isso nem faz diferença.

Por isso, o Incrível.club, fez uma nova seleção com 10 marcas tão famosas que acabaram nomeando os itens que vendem. Confira!

1. Nutella (creme de avelã)

A Ferrero é uma marca italiana responsável por nomes como Kinder Ovo, Ferrero Rocher, Tic Tac, e claro, Nutella. O creme de avelã, mundialmente conhecido, surgiu em 1946 por causa da escassez do cacau. Sendo assim, apenas com avelãs, açúcar e o mínimo de cacau, foi criada essa paixão mundial.

E o produto não começou como um creme; sua primeira versão era em forma de barra e podia ser fatiada. O nome original era Giandujot, por causa de um famoso personagem de carnaval local. O nome que conhecemos, Nutella, só foi lançado em 1964, mas até hoje é sinônimo de creme de avelã.

2. Rimmel (máscara de cílios)

A máscara de cílios é um item comum para aqueles que gostam de se maquiar. Só que, normalmente, ela não é chamada desse jeito, e sim de Rimmel (rímel). Isso acontece porque o cosmético foi criado por Eugene Rimmel, um perfumista francês, fundador da House of Rimmel, no século XIX.

A versão que conhecemos nos dias de hoje foi criada pelo químico T.L. Williams a pedido de sua irmã, Maybel, e assim surgiu outra companhia famosa no ramo dos cosméticos, a Maybelline Company. Mas nem isso tirou o nome “Rimmel” da boca do povo. O termo segue sendo sinônimo para máscara de cílios.

3. Miojo (macarrão instantâneo)

O macarrão instantâneo, mais conhecido como miojo, surgiu no Japão em 1958 pelas mãos de Momofuku Ando. A empresa começou de forma familiar até tomar a dimensão que conhecemos hoje em dia. A ideia do rapaz, dono da Nissin Foods Group, era desenvolver um lámen que pudesse ser feito apenas com água quente.

A chegada ao Brasil não demorou tanto tempo; em 1965, o lámen chegou em São Paulo com a Miojo. Até então, os brasileiros não tinham muita ideia do que era, mas logo a história mudou e, em 1981, a demanda era tão grande que a primeira fábrica da Nissin no País foi inaugurada.

4. Xerox (fotocopiadora)

Quem nunca ouviu a frase: “Nossa, preciso passar na xerox?” Automaticamente entendemos a mensagem de que aquela pessoa precisa tirar cópia de algo. Todavia, o nome “Xerox” se refere, na verdade, a uma marca que atua no setor de tecnologia, mas que ficou conhecida justamente pela invenção da fotocopiadora.

A princípio, a marca se chamava Haloid, mas, em 1958, com a popularização da primeira fotocopiadora, a XeroX Model A, a empresa se tornou Haloid Xerox. E, pouco tempo depois, virou somente Xerox, termo que até hoje é sinônimo para fotocopiadora, sendo até mesmo mais popular que o nome verdadeiro.

5. Pyrex (refratário de vidro)

Raramente ouvimos alguém pedindo para pegarmos um refratário de vidro; o mais comum é pedirem o Pyrex (pirex), que, na verdade, é uma marca criada em 1915 pela Corning Inc. para a linha de recipientes de vidro. Ou seja, aquele refratário que vai ao forno para fazermos empadão ou um bom escondidinho não é, necessariamente, da marca.

O Pyrex é conhecido por resistir a altas temperaturas e o vidro utilizado para desenvolver esse produto foi criado por Otto Schott, um químico e técnico de vidros. As primeiras unidades da Pyrex não podiam ser usadas diretamente nas chamas, mesmo resistindo a altas temperaturas.

6. Caldo Knorr (caldo em cubos)

A história da Knorr é mais antiga do que pode parecer. Em 1873, as primeiras sopas secas foram lançadas pela Europa Continental. Alguns anos depois, em 1912, surgiu o primeiro caldo Knorr em cubo. Sim, parecido com o que usamos em nossas casas para temperar nossa comida. E, claro, independentemente da marca que usemos, sempre o chamaremos de “caldo Knorr”, ao invés de “caldo em cubo”.

O pioneiro dessa invenção foi Carl Heinrich Knorr, que acabou dando o nome à marca. E apesar de suas ideias terem começado muito antes, a primeira fábrica só foi aberta em 1938, em Heilbronn, na Alemanha, para fornecer chicória para a indústria de café. Mas essa é outra história.

7. Durex (fita adesiva)

É quase unanimidade que, no Brasil, a fita adesiva se chama “durex” — assim mesmo, com letra minúscula, já que se trata de um produto. A primeira versão da fita nasceu em 1923 e visava a auxiliar na pintura de automóveis; todavia, a ideia acabou sendo falha, já que a fita não colava direito e deixava a tinta vazar, manchando os carros.

Com os devidos ajustes, a novidade acabou se tornando imprescindível nas casas e nos escritórios. No Brasil, o nome popular se dá por causa da marca Durex, que fabrica as fitas adesivas transparentes, que auxiliam principalmente para colar papel e papelão.

8. Comfort (amaciante)

Amaciantes são muito utilizados na lavagem de roupas. O cheirinho que fica é marcante e deixa a sensação de roupa mais macia. O item surgiu por volta da década de 50, na Inglaterra, e visava a deixar as fibras de algodão mais suaves após o tingimento.

item chegou em 1975 nas casas brasileiras, junto da marca Comfort, que acabou se tornando sinônimo para o produto. Desde então, ela vem se reinventando, sempre marcando presença no nosso dia a dia. Ou seja, estamos usando cada vez mais amaciante. Ou, melhor, cada vez mais Comfort.

9. Lycra (elastano)

Roupa de lycra virou sinônimo para qualquer material feito de elastano, uma fibra sintética com grande elasticidade. Normalmente, vemos esse material em peças esportivas, de praia, ou nas calças legging. Inclusive, é difícil imaginarmos essas roupas sem o uso desse material.

A empresa Lycra, que popularizou o nome, surgiu em 1950 e, a princípio, o material era utilizado somente em meias e lingeries. Mas acabou “conquistando” outras vestimentas, facilitando e deixando a vida dos usuários muito mais confortável. De acordo com a consultora de moda e empresária Costanza Pascolato, a Lycra gerou uma mudança radical a partir dos anos 80, pois a vida passou a ser mais ativa, com um consequente aumento da prática esportiva.

10. Jacuzzi (banheira de hidromassagem)

É normal ouvirmos a palavra “jacuzzi” (em letras minúsculas) como sinônimo de banheira de hidromassagem; todavia, esse nome remete a uma marca que fabrica esses itens e que foi pioneira na criação desse tipo de banheira. Em 1968, Roy Jacuzzi criou a primeira banheira de hidromassagem integrada do mundo e a chamou de Roman.

banheira de hidromassagem é diferente das demais porque possui jatos de água que ajudam a relaxar, facilitando a “hidroterapia”. Além disso, ela pode ser usada por mais de uma pessoa por vez e pode ser instalada tanto ao ar livre como em locais fechados. Sabe aquele lugar em que os participantes do Big Brother Brasil se reúnem à beira da piscina? Aquilo é uma hidromassagem ou uma jacuzzi.

Você conhece esses itens pelo nome original ou pela marca? Sabe de algum outro produto que ficou de fora da lista, e que não é chamado pelo nome original? Compartilhe com a gente nos comentários.

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