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Estudo mostra que a paixão pode nos deixar menos inteligentes

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O amor apaixonado é um estado afetivo muito profundo e significativo. Do ponto de vista biológico, ele serviu, nos tempos de nossos ancestrais, como uma espécie de mecanismo evolutivo para fazer com que os casais ficassem juntos para, por exemplo, proteger seus bebês indefesos de predadores. Na sociedade moderna, o amor ativou níveis mais fortes de compromisso nas relações apaixonadas, provocando, por exemplo, uma diminuição do desejo de procurar outras pessoas. Nesse sentido, o amor romântico é um aspecto de bem-estar social.

Portanto, dizer que quem está apaixonado vive ’nas nuvens’ faz sentido. O Incrível.club vai explicar um pouco mais sobre uma pesquisa que avaliou a mente dos apaixonados e mostrou que, de fato, eles “perdem o contato com o mundo”.

Um estudo curioso

Um estudo realizado por pesquisadores do Instituto Leiden para o Cérebro e a Cognição, da Holanda, descobriu que, embora as relações românticas contribuam para a felicidade, elas também podem piorar o controle cognitivo. Os pesquisadores compararam a felicidade subjetiva, uma medida indireta da existência de experiências positivas causadas pela paixão, em participantes com e sem companheiros. Foi realizada uma avaliação de morfometria da massa cinzenta do cérebro baseada nos efeitos de se estar em um relacionamento romântico. Os resultados mostraram que pessoas apaixonadas são mais felizes, mas possuem uma menor densidade da massa cinzenta.

Paixão + felicidade = menos massa cinzenta

Sim, o amor desestabiliza a inteligência. A diminuição observada na densidade da massa cinzenta (no estriado dorsal direito) poderia sugerir que há um aumento na importância da recompensa social em uma relação romântica. Isso significa que estar apaixonado é algo associado com experiências positivas e uma redução do controle cognitivo. Esse último se relaciona com a memória, com a razão e com a resolução de conflitos; ou seja, as funções mais importantes do cérebro.

As fases do amor e o controle cognitivo

O amor romântico tem uma causa neuropsicológica específica: a liberação de hormônios como a dopamina. Portanto, paixão que vivemos com muita força no começo de uma relação mobiliza muitos recursos cognitivos que não são regulados até a segunda fase do amor, um momento mais ’tranquilo’.

Vício em amor

Os cientistas descobriram que a pessoa que se encontra na fase inicial do amor romântico, assim como um dependente de droga, ao apresentar um controle cognitivo reduzido, cai em um estado de vício em que é ativada a zona de ’recompensa’ do cérebro. Nesse sentido, o amor se transforma em um estado de absorção total entre dois indivíduos que se encontram sempre na expectativa do que podem obter um do outro.

Recuperando o controle cognitivo

O estudo também mostrou que à medida que ’você e eu’ se transforma em ’nós’, o amor romântico passa a ter um impacto positivo na nossa existência. No início, o amor apaixonado compromete algumas funções do cérebro. Quando a relação fica estável, após um bom tempo — por exemplo, quando as pessoas se casam e têm filhos -, ou quando os cônjuges decidem terminar, o cérebro tende a recuperar o controle sobre si mesmo.

Mas fique calmo que nem tudo é ruim: o amor é reconhecido como um sentimento universal. Segundo os pesquisadores, ter um companheiro ajuda a aliviar o estresse e a prevenir os sentimentos de angústia, o que contribui para uma sensação de bem-estar. Portanto, os sentimentos positivos, aqueles mesmos que causam uma diminuição na densidade de massa cinzenta, poderiam realizar uma função de alívio do estresse.

Você já experimentou essa sensação satisfatória que o amor romântico causa e que não nos deixa pensar em mais nada? Em sua opinião, estar apaixonado representa um risco para a inteligência? Compartilhe a sua opinião nos comentários.

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