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Conheça os “palhamédicos”, voluntários que fazem os pacientes se sentirem melhor por meio do riso

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José Pellucchi, médico psiquiatra e ator argentino, diz que o humor e o riso liberam endorfinas no corpo, e que pessoas felizes adoecem menos. Por isso, ele resolveu testar uma terapia capaz de fazer com que os pacientes se sentissem melhor e aliviassem o estresse causado pelos problemas através do sorriso e da alegria.

O Incrível.club acompanhou o trabalho que Pellucchi e seus colegas realizam em hospitais e clínicas com o intuito de melhorar a saúde dos pacientes. Continue lendo e confira mais detalhes sobre essa terapia.

O riso como terapia médica

Em 2002, a Argentina viu nascer a organização criada por Pellucchi, batizada de “Palhamédicos”, ideia que havia surgido alguns anos antes, quando ele terminava de ensaiar algumas cenas de uma peça de teatro. A combinação entre suas duas profissões, de médico e de ator, permitiu que as atividades teatrais causassem efeitos terapêuticos nos pacientes.

“Começamos com cenas no Hospital Udaondo, e depois partimos para o Hospital das Clínicas. Inicialmente, nos chamamos de Hospiteatro, e só depois o nome atual surgiu. Tudo aconteceu seis anos antes da estreia do filme Patch Adams — O Amor é Contagioso, em 1998... Mas o filme nos deu um empurrão a mais. Não éramos os únicos loucos no mundo fazendo aquilo!”

Os colaboradores da alegria se multiplicam

Ao ver a melhora nos pacientes, Pellucchi não demorou para se reunir com outros colegas do Hospital Rivadavia, com quem fazia peças de teatro abordando temas como prevenção, violência doméstica, vacinas e outros. À época, eles decidiram criar uma ONG, que hoje conta com 7 mil colaboradores na Argentina e mil no Chile.

Todos podem ser “palhamédicos”

Qualquer pessoa pode se tornar um “palhamédico”, independentemente da profissão. Afinal de contas, a ideia principal da terapia não é fazer um espetáculo, e sim reduzir a carga emocional negativa decorrente da internação do paciente. E tal objetivo só é atingido por meio da coleta de informações sobre a pessoa, para que ela possa ter uma sessão personalizada.

“O ’Palhamédicos’ leva um pouco de fantasia ao ambiente hospitalar. O suporte de soro, por exemplo, vira um pedestal de microfone para um show de rock, enquanto os monitores podem se transformar em janelas para paisagens bonitas e tranquilizadoras. A ideia é sempre nos transportar para outro lugar”.

Há até um treinamento para “palhamédicos”

Os “palhamédicos” contam com uma página no Facebook na qual explicam que, para fazer parte do grupo, é preciso passar por uma “palhaformação”: uma oficina de “palhateatralidade” de três meses, ministrada por monitores habilitados. A ideia é que as pessoas que entram em contato com os pacientes tenham as ferramentas necessárias para desempenhar o trabalho do jeito certo. Além disso, o grupo realiza uma capacitação conceitual de dois meses, “uma instância teórico-vivencial com uma parte psicodramática. É possível, ainda, obter um certificado da UBA e da UNESCO”, diz o perfil.

Eles frequentam também outros lugares para oferecer terapia

Os “palhamédicos” não visitam apenas pacientes internados em hospitais. O trabalho desenvolvido por eles vai muito além disso, pois o grupo incorporou outras atividades, como a de “palhasinais” para pessoas com deficiência auditiva; a de “palhacavalos”, que faz uso da equoterapia para ajudar crianças autistas, e a de “palhapiscina”, realizada em piscinas e voltada à reabilitação de pessoas com artrose ou outros traumas.

O pioneiro da atividade

Antes dos “Palhamédicos”, em 1971 foi fundado o Instituto Gesundheit! graças à iniciativa de Hunter Doherty “Patch” Adams... Ele mesmo, o homem que inspirou a produção do filme Patch Adams — O Amor é contagioso, protagonizado por Robin Williams. Hunter ficou conhecido como o médico da risoterapia, pois foi ele quem desenvolveu a técnica, com fins médicos e terapêuticos. Todos os anos, o médico reúne um grupo de voluntários de todo o mundo para visitar hospitais dos mais diversos países, sempre vestidos de palhaço e dispostos a espalhar alegria.

O que você acha do trabalho desenvolvido por José e pelos demais “palhamédicos”? Conhece outra organização que leve divertimento aos pacientes internados em hospitais? Comente!

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